Janela

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Os pós-modernos jogam a verdade pela janela da sala e no momento seguinte o autoritarismo arromba a porta com um fuzil nas mãos!

A íris, um espelho para o corpo e uma janela para alma.

⁠Bom pensamento fortalece a mente, gera uma pontaria certeira, para que se alcance a janela da alma.

O vitral.


Imagine uma enorme janela de vitral iluminada pelo sol.


Cada pessoa está em um ponto diferente da sala.


Uma vê apenas o azul.


Outra vê apenas o vermelho.


Outra vê apenas o dourado.


E passam a vida discutindo sobre qual cor representa a janela.


Mas a janela não é azul.


Não é vermelha.


Não é dourada.


Ela é a união de todas elas.


Deus seria a luz que atravessa o vitral.


As pessoas enxergam apenas fragmentos da luz e transformam o fragmento em verdade absoluta.


Quando, na realidade, aquilo que enxergam é apenas uma pequena parte de algo infinitamente maior.

Existem histórias



Ela chega como luz de fim de tarde,
dessas que atravessam a janela
sem pedir licença
e mudam o clima do dia inteiro.


Nos olhos, mora um silêncio bonito,
daqueles que não afastam,
aproximam.
Um mistério calmo,
que dá vontade de ficar.


O sorriso não grita,
ele sussurra.
E nesse sussurro
existe aconchego,
existem histórias que ainda não foram contadas.


Ela é dessas presenças raras:
não precisa chamar atenção —
ela simplesmente acontece.
E quem vê, sente.

Efemeridade e o amor
Na janela ela se delicia cantorola uma canção faz a desejar e sonhar.
Com certeza do seu amor ouvir seu sentimento que paira pelo tempo e espaço.
O encontro de madrugada serenas
Doce ardor do amor
Paixão surge num luar de amantes...
Seres viajantes no amor.

Transcendental

Uma taça de vinho,
a janela aberta,
o céu estrelado,
a brisa invadindo o
semblante e acalentando
o olhar no horizonte - não mais que uma taça,
não desejo ficar entorpecido, mas leve.

Marcelo HB

Nova e Velha Política.


"Não consigo dizer o quanto uma janela exposta à luz do meio-dia pode ou não ofuscar minha vista, uma vez que quem decide é a hora e a posição que eu devo ocupar naquele ambiente. O paradoxo entre as leis limitantes e a liberdade de escolhas promovidas pelo livre arbítrio sob a lente religiosa promove discursos. Hoje, os políticos são categoricamente dois jogadores em lados diferentes em um único tabuleiro. O que torna isso engraçado é o fato de que somos nós os peões e as rainhas dentro desse jogo. Podemos decidir qual jogador irá nos representar, mas nunca a direção pela qual eles irão nos mover durante cada jogada."

Às vezes eu abro a janela e a paisagem me toca.
Um instante para a contemplação do belo!
Um instante para ficar a sós com a natureza...
Um instante para uma maior intimidade com Deus
Admirar o entardecer é aproximar-se do Criador

⁠Um beija-flor passou
na janela,
Foi você que desejou
um bom dia,
Mistério de amor
que chegou
para me fazer sacodida.

TSAS A MORTE LENTA

Pela manhã a tela acende,
faz da janela um muro digital.
O corpo esquece o movimento,
a alma perde o rumo natural.

O sofá abraça sem maldade,
convida ao descanso e à rendição.
Pouco a pouco prende os passos,
transforma a força em ilusão.

O açúcar veste roupa de festa,
adoça a boca, seduz o paladar.
Mas cobra caro pelo encanto,
quando chega a hora de cobrar.

O sal tempera a convivência,
dá sabor ao feijão e ao pão.
Porém, em excesso silencioso,
cerca a vida de preocupação.

São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
No brilho da tela, no abraço do sofá,
no doce do açúcar e no sal a transbordar.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.

Não vieram como inimigos,
nem carregam espada ou canhão.
Entram sorrindo pela porta,
ganham espaço no coração.

A televisão rouba o tempo,
o sofá negocia a disposição.
O açúcar compra o instante,
o sal disfarça a condição.

Enquanto o mundo corre lá fora,
a vida pede participação.
Caminho, esforço e equilíbrio
são remédios sem prescrição.

São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.
Quando o excesso vira costume,
e o costume vira prisão,
São prazerosos, mas é morte lenta para todos.

Então façamos nova escolha,
sem guerra, culpa ou radicalismo.
Que a tela informe, não domine;
que o descanso não seja abismo.

Que o açúcar seja visita,
não morador do coração.
Que o sal conheça limites,
respeitando a moderação.

Pois viver é mais que prazer,
é movimento, consciência e valor.
E o tempo, que tudo revela,
é o mais exigente julgador.

"Quem não limpa a própria casa não deveria ter tempo para reparar na poeira da janela vizinha."

Pela Janela do Teu Charme: A Intensidade que Traz Significado ao Visível

O teu charme é sedutor, expresso com naturalidade, no fulgor provocante do teu olhar — a profundidade e um brilho de audácia com uma certa ternura; então, és uma mulher cativante de um jeito singular, daquelas que em interações rasas não duram.

A tua desenvoltura é muito envolvente, entusiasmante, onde a tua intensidade está presente, a mesma que pertence à tua integridade, às tuas emoções abundantes, às tuas fases e versões implícitas e evidentes — uma sedução constante.

Essência grandiosa — o visível atraente com alma e significado, como as palavras de uma poesia e a pintura de um quadro; a viveza farta de uma natureza incrível, que deixa o coração acelerado, os olhos exultantes e o poeta inspirado. De fato, uma vida muito significante.

"A opinião do mundo é um eco vazio que bate na janela. Quem conhece a própria essência não se perde no barulho de fora."

Janela de Baade
para enxergar se
és meu de verdade,
Não quero a metade,
quero completo
e sem saciedade.

Hoje eu abri a janela
E enxerguei longe, lá no Céu
Algo que parecia
Um casal de andorinhas
Voando alegremente
Não sei se estavam mesmo lá
Ou se era ilusão da minha mente
Com o tempo a gente percebe
Que não é certo
E nem inteligente
Sempre crer
Naquilo que se vê de longe
Nem naquilo que se vê de perto
Mas as andorinhas
Pra sempre estarão voando
Acreditando nelas
Ou não
O difícil não é sabê-las
Pois é pra isso que existem janelas
Triste
É viver sem nenhuma ilusão.

Edson Ricardo Paiva.

⁠Como o vento a entrar pela janela.


"A Beleza da vida
É o Sol lá no céu
Numa noite de chuva
É saber sentir
Quando não houver
Sentido e nem valor
O que vale na vida é o amor
Amar é enxergar a beleza
E sentir o seu sabor
Na água da chuva que cai
Na beleza da noite
É olhar-se no espelho
Poder ver a sorte
Pela imagem refletida
Ser somente uma ilusão
Por mais bela ela seja
Pois a imagem verdadeira
É o Sol no céu
Numa mente que o veja
E que sejam todos nossos sonhos
Bem assim
Como o Sol que brilha
A beleza na vida é o olhar que trilha
Confiante
Encarar de frente a todas as vicissitudes
Como quem sorri perante o espelho
E entender que o velho Sol é também uma ilusão
Como a chuva que se torna tempestade
O que vale na vida é o amor
Que se vai, que voa e que evapora
E que volta maior quando retorna e que te invade
Como o vento pela janela
No momento em que transforma a brasa em chama
E a chama da vela em nada
Nada além de uma vela apagada
E teu quarto em escuro
Era tudo o tempo todo uma questão de proporção
Pense, que o futuro continua a pertencer a Deus
Apesar de tua ilusão ao olhar pro espelho
Pois, em toda tempestade que cair
O Sol vai estar brilhando lá no céu
Talvez leve algum tempo pra entender
Que a beleza mora lá no olhar
Que sorri quando chora e está aqui
Mas que olha e não vê. "

Edson Ricardo Paiva.

" Todos os dias ao amanhecer o sol me dava um pássaro cantante na minha janela, hoje o sol não veio, mas lá esta já preocupante um pássaro. "

⁠A Janela do Discurso sempre se moveu pelas Mãos Invisíveis das Narrativas.


Se reinventar já era mais do que esperado…


Mas nada foi tão Medonho quanto a vê-la se valer da “Idoneidade Policial” e da “Fé Religiosa”.


A Janela de Overton — esse mecanismo silencioso e traiçoeiro que define os limites do que é socialmente aceitável — sempre se moveu pelas mãos invisíveis das narrativas.


Ideias outrora impensáveis se tornam plausíveis, discutíveis, desejáveis… e até aceitáveis.


Nada disso é novo.


Mas há deslocamentos que ultrapassam o jogo das ideias: eles tocam em pilares que, uma vez manipulados, comprometem a própria estrutura da convivência civilizada.


Nada foi tão medonho quanto assistir a essa janela se valer da “Idoneidade Policial” e da “Fé Religiosa”.


Ambas, por natureza, deveriam inspirar confiança — não manipulação.


Quando começam a ser usadas como régua para definir quem merece voz, respeito ou até mesmo existência, o que está em jogo não é mais apenas a opinião pública: é a própria noção de justiça e espiritualidade.


A confiança na justiça perde o chão quando o discurso sobre “idoneidade” é moldado para blindar abusos e silenciar denúncias.


E a fé, que deveria acolher, se torna instrumento de controle quando usada para validar narrativas de exclusão, discurso de ódio, intolerância ou superioridade moral.


Quando a Janela do Discurso se move por esses vetores, não estamos apenas assistindo a uma mudança de ideias.


Estamos permitindo que conceitos sagrados e instituições essenciais sejam descaradamente arrastados para a seara da manipulação.


Toda e qualquer forma de manipulação é ruim, mas valer-se das autoridades presumidas para inviabilizar o debate e a crítica é de uma sordidez sem precedentes.


E isso, sim, é digno de temor.


Tenho medo…

"A janela do ônibus me ensinou que nada fica — nem a paisagem, nem as pessoas, nem a versão de mim que entrou ali.”