Linha Reta e Linha Curva
Com você a gente vai escrevendo a nossa história sem pressa,
linha por linha, no papel do tempo.
Tem dias que são vírgulas,
outros viram ponto final —
mas a gente insiste,
rasura o medo erecomeça
no mesmo parágrafo.
Teu riso é a frase que me prende,
teu silêncio, o espaço onde eu fico.
Se o mundo tenta apagar,
a gente escreve mais forte,
à caneta, no coração.
E se um dia faltar palavra,
a gente inventa sentimento,
porque amar você
é o único texto que
eu nunca canso de ler.
O peso do Amor
Ainda não ultrapassei
a linha invisível onde terminamos sem perceber,
como se o fim tivesse acontecido sem despedida.
Ainda não apaguei
teu jeito de existir dentro da minha memória,
feito tatuagem que o tempo não conseguiu desfazer.
Ainda me dói por dentro
essa saudade que não sabe ser leve,
e insiste em me lembrar o que fomos.
Ainda me fere
o silêncio que você deixou no lugar da tua voz,
ecoando em tudo que eu ainda sinto.
“A pipa dança no vento, distante e colorida — livre, mas presa à linha que lembra que a esperança sempre encontra um fio de sustentação.”
"Não despreze a agulha e a linha quando a roupa nova chegar; nunca se sabe quando a vida vai lhe rasgar novamente."
*Meu amor,*
O meu amor não envelheceu.
Só você envelheceu, e eu vi cada linha nova no seu rosto virar parte da minha história favorita.
O tempo tentou fazer de você passado. Tentou te colocar no pretérito perfeito, resolvido, encerrado.
Mas não conseguiu. Você ficou no imperfeito comigo. Nesse tempo que não acaba, que ainda dói, que ainda ama.
Eu não te esqueci de vez porque o tempo não deixou. E eu também não quis.
Tem gente que passa. Você ficou.
Se um dia a gente se encontrar de novo, o meu amor vai estar igual. Só mais vivido.
E se não, ele continua aqui, sem envelhecer.
Com todo o amor que o tempo não apagou,
Eu...
(Saul Beleza)
O mundo é de todos, e tudo que nele está inserido também. Mas é necessário examinar a linha tênue da vida. Compreender a diferença entre consumo e consumismo, diferir as coisas que são relevantes, daquilo que é trivial.
El Tigre
050526
A linha de chegada
O coração ofegante a cada passo.
A estrada cada vez mais pequena aos meus olhos, foscos.
Tanto para frente quanto para trás.
Não importa a direção que se olha
Quando tem que se medir a distância.
Um centímetro do meu nariz.
Ouço o canto do pássaro e imagino um lindo chafariz.
Estou correndo contra o tempo
Nem contra, nem a favor.
Usando as ferramentas que tenho
Eu apenas vou.
Ainda não cheguei.
Estou aqui agora.
E logo estarei lá.
Outrola.....
Com tanto bandido se escondendo sob a segunda pele do braço armado do Estado, a linha entre o Crime Organizado e o Desorganizado fica cada vez mais tênue.
A farda, que deveria simbolizar ordem, proteção e confiança, passa a carregar também o peso da dúvida.
Já não é apenas o medo do desconhecido na esquina escura, mas a inquietação diante daquilo que deveria ser nosso porto seguro.
Quando o distintivo deixa de ser garantia e passa a ser interrogação, o cidadão se vê encurralado em um labirinto moral onde escolher em quem confiar se torna um exercício de risco.
Não se trata de negar a existência de profissionais íntegros — eles existem, resistem e, muitas vezes, pagam um preço muito alto por isso.
Mas o problema não está apenas nos indivíduos, e sim no terreno fértil que permite que a corrupção floresça.
Quando os mecanismos de controle falham, quando o silêncio corporativo fala mais alto que a justiça, e quando a impunidade se torna regra não escrita, o sistema deixa de ser escudo e passa a ser arma.
Nesse cenário, o crime deixa de ter uma única face.
Ele se fragmenta, se infiltra, se adapta.
Ora veste o capuz, ora se esconde sob a insígnia.
E o mais perigoso: começa a operar com a legitimidade que deveria combatê-lo.
A violência, então, deixa de ser apenas um ato ilegal e passa a ser também institucionalizada, ainda que veladamente.
O cidadão comum, no meio desse conflito, é reduzido à estatística ou ao dano colateral.
Vive sob a constante sensação de que, em algum momento, será obrigado a escolher entre dois riscos — e nenhum deles representa, de fato, proteção.
É o tipo de escolha que não deveria existir em uma sociedade que se pretende justa.
Talvez o ponto mais crítico dessa jornada seja perceber que o problema não se resolve apenas com mais força, mais repressão ou mais poder concentrado.
Sem transparência, responsabilidade e coragem para enfrentar as próprias falhas, qualquer estrutura — por mais necessária que seja — corre o risco de se corromper por dentro.
E, quando isso acontece, o que se perde não é apenas a confiança em uma instituição, mas a própria noção de justiça.
Porque, no fim, o que mais assusta não é o crime em si — é quando já não conseguimos distinguir de que lado ele está.
Com tanto assalto com arma de brinquedo e tanta manipulação com a ajuda da IA, a linha entre a ficção e a realidade fica cada vez mais tênue.
Talvez o problema nunca tenha sido apenas a existência da mentira, mas a nossa crescente disposição em aceitá-la — sobretudo quando ela nos convém.
A arma de brinquedo só funciona porque alguém acredita que ela é real — e o mesmo vale para discursos, imagens e narrativas cuidadosamente montadas.
No fim, não é o objeto que engana, é a percepção que se deixa enganar.
Vivemos um tempo em que a aparência ganhou um poder quase absoluto.
Um vídeo convincente pode pesar mais que um fato, uma frase bem editada pode silenciar uma verdade complexa, e uma mentira repetida com confiança pode se vestir de realidade inquestionável sem grande esforço.
A tecnologia não inventou isso, mas acelerou tudo.
Tornou mais fácil fabricar versões, ajustar contextos e distribuir ilusões em escala industrial.
Mas há algo ainda mais inquietante nisso tudo: não estamos apenas sendo enganados — estamos, muitas vezes, escolhendo versões da realidade como quem escolhe um produto na prateleira.
Preferimos o que confirma, o que conforta, o que simplifica.
E assim, pouco a pouco, vamos terceirizando o nosso senso crítico, alugando nossa capacidade de discernir em troca de conveniência emocional.
A linha entre a ficção e a realidade não está se tornando tênue apenas por causa das ferramentas que temos, mas pela forma como decidimos utilizá-las — e, principalmente, pela forma como decidimos não questioná-las.
Porque no momento em que deixamos de duvidar, de investigar, de refletir, qualquer encenação bem feita passa a ter força de verdade.
No fim, talvez a pergunta mais honesta não seja “o que é real?”, mas “o quanto ainda estamos dispostos a procurar pelo real, mesmo quando ele nos desagrada?”.
Ao ver pessoas de quase 90 anos perdendo a linha nas discussões com as de quase 5, começo a desconfiar que partiremos todos desse mundo esperando o fim dele.
Talvez uma das principais ilusões da vida seja acreditar que a idade, por si só, nos entrega a serenidade.
Como se os anos fossem um depósito automático de sabedoria, paciência e compreensão.
Mas basta observar uma criança em uma birra e um idoso em uma teimosia para perceber que o tempo não apaga certas características humanas; apenas muda suas roupagens.
Há algo curiosamente semelhante entre quem está chegando e quem está se despedindo da longa estrada da existência.
Ambos enxergam o mundo a partir de suas próprias certezas.
A criança porque ainda não aprendeu que o universo não gira ao seu redor.
O idoso, porque já viu tanto que às vezes acredita não haver mais nada novo sob o sol.
Entre um e outro, surgem discussões que parecem menos sobre razão e mais sobre a dificuldade de abrir mão do próprio ponto de vista.
Talvez seja por isso que tantas gerações se encontrem na mesma reclamação: a sensação de que o mundo está acabando.
A criança sente o fim do mundo quando lhe tiram um brinquedo.
O adulto sente quando seus planos fracassam.
E o idoso sente quando os costumes que conheceu desaparecem.
Em escalas diferentes, todos experimentamos pequenas versões do apocalipse particular.
A verdade é que o mundo muito raramente acaba.
O que acaba são as versões dele que construímos dentro de nós.
Acabam as referências, os hábitos, as certezas e os cenários que aprendemos a chamar de lar.
E cada despedida dessas exige uma adaptação que nem sempre estamos dispostos a fazer.
Talvez a maturidade não esteja em deixar de esperar o fim do mundo, mas em compreender que ele termina e recomeça inúmeras vezes ao longo da vida.
E que a grande arte de viver não é impedir essas transformações, mas atravessá-las sem transformar toda divergência em batalha.
Porque, no fundo, dos quase 5 aos quase 90 anos, seguimos aprendendo a mesma lição: o mundo não precisa terminar só porque deixou de ser exatamente como gostaríamos que fosse.
Cultivar a Pátria Brasileira
onde leio e me enlevo
"Sobre a linha das montanhas do Brasil"
de Villa-Lobos,
Assumo ser parte do que levo
da "Aquarela do Brasil"de Ary Barroso,
e a fusão de Samba com batidão do morro.
Ter a honra altaneira das regiões,
dos sinais do tempo que corre nas veias,
E do pertencimento por tudo
aquilo que une e reconhecemos
no trote e no galope que enleia
levando a herança viva campeira.
Não basta querer, e nem sempre ser,
com toda a gente é preciso conviver,
Como quem ainda se senta na praia
para cantar canções de outra e é rendeira,
Que assume que o seu rebolo poético
é a minha magnífica Cultura Brasileira.
Leio cada linha do seu subtexto
que carrega mais do que mostra,
Além de seduzir, arte elevada
sou presença, constância
e substância até a distância.
Não quero que haja controle:
quero desejo, resposta e êxtase.
Não quero que haja negociação,
quero que venha como um furacão.
Sim, eu quero tomar e ser tomada,
por tudo o que é profundo e sem limite.
Desde o primeiro instante do clique,
da primícia do jequitiguaçu em flor,
da colheita e do preparo para o banho de amor.
Caminhar sobre o meu chão pátrio
e amoroso que também é feito
de mais de mil mármores e dolomitas:
Brincar além do tempo e soltar pipas.
Encontrando-me a cada nova linha escrita, cada novo cuidado comigo, nem tudo está perdido, nós nos perdemos ao longo do caminho devido algumas complicações, mas dá pra gente pegar na nossa própria mão, se levantar e recomeçar.
Um dia de cada vez.
Linha do acreditar em algo nunca viu mais acreditar pela manipulação aleia.
Ser que sou diante do sou, porquê ainda sou eu diante voce duvido que penso pois o que sou diante do meu eu, o centralismo político e religiosa.
Muta a virtude coloca outro espelho com ajuda de deepfake espelhos digitais, falacias de contos usando vies da fisolofia a favor da ideologia implantada de sombras idealista,
Dando ausência politica pessoal do ser eu se uso que sou diante que sou a narrativa torna se a narrativa.
A história verdadeira irrelevante pois uma pragmática do jogo da alienação, o que presta ou que não exste dentro de universo de fadas, como conhecer um fundamento pois so conhece o que esta escrito, realidade ambígua diferente que julga qutro paredes ou insinua saber. O achismo primeira lei da coisificação dentro geopolítica e pragmática eucentrismo. Sendo a parti da ai duelimo da alienação e negacionismo trazendo a tona verdadeira história irrelevante pois sensalismo barato marca registrada da polarização o fogo que precisa.
