Lembre se que um dia eu te Amei
Eu sempre procurei um lugar onde pudesse viver feliz, ainda não encontrei esse lugar, mas com certeza já encontrei as pessoas que quero que estejam ao meu lado quando encontrar.
Eu devo ter um lado que me deixa me perder de tudo e todos, mesmo não querendo que seja assim. Ou, talvez, me deixam. Não que eu queria, mas sou metade terra e mar. Hoje estou aqui, e, amanhã estou lá. Quem segura minha mão quando o vento me tocar?
Ainda que eu perdesse a memória, tenho quase certeza que no fundo eu iria sentir um vazio e uma saudade que deixaria meu coração apertado. Uma sensação que faltasse um alguém, um sussurro talvez. Uma palavra, Pai.
1 ano e 5 meses, sem meu Pai.
Eu devo ter um lado que me deixa me perder de tudo e todos, mesmo não querendo que seja assim. Ou, talvez, me deixam. Não que eu queria, mas sou metade terra e mar. Hoje estou aqui, e, amanhã estou lá. Quem segura minha mão quando o vento me tocar?
Deixei de lado o medo de sentir e falar, e passei a transformar tudo em palavras escritas.
Uma vez me perguntaram, o que eu vi em voce, que me mudará tanto. Deixara um brilho diferente em meus olhos, uma ternura em minhas palavras, e uma vontade louca de estar ao seu lado. Eu responde que, tudo que vi em voce, foi tudo aquilo que não vi em mais ninguém.
Quando eu tenho um argumento eu os defendo, e estou aberta a mudar de opinião caso encontre um outro argumento que vá de encontro com a minha constituição.
Não vou atrás de qualquer vento, e se pareço não escutar ninguém enquanto falo é que na minha visão, não era para se ter outras vozes enquanto exponho os meus argumentos manda a regra e a educação.
Já que não discuto com ninguém.
O que espera a vida que eu faça? Felizes os que consideram-na um presente de alto valor ( aqui me incluo) e por isto, objeto inestimável. Acordam ou melhor, despertam para mais um “mundo” de possibilidades, para um eu posso enxergar o que ...me cerca por um novo prisma, posso dar um novo tom para cores e notas desvanecidas, posso fazer frente às situações que ontem me intimidaram. Um despertar convicto, faz toda diferença!
Circulava eu, pela calçada, de um avenida cuja cidade não me recordo nome, em um país chamado Brasil, situado na América do sul, continente americano. Quando em alta velocidade em minha direção surgiu um veículo locomotor, conduzido por um ser daquele planeta. Seu condutor não percebera a sinuosidade daquela avenida e sem ter tempo para nos avistar e deslocar seu automóvel para o lado oposto. permitiu que seu veículo atropelasse, provocando uma tragédia. Naquele país há leis rigorosas de trânsito, cujas penalidade vai desde multa, cassassão de habilitação e até prisão.Não soube notícia daquele ser condutor, mas provavelmente tenha saído ferido daquele local. Deixei o planeta terra e vivo em outra dimensão.Daqui escrevo esta mensagem para que as autoridades saibam o que deveras ocorreu e tome as providências cabíveis. Embora deixei filhos pequenos, mulher bonita,amigos de reputação incontestaveis.Estou aqui, aguardando meu destino.O que fiz aí fiz; o que não consegui fazer, ficará por fazer.Eu tinha muitos projetos, idéias,e muitas coisas em andamento para serem feitas. Mas deixo aqui meu repúdio aos condutores que acreditam que chegarão a tempo em todos os lugares. E para isso precisam invadir as calçadas, atropelando pessoas, sem medir as consequências de seus atos.A propósito eu tinha trinta anos quando esse fato ocorreu. Minha expectativa de vida era de oitenta anos.
eu sou um poeta de pequeno estudo,mais não posso me cansar de voar alto em meus pensamentos rumo a comunidade alternativa,inclusiva e popular de alagoa nova,da paraíba,do Brasil e do mundo inteiro.
Tudo bem, eu sou mesmo um pouco aluada. Sonho demais, penso demais, idealizo demais. Mas, acredite: eu sei manter os pés no chão.
Talvez eu só esteja precisando de um abraço apertado, um beijo na testa, um “eu te amo” murmurado. Talvez o meu remédio seja você.
Deus está no controle da minha vida...
Um servo fiel eu serei,
E a mim mesmo abandonarei,
E para Cristo agora viverei...
Não é sem freqüência que, à tarde, chegando à janela, eu vejo um casalzinho de brotos que vem namorar sobre a pequenina ponte de balaustrada branca que há no parque. Ela é uma menina de uns 13 anos, o corpo elástico metido nuns blue jeans e num suéter folgadão, os cabelos puxados para trás num rabinho-de-cavalo que está sempre a balançar para todos os lados; ele, um garoto de, no máximo, 16, esguio, com pastas de cabelo a lhe tombar sobre a testa e um ar de quem descobriu a fórmula da vida. Uma coisa eu lhes asseguro: eles são lindos, e ficam montados, um em frente ao outro, no corrimão da colunata, os joelhos a se tocarem, os rostos a se buscarem a todo momento para pequenos segredos, pequenos carinhos, pequenos beijos. São, na sua extrema juventude, a coisa mais antiga que há no parque, incluindo velhas árvores que por ali espapaçam sua verde sombra; e as momices e brincadeiras que se fazem dariam para escrever todo um tratado sobre a arqueologia do amor, pois têm uma tal ancestralidade que nunca se há de saber a quantos milênios remontam.
Eu os observo por um minuto apenas para não perturbar-lhes os jogos de mão e misteriosos brinquedos mímicos com que se entretêm, pois suspeito de que sabem de tudo o que se passa à sua volta. Às vezes, para descansar da posição, encaixam-se os pescoços e repousam os rostos um sobre o ombro do outro, como dois cavalinhos carinhosos, e eu vejo então os olhos da menina percorrerem vagarosamente as coisas em torno, numa aceitação dos homens, das coisas e da natureza, enquanto os do rapaz mantêm-se fixos, como a perscrutar desígnios. Depois voltam à posição inicial e se olham nos olhos, e ela afasta com a mão os cabelos de sobre a fronte do namorado, para vê-lo melhor e sente-se que eles se amam e dão suspiros de cortar o coração. De repente o menino parte para uma brutalidade qualquer, torce-lhe o pulso até ela dizer-lhe o que ele quer ouvir, e ela agarra-o pelos cabelos, e termina tudo, quando não há passantes, num longo e meticuloso beijo.
Que será, pergunto-me eu em vão, dessas duas crianças que tão cedo começam a praticar os ritos do amor? Prosseguirão se amando, ou de súbito, na sua jovem incontinência, procurarão o contato de outras bocas, de outras mãos, de outros ombros? Quem sabe se amanhã quando eu chegar à janela, não verei um rapazinho moreno em lugar do louro ou uma menina com a cabeleira solta em lugar dessa com os cabelos presos?
E se prosseguirem se amando, pergunto-me novamente em vão, será que um dia se casarão e serão felizes? Quando, satisfeita a sua jovem sexualidade, se olharem nos olhos, será que correrão um para o outro e se darão um grande abraço de ternura? Ou será que se desviarão o olhar, para pensar cada um consigo mesmo que ele não era exatamente aquilo que ela pensava e ela era menos bonita ou inteligente do que ele a tinha imaginado?
É um tal milagre encontrar, nesse infinito labirinto de desenganos amorosos, o ser verdadeiramente amado... Esqueço o casalzinho no parque para perder-me por um momento na observação triste, mas fria, desse estranho baile de desencontros, em que freqüentemente aquela que devia ser daquele acaba por bailar com outro porque o esperado nunca chega; e este, no entanto, passou por ela sem que ela o soubesse, suas mãos sem querer se tocaram, eles olharam-se nos olhos por um instante e não se reconheceram.
E é então que esqueço de tudo e vou olhar nos olhos de minha bem-amada como se nunca a tivesse visto antes. É ela, Deus do céu, é ela! Como a encontrei, não sei. Como chegou até aqui, não vi. Mas é ela, eu sei que é ela porque há um rastro de luz quando ela passa; e quando ela me abre os braços eu me crucifico neles banhado em lágrimas de ternura; e sei que mataria friamente quem quer que lhe causasse dano; e gostaria que morrêssemos juntos e fôssemos enterrados de mãos dadas, e nossos olhos indecomponíveis ficassem para sempre abertos mirando muito além das estrelas.
Tenho chorado bastante esses dias, sabe?! Eu não grito, eu não berro, eu não soluço. É um choro interno, ninguém ouve. Tenho chorado, mas não sei se pela sua falta, ou pela sua causa.
POR ONDE ANDEI
Caminhos errantes com pegadas espaçadas. Eu sou um eterno descompasso – em minha música ecoa o silêncio onde eu guardo os meus anseios, meus medos, meus meios. Constantemente tropeço em meus segredos. Meus traços são meus próprios passos. Eu sou composta por medos, vontades, calma, saudades. Saudade de tudo o que passou, ficou... De tudo o que restou. Afinal, viva ainda estou! E eis o que sou. Sou calmaria, carinho, afago. Tempestade, trovão. Eu sou mais coração – entre uma emoção e outra não suporto meus destroços, não os comporto. Eu só me sufoco. Ao chão caio uma, duas, três. Ah! Esqueça essa timidez, ao menos dessa vez! Mas não seja descortês. Quem passa por esses caminhos incertos da vida tem sempre um pouco do mundo travado em forma de nó na garganta; às vezes se desencanta... E canta. Canta porque sabe que durante o cântico os males da alma saem em forma de Lá, Mi, Dó, Clave de Sol. Afasta essa cortina e veja o sol que está lá fora! Contempla essa luz que entra através da janela; olha esse universo todo lá fora que te espera... Tudo na vida se supera. Entretanto, algumas vezes, a vida não é o que se espera. O errado é quando se desespera. É inevitável, indiscutível, irreversível. A vida é indiscernível; é incrível. Por isso é necessário que se cuide do que entretém quando o vazio parece ser o nosso mais precioso bem. Nem sempre o ruim é o que se detém. Então, no final de tudo, será possível perceber que o mais importante é quem na vida a gente tem. Sendo assim, de forma mais que inesperada, o final feliz vem.
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