Limpar a Casa
27 de abril de 2025 às 22:35
Sonhei com duas bolas de fogo caindo no teto de uma casa, de repente elas se tornaram bolas de cristais.
Outras duas, surgiram como fogo e começaram a flutuar e de repente caíram atrás da cadeira onde eu estava sentada.
Eu me assustei, mas quando olhei eram dois balões, brancos e eu os rasguei, quando os rasguei era como se fosse um tipo de lona, em forma retangular, onde havia um nome em inglês, eu só passei o olho sem ler, deu pra ler a última palavra "espacial" em inglês.
Era um objeto que havia caído do céu, do espaço, colocado por algum astronauta.
Então, eu abri e vi que havia diversos cartões de crédito, de praticamente quase todos os países do mundo. Muitas cores.
Eu observei e havia um chip e uma microcâmera lá, eu virei ela para baixo e fiquei com receio de estar sendo gravada.
Eu estava com muito medo de alguém ter me visto por aquela câmera.
Eu estava com medo de irem atrás de mim, simplesmente porque eu rasguei o que eu não devia.
Bom, eu poderia ter deixado intacto e contar com a sorte de receber uma enorme recompensa depois, mas não pensei nisso.
Então, acordei.
Sonho é casa que a gente visita de olhos fechados e decide construir de olhos abertos.
Um sonho só deixa de ser sonho quando se torna realidade.
Noite de sexta-feira em casa, com uma boa companhia, massagem para relaxar conversa descontraída e um bom vinho...
"Ninguém deve construir a casa da 'justiça' para que outro venha habitá-la; isso, por si só, já seria uma forma de injustiça. Tal construção só se justifica no coletivo, para todos, ou no âmbito individual, para si mesmo. Pois, nesse sentido, cada um tem o dever de zelar pela justiça em seu próprio ambiente e contribuir para essa edificação." (Juliano Assis)
Estou voltando pra casa...
Estou aqui só de passagem.
Neste tempo, neste lugar,
Sou apenas visitante.
Observei, aprendi,
O objetivo foi crescer e amar...
"Alguns pais nunca vão compreender que todas e quaisquer ações agressivas dentro de casa contra os filhos refletirão negativamente no futuro deles, pelo resto de suas vidas. Bater não educa os filhos, só os torna agressivos!"
"Quem se preocupa com a saúde no lar, não leva farinha ruim para casa. Farinha ruim não faz o bom pão."
"Se vai ao culto para falar da vida alheia, melhor ficar em casa. Há um grande congestionamento de bruxas nas ruas."
Deriva
Eu não me sinto em casa, pois fui eu quem se lançou para fora dela. Hoje, as paredes sabem o meu nome, mas não me reconhecem.
Eu já não me sinto em mim. Habito este corpo como quem ocupa um traje espacial em missão sem retorno, ou como quem vive em um quarto barato demais para reclamar e caro demais para abandonar.
Há dias em que caminho pela própria consciência como um inquilino com o aluguel atrasado, evitando fazer barulho para não ser expulso. Abro as gavetas da memória e encontro apenas recibos de versões antigas de mim. Todas vencidas.
Não é que o mundo tenha me posto para fora. Não. Fui eu quem saiu aos poucos, deixando as luzes acesas para fingir que ainda morava aqui.
Agora está tudo silencioso: só a expansão infinita e a própria respiração dentro do capacete. Não há grito; o som não se propaga no vácuo. Foi um afastamento quase imperceptível, um desencaixe mínimo entre rota e propósito.
Resta o eco de alguém que já fui e que, se me encontrasse na rua, talvez atravessasse para o outro lado.
Se o seu patriotismo precisa pedir benção na Casa Branca, parabéns: você não é patriota, você é só o relações públicas do Tio Sam!"
A natureza é nossa casa, não nosso brinquedo...
Pois ninguém nasceu para ser ferido:
nem o homem,
nem o animal,
nem a própria vida.
Como será rever o que ficou pra trás? Os destroços da velha casa onde morei, da cidade que deixei, os familiares e amigos que nunca mais encontrei e os que amo que nunca mais verei. Caminhar nas ruas de outrora e reviver momentos que jamais me esquecerei. Sinceramente eu não sei!
Moro na Sua Saudade
Moro na sua saudade,
Moro na minha vontade.
Fiz do meu peito casa,
Onde o amor não parte.
Abro a janela bem cedo,
Pra ver se no vento você.
Mas me abraça o silêncio,
Que aprendeu a me conhecer.
Cada rua tem seu retrato,
Cada canto lembra nós dois.
O relógio anda pra frente,
Meu coração ficou pra depois.
Moro na sua saudade,
Como o rio mora no mar.
Sem saber se um dia a vida
Vai fazer você voltar.
Se o destino for bondoso,
Traga você outra vez.
Minha porta continua aberta,
Como deixei uma vez.
Cleide Regina Scarmelotto
É exaustivo ter que lutar contra o mundo lá fora e, ao voltar para casa, ter que erguer escudos contra quem deveria ser o nosso refúgio.
Não compre opiniões prontas,
Prepare as suas em casa
Porque uma hora chega a conta
E é você quem paga.
Ouço essa voz
Que corrói e retalha o que resta dessa pobre casa
Lembranças que caem dos quadros
E rolam na escada
Não quero mais lembrar
Me ajude a esquecer
Me leve daqui e não vamos olhar pra trás
Me faça sentir o oposto do que é a dor
- Casa Vazia
