Lágrimas
Poema III
Repente de um poeta
Já vi cacto dar flor no silêncio da aflição,
E vi lágrima em dor, em sorriso e oração.
Quem planta o sonho bruto, colhe verso em cada mágoa —
O que rega o futuro? Suor e lágrima, vulgo: água.
O sol não tem compaixão, a chuva virou promessa,
E a terra só dá legume se a fé não for só conversa.
O filho da estiagem tem coragem desde os ossos —
Não murmura a miséria, nem destrata um dos nossos.
Já vi homem ter dinheiro e morrer sem ter sentido,
E matuto sem um troco dividir o seu abrigo.
A riqueza que perdura não se mede por moeda —
Mora é na intenção, no coração de um poeta.
LÁGRIMAS ARTIFICIAIS
Oi pedaço de pedra... tudo bem?
Sei que faz tempo que não falo contigo, fiquei a vida toda deixando você ser jogado para lá e para cá, feito pedra, até que virou uma!
Vim te trazer uma palavra de carinho, de amor e de afeto, as coisas mais lindas deste mundo só vivi graças a você, lembra das nossas melhores emoções?
O quanto você batia em mim o tempo todo, cada sorriso que tirava eu de alguém era um soco seu no meu peito...
Ah, como me lembro, como me lembro, e você se lembra quando achei que teria de chamar o bombeiro? Você mudou, inflou, incendiou-se inteiro...
Ainda me lembro, me lembro do começo, onde ria das piadas e eram engraçados os tropeços, das trocas de informações dividindo segredos...
Sabe o que é um carinho? É como se fosse um beijo, onde tudo era motivo de imaginação... era desejo...
E hoje pago o preço, e já não são os mesmos tropeços, nem caio mais nos seus beijos... já revelou nossos segredos, agora tudo é passado... logo eu esqueço...
Talvez seja mais um motivo que te deixou assim?
Te esquentei e esfriei... não cuidei de você... descuidei de mim...
Mas tudo pode mudar
Em milagre aprendi a acreditar... se cego pode ver e mudo pode falar, por que é que você não pode voltar?
Voltar a ser como era antes no início
Onde seus batimentos eram seu maior compromisso!
E isso não era pra ser dividido com outras coisas da vida
Te peço desculpa por te trazer tanta coisa colhida!
Colhida com as próprias mãos que plantei, disso eu sei, amei, jurei, magoei, apanhei e bati... Doeu? Mas nem me lembro se já sofri....
Mas hoje estou aqui para poder fazer as pazes e a bela notícia te dar, aprendi o que você queria de mim, hoje sei me cuidar, falta de amor não é não saber amar o próximo, falta de amor é não saber se amar, se valorizar, ficar sendo jogado para lá e para cá, feito uma pedra, machucando quem mais pode te amar, cuidar, tratar, estar....
Coração, hoje posso falar, em milhões de bpm contigo quero estar obrigado por me ouvir mesmo sem eu te escutar, obrigado por me ver, sem eu poder te olhar, mas posso te sentir sem eu te tocar, então toca em mim e me ensina a amar, as coisas mais lindas da vida não posso deixar passar, bate em mim o quanto for preciso para eu enxergar...
E, olhando para ti,
Canto a minha canção melódica
Que outrora fora lágrimas
De um aguerrido espírito
Confiante de que te encontraria
Novamente nessa jornada maluca
Que chamamos de vida - Mas
incerto de que fazia jus a tal -
Canto a ti, minha musa
A melodia que ouvido nenhum
É capaz de decifrar
Não digo que seja de tal modo
Sinfônico ou doce
Mas, certo de que fi-lo por ti,
Afirmo-te: há amor, há meu coração
A ti me entrego, sem medo
Foste aquela que me recebeu com alento
És aquela com quem desejo investir minhas risadas despretensiosas
Por isso, canto a ti
Que, antes de tudo, não me abondonaste
Canto fervorosamente
Deixando transparecer a mais profunda vibração da minha alma junto à tua…
A felicidade pode estar disfarçada em um sorriso, assim como a lágrima pode ser contida pela dor. Por trás de cada expressão, no silêncio do vagão, há alguém que finge dormir enquanto acaricia sua própria dor.
SE ORIENTE
Se acaso cê cair
Trate de se levantar
Se a lágrima descer
Cuide logo de enxugar
Mas se o erro repetir
Se oriente nisso aqui
Pare de se abestalhar
As lágrimas que choramos nos ensinam a valorizar as bênçãos que recebemos. A tristeza tem o propósito de nos preparar para apreciar a alegria que Deus nos reserva. É na escuridão que aprendemos a brilhar com a luz de Sua presença.
"Tu contas as minhas vagueações; põe as minhas lágrimas no teu odre. Não estão elas no teu livro?"
Salmos 56:8
O choro que reconhece a própria fragilidade. O choro de arrependimento, o choro do autoconhecimento, o choro que nos faz crescer, o choro que dissipa o orgulho, o choro que dissipa a autossuficiência, o choro de empatia, os choros que curam, os choros que fazemos, ao escolher o caminho de volta. Não viva chorando, mas, se precisar, chore!
Momento sublime é quando a mãe abraça seu filho pela primeira vez...momento esse que lagrimas de amor são derramadas,então daí começa uma linda historia de amor entre mãe e filho.
Lágrimas por Nós
Que saudade de tudo o que não fomos, pai…
É tão duro conviver sabendo que sou tão parecida com você,
e que nunca tive a chance de te conhecer.
Que saudade do amor que ficou apenas em silêncio,
da relação que jamais tivemos,
das conversas que nunca aconteceram,
dos abraços que jamais senti.
Quantas lágrimas caíram no chão,
e quantas ainda carregarei comigo,
por aquilo que poderia ter sido e nunca foi.
Via crucis
Havia sangue no caminho,
sangue,suor e lágrimas.
na via crucis,
um rei coroado de espinho.
Havia prantos na terra,
silêncio profundo no céus.
na via crucis,
um cordeiro vencendo uma guerra.
O mundo em dor,
Sombras de escuridão permeiam o céus.
Na via crucis,
homens matando o amor.
Ele caminha em dor,
não reprime a quem lhe ofende.
Na via crucis,
a redenção do amor.
o mundo assim escreveu,
Vida e morte na cruz.
Na sepultura,
a morte o conheceu.
O mundo se enche de luz,
numa manhã a romper.
A sepultura explodiu,
a Jesus não pode deter.
Glórias se ouve cantar,
nos portais de Jerusalém.
Arcanjos a receber,
o rei da glória que vem.
Autor. Cícero Marcos
"Dizem que as canções nos arrebatam ao mais profundo de nossas almas. Mostrando as lagrimas que estão armazenadas para serem liberadas.
E por fim, da o alivio a "Alma".""
Continuei a olhar para a mulher da minha vida, a afastar-se em monólogos só seus. Uma lágrima teimosa fugiu-me, consegui engolir a outra.
In "Nuvens Em Acordes de Vida"
Gotas de lágrimas
Quando eu era criança presenciei inúmeras vezes a minha mãe chorar, horas para pedir a clemência de Deus, horas para agradecer pela clemência que Deus concedera a ela.
Presenciei inúmeras vezes suas lágrimas ocasionadas pelo preconceito que ela sofria por conta da vida humilde que ela tinha, quantidade de filhos que sustentava, e por que ganhava a vida sozinha.
Zombavam da sua casa simples Que era feita de alvenaria sem estrutura, enquanto minha mãe chorava de felicidade por sair da tapera cujo teto e as paredes eram feitas de tapete.
Sem entender o motivo de suas lágrimas, por conta da pouca idade que eu tinha, me perguntei inúmeras vezes porque tantas lágrimas caia.
Hoje eu sendo mulher, mãe de dois filhos e sozinha, vejo os mesmos motivos das lágrimas da mãezinha.
E como ela chorou, eu também posso chorar horas para agradecer a Deus por tanta clemência, horas para pedir de Deus clemência.
Nesse momento eu me calarei, não direi uma só palavra, deixarei que minha lágrima caia,
Que fale por mim como as lágrimas da minha mãe falavam.
E como inúmeras vezes por tanta clemência agradecem as minhas lágrimas, por clemência elas rolam de novo, molhando meu rosto pouco a pouco.
Não tenho mais palavras, nesse momento tudo que tenho são gotas de lágrimas.
O seu olhar revela a solidão do adeus. As lágrimas mostra que a saudade ainda machuca um coração que aprendeu a amar, mas não aprendeu a esquecer!
O Teatro do Inseto
Lágrimas são apenas o óleo que lubrifica esta engrenagem de carne.
O coração não bate;
ele se estilhaça como porcelana barata sob o pé de um gigante.
Hoje é o baile de máscaras.
Costuro um sorriso no rosto com linha de náilon, uma cirurgia amadora de alegria plastificada.
Sou o figurante de mim mesmo, um palhaço de gesso num palco que range.
À noite,
o teto baixa três centímetros.
As correntes não são de ferro, são de arame farpado invisível, enrolando-se nas vértebras, transformando o lençol em chumbo.
Levantar-se não é um movimento; é uma revolta.
É a metamorfose reversa: acordar homem e sentir-se bicho, esmagado pela bota de um Deus burocrata.
Quem habita este invólucro no centro do turbilhão?
Sou o estalo da mania ou o silêncio do abismo?
A moeda gira, mas o rosto é o mesmo:
Um lado é o chicote, o outro é a ferida.
A vida é um processo lento, um tribunal sem juiz.
E a morte... a morte é apenas a porta que não exige convite,
o único documento que não precisa de carimbo.
Dou ouvidos ao que desalinha o mundo,
e deixo um verso
decidir se vira riso ou lágrima.
Escrevo no improviso
bilhetes de poesia
que escorrem por frestas,
até cair nas mãos certas.
Às vezes me embaralho
e viro silêncio.
Faço do texto um abrigo,
e entre uma frase e outra
sussurro uma oração,
pedindo clareza para o coração
que insiste em cantar.
E mesmo torto,
mesmo simples,
sigo rabiscando.
