Juras de Amor Eterno

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⁠O que semeamos na terra, colheremos na eternidade.

Inserida por Renoldi

⁠⁠Eu sei, minha querida, que tem sido difícil, que a espera muitas vezes parece ser uma eternidade, porém, peço que permaneças tendo o máximo de paciência possível, pois, se Deus quiser, ainda chegará o dia da tua metamorfose e finalmente tuas asas surgirão majestosas com lindos detalhes, então, tua alma ficará mais grata, sentindo uma grande felicidade com as tuas lutas sendo divinamente compensadas.

Enquanto este momento não chega, respeita todas as tuas fases, tira o tanto de proveito que puderes, vive sabiamente com vontade, não percas a tua fé no Senhor, nem o teu raro deslumbramento pela simplicidade, a veracidade do teu amor, apesar das adversidades que poderão causar-te alguma dor, isso te deixará mais forte e a tua felicidade terá mais valor.

Agora, provavelmente, é bem maior a tua dificuldade para compreender, mas cada etapa tem seu grau de importância, irás perceber com o tempo, que as circunstâncias juntas têm um propósito, inclusive, no sofrimento, portanto, se fores paciente e abrires mão da negligência, certamente, se Deus quiser, ficarás mais linda, vestida de resiliência.

Inserida por jefferson_freitas_1

"Amores impossíveis são eternos... E para ser eterno, tem que deixar de existir".

Inserida por tatyanenicklas

⁠CAPÍTULO II – O COLÓQUIO DOS QUE NUNCA PARTILHARAM A LUZ.

“Foi apenas um sorriso... mas a eternidade se abriu por um instante e teve medo.”

I. O Sorriso que não Sabia Ficar.

Era uma noite sem lua — mas com vento. Camille desceu ao porão mais uma vez, como se a noite lhe pertencesse, como se a escada soubesse o peso da alma dela. Joseph já a esperava, não como quem aguarda alguém, mas como quem reconhece o inevitável.

Ele estava com as mãos sujas de tinta seca. Rascunhava em uma parede uma frase:
“Deus não nos condena — nos observa em silêncio.”

Quando ela chegou, ele se virou com a lentidão dos que não se acostumam à presença.

— “Trouxe as flores?” — perguntou ela, com a voz baixa, quase como um lamento que queria parecer alegria.

— “Roubei-as do cemitério da rua de cima. Ninguém sentirá falta. Estão todas mortas lá... inclusive os vivos.”

Camille sorriu. E o sorriso dela doeu.

II. Colóquio no Escuro.

Sentaram-se frente ao outro. Ele a fitava como quem se vinga da luz, por amá-la demais e ao mesmo tempo temê-la. Ela recostou o queixo sobre os joelhos.

— “Sabe o que me assusta, Joseph?”
— “A vida?”
— “Não. O que há dentro de mim quando você sorri.”
— “E o que há?”
— “A vontade de viver. Isso me assusta mais do que morrer.”

Ele engoliu em seco.

Camille segurou uma de suas mãos, não para apertar, mas para impedir que fugisse de si mesmo.

— “Prometa que se eu morrer antes, você não escreverá sobre mim.”
— “E se eu prometer, você viverá mais?”
— “Não. Mas saberei que ao menos você me amou em silêncio, e não em frases soltas por aí.”

III. Instante Suspenso na Poeira.

Joseph sorriu. Não muito. Apenas o suficiente para que o mundo inteiro parasse por um milésimo de eternidade.

Camille, deitada agora sobre um lençol rasgado, observava os traços dele à meia-luz de um lampião antigo.

— “Por que você sorriu?” — perguntou.
— “Porque me senti feliz.”
— “E por que o medo veio logo depois?”
— “Porque a felicidade não é para nós, Camille. É como o fogo para quem vive em papel.”

Eles não falaram mais por um longo tempo.

Só o ruído do lampião, e o rangido suave da escada apodrecendo com os anos.

IV. Promessas no Fim do Tempo.

Antes de subir de volta à noite, Camille parou no degrau mais alto, olhou para ele como quem olha do fundo de um abismo invertido — do alto para o que está enterrado.

— “Joseph...”
— “Sim?”
— “Prometa que você não sobreviverá muito tempo depois de mim.”
— “Você quer que eu morra?”
— “Quero que não me esqueça. Nem mesmo para viver.”

Ele assentiu. Não era promessa. Era sentença.

V. Felicidade Medrosa: O Amor que Pressente a Perda.

Eles foram felizes naquele instante.
Mas era uma felicidade assustadora, como a criança que descobre por um momento que os pais podem morrer.
Ou como o prisioneiro que vê uma fresta de luz — e teme que ela revele que o mundo lá fora nunca o esperou.

Camille e Joseph sabiam:
Quanto mais se amassem, mais doloroso seria o silêncio que viria depois.

E ainda assim... sorriram.

Com medo.

Mas sorriram.

“Diziam que era apenas um romance soturno... mas era um universo inteiro tentando amar sem voz.”

Fragmento atribuído a Camille, encontrado sob um retrato queimado.

Inserida por marcelo_monteiro_4

AS MUSAS E A ETERNIDADE DO ESPÍRITO CRIADOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Desde os primórdios do pensamento helênico, a humanidade buscou compreender a origem da beleza, da palavra e da ordem que sustenta o mundo sensível. Nesse anseio inaugural, surgem as Musas, filhas de Zeus e de Mnemósine, a Memória, como figuras arquetípicas que não apenas inspiram, mas estruturam o próprio ato de pensar, narrar e criar. Elas não são simples personagens mitológicos, mas manifestações simbólicas do elo profundo entre a consciência humana e o absoluto invisível que rege a arte, o saber e a transcendência.
Segundo a tradição antiga, Zeus uniu-se a Mnemósine por nove noites consecutivas, gerando nove filhas cuja missão seria impedir que o esquecimento devorasse os feitos humanos e divinos. Essa genealogia não é acidental. A memória, elevada à condição divina, torna-se o ventre da cultura. Nada que é belo, verdadeiro ou grandioso subsiste sem ela. As Musas, portanto, não criam o mundo, mas o preservam pela recordação ordenada, pelo canto, pela narrativa e pela forma.
Calíope, a de voz bela, preside a poesia épica e a eloquência, sendo a guardiã das grandes narrativas fundadoras. Clio vela pela história, não como mera cronista dos fatos, mas como consciência do tempo e da responsabilidade moral da lembrança. Erato inspira a poesia amorosa, revelando que o afeto também é uma linguagem sagrada. Euterpe concede ritmo e harmonia à música, expressão sensível da alma em movimento. Melpômene governa a tragédia, ensinando que o sofrimento possui dignidade estética e valor formativo. Polímnia guarda os hinos e a retórica, unindo o sagrado à palavra ordenada. Tália, em contraste fecundo, representa a comédia e a leveza que humaniza a existência. Terpsícore rege a dança, símbolo da integração entre corpo e espírito. Urânia, por fim, eleva o olhar ao céu, fazendo da astronomia uma ponte entre o cálculo e o assombro metafísico.
Do ponto de vista psicológico, as Musas podem ser compreendidas como estigmas da criatividade humana. Elas personificam impulsos internos que emergem quando o intelecto se harmoniza com a sensibilidade. O artista, o pensador e o cientista não criam a partir do vazio, mas de uma escuta interior que os antigos chamavam de inspiração. Nesse sentido, a musa não é uma entidade externa que impõe ideias, mas a expressão simbólica de um estado de abertura da consciência ao sentido profundo da existência.
Filosoficamente, as Musas representam a recusa do esquecimento como destino. Em um mundo marcado pela transitoriedade, elas afirmam a permanência do significado. Cada obra de arte, cada poema, cada investigação científica torna-se um gesto de resistência contra o caos e a dispersão. A tradição ocidental, desde a Grécia clássica até a modernidade, herdou delas a convicção de que conhecer é recordar, e criar é participar de uma ordem mais alta.
Na contemporaneidade, embora o culto ritual às Musas tenha desaparecido, sua presença permanece viva. Elas sobrevivem nos museus, nas academias, nas universidades, na linguagem cotidiana que ainda fala de inspiração e gênio criador. Persistem como metáforas vivas da necessidade humana de dar forma ao indizível e sentido ao efêmero. Mesmo em uma era tecnológica, continuam a sussurrar que não há progresso sem memória, nem inovação sem raiz.
Assim, as nove filhas de Zeus não pertencem apenas ao passado mitológico. Elas habitam o íntimo da cultura, sustentando silenciosamente a ponte entre o caos e a ordem, entre o instante e a eternidade, lembrando à humanidade que toda verdadeira criação nasce do diálogo profundo entre a memória e o espírito.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Quando o Toque se Faz Eternidade.

“O toque, quando autêntico, converte-se em epifania; e o efêmero, subitamente, adquire a dignidade do perene. Por isso, a alegria é o que desejo gravado em meu epitáfio.”

Há instantes, raros e quase inaudíveis, em que a vida se inclina sobre nós com uma doçura antiga. É o instante em que algo um olhar, um som, um gesto toca o centro invisível do ser. É nesse toque, breve como o sopro de uma harpa, que o efêmero deixa de ser apenas passagem: torna-se revelação.

Rilke dizia que “a beleza é o começo do terrível que ainda podemos suportar”.¹ Talvez por isso o artista, o amante, o poeta e o espírito sensível busquem incessantemente essa fronteira onde o instante se ilumina por dentro. É ali que a arte nasce não da vontade, mas da necessidade de transfigurar o transitório em eternidade.

A beleza não salva o mundo apenas por existir: ela o desperta. É uma lembrança de que há um pulso divino em cada forma, uma vibração silenciosa em cada cor, um apelo à transcendência em cada sombra. O toque autêntico, seja o de uma mão, de uma palavra, ou de uma nota musical é a súbita irrupção do eterno no coração do instante.

E quando esse toque acontece, a vida deixa de ser mera sucessão de dias: torna-se rito, poema, oferenda.
Assim, a vida não é mero contentamento, mas gratidão por ter sido tocada pelo indizível.
É no epitáfio da alma que soube sentir, que ousou criar, que amou o belo apesar das ruínas, deve estar escrita apenas uma palavra: Alegria.

¹ Rainer Maria Rilke. Elegias de Duíno, I Elegia. Tradução de Paulo Quintela. Lisboa: Relógio D’Água, 2001.

"A beleza é o instante em que o espírito reconhece, com espanto, que a vida também da dor pode florescer."

Inserida por marcelo_monteiro_4

“Ser mestre é verdadeiramente ser um eterno discípulo.”

Inserida por JohnnyDeCarli

Devemos procurar o conhecimento constantemente, somos eternos aprendizes.

Inserida por JohnnyDeCarli

Três vezes eu morri e renasci te amando
Dias em coma pareceram milhares de anos
Por toda a eternidade, estarei te esperando
Meu amor não desfalece, apesar dos danos

Inserida por italo0140

"Também colocou no coração do homem o anseio pela eternidde". (LS).
Ja faz uns anos que não anseio pela eternidade, pois ainda lembro da flor que desabroxou em minhas mãos, e eu tolo a deixei cair, foi para protege-la, mas minha punição foi vagar sem rumo, sabendo que nunca mais a veria novamente, e se a visse ela não me reconheceria...
Então me diga, como poderia eu desejar a eternidade se a unica coisa que me dava sentido a vida, ja não a tenho mais. Meus dias não passam de algo sem sentido, não tenho prazer em mais nada, meu coração não bate mais como se estivesse vivo, minha respiração faz o minimo de esforço possivel para existir. Então, sou obrigado a viver, não anseiando pela eternidade, mas sim pelo fim do meu sofrimento. Poderia ter dor maior do que uma espada cravada em seu peito pela razão da sua vida? A dor não passou, e eu não a condenei... Meu fardo é tão pesado, que não desejo a eternidade, como eu ousaria... por isso, tento encontrar o trabalho que me satisfaça, "porque se for para não fazer nada... melhor que morra". (MN).

Inserida por Douglas1997

Jurei que seria eterno, que iríamos envelhecer, sentar na varanda e ver os nossos netos.
Pensei que iríamos sair mais, sorrir de tudo e nos apaixonar uma pela outra todos os dias e que independente da situação estaríamos uma do lado da outra.
Jurei que jamais esse amor sairia de mim, que iria te amar até a minha morte.
E agora o sentimento mais inteso, puro e o que mais me fazia feliz está me matando, ainda estou cumprindo mais não sei por quanto tempo!
K.B

Inserida por kellyBenacci

⁠⁠O Eterno Retorno

No pequeno vilarejo de Hanamura, no Japão, vivia Aiko, uma jovem de olhar sereno e coração cheio de esperança. Aos 19 anos, ela se apaixonou por Hiroshi, um jovem pescador que, apesar da vida simples, sonhava com um futuro melhor para os dois.

O amor entre eles floresceu como as cerejeiras na primavera. Juraram estar juntos para sempre, mas o destino tinha outros planos. O Japão entrava em guerra e Hiroshi foi convocado para lutar. Na despedida, sob a luz do entardecer, ele segurou as mãos dela e prometeu:
Espere por mim, Aiko. Voltarei para você, nem que leve uma vida inteira.

Os anos passaram. Cartas deixaram de chegar. Os vizinhos sussurravam que Hiroshi jamais voltaria, que Aiko deveria seguir em frente. Mas ela não desistiu. A cada primavera, sentava-se no mesmo banco onde ele se despediu e observava o horizonte, esperando seu amado.

Décadas se passaram, e Aiko envelheceu, mas seu coração permaneceu jovem no amor. Mesmo quando a guerra acabou e os anos trouxeram mudanças, ela nunca aceitou que Hiroshi estivesse perdido. Seu amor era eterno, algo que nem o tempo nem a distância poderiam apagar.

Foi apenas 54 anos depois, em um outono silencioso, que a verdade chegou. Um veterano de guerra trouxe-lhe um diário antigo, encontrado entre pertences abandonados em um hospital militar. Era de Hiroshi. As últimas palavras escritas eram para ela:

Aiko, meu coração sempre pertenceu a você. Se o destino não permitir nosso reencontro nesta vida, nos veremos na eternidade.

Aiko fechou os olhos e sorriu. Ela sempre soube. O amor verdadeiro nunca desaparece. Ele apenas espera, pacientemente, pelo seu reencontro.

E naquela mesma noite, enquanto as folhas caíam das árvores, o espírito de Aiko finalmente partiu, livre, para encontrar seu amado além do tempo.

Inserida por RodrigoBossle

⁠Ainda bem que existem feriados, onde os amantes encontram uma pausa para a saudade e a eternidade no amor.

Inserida por mileneabreu

⁠Toda medalha e condecoração, que não trás consigo o eterno compromisso moral de multiplicar exemplos, do bem e do bom, pelo qual foi outorgado, não vale nada, é em si mais um pedacinho de pano colorido e de metal enfeitado.

Inserida por ricardovbarradas

⁠Só descobrimos nossa eternidade quando conseguimos deixar de ser unidade e passamos a fazer parte indivisível do todo, assim é como as ondas na praia que mesmo pujante no próximo momento e movimento retornam a ser parte imperceptível do grande oceano.

Inserida por ricardovbarradas

⁠A vida é um eterno renascer, a cada arvore que tomba mais uma florzinha desabrocha. Não necessariamente com a mesma idade e intensidade mas que medida assertiva tem a vida para profetizar a importância do que acontece.

Inserida por ricardovbarradas

A eternidade se torna desdita

E completamente 'frondosa'

Porque longe da tua paz

Sinto-me desventurosa.



Porque te busco em letras

Uma por uma perfumada

Sonho um dia ser por ti amada.



Eu já tinha a ciência

Que jamais de ti escaparia

Disseram-me que eu enlouqueceria

Pelo teu olhar fatal que desafia.



Busquei ganhar os teus olhos

Bem sabes, que o teu corpo também

Não mintas para mim, eu vejo o além.



Conheço a tua intenção penetrante

Tentes ser comigo vacilante

Não encontrarás nada tão vibrante

E que chegue perto do meu seio amante.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Se tens um coração que ama,

Então, não reclama;

Transforme-se em poesia,

E se eternize, e sê só alegria.



Ame loucamente,

Ame de forma inesquecível,

Ame até se for discutível,

Ame avassaladoramente.



O amor floresce no terreno da calma,

Entregue-se de corpo e alma,

Seja a poesia que se derrama,

E que se transforma também em chama.



Ame voluptuosamente,

Ame de forma invencível,

Ame até se for repreensível,

Ame arrebatadoramente.



O amor é indestrutível,

Ele sempre nos surpreende,

Possui um afeto que nos prende,

E nada em nós repreende.



Ame inabalavelmente,

Ame sempre que for possível,

Ame até se for impossível,

Ame para sempre - eternamente.



Se tens um amor para amar,

Espera com paciência,

O amor tem a sua própria ciência,

É mistério que nem os cientistas

conseguiram desvendar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

É inverno!

Celebremos,

Não é eterno,

Sempiterno.

- momento

Não recusemos.



É eterno!

Não recuemos,

- é extremo

Enfrentemos,

- o tempo

E o eternizaremos.



É sempiterno!

Como um afeto,

Reconhecemos,

É terno,

Intenso,

Logo, o passaremos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

"Já não me preocupo mais com o tempo, quero saber da eternidade."

—By Coelhinha

Inserida por ByCoelhinha