Juras de Amor
Que seja só amor...
Jamais um papaguear de vãs promessas
Nunca uma adulação lustrosa adornada de falsos sentimentos
Mas sim! Um infinito e zeloso carinho
Um querer a todo instante
É levar-te tatuado na alma com cores de arco-íris
Que não seja vampirismo psicológico
Que seja amor!
E quando o mau dia chegar
E a vida perder o sentido
A saúde escapulir
A mágoa corroír o coração
Depois do último suspiro
Que seja só amor
Ao som da alegria do seu sorriso
Durante o abraço apertado de corpos suados
Quando corações batem em uníssono
Braços e pernas se enlaçam
No eboluir da paixão
No crepitar do desejo
Numa fusão inseparável
Que seja só amor!
Quando o tempo tudo oxidar
E o corpo perder o vigor
A memória ficar ruim
E já não puder apertar sua mão
Não sentir seu coração
Seu doce beijo não puder tragar
Minha alma será testemunha
De quão indelével é o amor
E que só foi,é e será, eternamente
Amor...
Meu Manacá
A Lua está no teu sorriso cheio
De promessas de amor com que me acenas
Deixando-me prisioneira e feliz nas tuas redes
Os teus braços são laços de ferro fundido
Quando abarcas meu corpo e fugir nem poderia
Mesmo que quisesse, mas não quero.
A tua boca é o mar mediterrâneo
Que se abre sobre mim e me engole inteira
Sou tragada pelas infinitas ondas
De carinhos da tua essência
Teu cheiro é manacá na madrugada
Exalando um perfume embriagador
Teu nome tem a sonoridade da palavra amor
Nunca prometa um amor eterno .Pois essa promessa ninguém nunca irá cumprir quem vai dizer se você vai estar lá pra cumprir tal promessa ?
"Quanta inoscência a nossa fizemos juras de amor eterno, não imaginamos que o tempo é o senhor da incerteza e o que realmente torna-se eterno são somente as lembranças."
César Ribeiro
Mentir para sobreviver (Ronaldo Reys)
Meu amor, você voltou
Trazendo um beijo e uma promessa de amor
Pedindo bis, forçando a intenção
De tudo o que eu queria quando fiquei na mão
Ser o seu fim, ou voltar ao início
Da conturbada relação
Podermos sim
Viver sem compromisso
A nossa louca obsessão
Será que errei? Será que foi você?
Não interessa ter que responder
Vamos deixar ficar a impressão
Que estamos fora do tempo
E perto do coração
Vou viver a fim
E dizer que não preciso
De ter seu corpo, sua paixão
Eu vou mentir
Pra ver se sobrevivo
Vivendo de recordação
Meu amor, porque voltou?
Para trazer de volta a minha dor
Pra destilar as suas intenções
E arrancar do peito as minhas contradições
Os anos já se passaram, e não existem mais as juras de amor, tampouco existe a lembrança do seu cheiro. A poluição dos dias já confundiu minha mente e fê-la esquecer o aroma do nosso amor passado. Já não existem as fotografias, e também não existem as cartas. O tempo passou devagar, e encarregou-se de levar aos poucos nossas memórias. A chuva que molhava o assoalho e me lembrava você foi a mesma chuva que varreu nossas pegadas. Não, não o amo mais, e isso basta. É o bastante para amar o nosso amor já findo. E agora que chego ao fim desta epifania, esqueço-te por mais dez ou vinte anos.
Graças ao inesperado que surge nos chamando para vida, e sem promessas acende centelhas de amor em nossos corações!
Luiz Machado
Amor pressupõe reserva, promessa. Cada um já tem um lugar reservado dentro do coração do outro e ponto. Não há segredos, não há mistérios. Todas as perguntas já foram respondidas. Não há conquista, não há sedução, todos os sentimentos já foram declarados. Não há mais fantasia, nem ilusão, pelo contrário. Há uma boa dose de realidade, de rotinas, de obstáculos, de aprendizado, de paciência e de maturidade.
Dói arrumar as malas e ver o amor que jurava sentir, abrir a porta e sair cabisbaixo, te olhando com uma cara não muito boa. E você sabe que ele não vai voltar. Como tantas outras coisas, ele veio, bagunçou, agitou, fez festa e arrumou a bagunça. Ficou quente, morno e por fim, ficou frio. Tão frio que não sentiu-se covarde de ir embora, sozinho.
Foi aquela dor quem me caçou, derradeiro amor em falsas juras me expurgou, pela vidraça da janela estilhaçada vejo os restos da minha paixão que relutou...
A LUZ DO FAROL
Não te recitei poemas nem fiz juras de amor,
eu te ofereci meus dias e minha vida
como um criminoso buscando redenção.
E você me abrigou sob sua luz,
intensa e constante como um farol
invadindo o mar para salvar os esquecidos
e os desesperados.
Você calou meus demônios com sua ternura
e fendeu a sepultura onde jazia meu coração
com um simples olhar, com um simples estar.
Eu deixarei morrer cada entardecer
enquanto teu beijo amanhecer o dia.
Eu deixarei morrer cada dezembro
enquanto tuas palavras brotarem janeiros.
Eu deixarei morrer as flores do meu jardim
enquanto teu corpo ressuscitar a primavera.
Eu deixarei morrer silenciosamente
no teu seio minh’alma ou meu espectro,
pois em mim toda paz perde o reinado
(não há virtude sem o pecado).
Eu não menti ao te jurar amor eterno. No instante em que fiz isso, o infinito todo cabia dentro do nosso amor.
Ele jura amor “eterno enquanto dure”, numa melodia conhecida. Sinto-me uma criancinha em seu colo ouvindo sua voz carinhosa e possante. Como é bom ser de alguém. Eu amo toda a forma de amor, e me sinto muito feminina ao seu lado, ele trás toda segurança que uma mulher como eu precisa
Jura de AMOR.
Eu prometo-te
Meu amor
Meu coração
Minh'alma e a minha eterna alegria
De viver ao teu lado enquanto em "nós" existir ...
Uma imensa vontade
De se amar...
Se completar...
E partilhar tudo de bom ou ruim...
Mais sempre com uma união sincera
Que nós faça compreender que é melhor vivermos juntos
Do separados tendo em "nós dois" uma afinidade sem fim...
Que nos torna únicos em uma alma com dois corações
Que se completam...Inteiramente.
