Lápis
'REESCREVER'
Lápis à mão caído
Folhas supérfluas penduradas
Roteiro no ar
Suspiros de incógnitas...
Mãos entrelaçadas
Alma apertada sob a escrivaninha
Desesperada à procura
Pauta desvairada...
Linhas tortas gritam desespero
Reescreve-se erros
Versos nada explícito,
gritam calados...
Como as canções caídas
Navegando janelas
Percorrendo ruas desertas
Ausentes de sentidos...
Deserto está o coração
reescrevendo destinos
Sem saber para onde os caminhos se vão
Poemas reescritos ao chão...
Contas.
E então
Você pega um lápis
e aponta
Faz de conta que é poeta
Numa folha de papel
Faz cair as letrinhas do Céu
E depois pega as letras
e as conta
E conta como foi a vida
E sobre as coisas que o tempo faz
Logo após, o aponta novamente
E desenha um poeta
Faz a conta
das vezes que errou
e divide
Pelos erros que acerta
E os soma às manobras do tempo
O que sobra
Empunhar a um lápis sem ponta
Examina o corte da lâmina
As marcas que a vida fez
Galvanizadas
Pelos golpes que o tempo deixa
e de novo o aponta
Esvaindo seu tempo sem conta
Tentando outra vez
Apontar uma estrela
Entre o Céu e a Terra
Faz as contas de novo
e novamente erra
Fazendo de conta que sabe exatamente
Qual era o mês que o calendário indicava
Admite que o poeta mente
Se escreve bonito
Mas escreve pra acalmar a vida
Pois a vida é brava
Cruel servidora do tempo,
Pois o tempo é o que conta
Escreve, pois acredita
Que um dia hão de cessar
Todas as contas
Inclusive a contagem do tempo
Quando as letras, enfim
Se combinarem
E o poema escrito
Mais bonito que a própria vida
O lápis, já sem ponta
Aponta o dia que passou
A oportunidade que foi perdida
E as coisas que o tempo leva
Sendo bem ou mal aproveitadas
Pode ser até que ninguém
Não tenha entendido nada
Daquilo que esteja escrito
Feio ou bonito
Não há meio de apagar
O feito, o dito, o efeito causado
A lâmina gasta
Uma vaga lembrança
Que contrasta
Uma vasta esperança perdida
As arestas ... mais nada
O lápis se acabou
Passou-se a vida
A luz se apaga
Tudo mais o tempo faz
do jeito que sempre o fez.
Edson Ricardo Paiva.
Quando pensamos que sabemos de tudo, ganhamos um lápis, uma borracha e um papel em branco para começar tudo novamente.
✍️Na escrita da vida vai se fazendo rasuras e emendas até que a ponta do lápis se quebra e a gente ouve o estilhaço.
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Metamorfose apaixonante do que antes eram apenas papel, alguns lápis de cores e uma inspiração ainda não despertada e que agora é uma bela arte, criada por uma mente imensamente criativa, inquieta, emocionada, artística, representada por uma borboleta fascinante, asas majestosas, ricamente detalhada, simplicidade cativante, criatividade liberta, sensação mágica, tonalidades intensas, peculiaridades expressivas, típicas dos seres presentes nos contos de fadas, um resultado sublime, uma obra feita com a alma, assim, um ar lúdico da fantasia vai se destacando na normalidade, uma forma simples de melhorar o dia através da arte.
Os versos que eu escrevi com lápis, foi pela incerteza das tuas palavras, senão escreveria com caneta, qual a borracha não apagaria facilmente nossa história.
Sou Lápis que pinta, instrumento que rabisca...Sou papel no qual se escreve,
folha que às vezes se risca...Sou letra que não se mede, palavra que às vezes arrisca...
Sou frase que choca, verdade que intimida...
Sou texto que se move, ideia que dá Vida...
Somos como lápis, a desenhar e apagar, a escrever e a esboçar, nossas histórias nesse imenso trajeto de papel chamado vida.
Assim que o sol despontar, aponte o lápis e comece apontar os seus horizontes e siga o brilho de sua confiança e não se desaponte, mesmo que tenha de passar por alguns montes antes do arrebol.
As pregações bíblicas de hoje são mais para as crianças que têm lápis à cores para preencher o vazio dos corações dos adultos.
O Mundo Cabe Num Balão
Pintei o céu com lápis de esperança, brinquei de nuvem, de estrela e de criança. No chão de giz, desenhei uma andança, com passos leves, dançando na lembrança. Fiz do relógio um pião de algodão, o tempo gira feito um coração. Abri a tarde com chave de ilusão e fiz do vento uma doce canção.
O mundo cabe num balão se a gente sopra com emoção. Colora o dia com invenção e deixa o riso em explosão. Pula, roda, gira, mão na mão, brinca comigo nessa canção.
No livro velho achei um passarinho, voava alto, mas pedia um ninho. Levei no bolso um verso tão fininho e dei pra ele um céu de pergaminho. Vi uma fada de chinelo e laço, soltando sonhos no espaço do abraço. Cantava o mundo com tanto compasso que até tristeza dançava no passo.
O mundo cabe num balão se a gente sopra com emoção. Colora o dia com invenção e deixa o riso em explosão. Pula, roda, gira, mão na mão, brinca comigo nessa canção.
Se você piscar o olho, vira pirata. Se fechar os dois… a alma já salta. No balanço do sonho, tudo se trata… até o medo dança, de sandália e gravata.
O mundo cabe num balão se a gente sopra com emoção. Colora o dia com invenção e deixa o riso em explosão. Balão no céu, pé no chão, sonhar também é profissão.
Não cutuque o cacho de maribondo dos ignorantes com o seu lápis apontado, porque vai sobrar ferrada, quando eles estiverem desapontados.
Fácil mesmo é apontar um lápis e escrever no papel o que quer; difícil é desenhar na vida um coração apontado por Deus e viver segundo a Sua vontade.
Um lápis e alguns pedacinhos de papéis me mantiveram em um bom caminho, guiando-me ao conhecimento e longe da escuridão.
Um “best-seller” é geralmente produzido com um bom lápis, na mão de um escritor ruim, em uma editora mercenária.
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