Lembrança de Falecimento
O alicerce da vida é fincado na terra desde que nascemos, e tudo nela feito só se esvai quando qualquer lembrança do feito deixar de existir.
Quando as lembranças nos lembram que não mudamos nada e ainda assim nos sentimos bem, é sinal de que estamos no caminho certo.
Sendo corpo, alma e espírito, percebo que não tenho nada. Nada me pertence senão o poder da escolha enquanto estes, juntos, se fazem eu. Se a alma é as lembranças de eu, farei dela um jarro de muito bom gosto, para quando lembrares dele sinta-se bem.
O tempo passa, a saúde acaba, e o que pode ficar são apenas lembranças, estas sim é que são importantes.
Que história vão contar?
Sempre que nos lembrarmos do primeiro beijo, será um beijo diferente. Será sempre outra pessoa, a pessoa que nos tornamos, a lembrar do mesmo beijo.
Como podem ser inesquecíveis tempos que aos poucos se vão perdendo na memória, soprados por novos e eternos minuanos? Lembrar é uma necessidade. No fundo, lembrar está aquém e além da razão.
Os ponteiros marcam mais do que minutos. Eles marcam meus passos e minhas falas, meus sorrisos e minhas conquistas. Eternizam minhas lembranças e gravam no tempo a minha história.
Não gosto de cicatrizes, mas reconheço a sua importância, elas me lembram diariamente que sou mais forte do que o que me feriu.
Sempre que ouso sentir saudade, uma dor insiste em meu peito, mas logo ela se transforma em sorriso bobo no canto da boca, pois saudade de você é lembrança de coisa boa
Alfredo e Juca eram irmãos.
Alfredo não era de expressar seus afetos, os sentimentos pareciam estar guardados a sete chaves... (coração de manteiga, com capa de ferro).
Lembranças da infância, do lugarejo onde nasceram e cresceram, dos joelhos ralados com as corridas ladeira acima, tombos ladeira abaixo, no patinete de madeira e rodinhas de rolimã que fôra feito por seu pai.
A bola de couro e o caminhão de madeira presentes dos avós
Alfredo era apaixonado por futebol.
Juca gostava de carros e, os puxava fazendo som de motor com a boca...vrum..vrum...
Sua mãe os vestia iguaizinhos, parecerndo gêmeos. Estudavam na mesma escola, seguiam juntos todos os dias.
Juca era mais conversador... tinha mais amigos e fazia sucesso entre as meninas.
Em idade hábil não prestaram serviço militar.
Juca fez o curso técnico, conseguiu trabalho, e logo foi pai.
Alfredo fez faculdade, formou-se engenheiro e mais tarde casou.
Juca teve mais filhos que Alfredo.
Assim seguiram suas vidas, já não saiam mais juntos e os encontros...eram apenas nas festas familiares ou por motivo de doença.
Hoje, Juca se foi...as gavetas onde são guardados os álbuns de fotografias, passaram a ser puxadas com mais frequência...Alfredo se procura ao lado de Juca...saudades da infância, dos dias presentes,dos sentimentos, do amor sem ser dito, da boa lembrança!
Mais de mil lembranças e apenas uma verdade...
...Saudade...!!!
Mais uma vez o dia perde o seu brilho com uma triste notícia...
Somos humanos e não temos essa capacidade para compreender a perda de alguém, somos egoístas demais, pq queremos as pessoas queridas sempre por perto, dando continuidade a nossa vida e aos nossos planos...
Existem pessoas que são especiais, simplesmente, pelo fato de existirem...
E que ficam na memória, nas lembranças, nos nossos melhores momentos...
Ah, se soubesse que seria a última viagem, o último abraço, o último aperto de mão...
A última despedida...
O último adeus...
Ah, se eu soubesse...
Teria aproveitado mais ainda cada momento...
Por isso é importante tratar todos da melhor maneira possível, porque não sabemos quantas oportunidades ainda teremos ao lado de cada um...
Não sabemos quando será o último adeus...
Se foi como chegou na minha vida, sem muito alarde, sem flash, sem tumulto...
Pq estrelas acendem e apagam assim...
Elas, tb, apagam e acendem em outro lugar...
#FiqueempazaoladodeDeus!!!#
Como conquistar algo que sempre te pertenceu?
Como desapegar de algo que nunca teve posse?
O quanto olhamos o mundo com olhar de desejo e repulsa?
Como diria uma amiga:
Quando você quer muito algo,
Renegue.
Pois faz com que aquilo venha até você,
Sem apego ou controle.
Vem só pelo sentido de ir.
Vem só pelo sentido.
Vem só
Sem (ter) tido.
O que possuímos já possuímos, e nunca perdemos.
O resto, todo o resto, é questão de tempo e espaço.
De tempo, pois é temporário, finito.
De espaço, pois existe um espaço entre o Eu e o Outro.
Então, o que é meu, já o possuo,
e não há necessidade de esforço para obter o que sou,
só perceber, lembrar,
e ser.
E o que não é meu, não necessito conquistar ou desapegar,
pois se trata de um com-viver, um relacionar,
que um dia irá embora ou se transformará.
Abra mão de querer controlar, conquistar o seu exterior.
Conquiste a si mesmo aceitando, lembrando quem você é.
O resto, todo o resto, virá no seu devido tempo e lugar.
O ser humano é um animal dito racional e se gaba de sua racionalidade. Através da suposta racionalidade, oprime, maltrata, subjuga,mata e ridiculariza os menos inferiores que eles. Até fazem isso com os semelhantes de sua nova espécie, homo sapiens. Haverá um tempo que seremos uma mera lembrança esquecida nos anais do tempo e do espaço, uma página virada nos livros futuros de história!
Entao, aqui estou
cheia de pensamentos
E todos eles com a
minha boa intenção.
Mas, nada me consola
esta noite porque
A saudade me mantém
muito bem acordada...
Algumas lembranças me
fazem ficar pendurada
na esperança de que um
novo dia virá e talvez
tudo ficará bem comigo!
Marta Gouvêa
Queria beijos! Alguém falou.
Doces ou salgados?
Quentes ou gelados?
Agora ou para sempre?Alguém respondeu .
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