Linha Reta e Linha Curva

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“Me vi pensando em Van Gogh:
Se ganhando e perdendo em cada linha,
De um esboço pintado de uma janelinha.
Paredes cinzas, quem sabe?
Meio velhas, desgastadas por loucuras de quem as habitava.”

Livro “o quarto dos poetas”
Maysa S. Barrocal

A música tece como a linha, e a vida ouve como o laço; amarrando a música à vida é como um fio alinhado.

O fim da linha nem sempre representa o fim da estrada!

Desistir não é o fim da linha, mas a coragem de trocar de direção quando percebemos que o caminho escolhido nos levou para longe de nós mesmos._Enzo Ruchell_

Quando passamos do ponto, perdemos a linha e ficamos por um fio!

Mariazinha da Praia das Conchinhas 🐚
é a doce menininha,
Erê protetora da linha das águas de Iemanjá,
que traz na pureza do sorriso
o encanto do mar
e a leveza de brincar na areia.


Ode a Mariazinha da Praia das Conchinhas🐚


Óh, pequena dona da praia
e da espuma,
menina-flor
que brinca na beira da maré!


Seus pezinhos descalços
desenham na bruma
o rastro de estrelinhas
que ilumina o meu viver.


Na Praia das Conchinhas,
teu manto é azul
e o teu colar é de nácar
e de pérolas raras.


O vento te embala
num doce lençol,
enquanto as gaivotas
te acenam num ritual de paz.


O tempo suspende a pressa
e o choro,
quando ouve o teu canto
de brisa e mar,
se desfaz.


O que o quebra-mar traz
é o tesouro no teu amor de criança
que vem me acalentar e alegrar.


Guardiã das conchinhas,
estrela pequenina,
doçura que alivia qualquer dor
ou pesar, faz dengo manhoso
e tira o penar
trazendo a benção de Iemanjá.


Salve a tua meiguice,
salve a tua pureza,
que enche de encanto
a minha caminhada!


Mariazinha, doçura e beleza,
eterna companheira
da minha caminhada.


Gratidão por ser a minha menina Guardiã! ❤
✍@MiriamDaCosta

Última linha


Hoje, olho pro passado, e vejo que tem coisas que o tempo não cura. Eu sempre achei que um dia eu fosse simplesmente te esquecer, afinal, nunca fomos nada além de amigos, que trocaram beijos vez ou outra. Eu realmente achei, que um dia eu fosse parar de sentir ciúmes quando ouvisse você falar de outro cara, mas não. Eu sempre senti uma conexão incrível com você, e isso, é o que mais me dói, se fosse só um beijo bom, e um rostinho bonito que eu tivesse achado em você, acredito que seria mais fácil superar, mas na verdade, achei uma mulher incrível, alguém por quem realmente valia a pena lutar, mas a incógnita em saber se isso tudo era recíproco, matou minha coragem em tomar uma atitude. Eu poderia ter falado isso tudo olhando nesses seus lindos olhos, mas não, fui covarde, tive medo. O tempo passou, você seguiu sua vida, conheceu alguém, e eu suicidei-me da maneira mais triste e poética possível, amando alguém que não posso ter. E no fundo do meu coração, ainda está vivo aquele fogo, eu, ainda te espero, só não olho mais as horas, cada tic-tac do relógio, é como uma facada em meu peito, porque penso, o quão seria incrível cada segundo ao seu lado. E aqui, sozinho, solto um grito ensurdecedor de tristeza, que não alcança os ouvidos de ninguém, apenas ecoa na solidão de meu quarto, no rosto, onde morava um sorriso, resta apenas o peso de minhas lágrimas. Independente de quanto tempo passe, sempre te levarei comigo, sem você, sem nós, apenas eu. E a dúvida que me corrói, é que se essas linhas todas fizessem um sentido pra você, se eu tivesse falado isso tudo quando tive a chance, talvez essa, não seria a última linha.

Quer
Voar?
O vento é o AGORA,
Solte a linha da PiPa.


Gleice KELLY ss.

“A quantidade de linha existente no carretel da sua vida e da sua história depende, em grande parte, do que você investiu e colocou nele ao longo dos anos e da caminhada. Cada experiência, cada aprendizado, cada tentativa e cada recomeço acrescentam novos metros de linha a esse carretel. É você quem decide quanto de linha soltar, quando recolher, quais ventos aproveitar, como ajustar a direção, até onde deseja chegar e quais horizontes deseja perseguir”.
— Casella Filho, 2026 (In: O Menino que Soltava Pipa)

“E, quando chegar o momento de soltar a linha e ver sua pipa encontrar o vento, não se preocupe apenas com a altura que ela alcançou. Nem com as outras pipas que cruzam e disputam o mesmo céu. Cada uma possui sua própria estrutura, sua própria linha, seus próprios ventos, seus próprios desafios e seu próprio condutor.”
— Casella Filho, 2026 (In: O Menino que Soltava Pipa)

Minha noção psicológica de tempo e espaço
transcende a linha temporal,
criando cenários iluminados, escuros ou fragmentados
que se condensam numa realidade aceitável.
Não tenho a visão do todo pelo todo —
apenas fragmentos temporais distintos do grande contínuo.
​No tempo, contamos histórias que atravessam a imaginação.
Através da alta cognição, a síntese torna-se evidência aparente,
e nas conexões da história
vemos os contornos do espaço e do tempo
se distorcerem na massa do contínuo.
​A transcendência da relatividade se expressa no trem ou no metrô:
uma viagem temporal e astral
onde variáveis espelhadas no subconsciente
traduzem o sentimento pragmático na esfera politizada.
Achamos sentido no cubismo político
e na profundidade das estruturas dimensionais.
​As flores do jardim são lindas, velhas e secas ao mesmo tempo,
enquanto a distorção temporal envolve o estabilizador da cognição.
O gato na caixa provoca a mente:
por que existir numa caixa?
Maldade com os animais ou ideia doentia
para a genialidade da consciência?
​O trem viaja, o relógio quântico voa,
outro na Terra estabelece a verdade do contínuo.
Na estação espacial, o homem sonha com o tempo passado;
seu irmão gêmeo envelheceu noutro ritmo,
pois a viagem alterou a cronologia
no momento em que a luz acendeu e apagou para o universo.
​Átomos se dividem no espaço sideral
até a membrana translúcida do universo.
A sonda toca o olho de Deus
e compreende que o contínuo é parte de algo maior,
onde o buraco de minhoca abre passagem para a humanidade.
​Meus pensamentos voam,
configurando imagens para a compreensão inata da relatividade emergente.
Fragmentos da humanidade ou partes da minha poesia cósmica —
infinitamente sobrepostas e programadas —,
meus pensamentos ganham formas tridimensionais,
iluminando cenários caóticos com a luz das minhas ideias.
​Por Celso Roberto NadiloMinha noção psicológica de tempo e espaço
transcende a linha temporal,
criando cenários iluminados, escuros ou fragmentados
que se condensam numa realidade aceitável.
Não tenho a visão do todo pelo todo —
apenas fragmentos temporais distintos do grande contínuo.
​No tempo, contamos histórias que atravessam a imaginação.
Através da alta cognição, a síntese torna-se evidência aparente,
e nas conexões da história
vemos os contornos do espaço e do tempo
se distorcerem na massa do contínuo.
​A transcendência da relatividade se expressa no trem ou no metrô:
uma viagem temporal e astral
onde variáveis espelhadas no subconsciente
traduzem o sentimento pragmático na esfera politizada.
Achamos sentido no cubismo político
e na profundidade das estruturas dimensionais.
​As flores do jardim são lindas, velhas e secas ao mesmo tempo,
enquanto a distorção temporal envolve o estabilizador da cognição.
O gato na caixa provoca a mente:
por que existir numa caixa?
Maldade com os animais ou ideia doentia
para a genialidade da consciência?
​O trem viaja, o relógio quântico voa,
outro na Terra estabelece a verdade do contínuo.
Na estação espacial, o homem sonha com o tempo passado;
seu irmão gêmeo envelheceu noutro ritmo,
pois a viagem alterou a cronologia
no momento em que a luz acendeu e apagou para o universo.
​Átomos se dividem no espaço sideral
até a membrana translúcida do universo.
A sonda toca o olho de Deus
e compreende que o contínuo é parte de algo maior,
onde o buraco de minhoca abre passagem para a humanidade.
​Meus pensamentos voam,
configurando imagens para a compreensão inata da relatividade emergente.
Fragmentos da humanidade ou partes da minha poesia cósmica —
infinitamente sobrepostas e programadas —,
meus pensamentos ganham formas tridimensionais,
iluminando cenários caóticos com a luz das minhas ideias.
​Por Celso Roberto Nadilo

VIVA O MEU AMADO NORDESTE!
ELE SERÁ SEMPRE A LINHA TÊNUE DE NOSSA PROTEÇÃO ENTRE A RESISTÊNCIA E O FASCISMO.
ADELANTE COMPANHEIROS

Hoje sigo elegante, porque desabar em público nunca foi minha linha de defesa.

A sentença é o instante em que a linguagem lança sua linha de produto final.

"Não despreze a agulha e a linha quando a roupa nova chegar; nunca se sabe quando a vida vai lhe rasgar novamente."

⁠Com tanto bandido se escondendo sob a segunda pele do braço armado do Estado, a linha entre o Crime Organizado e o Desorganizado fica cada vez mais tênue.


A farda, que deveria simbolizar ordem, proteção e confiança, passa a carregar também o peso da dúvida.


Já não é apenas o medo do desconhecido na esquina escura, mas a inquietação diante daquilo que deveria ser nosso porto seguro.


Quando o distintivo deixa de ser garantia e passa a ser interrogação, o cidadão se vê encurralado em um labirinto moral onde escolher em quem confiar se torna um exercício de risco.


Não se trata de negar a existência de profissionais íntegros — eles existem, resistem e, muitas vezes, pagam um preço muito alto por isso.


Mas o problema não está apenas nos indivíduos, e sim no terreno fértil que permite que a corrupção floresça.


Quando os mecanismos de controle falham, quando o silêncio corporativo fala mais alto que a justiça, e quando a impunidade se torna regra não escrita, o sistema deixa de ser escudo e passa a ser arma.


Nesse cenário, o crime deixa de ter uma única face.


Ele se fragmenta, se infiltra, se adapta.


Ora veste o capuz, ora se esconde sob a insígnia.


E o mais perigoso: começa a operar com a legitimidade que deveria combatê-lo.


A violência, então, deixa de ser apenas um ato ilegal e passa a ser também institucionalizada, ainda que veladamente.


O cidadão comum, no meio desse conflito, é reduzido à estatística ou ao dano colateral.


Vive sob a constante sensação de que, em algum momento, será obrigado a escolher entre dois riscos — e nenhum deles representa, de fato, proteção.


É o tipo de escolha que não deveria existir em uma sociedade que se pretende justa.


Talvez o ponto mais crítico dessa jornada seja perceber que o problema não se resolve apenas com mais força, mais repressão ou mais poder concentrado.


Sem transparência, responsabilidade e coragem para enfrentar as próprias falhas, qualquer estrutura — por mais necessária que seja — corre o risco de se corromper por dentro.


E, quando isso acontece, o que se perde não é apenas a confiança em uma instituição, mas a própria noção de justiça.


Porque, no fim, o que mais assusta não é o crime em si — é quando já não conseguimos distinguir de que lado ele está.

⁠Com tanto assalto com arma de brinquedo e tanta manipulação com a ajuda da IA, a linha entre a ficção e a realidade fica cada vez mais tênue.


Talvez o problema nunca tenha sido apenas a existência da mentira, mas a nossa crescente disposição em aceitá-la — sobretudo quando ela nos convém.


A arma de brinquedo só funciona porque alguém acredita que ela é real — e o mesmo vale para discursos, imagens e narrativas cuidadosamente montadas.


No fim, não é o objeto que engana, é a percepção que se deixa enganar.


Vivemos um tempo em que a aparência ganhou um poder quase absoluto.


Um vídeo convincente pode pesar mais que um fato, uma frase bem editada pode silenciar uma verdade complexa, e uma mentira repetida com confiança pode se vestir de realidade inquestionável sem grande esforço.


A tecnologia não inventou isso, mas acelerou tudo.


Tornou mais fácil fabricar versões, ajustar contextos e distribuir ilusões em escala industrial.


Mas há algo ainda mais inquietante nisso tudo: não estamos apenas sendo enganados — estamos, muitas vezes, escolhendo versões da realidade como quem escolhe um produto na prateleira.


Preferimos o que confirma, o que conforta, o que simplifica.


E assim, pouco a pouco, vamos terceirizando o nosso senso crítico, alugando nossa capacidade de discernir em troca de conveniência emocional.


A linha entre a ficção e a realidade não está se tornando tênue apenas por causa das ferramentas que temos, mas pela forma como decidimos utilizá-las — e, principalmente, pela forma como decidimos não questioná-las.


Porque no momento em que deixamos de duvidar, de investigar, de refletir, qualquer encenação bem feita passa a ter força de verdade.


No fim, talvez a pergunta mais honesta não seja “o que é real?”, mas “o quanto ainda estamos dispostos a procurar pelo real, mesmo quando ele nos desagrada?”.

⁠Ao ver pessoas de quase 90 anos perdendo a linha nas discussões com as de quase 5, começo a desconfiar que partiremos todos desse mundo esperando o fim dele.


Talvez uma das principais ilusões da vida seja acreditar que a idade, por si só, nos entrega a serenidade.


Como se os anos fossem um depósito automático de sabedoria, paciência e compreensão.


Mas basta observar uma criança em uma birra e um idoso em uma teimosia para perceber que o tempo não apaga certas características humanas; apenas muda suas roupagens.


Há algo curiosamente semelhante entre quem está chegando e quem está se despedindo da longa estrada da existência.


Ambos enxergam o mundo a partir de suas próprias certezas.


A criança porque ainda não aprendeu que o universo não gira ao seu redor.


O idoso, porque já viu tanto que às vezes acredita não haver mais nada novo sob o sol.


Entre um e outro, surgem discussões que parecem menos sobre razão e mais sobre a dificuldade de abrir mão do próprio ponto de vista.


Talvez seja por isso que tantas gerações se encontrem na mesma reclamação: a sensação de que o mundo está acabando.


A criança sente o fim do mundo quando lhe tiram um brinquedo.


O adulto sente quando seus planos fracassam.


E o idoso sente quando os costumes que conheceu desaparecem.


Em escalas diferentes, todos experimentamos pequenas versões do apocalipse particular.


A verdade é que o mundo muito raramente acaba.


O que acaba são as versões dele que construímos dentro de nós.


Acabam as referências, os hábitos, as certezas e os cenários que aprendemos a chamar de lar.


E cada despedida dessas exige uma adaptação que nem sempre estamos dispostos a fazer.


Talvez a maturidade não esteja em deixar de esperar o fim do mundo, mas em compreender que ele termina e recomeça inúmeras vezes ao longo da vida.


E que a grande arte de viver não é impedir essas transformações, mas atravessá-las sem transformar toda divergência em batalha.


Porque, no fundo, dos quase 5 aos quase 90 anos, seguimos aprendendo a mesma lição: o mundo não precisa terminar só porque deixou de ser exatamente como gostaríamos que fosse.

A lei dos homens é a lei do mundo...
uma linha que se pode andar à margem, cruzar e voltar.
A lei de Deus é um círculo.
É a lei divina que, quem nela permanece,
não transgride a lei, porque está sobre todas as leis.....Jesus caminho verdade e vida. João 14:6
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j.

Cultivar a Pátria Brasileira
onde leio e me enlevo
"Sobre a linha das montanhas do Brasil"
de Villa-Lobos,
Assumo ser parte do que levo
da "Aquarela do Brasil"de Ary Barroso,
e a fusão de Samba com batidão do morro.


Ter a honra altaneira das regiões,
dos sinais do tempo que corre nas veias,
E do pertencimento por tudo
aquilo que une e reconhecemos
no trote e no galope que enleia
levando a herança viva campeira.


Não basta querer, e nem sempre ser,
com toda a gente é preciso conviver,
Como quem ainda se senta na praia
para cantar canções de outra e é rendeira,
Que assume que o seu rebolo poético
é a minha magnífica Cultura Brasileira.