Linguagem
O poeta, esse “figura” da linguagem
Poeta já nasce metáfora: nem é homem, é bruma
Detesta comparação: sua carne é tal como purpurina
Casa antíteses, juiz de paz de terra e céu
Dispara metonímias lendo Drummond e Gullar
Mata catacreses ao dar nome ao que não o tem:
Braço de sofá vira espuvelo, assim, na caraça
Celebra paradoxos, esses desconstrutores criativos:
Como encher de vazio um balão vazio?
Faz tudo dialogar em prosopopeias, a caneta chora, o chapéu gargalha
É bicho todo trabalhado na sinestesia: degusta a paisagem, ouve seus aromas
Radical, rima o rumo dos versos em aliteração
É um babaquara da assonância, um papa-vatapá
Desafios opera o poeta em hipérbatos
Faz rir nas onomatopeias, feito garnizé cocoricó
Desce pra baixo do mar molhado em seu submarino, o pleonasmo
É polissíndeto: É alegre e loquaz e terno e carmim
Mas tem lá seus momentos assíndetos: solitário, introvertido, fujão
Viaja em anáforas: se eu voasse, se eu pudesse, se eu sonhasse, se...
“Quero morrer de tanto versejar”, vocifera, hiperbólico
“Ou bater as botas de mui cantar”, solfeja em eufemismo e preciosismo
Dias há em que escreve com a delicadeza de uma mula (opa, contém ironia!)
Outros em que lança os versos pela janela com um lacônico “Que tédio!” em apóstrofe
Nesse jogo de encanta e cansa, o bardo executa sua dança
E nos diverte com sua graça, humano que é, esse figuraça...
Criei este poema para ajudar estudantes – do aluno do Fundamental ao concurseiro – a aprender se divertindo e, claro, para ajudar também a professores. Se você curtiu, compartilhe o poema para que ele possa divertir a mais necessitados!
Eu acredito que nossa linguagem... nós só podemos ver o que observamos e só podemos observar o que temos categorias para em nossa linguagem.
Isso é conhecido como a hipótese de Whorf na antropologia. Na verdade, remonta a Giambattista Vico
A mente humana, tranquila e através da linguagem, constrói instituições e estruturas sociais nas quais, em seguida, se encerra e acaba vivendo em uma espécie de um "universo fechado".
Nunca diga nunca mais de duas vezes. Assim, você evita contradições, tanto na linguagem quanto na vida.
A dor é uma linguagem universal do aprendizado — um professor rígido e silencioso, que nos molda através do sofrimento, deixando-nos mais fortes e sábios.
"Na interseção entre linguagem e desejo, o corpo se torna um território de resistência, onde cada expressão é uma forma de contestar as normas que tentam capturar sua essência." – Dan Mena.
Ainda que eu falasse a linguagem dos anjos
Ainda que eu falasse a linguagem dos homens
Se eu não soubesse falar a doce linguagem do amor
Tudo o que eu viesse a dizer, não teria nenhum valor
Ainda que eu tivesse a fé
Para os montes transportar
Sem o verdadeiro amor
Está tudo fora do lugar
O amor tudo suporta, o amor supera o medo, o amor não tem mistérios, o amor não tem segredos
O amor transforma a gente, e nos faz acreditar que na vida tudo se resolve quando a gente sabe amar
Deixe o amor te mostrar o caminho de volta ao seu coração
Pois sem amor, a vida perde o sentido
O amor torna tudo melhor
DEUS É BOM O TEMPO TODO
Na linguagem universal que a vida na Terra tece e trata, sejamos tal qual pescoço de girafa, evoluindo dentro do impossível, nunca um burocrata.
Um psicólogo é alguém que te conta algo que você já sabe em uma linguagem que você não consegue entender
O silêncio é a linguagem da alma, mas também pode ser a arma da indiferença. Em meio ao ruído, saiba ouvir e se expressar com respeito.
João Moura Júnior, em sua obra Maiêutica, a arte de fazer nascer as ideias, reforça que a linguagem questionadora é o oposto do discurso vazio. Segundo o autor, “a boa pergunta é aquela que inquieta e obriga o espírito a se mover para além da zona de conforto conceitual” (MOURA JÚNIOR, 2023, p. 45).
Quem ama de verdade abandona a linguagem dos contratos.
Não há promessas no amor — há vertigens. Não há garantias — há desejo.
Quem conhece o som do vento nos campos entende a linguagem do Altíssimo sem precisar de intérprete.
