Jardim das Borboletas Vinicius de Moraes
Inesquecivel Amor!
Flores, rosas, e orquides
naquele jardim florido,
encontrei meu amor
sorrindo para mim,
me fez um juramento
entre brumas do tempo
recordo aqueles olhos
da cor intensa do mar
foi lá que se foi...
morrendo parte de mim
meus dias findaram
como chuvas delicadas
no meio daquela florada
nosso amor nunca findava
daquela tarde de outono
a delicadeza que nos unia
sempre sobrevivará
no coração que doi
do amor que em mim
foi plantado!
Minha Casa Abraço Assim!
Um jardim de paz e de cor,
Onde a alma pode repousar
Em cada canto, um poema,
Em cada olhar, um beijo.
A casa dos meus sonhos,
É onde mora o meu desejo.
A experiência da oração nos leva a experimentar tanto os momentos de deserto como do jardim na vida.
Deus nos chama para cuidar do seu jardim realizando missão. E precisamos entender que a verdadeira espiritualidade não nos faz anjos, mas plenamente humanos como Jesus. Deus nos chama para pregar o Evangelho como comunidade, vivendo, respirando a vida no cotidiano.
Percorra todos os caminhos no jardim da vida lembrando que você escolheu, portanto não vá lamentar o acontecido seja verdadeiro com a tua decisão.
Não sei se é alfazema ou um jardim inteiro que exala de ti,
mas teu cheiro embriaga a minha alma e faz festa nos meus pulmões.
A primavera acordou o
jardim em flores alegra
os dias ensolarados, as
estações não é lar triste
nem dorme com a dor.
Planta um canteiro faça um jardim rega as flores aduba a boa terra, as abelhas vão colheitar o necta da flores, os pássaros cantarão a beleza do lugar, até as lagartas serão belas borboletas.
A sua alma decorada por um jardim cheio de lindas flores, com flores jamais colhidas por almas sem dó. Porque até o inverno trás para o presente primaveras, com rosas cheias de amor e colorem o amor, com rosas vermelhas cheias de paixão e exalam paixão, no meio com rosas amarelas com a sua mágica sedução, e todas elas lideradas pela brandura de rosas brancas para que o coração sinta paz ao entregar-se a um novo amor.
A Bela linda minha terra, o lobo vivia triste e abandonado, nervoso andou de jardim a jardim cortou os ramos com flores e levou para o seu esconderijo, aí ficava noites e dias a apreciar o quanto eram lindas as flores e rasgava-lhe sorrisos nos lábios, brilhava-lhe os olhos e tonificava os músculos de satisfação por ter as Belas e lindas flores ao seu lado. A Bela e linda minha terra deixou de ter flores e as abelhas ficaram sufocadas com a falta de néctar para o fabrico do que lhes alimentam e, uma abelha sem rumo pelas selvas foi voando utópicamente a busca do mel que se escondia em milhares de flores que o lobo pôs em cativeiro para a sua satisfação egoísta. As flores estavam a morrer e ficaram sem néctar, os animais deixaram de usufruir da beleza natural das flores, as abelhas a morrerem de fome e os homens tontos nos laboratórios à busca de sabores de mel...
Todo dia paga-se o preço para viver a vida, da partilha ao êxtase. E se tem uma manhã de jardim florido, tão rapidamente tem as escuras do abismo e por fim uma estrela no fim da escuridão da noite. Olá, escuridão da noite minha velha amiga! Agora tenho o antídoto que combate a destruição da metamorfose, e você escuridão da noite com tanta estrela aí. Então não me anulo na moral do amor nem na compaixão. E na saúde pequena entendo o espírito livre, liberto; e vivo quase sem querer entender os motivos vãos da alegria. Quanto mais forte eu pensar que sou, ainda mais meu espírito me torna capaz, a vida que me enleva não é nenhuma forma de vida, é talvez um episódio qualquer. Assim a vida me leva assim vou vivendo os fragmentos dela. (A. Valim)
O Jardim que Desvaneceu
Era uma vez um jardim, outrora vibrante, onde flores de todas as cores dançavam ao ritmo suave do vento. Suas pétalas, cheias de vida, brilhavam sob o sol, e o ar estava sempre perfumado com a essência da felicidade. O jardineiro, encantado com sua criação, cuidava com carinho de cada flor, regando-as com esperança e nutrindo-as com sonhos.
Mas um dia, o medo das tempestades começou a assombrar o jardineiro. Ele temia que o céu se abrisse em fúria, que as gotas de chuva lavassem o solo, levando consigo as raízes de tudo o que havia plantado. E, assim, pouco a pouco, ele deixou de cuidar do jardim, acreditando que era melhor se proteger das nuvens escuras do que arriscar perder tudo.
As flores, sem o cuidado necessário, começaram a murchar. O que antes era um espetáculo de cores, agora se tornava um cenário desolado. As folhas caíram, o perfume se dissipou, e o jardim, antes cheio de vida, se tornou um deserto de tristeza.
O jardineiro, ao perceber o que havia feito, sentiu o peso do arrependimento. Ele olhava para o jardim, agora estranho e distante, e lamentava as escolhas que o levaram a abandoná-lo. O silêncio que antes trazia paz agora ecoava a solidão de quem sabe que foi o responsável por sua própria ruína.
Ele desejava, mais do que tudo, uma segunda chance. Queria poder voltar no tempo, enfrentar as tempestades que tanto temia e lutar pelo jardim que ele mesmo deixou morrer. Sabia que, se tivesse a oportunidade, enfrentaria as consequências das suas escolhas com coragem, tentando restaurar o que restou do que um dia foi belo.
Mas, enquanto ele se perdia em pensamentos, o jardim o evitava. As flores, ainda que murchas, sussurravam entre si, falando de sua negligência, e o sol parecia se esconder, como se recusasse a brilhar para ele.
O jardineiro estava só, cercado pelas consequências de seus atos. E, embora desejasse ser perdoado, sabia que, antes de tudo, precisava perdoar a si mesmo.
Que tenhamos paciência com o nosso jardim! Às vezes semeamos ervas daninhas na falsa esperança de um aroma de alegria.
