Lágrimas
Hoje às lágrimas caem no meu rosto...uma profunda dor no peito. Vai doer muito hoje para não doer nunca mais... LadyRed💔
No palco efervescente do Carnaval, onde risos se misturam com lágrimas e cores dançam ao ritmo da vida, emerge uma reflexão profunda sobre a dualidade da experiência humana. Neste reino de máscaras e fantasias, onde a alegria transborda e os corações se enchem de esperança, também ecoa o sussurro suave das dores ocultas e das tristezas silenciadas. Por trás dos sorrisos radiantes, há histórias não contadas, cicatrizes invisíveis e sonhos adormecidos. O Carnaval, tão festivo e efêmero, personifica a jornada tumultuosa da existência. É um espelho que reflete nossa capacidade de encontrar beleza na imperfeição, de dançar na chuva das incertezas e de abraçar a dualidade que nos define. Entre confetes e serpentinas, entre batuques e melodias, encontramos um refúgio momentâneo, um instante de suspensão da realidade. É nesse interlúdio fugaz que nos permitimos ser quem quisermos, onde nos perdemos nas danças frenéticas e nos reencontramos nas pausas serenas. O Carnaval é mais do que uma celebração; é uma metáfora da vida. Como as marés que sobem e descem, como as estações que mudam, ele nos lembra que somos feitos de dualidades, de contrastes, de luz e sombra. Nesse turbilhão de emoções e cores, encontramos a essência da humanidade, com suas alegrias efêmeras e suas tristezas persistentes. No final das contas, o Carnaval nos ensina a abraçar todas as facetas da vida, a dançar mesmo quando o chão parece ceder, a sorrir mesmo quando o coração chora. Assim, no palco do Carnaval, entre o caos e a harmonia, descobrimos a verdadeira magia da existência: a capacidade de encontrar beleza na dualidade, de celebrar a vida em toda sua complexidade e de transformar até mesmo as sombras em luz.
Quando as palavras
Não unem mais
Dois corações.
Só nos resta as lágrimas
Para abraçar nosso coração
Nesta dor solitária!
Distante assim meu sorriso é triste
É lágrima de saudade
De tristeza que invade
E meio de encanto;
Encanto em que
Um só canto tudo está
Um tanto de felicidade
E amor outro tanto
Que jamais deixará
Distante assim sou casa abandonada
Sou palavra mal escutada
E logo sente a dor de minha presença
Quando esta está ausente
Saudade
E chora der repente
Quando na distância
Me ausento um pouco mais
Resta-me um dia
Brevemente a reencontrar
Amizade não se cansa
A distância não é capaz.
As vezes a lágrima desce
Do nada ela chega e molha toda minha face
E pergunto a mim mesmo
O que está acontecendo?
Por que estou chorando?!
Percebo que a alma sente dor
Dor que o corpo não consegue ter conhecimento
É uma dor que se torna desconhecida
E faz uma bagunça em nossa vida
O que me resta é apenas
Secar as lágrimas do rosto
E procurar meios de fazer com que minha alma se alegre de novo.
Eu sei o quanto é bom estar sozinho, se Eu choro estarei ao meu lado para enxugar minhas lágrimas, se penso ou faço coisas erradas, serei Eu meu Juiz e meu carrasco, mas também serei meu advogado, só a
Deus e a mim mesmo, devo satisfações sobre minha conduta.
PALADAR DAS LÁGRIMAS
Provei o silêncio que escorria entre minhas falhas,
Um gosto antigo, ácido — quase memória primordial.
Cada lágrima carregava um nome que eu esqueci,
E ainda assim… elas sabiam exatamente quem eu era.
No reflexo fraturado da noite,
Bebi o que restou de mim —
E descobri que o amargo também é um tipo de luz.
Há um estudo secreto no modo como caímos:
O chão não é punição — é um espelho invertido.
Os erros, mestres sem rosto, me ensinaram a mastigar a dor
Como quem degusta a origem do próprio destino.
E quanto mais ruía, mais eu percebia…
Que ruínas têm um idioma que só o coração partido entende.
Deixei os joelhos encontrarem o pó da terra.
Deixei meu peito rachar sem piedade.
E no paladar das lágrimas, sorvi
Um perfume de verdade crua —
O gosto do que somos antes de fingirmos força.
A tempestade me tomou pela voz,
Mas devolveu-me um canto que nunca ousei cantar.
Aprendi que a chama mais pura
Nasce do que a água não conseguiu apagar.
Que o pranto, quando sincero,
É o batismo que escolhe o seu próprio sacerdote.
Ali, no fundo da dor que me molda,
Compreendi que cada renúncia era um portal,
E cada portal — um retorno ao meu nome original.
No fim, não chorei mais pelo que perdi,
Mas pelo que precisei destruir para enfim me ver.
E quando a última lágrima tocou a minha língua,
O universo inteiro tremeu em silêncio.
Não era despedida — era nascimento.
Porque somente quem conhece o sal da própria alma
É capaz de criar mundos onde antes só havia sombra.
Te esquecerei pela força do amor que te dei. E a cada lágrima que derramar, ali estara toda certeza do quanto foi em vão acreditar.
Me alimentou na fome, curou minhas cicatrizes na dor, secou minhas lágrimas no pranto, aqueceu meu corpo no inverno, guiou-me pelo caminho deserto, amou-me na tristeza e, na solidão, acolheu-me e apresentou-me à felicidade. Obrigado, Deus, por me amar.
A chuva molhou o rosto cansado de tristeza, para que ninguém percebesse as lágrimas sofridas rolando em dor por não ter o teu carinho.
Os fantasmas do passado não me assustam, nem conseguem arrancar lágrimas dos meus olhos. Não há sentimentos de arrependimento ou remorso que o ontem possa reivindicar. Afinal, o passado não se repete no hoje.
Quem está na chuva observa as lágrimas se misturando com a água que molha o rosto. Assim, não há incerteza no choro nem vergonha, pois ninguém saberá se são lágrimas ou apenas o banho da chuva.
Indecisão, indecisão decisiva. Não derramarei lágrimas implorando teu retorno; se partir, levo comigo a vida — e nela eu vou viver.
