Limpar a Casa

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Sempre estamos buscando sermos felizes : ter carro do ano, casa nova, mobílias, jóias, viagens, vestidos e sapatos caros, mas tudo é ilusão. Para sermos felizes precisamos de tão pouco,nem ter sorte, e sim opção de ser feliz. Para sermos felizes precisamos de valorizar e respeitar as pessoas que estão ao nosso redor , compartilhar o bem com elas, e a gratidão nos enche de esperanças fazendo nosso dia a dia melhor. Natalirdes Botelho

Fui casa caída, bandeira ao vento,
fui rua sem nome e jardim sem dono.
Mas reguei minha ausência com esperança,
e plantei amor até no chão do abandono.
Pettrulho. Pedro Soares Ribeiro

O aposentado sai na rua e é assaltado; fica em casa e é roubado pelos ladrões do INSS. Que vida doida meu Deus!


Benê Morais

Nada é por acaso e quem casa tudo é um por um caso de amor.

Como uma casa fechada e abandonada, entregue à ação do tempo e do clima, em que o mofo se espalha e toma conta de todos os cômodos. Assim ocorre com aqueles que se fecham em suas certezas e não permitem que a luz do conhecimento e a brisa da razão entrem e arejem seus pensamentos!

Cuidado para não dar as chaves da sua casa interna para quem só quer passar uma noite e ir embora. Você é lar, não é um quarto de hotel de beira de estrada

Escravo do destino




O campo, o mar, a casa com chaminé e duas cadeiras postas na direção do horizonte, mas apenas uma está ocupada,



O medo as vezes se comporta como o guardião das madrugadas silenciosas,


Em meio a grande perda encontrei no céu nublado o peso das lágrimas que timidamente insistiam em não cair,


Rasos desejos, raros momentos, asas na superfície não dão âncoras a profundidade,


Sentado na cadeira a beira mar olhei fixo para o oceano e de tanto olhar vi que você deixou rastros de sentimentos espalhados pelas ondas,


Na minha penitência moral já escrevi mil cartas com pedidos de perdão e as lancei no mar para que através de garrafas navegantes elas pudessem chegar aquela que um dia foi minha e jurou não ser de mais ninguém.

Nunca te Esqueci
A Igreja ao fundo ao lado as muralhas do exército imponente,
minha casa com a vista de frente daquela praça, eram férias de verão, naquele dia acordei cedo fui a janela o Sol estava leve e radiante dando brilho aquela bela praça do interior.
Aconteceu ali, o amanhecer mais doce da minha vida.
Eu menino do interior, ela linda menina loira com traços de princesa recém- chegada da capital para passar suas férias.
Duas crianças, a inocência, dois corações ofegantes após o primeiro olhar.
Palavras, brincadeiras, toque suave nas mãos, nos divertimos sim, trocamos alguns selinhos, esqueci aquele dia que eu era muito tímido.
Quase um mês de felicidades, então veio o último abraço e um triste e doloroso adeus.
Conhecê-la foi a realização de um sonho, eu com o nome e jeito de Príncipe ela com o jeito de uma princesa e com o cheiro e nome de uma rosa.
Queria ter vivido mais um pouco o doce e inesquecível sonho de infância inocente.

As vezes is monstros vivem dentro da nossa própria casa.
Mas á quem fale ,que o monstro é gente boa,que não faz mau a ninguém.
Nunca acreditem nessa história, tentam sempre ver o lado que está falando.
As vezes a verdade aparecem,mais muitos não querem acreditar.

confiar um animal selvagem na sua casa!?um dia ele voltará a selva sem você em vida.

Estou fechando
Portas e janelas
Precavida
Limpando a casa
De poeira e teias
Me desfazendo
Das coisas velhas
E feias
Me confortando
Casaco e meias
Algodão nos ouvidos
Surda a tormentas
Não sou responsável
Por tempestades alheias.
Lori Damm

Sem uma reta uma casa cai.
Sem base, nada se constrói.
Sonho de todos
é uma escola em PaZ.
É o sonho do mundo
e também dos Pais.

A plataforma que pode te apagar com um clique não é sua casa, é seu aluguel. Construa onde ninguém pode te despejar.

A Última Casa


Nasci onde os telhados aprendiam a desabar
antes mesmo de conhecerem a chuva.
Chamaram aquilo de infância.
Eu chamei de ensaio
para todas as ausências que ainda viriam.


Meu pai deixou apenas o formato da porta
fechando-se pela última vez.
Minha mãe transformou-se
num retrato que a memória insiste em restaurar,
embora o tempo continue roubando-lhe o rosto.


Desde então,
aprendi que abandono
é uma religião silenciosa:
ninguém a prega,
mas todos os órfãos sabem rezá-la.


Amei mulheres
que partiram antes mesmo de chegarem.
Elas deixaram perfumes
que sobreviveram mais do que as promessas.
Ainda encontro algumas
caminhando pelos corredores da minha insónia,
sem jamais voltarem
para recolher o que esqueceram dentro de mim.


Há anos
o telefone permanece imóvel,
como um cemitério de números.
Nenhuma voz pergunta se sobrevivi.
Nenhum "como estás?"
atravessa o deserto dos fios.
Até o toque desistiu de mim.


Conheci a anatomia das praças públicas.
Os bancos de cimento
foram mais fiéis do que muitos abraços.
As estrelas serviram de teto,
o frio escreveu cartas nos meus ossos,
e os cães de rua
guardaram melhor o meu sono
do que qualquer promessa humana.


Vi o amanhecer nascer
entre papelões, ferrugem e nicotina.
Descobri que a fome
não dói apenas no estômago;
ela mastiga a esperança
até restarem apenas os dentes.


Durante anos
acreditei que Deus
tinha perdido o meu endereço.
Talvez nunca o tenha conhecido.


Mas há uma verdade
que nenhuma ruína conseguiu demolir.


Depois que todos partiram...
depois que cada amor escolheu outra estação...
depois que o mundo esqueceu o meu nome...


restou alguém.


Eu.


Este homem coberto de cicatrizes,
de mãos rachadas,
de olhos que aprenderam
a conversar com o silêncio.


Foi ele quem me levantou
quando ninguém regressou.
Foi ele quem dividiu comigo
o último pedaço de dignidade
quando já não existia pão.


Hoje compreendo:
o amor mais raro
não chega pelo telefone.
Não regressa numa fotografia.
Não bate à porta
vestido de saudade.


Ele cresce,
bruto como ferro,
puro como água encontrada
no meio do deserto.


E quando o mundo inteiro
me declarou abandonado,


eu finalmente encontrei
a única pessoa
que jamais teve coragem de me deixar:


eu mesmo.

Não importa como seja a sua casa; tendo nela conforto, fartura e paz, não haverá lugar melhor para ser feliz."
(Cleide Rodrigues)

Tem seguro para casa, carro e dinheiro, mas para a alma só existe Deus.

Fui arrumar minha casa.
Mudei os móveis de lugar
Lavei o chão
Tirei a poeira
Separei os objetos que eu não usava mais.
Lavei a louça
Limpei a varanda
Sequei minhas lágrimas
Deixei de lado dores que não precisavam mais ser sentidas.
Resolvi voltar meu controle emocional para o lugar, pra perto de mim.
Decidi abandonar de vez hábitos
antigos.
O autocuidado deixei em um lugar visível, para não esquecer.
Ele ficou perto da autoestima.
A versão do medo, que alerta, coloquei na primeira gaveta
da estante. As vezes, preciso.
Já as outras versões que prejudicam joguei fora.
A coragem ficou à mostra, em cima do meu criado-mudo.
Os pensamentos desorganizados?
Hoje, eu consegui deixá-los cada um em seu devido lugar.
No novo tapete da entrada, está escrito:


Área sob proteção.


Quando terminei a faxina, sentei na varanda da casa
para sentir o vento no rosto.


Alivio.⁠

Sempre que sair de casa olhe para cima, para baixo, para o lado...
A paisagem de sempre pode estar diferente.

O caráter morreu como uma casa abandonada, onde as paredes ainda estão de pé, mas o eco da verdade já não mora; foi enterrado sob aplausos falsos, qual uma moeda enferrujada no fundo do bolso, esquecida pelo valor e lembrada apenas pelo barulho; e hoje caminha entre nós feito um espelho quebrado, refletindo rostos inteiros em fragmentos convenientes, enquanto a consciência aprende a sobreviver sem se olhar.

Um pedido de desculpas


O coração não voltou a bater sozinho,
virou casa abandonada depois da tempestade,
janelas rangendo saudade,
esperando passos que soubessem chegar sem quebrar.


Eu ouvi um pedido de desculpas
como chuva fina em terra rachada,
não fez barulho, mas ficou,
penetrando devagar no que ainda era seco.


Entre escombros, te vi juntando cacos
como quem remenda um vaso antigo com ouro,
sabendo que as rachaduras não somem,
apenas aprendem a brilhar de outro jeito.


Hoje o peito bate como farol cansado,
não ilumina por excesso, mas por insistência.
Porque amar, depois do erro,
é navegar mesmo sabendo do mar.