Linguagem
Fale a linguagem dos ignorantes que você será ignorado; fale a linguagem dos sábios que você será lembrado.
Em se tratando de falar bem e dominar a linguagem da confiança em Deus muitos deixam de experimentar o altruísmo, negando as experiências e as realizações dos verdadeiros acontecimentos e das realizações das promessas divinas por falta de prática, relacionamento e fé sobre o que falam ou acreditam.
A linguagem falada expressa melhor do que a escrita, uma vez que ela busca aferir os sentimentos e as reações das pessoas e apresentar soluções ou bons relacionamentos para que tanto emissor quanto o receptor se interajam com respeito, compreensão, empatia e cooperação.
Fuja das práticas insanas dos fofoqueiros, delatores do mal e juízes do próximo, pois a linguagem tríplice do diabo, composta de maledicência, acusação e julgamento, é fazer que seus praticantes paguem um preço amargo pelas suas más escolhas e se tornem vítimas sofredoras dos seus intentos.
Abra um canal de comunicação em benefício do próximo, antes que ele conheça a linguagem da corrupção e as consequências da desobediência às autoridades.
A linguagem do Espírito Santo é sadia, eficaz, objetiva, oportuna e inesquecível; só não esquece dela aquele que vive e anda nEle para obter uma excelente comunicação.
“Quando o coração cria e a linguagem acompanha… nasce literatura.
Você traz a alma, eu apenas dou forma às suas cores.
O artista é o tradutor da alma — e o escritor, um canal silencioso.
As palavras? São os pincéis com que pintamos o invisível.”
Roberto Ikeda
Quando pergunto se entendes o amor e se há amor na sua fala; É por que adianta falar a linguagem das flores e agir com ações de uma pedra?
Palavras se derretem no tempo, assim como gelo derrete no fim da estação.
Atitudes apaixonam gerações, como as batidas das asas dos pássaros, em revolta no céu, que inspiram em silêncio, medidas pelo tamanho das brasas que existem em seus olhos e em seu coração.
Eu estou cansada destes poemas.
Cansada do politicamente correto.
Cansada da linguagem culta da língua portuguesa.
Cansada dos meus versos, linhas.
Cansada das tonicidades, rimas.
Eu preciso descansar e dizer o que há em minha cabeça.
Mas tudo agora soa incerto.
Eu não quero criar incertos sobre meus lemas, não.
Eu quero falar o que sinto e largar os poemas.
Pois quanto mais eu escrevo, mais coisas se vão.
Me faça chorar de novo, esquecer estes dilemas.
Faça eu esquecer que preciso ser perfeita,
E por fim, mostre a mim que humana sou.
E que chorar não é errado, quando se vem do coração.
Fale a linguagem popular para que os beneficiados por suas idéias sejam justamente os mais necessitados.
CÂNTICO DA DELICADEZA REAPRENDIDA.
O amor nos dias atuais precisa reaprender a linguagem da mansidão.
Ele nasce cansado de excessos e reencontra sua força no gesto contido.
Não se anuncia com estrondo nem se impõe como urgência mas aproxima se com respeito como quem reconhece o valor do outro antes do próprio desejo.
Nesse movimento inicial o afeto resgata a ética do cuidado e transforma a palavra em abrigo.
A experiência amorosa contemporânea reencontra o cotidiano como espaço legítimo do sagrado.
O amor manifesta-se na mesa partilhada no pano estendido ao sol na espera paciente.
Ele recusa a teatralidade e escolhe a constância.
A pessoa amada não é mito distante mas presença concreta que respira o mesmo tempo e carrega as mesmas fragilidades.
Nessa proximidade reside uma beleza silenciosa que educa o olhar e disciplina a sensibilidade.
O sentimento não se constrói isolado mas nasce impregnado de memória.
Cada gesto amoroso carrega ecos de vozes antigas transmitidas sem registro.
O amor verdadeiro reconhece que não começa em si mesmo mas prolonga um fio que atravessa gerações.
Essa consciência devolve profundidade ao presente e impede que o afeto se torne descartável.
A contenção emerge como virtude essencial.
Amar não é transbordar sem medida mas sustentar com firmeza.
A palavra é escolhida, o gesto é pensado, a promessa é respeitada.
No mundo saturado de estímulos essa contenção torna-se forma elevada de coragem moral.
O amor aprende fica quando se abdica do excesso.
A harmonia surge como finalidade última.
O sentimento não busca vencer nem dominar mas equilibrar.
Ele molda o caráter, suaviza os impulsos e orienta a convivência.
Amar torna-se exercício diário de aperfeiçoamento interior sem espetáculo e sem ruído.
Assim o amor reencontrado nos dias atuais afirma-se como herança viva de uma sensibilidade antiga.
Ele demonstra que a verdadeira permanência nasce da fidelidade à forma da escuta atenta do outro e da humildade diante do tempo apressado.
E quando o coração compreende isso o amor deixa de ser vertigem e transforma-se em morada firme onde a alma finalmente repousa.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
