Lei
Depois da queda e seus efeitos na humanidade, Deus dá a lei não como castigo, mas como graça; pois, por meio da lei todo ser humano caído passa a ter consciência do quão pecador ele é.
A verdade da lei moral de Deus só é revelada quando somos ultrajados. Quando acontece com você, o grito de justiça ecoa de dentro de um coração ofendido.
Calvino disse: “A Bíblia nos ensina que existem bruxas e que devem ser mortas... esta lei de Deus é uma lei universal”.
Os calvinistas, na verdade, eram muito mais ferozes contra as bruxas do que os luteranos. Onde quer que o Calvinismo se tornasse forte, bruxas foram sistematicamente caçadas.”
(Paul Johnson – A History of Christianity Pg. 416)
Arminianismo Brasil
A lei natural é percebida pelos instintos, mediada pelo costume, conhecida pela razão, aprofundada pela revelação.
Religiosos são apaixonados com a lei, com confissões de fé, e com formulas doutrinárias humanas que normalmente matam a vida - do que com o Evangelho da Graça que é o poder de Deus para transformação daquele que crê.
A Lei e o Evangelho são duas chaves. A Lei é a chave que encerra todos os homens sob a condenação, e o Evangelho é a chave que abre a porta e deixa-os sair.
William Tyndale – Pastor Anglicano
Toda lei, toda filosofia, toda lógica e toda ética cristã estão na Sagrada Escritura. E a Sagrada Escritura é toda a verdade. Todo cristão deve estudar esse livro, porque é a verdade de Deus.
Arminianismo Brasil
Entendendo as Facetas da Lei
A Lei Moral: Aborda as regras estabelecidas por Deus para uma vida de conduta correta e integra (Êxodo 20.1-17); aplicável em todas as épocas e ocasiões.
Um adendo ao sábado na lei moral. Alguém pode perguntar: “e o sábado”? “Devemos guarda-lo ainda hoje”? Devemos nós lembrar que o sábado (descanso) foi uma sombra do Primeiro Testamento que apontava para Cristo. Todo cordeiro que era trazido como oferta, toda a oferta queimada, todo o incenso oferecido, foi uma sombra da obra Jesus Cristo. O tabernáculo era uma sombra dele. O sumo sacerdote, nas suas vestes e em seu sacerdócio, era uma sombra de Cristo como nosso Sumo Sacerdote. O livro de Hebreus é claro e contundente quanto a isso. Quando Cristo se manifestou e terminou Suas obras, as sombras não eram mais necessárias; assim como o sábado, pois Cristo passou a ser o verdadeiro descanso (sábado), Mateus 11.28-30. O mandamento da guarda do sábado no Primeiro Testamento foi uma sombra da salvação em Cristo, sendo hoje um descansar na obra que Jesus fez por nós concernentes a nossa salvação. O sábado semanal terminou na cruz Colossenses 2.13-17.
A Lei Civil: Aborda a vida jurídica e social de Israel como nação (Êxodo 21.1 – 23.33); era temporal e necessária para a época á qual foi concedida.
A Lei Cerimonial: Aborda a forma e o ritual da adoração ao Senhor por Israel, inclusive o sistema sacrificial (Êxodo 24.12 – 31.28); cumprida em Cristo, não se aplicando mais aos nossos dias.
Medite nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Acalme-se... Lembre-se da lei do retorno
(Gálatas 6.7-9), ela converte o deboche de hoje em lamentação amanhã.
Questões 624.
CAPÍTULO I - DA LEI DIVINA OU NATURAL - 1 - Origem e conhecimento da lei natural
624. Qual o caráter do verdadeiro profeta?
“O verdadeiro profeta é um homem de bem, inspirado por Deus. Podeis reconhecê-lo pelas suas palavras e pelos seus atos. Impossível é que Deus se sirva da boca do mentiroso para ensinar a verdade”.
A Lei Natural que Une os Dois Mundos.
Ao afirmar que “as manifestações espíritas nada têm de maravilhoso e sobrenatural”, Kardec estabelece uma ruptura com a antiga visão mágica e religiosa dos fenômenos mediúnicos. Ele nos convida a compreender que a comunicação entre encarnados e desencarnados é regida por leis naturais, tão exatas quanto as que governam a gravitação universal.
O Espiritismo, portanto, não cria os fenômenos, mas os explica. Assim como a eletricidade sempre existiu antes de ser conhecida, as manifestações espirituais também se deram em todos os tempos — apenas eram interpretadas de forma equivocada, como milagres ou prodígios divinos.
---O Caráter Científico da Doutrina.
Kardec afirma:
“O Espiritismo é a ciência que nos faz conhecer essa lei, como a mecânica nos ensina as do movimento, a óptica as da luz.”
Nessa analogia, ele situa o Espiritismo entre as ciências naturais, pois seu objeto de estudo é uma lei universal que regula as relações entre os dois planos da vida.
A experimentação metódica observação, comparação e dedução foi o caminho pelo qual Kardec comprovou a realidade dos Espíritos e a comunicabilidade da alma após a morte do corpo.
Assim, o Espiritismo é uma ciência de observação e uma filosofia de consequências morais, porque, ao demonstrar a sobrevivência do Espírito, renova toda a concepção humana sobre a vida, a morte e a responsabilidade moral.
A Comunicação com o Mundo Invisível.
A comunicação entre o mundo visível e o invisível é, pois, um intercâmbio natural e constante. Os Espíritos não se encontram afastados de nós por abismos insondáveis; vivem em dimensões vibratórias próximas, participam de nossa vida, influenciam-nos e são influenciados por nossos pensamentos e sentimentos.
Kardec amplia essa compreensão em O Livro dos Médiuns, ao definir a mediunidade como uma faculdade orgânica, inerente ao ser humano, e não privilégio de alguns. Essa faculdade é o instrumento biológico da comunicação espiritual, funcionando segundo leis do fluido vital e do perispírito temas que a ciência contemporânea começa, lentamente, a tangenciar sob a ótica da consciência e da energia sutil.
Conclusão Reflexiva.
O que outrora se via como milagre, hoje se entende como expressão das leis divinas em ação.
Com o Espiritismo, o “sobrenatural” desaparece, e em seu lugar surge o natural desconhecido.
Assim, conhecer o mundo espiritual é conhecer uma dimensão legítima da própria natureza, revelando que a vida continua, que a alma pensa, sente, age e se comunica.
“O Espiritismo é a chave que nos abre o santuário das coisas invisíveis.”
— Allan Kardec, O que é o Espiritismo, 2ª Conversa, tradução de José Herculano Pires.
Moisés e o Limite da Autoria: Entre a Lei Divina e a Lei Humana.
A narrativa mosaica, envolta em reverência e mistério, é um dos pilares da tradição religiosa do Ocidente. Contudo, o capítulo final do Deuteronômio (34), ao descrever a morte e o sepultamento de Moisés, levanta uma questão lógica e incontornável: como poderia o próprio Moisés ter narrado o seu falecimento e o destino do seu corpo, se a morte é a fronteira que separa a ação do homem no mundo dos vivos?
A impossibilidade física e racional dessa autoria direta conduz à compreensão de que a redação final do Pentateuco não pertenceu exclusivamente a Moisés. Tal conclusão, amparada tanto pela crítica textual quanto pela observação teológica, não diminui a grandeza de sua missão, mas a humaniza e a esclarece sob nova luz. A tradição judaica já reconhecia, desde tempos remotos, que Josué, sucessor de Moisés, teria completado o relato, talvez inspirado por revelações espirituais ou pelo dever histórico de perpetuar o testemunho do libertador hebreu.
O Espiritismo, ao abordar essa questão, não nega a autoridade moral de Moisés, mas distingue com discernimento doutrinário o que pertence à lei divina e o que pertence à lei humana. Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, questão 621, afirma que “a lei de Deus está escrita na consciência”, mostrando que a essência divina da moral transcende os códigos e as letras, sendo anterior a qualquer mandamento esculpido em pedra.
Moisés, portanto, foi o instrumento de revelação parcial dessa lei eterna, adequando-a a um povo rude, recém-liberto da escravidão e carente de disciplina. Por isso, muitas leis humanas de caráter punitivo, tribal ou cerimonial foram atribuídas a Deus como forma de impor autoridade e conter a desordem. Assim, as prescrições severas de sua época, que regulavam desde a alimentação até as punições corporais, não expressavam a pureza da lei divina, mas uma necessidade pedagógica, conforme o grau de entendimento daquele povo primitivo.
No Espiritismo, compreende-se que a Lei Divina é imutável, enquanto a lei humana é transitória e adaptável às condições morais de cada tempo. Moisés foi o legislador que, sob a inspiração superior, trouxe a humanidade da barbárie para a justiça. Jesus, séculos depois, veio transformar a justiça em amor.
Assim, quando se lê o Deuteronômio 34 e se percebe que Moisés não poderia descrever sua própria morte, não se atenta apenas a um detalhe textual, mas a um símbolo espiritual: a obra do homem termina no deserto, mas a obra de Deus continua na Terra Prometida.
Moisés cumpriu a parte que lhe cabia a da lei e da disciplina. Coube a outros, inspirados, registrar a sua partida e preparar o caminho para o advento da revelação mais pura: a do Cristo.
“A lei mosaica era apropriada ao tempo e ao grau de adiantamento dos homens a quem era destinada.”
(O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, item 2 — Allan Kardec)
Assim, a impossibilidade de Moisés narrar sua própria morte não é uma falha do texto sagrado, mas um indício da ação coletiva da Providência, que se manifesta por instrumentos sucessivos, até que a humanidade compreenda plenamente que a lei divina não se escreve apenas em livros, mas no íntimo da alma imortal.
O LIVRO DOS ESPÍRITOS - QUESTÃO 627
CONHECIMENTO DA LEI NATURAL.
O item seiscentos e vinte e sete, inserido na Parte Terceira de O Livro dos Espíritos, trata da função esclarecedora da revelação espiritual na era moderna. A resposta dos Espíritos Superiores evidencia que, embora Jesus tenha apresentado as leis divinas em sua pureza, sua exposição recorria a parábolas e alegorias ajustadas ao contexto sociocultural do século I. Tais recursos pedagógicos, embora luminosos, exigiam interpretação. Por isso, na atualidade, torna-se imperioso que a verdade moral seja exposta de modo inteligível, universal e racionalmente aferível.
A missão dos Espíritos, portanto, não consiste em substituir o ensino do Cristo, mas em explicitá-lo, desenvolvê-lo e restituir-lhe a clareza primeira, afastando quaisquer leituras sujeitas ao orgulho, ao interesse ou à hipocrisia religiosa. Sua tarefa é abrir olhos e ouvidos, de modo a impedir que a lei divina seja usada como instrumento de dominação ou de justificativa das paixões humanas. É um trabalho de saneamento ético, depuração doutrinária e preparação da humanidade para o reino do bem anunciado pelo Cristo.
A revelação espírita, nessa perspectiva, é complementar e elucidativa: esclarece aquilo que permaneceu velado pelas circunstâncias históricas, restabelece o sentido moral da lei natural e reafirma que essa lei é amor, justiça e caridade em sua expressão mais elevada. Ao fazê-lo, devolve ao ser humano sua responsabilidade moral plena, pois não lhe resta o pretexto da ignorância.
Nenhum ser humano é capaz de julgar o outro com passividade, essa é uma lei natural apenas Deus tem esse poder, homens são pecadores e sendo pecadores não podem julgar os pecados de seus semelhantes.
"A Lei Penal tem a função de manter o convívio gregário dentro de uma ordem social aceitavelmente harmônica, gerando o paradoxo de que se utiliza a violência para evitar violência futura. Pune-se para não haver a necessidade de punir. Ou, chega-se finalmente, a ideia que se pune para sobreviver."
ESTRELAS MORREM
Pela lei divina
Não somos eternos
Somos seres mortais
Morremos
Iguais às estrelas
Todos saem de cena
Por explosões internas
A máquina humana para
Iguais às estrelas
Do nascer da vida
Aos mistérios da morte
Fenômeno
Entre a criação e a destruição
Super novas, já era.
Iguais às estrelas
Seres solitários
Em um mundo carente
Povos agonizantes
Iguais às estrelas
Somos iguais
Partículas
Forças titânicas
Que nos tornam
Isso que somos!
