Linguagem
CÂNTICO DA DELICADEZA REAPRENDIDA.
O amor nos dias atuais precisa reaprender a linguagem da mansidão.
Ele nasce cansado de excessos e reencontra sua força no gesto contido.
Não se anuncia com estrondo nem se impõe como urgência mas aproxima se com respeito como quem reconhece o valor do outro antes do próprio desejo.
Nesse movimento inicial o afeto resgata a ética do cuidado e transforma a palavra em abrigo.
A experiência amorosa contemporânea reencontra o cotidiano como espaço legítimo do sagrado.
O amor manifesta-se na mesa partilhada no pano estendido ao sol na espera paciente.
Ele recusa a teatralidade e escolhe a constância.
A pessoa amada não é mito distante mas presença concreta que respira o mesmo tempo e carrega as mesmas fragilidades.
Nessa proximidade reside uma beleza silenciosa que educa o olhar e disciplina a sensibilidade.
O sentimento não se constrói isolado mas nasce impregnado de memória.
Cada gesto amoroso carrega ecos de vozes antigas transmitidas sem registro.
O amor verdadeiro reconhece que não começa em si mesmo mas prolonga um fio que atravessa gerações.
Essa consciência devolve profundidade ao presente e impede que o afeto se torne descartável.
A contenção emerge como virtude essencial.
Amar não é transbordar sem medida mas sustentar com firmeza.
A palavra é escolhida, o gesto é pensado, a promessa é respeitada.
No mundo saturado de estímulos essa contenção torna-se forma elevada de coragem moral.
O amor aprende fica quando se abdica do excesso.
A harmonia surge como finalidade última.
O sentimento não busca vencer nem dominar mas equilibrar.
Ele molda o caráter, suaviza os impulsos e orienta a convivência.
Amar torna-se exercício diário de aperfeiçoamento interior sem espetáculo e sem ruído.
Assim o amor reencontrado nos dias atuais afirma-se como herança viva de uma sensibilidade antiga.
Ele demonstra que a verdadeira permanência nasce da fidelidade à forma da escuta atenta do outro e da humildade diante do tempo apressado.
E quando o coração compreende isso o amor deixa de ser vertigem e transforma-se em morada firme onde a alma finalmente repousa.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
“O abraço fala a língua universal, sua linguagem nos ajuda a falar com o coração. Um abraço caloroso é a maior recompensa por um momento especial.”
“Música, linguagem universal, que lava toda tristeza e purifica os sentimentos da gente!”
Otávio Bernardes
Existem vários tipos de linguagem e várias formas de comunicação. A linguagem dos olhos e do corpo pode revelar o que não consegue ser expresso em palavras. Na internet, os emoticons e emojis também falam. Logo, é preciso ser perspicaz e decifrar também as entrelinhas.
"O círculo vicioso de linguagem desvirtua o nosso idioma, fazendo 'conveniente' o errado ser certo."
Um dia a Linguagem Literal foi substituída pela figura de linguagem.
Quando bolso pesar, lembre-se que antítese alivia. Se metáfora faltar, não adianta vir com onomatopeia.
Quando o modelo resolver priorizar DITADURAS amigas, dissimula e trabalha em dobro que passa.
No caso de as contas PÚBLICAS fecharem no vermelho, põe hipérbole, jamais Comparação.
Em que incompetentes comissionados se façam presentes, prosopopeia na frente.
Basta a catacrese sentir uma sinestesia pra tomar uma antonomásia.
Aí vai bater a saudade da linguagem real e direta, que diziam doer, que diziam ser de ódio, que diziam...
Só não vale repetir que foi GOLPE, porque é ironia do destino.
A linguagem do coração é tão simples que até de olhos fechados entendemos os códigos que o fazem bater por amor, alegria e todos os sentimentos!
A arte não é o bonito que combina com o sofá. A arte é a linguagem de impacto, do falar das emoções e devaneios existenciais presentes na vida que nem toda oralidade e toda sonoridade ainda foi capaz de intuir e submergir.
Em linguagem subjetiva, o curador de arte, é aquele que promove em alegria a extinção da dor do parto sofrido pelo artista no magico momento da criação.
A boca maldita fala em preto e branco por uma voz rouca, com erros graves de linguagem e sem dentes, de uma realidade crua e desnuda, sem os retoques cenográficos de uma maquiagem colorida e primaveril.
O amor é a linguagem universal vibracional de existência viva entre todos os reinos, seja animal, vegetal e mineral.
