Janela
Janela
Uma nuvem cinza surgiu em minha janela
Cinza de dor e sofrimento
Trazendo memórias de um tempo
Em que a vida não era tão bela
Uma fria gota de chuva respingou em minha janela
Esfriando, cessando as batidas do meu coração
Atenuando minha respiração
Agravando minha agridoce mazela*
Será que a tempestade irá passar?
Será que o tempo irá se abrir
Ou irá apenas me iludir
Não irei a ele me apegar
Como se não bastasse o temporal
O frio vem me visitar
E eu pelo calor a desejar
Padeço de forma imparcial
Um raio de sol bateu em minha janela
Porém tarde de mais era
Em vão foi minha espera
Quebrada está a janela
*mazela: chaga, ferida, doença
Numa noite calma, o vento que bate da janela me leva até você. Fecho os meus olhos, imagino mil maneiras de te ter. Viajo em pensamento, já consigo te ver.
A brisa gelada daquela noite sem lua, me aquece a alma, imaginando a figura tua.
Fico sem jeito, imaginando teu beijo, tolo, mas não posso parar, minha mente agora já cogita te amar.
Sou forçado a sanidade, e o que me resta é a solidão.
Ela dormia quietinha, com a cabeça encostada na janela. Estava encolhida por causa do frio, e abraçava os braços como se estivesse o acolhendo. De repente, ela sorriu, ainda dormindo. Parecia ser um sonho bom, daqueles que te deixa com vontade de sonhar de novo e de novo. Ela estava sonhando com ele, sem dúvida. A parada dela era próxima, o que a fez ter pouco tempo de sonho. Fiquei com pena dela. Ela parecia tão feliz! Mas logo isso mudou quando eu vi quem a estava esperando na tal parada: Era o pequeno dela, lhe dando um sorriso tão lindo! Depois que se abraçaram, ele a beijou com tanta paixão que me fez sorrir do nada. Lembrei de você, lembrei da gente. E naquele momento, uma saudade enorme me bateu. Me pus a dormir, e eu aposto que em algum momento da viagem, em pleno sono, eu sorri.
Noite fria, janela aberta,barulho apenas do vento.O silêncio se espalha,entre os cantos do meu quarto pareçe ate que o mundo parou. Hoje eu não quero muito dessa noite! Apenas o que já estou sentindo.Esse frescor do tempo. A escuridão e o frio me fazem desistir de te encontrar, a escuridão esconde seus rastros. Hó noite escura sem fim,tenha piedade de mim devolva-me o sono. Deixa-me sonhar Sonhando vou aprendendo que posso algum dia conseguir juntar os meus sonhos. Materializar a magia do Universo. E assim sonhando vou construindo a beleza da vida. Coisas que meu coração remetem a meus pensamentos Presos em um passado repentino e sem esperança em um futuro . Livre, mais na escuridão que não nos permite andar, apenas esperar que uma luz se acenda e nos mostre que tudo não passa de um sonho e que a felicidade esta próxima.Boa noite.
Quando acordar pela manhã, não se esqueça de abrir a janela e agradecer a Deus pela vida, pela família, também pela beleza das flores e tudo de belo que você possa contemplar!
Por hábito,
não abri a janela para ver o dia,
já que havia visto anteriores.
Por hábito,
não acendi nenhuma luz,
já que continuavam mesmos os corredores.
Cerrei meus olhos e cego me tornei,
por habitualmente pensar
que as coisas todas,
permaneciam as mesmas.
""A alma está frio, como o vento que entra pela janela junto aos últimos vestígios de luz dessa tarde cinza eu aperto meu peito e rogo para que a noite chegue e posso encontrar algo mais quente, algum líquido forte que me entorperça e acalme esse pobre coração a muito destilado""
PauloRockCésar
A ALVORADA DO DIA
Vê-se no cerrado; e vê, pela janela
A beleza diversa na vida vespertina
Casto, nasce o sol. A noite termina
Outro raiar, luzidio, e a magia trela;
Outro espanto, no apreciar revela
Encanto feroz que a alma morfina
Presenteia-lhe o dia, prova Divina
Mais que seduçāo, ato de ser bela!
Fios dourados... Ouro... composto
Enche-a de luz, para despertá-la
No surgir que aí vem... Só dá gosto
A surpresa, na admiração enleada
Altiva, e a cintilar, no atônito rosto
Os primeiros raios da rútila alvorada...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Final outubro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Via detalhadamente as gotas de chuva caindo e entrando em contato com o vidro rígido da janela. O som continuava a se repetir, atingindo o telhado. De repente, de uma maneira peculiar, sentia as lágrimas de solidão descendo pelo meu rosto; como se tivesse feito túmulo das mesma dentro de mim há tempos. Ela veio como monstro repleto de cicatrizes, parecia que estava pedindo desculpas por escorrer como a a chuva daquele fim de tarde. Viver fora desse mundo parecia melhor escolha. Talvez fosse estupidez pensar daquela forma - dizia eu. No entanto, quando me perdia nos livros, lembrava-me que escrever sempre me esclareceu está completa;e é exatamente o que sinto quando faço o mesmo. Embora, para mim, não significava está salva ao escrever. Mas verdadeiramente me fazia me sentir inteira.
Escrever simplesmente me eterniza!
E isso que traz de volta o ar que mundo me roubou. Isso me torna cada vez mais clara naquilo que me deixa livre. Meu refúgio ou até mesmo um pedido de socorro.
“O sol entrou mais uma vez pela janela e entre as portas aberta. Com ele uma leve brisa. Obrigado por me visitar.”
Eu quando chego a janela
Me lembro sempre dela
Ah....aquele olhar
Aquele amor de primavera
Queria tanto estar com ela
Foi apenas uma quimera
Senti uma dor no peito
De um grande amor desfeito
Deu vontade de chorar
Um dia, talvez já refeito
Pensar em em te encontrar.
Escreve meus versos na calçada enfrente da tua janela.
Achuva veiu e apagou, mas o sol pois no tue coração?
CASA ABANDONADA
Corre a chuva intensa lá fora,
Mas o telhado já cedeu,
Não há janela, nem porta,
É uma casa morta. Dentro dela tudo pereceu!
Quem diria que nessa casa,
Um dia a felicidade morou,
Hoje não resta quase nada,
É uma casa abandonada. Por ali tudo mudou!
Ninguém sabe, mas essa casa...
Já guardou um grande amor,
Os azulejos quebrados e as paredes mal pintadas,
Guardam segredos que o tempo não apagou!
Nessa casa havia tanta cumplicidade,
Companheirismo que o vento nao levou,
Ali também morava a felicidade,
Impulsionada pelo mais puro e belo amor!
Hoje vejo pedaços de madeira,
Soltos pela grama que ainda teima crescer,
Vidraças quebradas e tomadas pela poeira,
Pilares que se arrastam querendo ceder.
Como queria esquecer essa terra,
Não lembrar dessa casa e jamais voltar a este lugar,
No parapeito da janela, vejo você à minha espera,
Saudade de um tempo que jamais voltará!
Rodivaldo Brito Em 08.10.1982
Brilho manso na janela
Rompendo cada fresta
No frescor das manhãs
Toc toc nas pálpebras
Componente da quimica
Regenerar, trocar, frutificar
Energia, Calor, Luz e Vida
Hora de se verticalizar
"Pé pesado" motorista coraçao:
Acelere o fluxo
Aqueça,
Transforme,
Conduza,
Viver a vida. Amar.
Eu queria escrever em rimas, versos, metaforas, antíteses, anaforas, paradoxos, metonímias e todos "palavrões" possíveis, mas me solto e deixo sentimento guiar o teclado do telefone.
Um caminho mais curto para conhecer uma pessoa é acessar a janela da alma através dos olhos. Cautela se deve dar com aqueles que desviam o olhar.
