Linha Reta e Linha Curva

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O mundo é de todos, e tudo que nele está inserido também. Mas é necessário examinar a linha tênue da vida. Compreender a diferença entre consumo e consumismo, diferir as coisas que são relevantes, daquilo que é trivial.
El Tigre
050526

Muito provocante, sensualidade em demasia, poesia excitante em cada linha do seu corpo, além de seus movimentos libertos que rimam com o atrevimento de sentimentos fervorosos, demonstrando uma personalidade excêntrica, um fogo impetuoso,

que traz harmonia na sua naturalidade, cuja intensidade é abundante, sendo dessa maneira, merece uma leitura imersiva, desprovida de pressa, ainda que seja limitada, tirando o máximo do que ela tem para oferecer,

alcançando até as entrelinhas de algumas de suas páginas durante uma noite difícil de esquecer, onde o prazer se propaga a partir do seu florescer, usando o toque para ler o seu corpo e o querer sincero para aquecer fortemente a sua alma.

A fiscalização não é um detalhe burocrático — é a linha que separa o uso legítimo do abuso cotidiano.

No final do dia não existe uma linha de chegada. A vida não tem um fim, ela apenas tem um recomeço.

❝ ...Você me lê sem pressa, como se lê uma carta antiga, Descobrindo a história em cada linha, cada dobra. E eu sou em você a poesia que não se fatiga, A semente da paz que a cada novo dia se desdobra.
⁠Somos o encaixe perfeito da imperfeição que acalma, Do riso que quebra o gelo e a dor do que passou. Você é a melodia que embala a minha alma, Onde o simples de amar é o nosso maior louvor...❞


------------ Eliana Angel Wolf

⁠Mirar o azul do céu, e na linha do horizonte encontrar os tons do mar... inspira intensamente o sentir da minha alma que só sabe amar.

Linha tênue

⁠Há uma tristeza por dentro,
querendo escapar
Mas há felicidades contidas
querendo aflorar
De um extremo ao outro,
um limite, uma linha tênue
Quem há de entender,
quando dos olhos a tristeza brotar?
Mas em seguida,nos lábios,
a felicidade aflorar?

Calar as vozes externas foi o treino mais difícil, mas foi o que me fez cruzar a linha de chegada

A Alquimia do Afeto


Amizade é linha fina, mas feita de aço,
Um nó que não prende, mas vira abraço.
É encontrar no outro um pedaço de si,
Um motivo pra rir quando o mundo diz "não".
É ter para onde ir sem precisar sair,
Morando de graça em outro coração.
Seu encanto maior é a calma presença,
Onde o silêncio é música e a alma descansa.
É saber que a distância não dita a sentença,
Pois quem é de verdade, o tempo não cansa.
É o luxo de ser quem se é, por inteiro,
Sem medo do erro ou do julgamento.
Amigo é farol em mar estrangeiro,
É brisa suave em dia de vento.
É a prova de que o mundo, embora gigante,
Se torna pequeno e mais acolhedor,
Quando a gente caminha com alguém ao lado,
Transformando a vida em puro esplendor.


--------------- Eliana Angel Wolf

"A linha tênue entre a fé e o ceticismo é o bolso; não mexa nele."

"Dê linha na pipa, e, se necessário, recolha um pouco da linha, trazendo-a de volta até uma zona de conforto."

⁠A linha entre fazer tudo por uma pessoa para mantê-la sob seu controle e para realmente ajudá-la é tão tênue, que se ultrapassado o limite o remendo ficará sempre a olhos nus.

Burrice seria eu bordar tristeza no tecido rendado das horas se eu tenho a linha da alegria.

O futuro não é uma miragem que nos espera passivamente na linha do horizonte, mas a consequência imediata e visceral da sua coragem de romper com o passado aprisionador, de dizer um "não" trovejante àquilo que insiste em se manifestar como um presente indesejado. Não permita que a nostalgia de uma infância humilde, ou a dor de um erro pretérito, congelem a sua capacidade de avançar, a felicidade reside em construir o novo, desfazendo-se do peso dos excessos inúteis, as tristezas antigas e a compaixão malgasta por quem não merece.

Não se compare. O seu percurso é único e a sua linha de chegada também será, o caminho do outro é apenas distração no seu mapa.

Demostrações Públicas de Afeto


porque eles são
a última linha
de defesa,


até que não haja
nenhuma.


quando a estrutura
desabar na cabeça
de todos,


quem sabe
o mundo paralelo
se conecte
ao mundo real;


quem sabe
o alienado desperte;
o ignorante aprenda,
quem sabe;


quem sabe
o acovardado
se encoraje;


o homem
se humanize,
quem sabe;


quem sabe
o oprimido
se rebele;


quem sabe
o poeta
se torne poema
e liberte enfim,
a poesia.


porque eles são
a última linha
de esperança,


até que não haja
nenhuma.


29/09/23
Michel F.M.

⁠Com tanto bandido se escondendo sob a segunda pele do braço armado do Estado, a linha entre o Crime Organizado e o Desorganizado fica cada vez mais tênue.


A farda, que deveria simbolizar ordem, proteção e confiança, passa a carregar também o peso da dúvida.


Já não é apenas o medo do desconhecido na esquina escura, mas a inquietação diante daquilo que deveria ser nosso porto seguro.


Quando o distintivo deixa de ser garantia e passa a ser interrogação, o cidadão se vê encurralado em um labirinto moral onde escolher em quem confiar se torna um exercício de risco.


Não se trata de negar a existência de profissionais íntegros — eles existem, resistem e, muitas vezes, pagam um preço muito alto por isso.


Mas o problema não está apenas nos indivíduos, e sim no terreno fértil que permite que a corrupção floresça.


Quando os mecanismos de controle falham, quando o silêncio corporativo fala mais alto que a justiça, e quando a impunidade se torna regra não escrita, o sistema deixa de ser escudo e passa a ser arma.


Nesse cenário, o crime deixa de ter uma única face.


Ele se fragmenta, se infiltra, se adapta.


Ora veste o capuz, ora se esconde sob a insígnia.


E o mais perigoso: começa a operar com a legitimidade que deveria combatê-lo.


A violência, então, deixa de ser apenas um ato ilegal e passa a ser também institucionalizada, ainda que veladamente.


O cidadão comum, no meio desse conflito, é reduzido à estatística ou ao dano colateral.


Vive sob a constante sensação de que, em algum momento, será obrigado a escolher entre dois riscos — e nenhum deles representa, de fato, proteção.


É o tipo de escolha que não deveria existir em uma sociedade que se pretende justa.


Talvez o ponto mais crítico dessa jornada seja perceber que o problema não se resolve apenas com mais força, mais repressão ou mais poder concentrado.


Sem transparência, responsabilidade e coragem para enfrentar as próprias falhas, qualquer estrutura — por mais necessária que seja — corre o risco de se corromper por dentro.


E, quando isso acontece, o que se perde não é apenas a confiança em uma instituição, mas a própria noção de justiça.


Porque, no fim, o que mais assusta não é o crime em si — é quando já não conseguimos distinguir de que lado ele está.

⁠Com tanto assalto com arma de brinquedo e tanta manipulação com a ajuda da IA, a linha entre a ficção e a realidade fica cada vez mais tênue.


Talvez o problema nunca tenha sido apenas a existência da mentira, mas a nossa crescente disposição em aceitá-la — sobretudo quando ela nos convém.


A arma de brinquedo só funciona porque alguém acredita que ela é real — e o mesmo vale para discursos, imagens e narrativas cuidadosamente montadas.


No fim, não é o objeto que engana, é a percepção que se deixa enganar.


Vivemos um tempo em que a aparência ganhou um poder quase absoluto.


Um vídeo convincente pode pesar mais que um fato, uma frase bem editada pode silenciar uma verdade complexa, e uma mentira repetida com confiança pode se vestir de realidade inquestionável sem grande esforço.


A tecnologia não inventou isso, mas acelerou tudo.


Tornou mais fácil fabricar versões, ajustar contextos e distribuir ilusões em escala industrial.


Mas há algo ainda mais inquietante nisso tudo: não estamos apenas sendo enganados — estamos, muitas vezes, escolhendo versões da realidade como quem escolhe um produto na prateleira.


Preferimos o que confirma, o que conforta, o que simplifica.


E assim, pouco a pouco, vamos terceirizando o nosso senso crítico, alugando nossa capacidade de discernir em troca de conveniência emocional.


A linha entre a ficção e a realidade não está se tornando tênue apenas por causa das ferramentas que temos, mas pela forma como decidimos utilizá-las — e, principalmente, pela forma como decidimos não questioná-las.


Porque no momento em que deixamos de duvidar, de investigar, de refletir, qualquer encenação bem feita passa a ter força de verdade.


No fim, talvez a pergunta mais honesta não seja “o que é real?”, mas “o quanto ainda estamos dispostos a procurar pelo real, mesmo quando ele nos desagrada?”.

Cultivar a Pátria Brasileira
onde leio e me enlevo
"Sobre a linha das montanhas do Brasil"
de Villa-Lobos,
Assumo ser parte do que levo
da "Aquarela do Brasil"de Ary Barroso,
e a fusão de Samba com batidão do morro.


Ter a honra altaneira das regiões,
dos sinais do tempo que corre nas veias,
E do pertencimento por tudo
aquilo que une e reconhecemos
no trote e no galope que enleia
levando a herança viva campeira.


Não basta querer, e nem sempre ser,
com toda a gente é preciso conviver,
Como quem ainda se senta na praia
para cantar canções de outra e é rendeira,
Que assume que o seu rebolo poético
é a minha magnífica Cultura Brasileira.

A linha de chegada
O coração ofegante a cada passo.
A estrada cada vez mais pequena aos meus olhos, foscos.
Tanto para frente quanto para trás.
Não importa a direção que se olha
Quando tem que se medir a distância.
Um centímetro do meu nariz.
Ouço o canto do pássaro e imagino um lindo chafariz.
Estou correndo contra o tempo
Nem contra, nem a favor.
Usando as ferramentas que tenho
Eu apenas vou.
Ainda não cheguei.
Estou aqui agora.
E logo estarei lá.
Outrola.....