Julgar os outros
"Quando adquirimos o terrível hábito de julgar os outros, temos que tomar consciência de que em algum momento farão connosco"...
Julgar é mais fácil...Do que estar apto para ouvir o outro!
Condenar é mais fácil...Do que estender a mão e ajudar o outro a se levantar do chão!
13/08/2020
Não conhecemos nada da realidade d’outro e, às vezes, queremos julgar e impor nossas (IN)verdades como soberanas.
Quem sou realmente para criticar o outro ente?
Julgar suas acções e rotular a sua mente
Dizer o que fazer, como deve proceder
Aconselhar a escolher, o que plantar, o que colher
Sou um Teórico aprendiz do discípulo sem mestre
Acredito no que ele diz e visto o que ele veste
Sentimentos superficiais robotizados por sua escrita
Acções artificias consoante o que ele acredita
Tenho preguiça em pensar, em reflectir até no espelho
Fico horas a meditar em frente a um aparelho
Música suave a tocar, «scroll» do rato a rodar
Dicionário para consultar e água para hidratar
Conheço a vida na teoria, na visão do escritor
Como viver com alegria, como amenizar a dor
Sei os passos para o sucesso, as etapas e o processo
Sei teorias em excesso, da criação do universo
Conceitos do amor e ódio, da paixão, da obsessão
Do caminho ao pódio, à primeira classificação
Técnicas de expressão vocal perante uma multidão
Da linguagem corporal de um bom anfitrião
Muita coisa sei que aprendi do livro
Mas nada pratiquei pois da fobia não me livro
Apenas li e memorizei para ser activo nas conversas
No princípio se empolguei, até lia as pressas
Agora eis-me aqui com teorias na cabeça
Pareço um manequim que não age mas pensa
A vida é mesmo assim (Sempre falta-te uma peça)
Não é diferente para mim, estamos juntos nessa.
Diferente de poucos, igual a muitos
Concordo com os outros em vários assuntos
Ente activo na prática, arrisco, por vezes petisco
Mentalidade eufórica (se respiro, logo existo)
Confesso que odeio folhear até uma revista
Livros pouco leio, cansam-me logo a vista
Sou vulgar, sou normal, sou anti-perfecionista
Mas o meu maior mal é ser um seguidista
Sou objecto de monopólio sem opinião formalizada
Como poços de petróleo (sou uma alma explorada)
Até que ando informado, embora não seja nada
O que me deixa preocupado é ter a vida automatizada
Apesar das minhas acções reflectirem as decisões
Fruto de reflexões, ainda colho desilusões
São estas situações que servem-me de licções
E despertam-me visões para ver a três dimensões
Eu insisto e persisto em tudo que cismo
Sem resultados não desisto, meu «ísmo» é o «Continuísmo»
Passivo a leitura, prático sem metodologia
Com garras e bravura enfrento a luta dia-a-dia
Não tenho cabeça dura, só não sou de teoria
Vivo a vida dura e supero-a sem anestesia
Pode até parecer loucura mas é a minha filosofia
(Da cama à sepultura, serei meu próprio guia)
Não será a literatura do Oriente, do Ocidente
Nem a sua cultura que fará a minha mente
Embora pareça miniatura perante a essa gente
Minha autonomia e envergadura
É que tornam-me excelente.
O mais fácil na vida dos humanos, é julgar os outros sem ouvir o contraditório, mesmo que as evidências dia factos juntados demonstrem que a pessoa sentenciada seja vítima do pseudo inocente.
O nosso humano VALER…
Por só em julgar de outros, ter valor;
mas ser tal subjectivo, em cada olhar;
não há, pois, quem se possa em nós bom julgar;
sem ter no sentir de em tais, bom sabor!
Porque e por cá todos bons nos julgamos;
sem irmos perguntar a opinião;
de a quem nos aprecie, pois, então;
tem em tal a razão, porque falhamos.
Pois todo o que a si julgue, em causa própria;
podendo até ser bom, como o a si julga;
irá sofrer grande desilusão!
Quando um dia o não vir na opinião;
por tido como em elefante, a pulga;
tem pesar, mas sem lhe dar; sensação.
Com prudência;
Empatia,
É um dom e uma boa qualidade,
De se colocar
No lugar do outro sem julgar
Usando sempre sabedoria.
***
😊💭
Antes de julgar os outros, olhe para si mesmo e se desafie a encontrar perfeição.
— Jucelya McAllister
A mania de julgar os outros pode ser uma tentativa de desviar a própria atenção de uma inconsciente autocondenação pelos erros cometidos por si mesmo.
Palatinamente a cultura do outro, é uma benção que nasce nas corvinas de ouro, sem adição de julgar, prá ti não parir somedouro.
Dica de como parar de julgar os outros:
Apenas considere-os tendo a coragem de fazer aquilo que você quer, mas não faz!
Julgar,senão mais que culpar é esquecesse de entender o que se passa no coração e na mente do outro.
Não se limite, não se deixe limitar. Os outros mostram apenas o que querem nos mostrar.
Pré-julgar sempre foi mais fácil do que buscar conhecimento.
Mas nem sempre o caminho mais fácil será o melhor caminho.
A tendência que temos para julgar os outros, para os carimbar com o selo da maldade, só é proporcional ao enorme "vazio" interior que vivenciamos no nosso dia a dia.
Por isso, hoje, deixo-vos aqui uma quadra de um grande poeta, (António Aleixo), pouco letrado, mas, que sempre admirei pela sua coragem, poesia em tom dorido, irónico, espontâneo, com que este apreciava os acontecimentos e acções do homem:
"Sei que pareço um ladrão ...
mas há muitos que eu conheço
que não sendo o que são,
são aquilo que eu pareço."
(António Aleixo)
Procura conhecer-te primeiro antes de criticar ou julgar as atitudes do outro. A tua falsa sabedoria pode te fazer cego diante das verdadeiras insanidades do outro.
Não devemos nos basear nos pensamentos alheios, muitos são ilusórios, chegando a julgar algo ou alguém da pior forma. O que realmente importa são nossas análises, experiências, elas que nos trazem ensinamentos. Não deixe que façam sua cabeça. Tire suas conclusões. Esclareça as situações. Acredite em si.
