Juventude e Política
Carta III — A Injustiça dos Homens: Crítica moral, política e social
Sete anos já se passaram desde que o inferno da terra abriu-me as portas para este calabouço. Ainda é uma sorte possuir alguma porção de fôlego para respirar. Afinal, o problema nunca foram as leis, mas aqueles que as criam e os fins para os quais as aplicam. Cada gota de oxigénio que inalo está infestada de dor, angústia, fome e sede. Enquanto os reis da terra convocam reuniões, os lares transformam-se em cemitérios: cada quarto, uma campa; cada cama, um caixão. E, ao passo que os lordes repousam sobre o conforto da riqueza, as mãos pobres de quem trabalha repousam na indigência.
Então disseram os opressores:
— Enquanto houver um que governe, haverá sempre um que sirva.
— Enquanto houver um que dite as leis, haverá quem as obedeça.
— Enquanto houver um que mande, haverá quem cumpra.
Esta é a lei dos antepassados e é hereditária a todas as gerações. Não há quem mude essa lógica: o que já está estabelecido, ninguém altera.
Então o povo gritava:
— Longa vida aos que nos governam; que os vossos dias se multipliquem na terra!
— Que a riqueza, o luxo e a abundância nunca vos faltem!
— Viva aos reis da terra, pois não há entre nós quem se compare a vós!
— Que os antepassados vos protejam das desgraças deste mundo!
Cada um bajulava da melhor forma, na esperança de ganhar a atenção e o reconhecimento deles. Elogiavam, veneravam e presenteavam aqueles que os oprimiam, intimidavam e matavam.
Ainda assim se curvavam em adoração e exclamavam:
— Viva! Viva! Viva aos reis da terra!
— Viva! Viva! Viva aos que nos governam!
— Viva! Viva! Viva aos que nos orientam!
Os poderosos, então, criaram leis que os protegessem daqueles que mais necessitavam de proteção, para que permanecessem aquecidos no trono do poder, enquanto o povo continuava cego rumo à decadência. O cheiro sanguinolento de suas atrocidades chegava até aqui embaixo. Eu ouvia o choro dos inocentes subjugados ao martírio. Sentia o grito de socorro de mulheres violentadas pelos lordes. Sentia o desespero dos maridos assistindo ao sofrimento de suas esposas.
Nada me vinha à mente senão o ódio ao escrever:
Morram, miseráveis. Vós que governais sobre a penúria dos mais vulneráveis; vós que julgais o futuro de uma criança ainda no ventre da mãe; vós, poderosos que proclamais hipocrisia diante do sangue derramado por milhares de mártires. Vós que vestis túnicas de ouro, sapatos de prata, mitras de diamantes, cintos de escarlata e colares de esmeralda: saciai o gosto da opulência enquanto vos resta tempo. Comei e bebei enquanto o galo ainda não cantou. Dançai e alegrai-vos das vossas atrocidades.
Pois a vingança está às portas daquele que bate. O meu espírito perseguirá os injustos e não cessará a busca até que todos sejam consumidos. Morram, malditos. Arrepender-se-ão de não me terem enterrado. Eis que venho sobre vós com uma espada de dois gumes para completar a minha ira e derramar sobre vós a minha justiça. Vós que comeis sobre a desgraça dos pobres tereis as entranhas cheias de dor e angústia. E vós, ó plebeus, por serdes cúmplices dos opressores provareis também a desolação de tudo aquilo que construístes com músculos abatidos. Preferistes aplaudir aqueles que vos oprimem e condenastes aqueles que vos defendiam.
Quando a malevolência gritou, silenciastes a benevolência.
Que o castigo seja convosco. Que o tormento, a dor e a desgraça vos acompanhem até a sepultura.
Morram, corruptos. Trocais a justiça por moedas e jade. Deixastes que o brilho funesto da riqueza e o prazer transitório da concupiscência vos corrompessem. Escrevo-vos com o mesmo sofrimento que me fizeram suportar, com o mesmo tédio com que me lançaram nas sombras destas paredes escuras, com a mesma dor em cada dedo que perdi. Naquele momento, a sede de vingança, a ânsia pela justiça e o cansaço de continuar a escrever dilaceravam-se dentro de mim.
Afinal, quando a injustiça canta, os tolos dançam.
Quando a justiça fala, a sociedade censura.
Mas quando a verdade retalia, não há quem se desvie da sua cólera.
A ignorância torna os homens cegos à verdade; a ganância envolve-os com o manto da cobiça; o egoísmo conduz ao assassinato da guerra. E é aqui que nasce a injustiça dos homens: todos querem reinar sobre os outros; todos querem ser distintos dos comuns; todos querem ser senhores e receber o serviço dos servos. É aqui que nasce a indiferença dos homens: na criação de castas e estratos para evitar o semelhante — nobres e humildes, fracos e poderosos. Diz-se que a maioria vence sempre. Mas a lei pertence aos poderosos; o mundo é dos poderosos, daqueles que detêm a força.
Por isso, não importa a quantidade: diante da minoria rica e soberba, nem mesmo Deus pôde impedir que nos pisassem.
Tem gente que só lembra da política
no ano eleitoral, assim como assiste o
jogo do seu time apenas na final, não
quer entender o principal.
A política nos ajuda a conhecer dois tipos de pessoas! As que sabem brincar e as que só sabem brigar!
'Ao tentarem sucatear os militares,a politica mostra o quanto são egoistas,os que estão no poder hoje é os que desonraram a patria no passado,hoje falam de republica e nós militares falamos de ''defesa de liberdade''
O ser humano é um animal territorial que usa a arte, a política e a violência para tentar mascarar sua própria insignificância e sua falta de controle sobre o destino.
“Os políticos são amigos que trabalham no ramo da Política, esse é o cargo deles na sociedade, não existe nenhuma inimizade como humanos, mas sim partidos políticos diferentes que lutam por um poder Político"
A revolta política perde a justiça quando o povo, feito marionete, volta-se contra si mesmo e esquece de quem puxa os fios.
Amigos e amigas de Facebook!
Agora que passou a política, a poeira baixou, o ar parece estar até mais puro, é hora de respirar fundo e fazer um silêncio profundo, rezar, refletir e pensar melhor sobre todos os nossos atos, ações e omissões, pedir perdões pelas escritas ofensivas, falas e exarcebações, para poder tocar em frente sem deixar para trás ressentimentos, mágoas e ilações, haja vista que, no calor das discussões e nas defesas das idéias e dos ideais políticos, nem sempre usamos a nossa cabeça para pensar, ou mesmo, o coração para amar, a nós mesmos e aos nossos semelhantes, razão pela qual, peço-lhes humildemente desculpas e até perdão pelas vezes que ofendi a quem quer que seja, pois, concessa venia, não é de meu feitio ofender às pessoas do meu convívio do dia-a-dia, por mais importante que seja a causa por mim defendida.
Você que acabou de ler agora esse meu recado , sinta-se perdoado e eu, humildemente, aguardo também o seu perdão, pois, está escrito no Livro Maior: "Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento'' (Ef 4,26).
Abraços fraternos.
Hoje, a política brasileira
Está manchada pela corrupção,
Frequentemente conectada à sujeira,
Falta de ética e ambição.
Podemos ter aprendido 'mal' que a POLÍTICA é a arte de mentir. Mas GOVERNAR é, de facto, um acto de servir e não de enganar.
Se na sua casa é: "bato porque cuido".
Na política é:
"odeio porque sou patriota".
A raiz é a mesma: ORGULHO + MEDO.
Van Escher
"A honra na política é ser a voz de quem por muito tempo foi esquecido, defendendo o direito à legítima defesa e a meritocracia."
"O maior legado é o despertar de uma nação que entendeu que a política sem valores é uma casa construída sobre a areia."
Não existe área mais completa que a política. Direito é Direito, Medicina é Medicina, Publicidade é Publicidade, Empresário é Empresário… e na política se encontram todos eles.
Política virou religião.
E religião virou escudo pra ódio.
Mas Deus não tá em partido.
Tá no prato de comida.
No remédio. Na paz.
Van Escher
