Linha Tenue entre o seu Olhar
"Nas entre linhas do teu sorriso meu coração se perdeu e hoje toda vez que falam de amor é o teu sorriso que me vêm a mente."
Durante uma conversa no tinder
Eu entendo que o amor não passa de algo que acontece entre pessoas por circunstâncias geograficas. Pq se eu nascesse em outro lugar, outra pessoa iria me fazer sentir o mesmo. Se eu baixasse o tinder em outro país, nem estaria te conhecendo agr. Então, estamos a deriva do cosmo social
A igualdade entre os diferentes, ali está cachaceiros e crentes
Vou relatando meu pensar, meu ver, ouvir e falar.
De mim e ti e de tudo que o povo pensa, talvez somente um poema viajante.
Porém nada adianta se eu não amar meu semelhante.
O crente fala da vida mundana.
O mundo diz que crente engana.
Ainda que exista diferença radiante.
Nada adianta se não amar o semelhante.
O desviado saltita, dança e agita.
O crente ora, clama pela alma não ser aflita.
Os prazeres de fato são distantes.
Mas nada adianta se não amar o semelhante.
O mundano, o cachaceiro, fumante e criminoso.
O varão, levita, obreiro, o crente fervoroso.
Adjetivos contraditórios, corretos e errantes.
Porém tudo se faz vão se não amar os semelhantes.
A prática da justiça, misericórdia e amor estão ao alcance de quem desejar.
O poeta, o crente, o filósofo, o pastor, o artista, o padre pode ter em seu coração o altar.
Mandamentos do senhor é um desafio contra o argumento profano.
Quem poderá julgar ser o bom samaritano.
A corte é preconceituosa, o amor é oportuno e radiante o contexto.
O desafio é cumprir o mandamento amar o próximo como a ti mesmo.
Giovane Silva Santos
Só quem já passou pela dor
Ajuda quem se perde no Bojador
Entre tormentas e tempestades
Abraça por amor e traz claridades.
" Se um dia você se sentir Velho e triste, NÃO SE PREOCUPE, entre numa banheira com vinho... Assim você estará noVINHO. " :)
Não existe uma boa ligação às 7 horas da manhã. Na minha experiência, todas as ligações entre 23h e 9h são desastres.
Hoje vou falar
De verdadeiros Heróis
Que até hoje sofrem
Entre todos nós
Século XVI, iniciava um momento triste
Navios chegavam aqui
Com pessoas sem voz, e sem ouvinte
Com a Liberdade tirada a força
Foram trazidos para cá
Pra longe de sua terra
Sem um lugar pra chamar de lar
Passaram por muita luta e dor
Foram chicoteados
E não puderam se opor
A assinatura de uma princesa
Fez uma luz resplandecer
Um ar de esperança,
Naquele dia se viu nascer
Até hoje sofrem
Com varios tipos de açoes
Racismo, preconceitos e descriminaçoes
Estamos no século XXI
E pouca coisa mudou
Achamos ter acabado
Mas o preconceito, apenas se ocultou
Temos que dar um BASTA
Em todo esse odio oculto
Saber que somos todos humanos
E vivemos no mesmo mundo
Viemos do mesmo pó
Criado pelo mesmo Deus
O sangue que corre na veia deles
É igual ao meu e ao seu
Racismo e preconceito
Nunca mais
Vamos construir um mundo
Onde possamos viver todos em Paz
Entre sombras e engôdos, sorrateiramente camuflado.
Ardil, ágil, entre curvas e vias, segue.
Com a certeza de ir, nem ele sabe onde.
Razão plena do seu existir, o ir.
Contra senso da razão, paradoxo do ser.
Nenhum outro pode acompanhar, sequer sonhar.
Num devaneio fluir, Pensamento, senhor da arte de fugir.
Solto dentro do eu, alma irrequieta.
Preso entre sonhos, anseios.
Tempos de garra, idos.
Impotente diante do desejo alheio.
Tão violenta a vontade de viver, ir
Grilhões trincados, o eu do outro.
Deriva, precisão.
Sonhos, inimigos traiçoeiros.
Exaurido, só.
Novamente eu.
Mais faces e facetas, quantas tem?
A todos, verdadeira.
Inda cerrada, entre carrancas velhas, impondo.
Gentil no trato, ato e fato.
A fundo quem ver, doce parecer.
Complexo nexo, querer.
Infinita garra, na face, sustentar.
Razões invertidas, tidas, idas.
Na ânsia de viver, novas faces fitar.
Insegura face, ao novo olhar.
Liberta face, garra ao encarar.
Na face nua, singela, delicada.
No espelho busca... Quem sou?
O pacto, feito entre a instituição escolar com seus alunos, de 'faz de conta que eu ensino e você que aprende', é uma das formas mais perversas de declarar a decadência do futuro da sociedade em si mesma.
As lágrimas rolaram por horas a fio e no intervalo entre uma lágrima e outra a vontade de ligar para alguém que as fariam cessar
E de repente se certificou que não tinha quem as fariam cessar, nem os melhores amigos. Era necessário elas caírem
Coraçao que forte bate no peito,aumentando meu desejo de tê-la entre meus braços e te sufocar num beijo apaixonado.
De tanto procurá-la, encontrei-a.
Era a tal da felicidade.
Depois, perdi-a...
Entre a minha casa e o trabalho.
Você poderá sempre escolher entre se encontrar e ser feliz,
ou continuar tentando inutilmente se esconder da vida.
Cada sorriso teu, é um abraço, entre plano celestial, e terrestre; e a energia que aproxima almas, é a sabedoria de seguir os passos, e por em prática os bons ensinamentos, de quem cumpriu a missão de ensinar, e retornar... O elixir, em prol do nosso legado, está no sorrir meio as lágrimas.
ENTRE DEUSES E DEMÔNIOS
by Clarete Bomfim
Proteu era uma divindade marinha, pastor dos rebanhos de seu pai, Poseidon. era visto como profeta por ter o dom da premonição, mas não gostava de comentar os acontecimentos futuros. Sempre que um humano se aproximava ele fugia, assumindo a forma de criaturas marinhas monstruosas e assustadoras.
Reza a lenda que, um dia, sorrateiramente, Proteu acende uma tocha no fogo do sol do Olimpo e o devolve à humanidade, contrariando a vontade de Zeus. Sua vingança veio, primeiramente em forma feminina. Os deuses criaram a primeira mulher - Pandora - que foi enviada à terra, levando uma caixa onde estavam guardadas todas as desgraças que assolariam a humanidade. Não satisfeito, ordenou que Proteu fosse acorrentado no alto do monte Cáucaso, na fria e ventosa região da Cítia. Todos os dias, ao nascer do sol, uma águia viria comer seu fígado, lentamente, bicada por bicada, que voltava a se regenerar durante a noite.
Como divindade, Proteu era imortal, por isso o castigo seguiria por toda a eternidade. Mas seu castigo terminou anos depois, quando foi salvo por Hércules, que, após realizar os doze trabalhos propostos por Zeus, matou a águia e o libertou das correntes, substituindo-o no castigo por Quiron, o centauro.
E como a lenda de Proteu, da mitologia grega, tem relação com o filme "O Farol" do diretor Robert Eggers?
Nota-se o entrelaçamento entre a realidade e a mitologia. Muitas são as referências emprestadas ao filme - Winslow vivido por Robert Pattinson, almejando descobrir os segredos que habitam o último andar da construção, bem como as tarefas exaustivas realizadas por ele (os doze trabalhos de Hércules). Thomas Wake (Willem Dafoe) tendo vivido naquela terrível e solitária ilha por tantos anos, funciona como uma extensão da deidade marinha intitulada Proteu. Sem falar nas visões ilusórias de Winslow (monstros marinhos e sereias) e as gaivotas (o sentido de sua presença na ilha e sua atuação no final do filme).
"O Farol" traz a mesma atmosfera de suspense angustiante e complexo de outro sucesso do diretor - "A Bruxa" (2015). é um filme lento que traz muito mais do que mostra. A forma visual incomum incomoda o público, com tela quadrada "apertando" a cena, com referência ao lugar onde estão, que é muito apertado. Com uma fotografia escura, em preto e branco, remete o público à um mergulho completo na insanidade mental do personagem e com imersão nos momentos mais íntimos.
O terror apresentado na narrativa é marcado por planos longos, ambientação úmida e cenas com alucinações cercadas de mistérios. Foge do padrão do uso de uma trilha sonora tradicional em volume crescente culminando num grande susto.
O tempo realmente não é importante naquele lugar. A interpretação de intensa entrega de Pattinson e Dafoe, faz o público experimentar sensações de instabilidade emocional e desgaste, visto que eles não se entendem - ora se amam, ora se odeiam. Difícil entender a mentalidade deste dois guardiões de um farol. Afinal, que tipo de pessoa aceitaria este tipo de trabalho?
O autor fez uma longa pesquisa sobre a vida dos faroleiros, utilizando estórias reais na narrativa, vividas por estes homens, em situações de extremo estresse gerado pelo isolamento. Utilizou-se também de referências cinematográficas como o machado no filme "O Iluminado" (1980) de Stanley Kubrick, as gaivotas que lembram o filme de Alfred Hitchcock - "Os Pássaros" (1963). A composição do personagem Thomas Wake foi baseada no filme de 1941 "O Lobo do Mar", uma adaptação do livro do mesmo nome, escrito por Jack London, dirigido por Michael Curtiz. Não há espaço para a improvisação, pois foi utilizada a linguagem de marinheiro da época, não permitindo a infidelidade ao roteiro.
A produção demorou quatro anos para ser finalizada. A locação aconteceu em uma ilha isolada, com gaivotas locais, sendo que três delas foram adestradas para atuação em takes específicos. Foram utilizadas câmeras antigas (1905) para que as imagens geradas proporcionassem ao espectador a imersão na época da narrativa e se sentisse no lugar mais desconfortável do planeta. A música intrigante e a fotografia densa, usando perfeitamente as sombras, a câmera claustrofóbica e a manipulação da narrativa com aumento da tensão e forma crescente, proporcionam uma experiência sensorial única e inexplicável. Já que o público não consegue distinguir: alucinação - sonho - realidade. Ele sai do cinema com um olhar próprio para cada acontecimento ali representado.
É um filme de muitas camadas e de terror psicológico, onde "ela" (o farol) é o terceiro personagem desta história de fundir o cérebro, em uma dualidade de sentimentos sobre ele - amá-lo pela temática e produção audaciosa, primorosa e original - ou odiá-la pelo mal-estar que nos proporciona. Quer um conselho? Assista de mente aberta e com o coração em paz. Se estiver vivendo algum problema emocional, espere mais um tempo...
Alma de poeta*
Tantos passaram, quantos virão
Estão, observam, sentem
O viver entre céu e chão
Transbordam esse sentir
Em palavras, versos
Alguns entendidos; outros, não
Ah, a alma do poeta
Incansável buscador
Dos mistérios do homem, da vida
Seus olhos? Atentos a dizer
Das desventuras, da dor; das alegrias, do amor
Penetram mundos desconhecidos
Mesmo por quem os detém
E então exploram os sentidos
Faz-lhes ver, sentir, ir além
Ó, alma de poeta
Que vieste fazer por aqui?
Viver, sentir, a vida, tudo, à toda
Espalhar teus versos por aí
* Versos escritos em passagem ao Café Tortoni, em Buenos Aires, em homenagem aos inúmeros poetas e poetisas que frequentaram e frequentam o lugar desde os idos de 1800.
Sinto-me preso aos seus passos,
Entre caminhos longos, mantenho-me firme nesses laços!
Nosso elo é uma imensa constelação;
Ao brilho das estrelas, iluminando nossa escuridão!
Nosso amor é incomensurável!
Incomparável; e por mais que o tempo passe, é durável.
Entender que eu te amo,
É inexplicável!
Te trago junto ao meu universo;
Sentimentos por ti, que transbordo em versos!
Tudo tão complexo!
Fora do eixo!
"Que, apesar dos pesares",
Te ter, é meu maior desejo.
Então... emana sem medo de se arriscar.
"E o que for pra ser; será!"
Seus sentimentos se encontram em mim;
Da pra ver, pelo brilho do teu olhar.
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