Janela

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⁠Bom pensamento fortalece a mente, gera uma pontaria certeira, para que se alcance a janela da alma.

Existem histórias



Ela chega como luz de fim de tarde,
dessas que atravessam a janela
sem pedir licença
e mudam o clima do dia inteiro.


Nos olhos, mora um silêncio bonito,
daqueles que não afastam,
aproximam.
Um mistério calmo,
que dá vontade de ficar.


O sorriso não grita,
ele sussurra.
E nesse sussurro
existe aconchego,
existem histórias que ainda não foram contadas.


Ela é dessas presenças raras:
não precisa chamar atenção —
ela simplesmente acontece.
E quem vê, sente.

Efemeridade e o amor
Na janela ela se delicia cantorola uma canção faz a desejar e sonhar.
Com certeza do seu amor ouvir seu sentimento que paira pelo tempo e espaço.
O encontro de madrugada serenas
Doce ardor do amor
Paixão surge num luar de amantes...
Seres viajantes no amor.

"Quem não limpa a própria casa não deveria ter tempo para reparar na poeira da janela vizinha."

"A opinião do mundo é um eco vazio que bate na janela. Quem conhece a própria essência não se perde no barulho de fora."

"A janela do ônibus me ensinou que nada fica — nem a paisagem, nem as pessoas, nem a versão de mim que entrou ali.”

Ensinar Física,
para uma criança do Ensino Fundamental.
Mesa, cadeira, janela, porta.

Eu, não sei.

Aprender, e entender; cansa.
Insistência. Perseverança.
Intervalos.
Hoje é um dia, amanhã é outro.
Não acabou. Não terminou.
Continua.
Aí. Sentir, a dor. É assim.
Disfarça.
Pensar positivo. Ser otimista.

**Entre Dois Amigos**
Augusto olhava a noite pela janela com uma inquietação difícil de esconder. Havia em seu silêncio uma espécie de fadiga antiga, como se carregasse pensamentos que já haviam amadurecido demais dentro dele. Depois de alguns instantes, falou em voz baixa:
— Há uma coisa que me inquieta profundamente: a sensação de que nascemos para uma única forma de existência e passamos a vida inteira tentando negá-la.
Miguel não respondeu de imediato. Girava lentamente o copo entre os dedos, como quem mede o peso de uma ideia antes de pronunciá-la.
— Você fala da arte — disse, por fim.
Augusto manteve os olhos voltados para a rua vazia.
— Falo daquilo que somos quando não estamos tentando ser outra coisa.
O silêncio que se instalou não era desconfortável. Havia nele certa reverência, como se ambos reconhecessem que algumas reflexões exigem espaço antes de serem tocadas novamente.
Augusto prosseguiu:
— Talvez o grande problema seja esse desvio constante. Nascemos artistas, não apenas no sentido do ofício, mas na maneira de perceber o mundo. E, no entanto, passamos a vida tentando nos adaptar a papéis: marido, cidadão exemplar, homem comum, figura socialmente aceitável.
Miguel ergueu os olhos com atenção.
— E você acredita que isso seja um erro?
— Não exatamente um erro. Talvez uma incompatibilidade.
— Incompatibilidade com o quê?
— Com a própria essência.
Miguel recostou-se na cadeira.
— Mas ninguém vive completamente fora do mundo, Augusto.
— Vive, sim. Apenas paga o preço por isso.
— Que preço?
— A inadequação.
Miguel sorriu discretamente.
— Isso soa mais como orgulho do que filosofia.
Augusto negou com serenidade.
— Orgulho seria acreditar que somos superiores. Não é isso. Trata-se apenas de reconhecer que não nos encaixamos. E que, quando tentamos nos encaixar à força, alguma coisa em nós acaba se rompendo.
— E você nunca tentou viver como os outros?
Augusto soltou um riso breve, quase cansado.
— Tentei. Com disciplina, inclusive. Acreditei que bastava insistir, repetir hábitos, cumprir funções… como um ator aprendendo um papel.
— E o que aconteceu?
— Percebi que a vida, quando não é verdadeira, transforma-se num teatro sem plateia.
Miguel permaneceu em silêncio por alguns segundos antes de responder:
— Talvez todos estejam representando. Alguns apenas têm mais consciência disso do que outros.
— A diferença — disse Augusto — é que certos homens sabem que jamais poderão sair do palco.
— E você se considera um deles?
Augusto desviou o olhar para a rua escura.
— Sei que não consigo viver longe daquilo que me constitui. Posso assumir compromissos, ocupar funções, simular normalidade… mas, em algum momento, tudo perde sentido.
— Então a arte é uma prisão?
— Não. É a única forma de liberdade que conheço. Mas exige tudo em troca.
Miguel assentiu lentamente, absorvendo aquelas palavras.
— E não existe conciliação possível?
— Existem tentativas.
— E fracassos?
— Quase sempre.
O silêncio voltou, agora mais denso e mais humano.
Depois de algum tempo, Miguel falou novamente:
— É curioso… o mundo espera que sejamos muitas coisas. E talvez sejamos, de fato. Mas você insiste que existe algo essencial que nos define.
Augusto voltou-se para ele com calma.
— Não insisto. Apenas reconheço.
— E quem não reconhece isso?
— Talvez viva melhor.
— E você prefere o quê?
Augusto demorou a responder.
— Prefiro a verdade, mesmo que ela me exclua.
Miguel pousou o copo sobre a mesa.
— Então não se trata de escolha.
— Nunca se tratou.
— Trata-se de condição?
— Exatamente.
Miguel respirou fundo antes de concluir:
— Nesse caso… talvez não sejamos artistas.
Augusto olhou para ele com uma serenidade quase melancólica.
— Somos aquilo que não conseguimos deixar de ser.
E, pela primeira vez naquela conversa, nenhum dos dois sentiu necessidade de acrescentar mais nada.

A Janela da Alma e a Porta Tecnológica


Aos poucos, a janela da alma tem sido corrompida pela porta tecnológica.


Os homens, sem espaço de armazenamento interno, transferem o pouco de humanidade que ainda lhes resta para o organismo eletrônico, deixando a própria organela humana sem função. Depositam nas máquinas aquilo que antes guardavam na memória; entregam aos dispositivos aquilo que um dia aprenderam a sentir, pensar e recordar.


As mentes, demasiadamente cheias de inutilidades, caminham silenciosamente para o mundo da facilidade. Já não procuram compreender quando podem simplesmente consultar; já não procuram lembrar quando podem armazenar; já não procuram sentir quando podem registrar.


E, nessa busca incessante pela praticidade, não percebem que estão pagando com aquilo que possuem de mais precioso: a capacidade de serem humanos.


A tecnologia não roubou nossa humanidade de uma só vez. Ela apenas nos ensinou, pouco a pouco, a deixá-la de lado.


E talvez o mais assustador seja perceber que, quando finalmente sentirmos falta dela, já não saberemos onde a deixamos.


P. H. AMANCIO

sobre amar e ser livre.

A luz atravessa a janela sem pedir passagem.

O cheiro da chuva permanece no ar mesmo depois que o céu se abre. Uma música termina, mas, por algum motivo, continua acontecendo dentro de mim.

Talvez ela pertença a essa mesma categoria.

Não porque seja distante, mas porque existe nela alguma coisa que não pode ser alcançada pela matéria.

Eu posso conhecer seus hábitos, saber o que ela gosta, reconhecer sua voz em meio a outras, decorar suas pequenas manias. Posso conhecer os caminhos que ela percorre, os silêncios que prefere, as palavras que costuma escolher.

E, ainda assim, existe uma parte dela que permanece intocável.

Uma espécie de território sem mapa.

É justamente essa parte que mais me interessa.

Não aquilo que ela oferece ao mundo, mas aquilo que existe quando ninguém está olhando. A pessoa que permanece depois que todas as expectativas desaparecem. O pensamento que ela não diz. A versão dela que não precisa ser compreendida para continuar sendo verdadeira.

Talvez seja ali que ela realmente more.

Não em uma casa, nem em uma foto, nem nas lembranças que consigo organizar.

Mas naquele lugar estranho onde ela se tornou uma influência silenciosa sobre mim.

Ela não precisa estar perto para existir em mim.

E isso não tem nada de tristeza.

É quase o contrário.

Existe uma beleza imensa em descobrir que ela pode atravessar minha vida sem precisar ocupar todos os meus espaços. Como uma constelação, distante, impossível de tocar, mas capaz de mudar a maneira como atravesso a noite.

Talvez eu goste dela justamente porque nunca consigo terminar de entendê-la.

Existe alguma coisa muito bonita em não possuir a explicação completa de alguém.

O mistério não está naquilo que ela esconde.

Está naquilo que, mesmo quando revela, continua profundo.

E talvez seja esse o tipo de amor que eu aprendi a reconhecer nela, aquele que não tenta transformá-la em propriedade, certeza ou destino.

Um amor que olha para ela e pensa

eu não preciso ter todas as respostas para reconhecer o que isso significa.

Porque o que sinto por ela não pede conclusão.

Pede que, por alguns instantes, eu pare de tentar definir o que sinto e simplesmente permaneça diante daquilo.

Como quem observa o oceano sabendo que jamais poderá carregá-lo.

Ainda assim, entra na água.

Ainda assim, fica.

Talvez porque eu tenha entendido que o valor de certas coisas nunca esteve na possibilidade de possuí-las.

O céu não é menos bonito porque não posso guardá-lo.

A lua não me pertence porque a contemplo todas as noites.

E ela também não precisa ser minha para ser profundamente minha em algum lugar que a linguagem não alcança.

Existe uma parte dela que não é minha.

Nunca foi.

E talvez seja exatamente por isso que eu a ame tanto.

Porque não posso tocá-la.

Não posso prendê-la.

Não posso pedir que permaneça exatamente onde a encontrei.

Só posso reconhecê-la quando aparece.

Na maneira como ela existe.

Naquilo que ela desperta.

Na pequena alteração que acontece dentro de mim quando o mundo, por alguma coincidência, me devolve alguma coisa que lembra ela.

Talvez amar seja aprender essa delicadeza:

saber que ela é livre, e ainda assim escolhê-la.

Saber que ela pode ir, e ainda assim não transformar o amor em uma prisão.

Saber que não tenho o direito de possuir seus caminhos, seus pensamentos, seus silêncios ou qualquer parte dela que queira permanecer somente dela.

E talvez exista uma liberdade ainda maior em amar assim.

Não porque eu queira amá-la de longe.

Mas porque quero que, quando ela estiver perto, seja porque escolheu estar.

Quero sua presença sem precisar da sua obrigação.

Seu carinho sem precisar da sua promessa.

Sua permanência sem precisar segurá-la pelos braços.

Quero que ela possa continuar sendo inteira, mesmo quando estiver comigo.

Porque, no fim, talvez amar alguém seja justamente isso:

não tentar diminuir o tamanho do mundo dela para caber dentro do meu.

É olhar para ela sabendo que existe um universo inteiro acontecendo por trás dos seus olhos e, em vez de querer possuir esse universo, sentir admiração por poder conhecê-lo.

Algumas coisas foram feitas para permanecer conosco sem jamais permanecerem ao nosso alcance.

E, ainda assim, eu escolho olhar.

Escolho sentir.

Escolho ficar alguns segundos a mais diante dela, diante de tudo aquilo que não posso segurar.

Porque, no fim, talvez o que realmente permanece nunca seja aquilo que consigo possuir.

Seja aquilo que, mesmo depois de partir de todos os lugares possíveis, continua existindo em mim.

E talvez amar e ser livre seja exatamente isso

eu não preciso prender ela para querer que fique.

Não preciso chamá-la de minha para saber o quanto ela significa para mim.

Não preciso ter posse sobre nada que exista nela para reconhecer que, entre tantas coisas que a vida poderia ter colocado diante dos meus olhos, foi ela quem conseguiu permanecer dentro deles.

E talvez seja essa a forma mais bonita que encontrei de amá-la:

deixando a porta aberta,

não porque eu queira que ela vá,

mas porque quero que ela saiba que, se ficar,

será livre para ficar.

Às vezes eu abro a janela e a paisagem me toca.
Um instante para a contemplação do belo!
Um instante para ficar a sós com a natureza...
Um instante para uma maior intimidade com Deus
Admirar o entardecer é aproximar-se do Criador

Pela janela do meu carro

⁠O sinal estava fechando e eu fui desacelerando. À minha frente duas motos já estavam paradas.
Na faixa de pedestres, indo para o lado esquerdo, atravessou um mulher muito bonita, corpinho de violão, daquelas que "param o trânsito".
Um dos motoqueiros não hesitou e levou automaticamente o pescoço e a cabeça para o lado esquerdo, acompanhando os passos da beldade. O outro motoqueiro logo em seguida fez o mesmo movimento e não perdeu a oportunidade de admirar aquela beleza.
E quem disse que homem disfarça essas coisas?
O mais interessante é que durante aquele pouco tempo entre sinal amarelo e vermelho os dois trocaram figurinhas.
Minha imaginação:
- Pô, cara, viu só aquela mulher como é gostosa?
- Pois é, ô mulherão!
Durante o papo um deles balançava a cabeça confirmando algo.
Acho até que já se tornaram melhores amigos.

P.S.: Vou começar a aproveitar essas histórias e criar contos do cotidiano. Rsrs

Pela Janela do Teu Charme: A Intensidade que Traz Significado ao Visível

O teu charme é sedutor, expresso com naturalidade, no fulgor provocante do teu olhar — a profundidade e um brilho de audácia com uma certa ternura; então, és uma mulher cativante de um jeito singular, daquelas que em interações rasas não duram.

A tua desenvoltura é muito envolvente, entusiasmante, onde a tua intensidade está presente, a mesma que pertence à tua integridade, às tuas emoções abundantes, às tuas fases e versões implícitas e evidentes — uma sedução constante.

Essência grandiosa — o visível atraente com alma e significado, como as palavras de uma poesia e a pintura de um quadro; a viveza farta de uma natureza incrível, que deixa o coração acelerado, os olhos exultantes e o poeta inspirado. De fato, uma vida muito significante.

A Melodia que vem do Caos

Tenho a oportunidade, nos dias chuvosos, de ir até a janela e desfrutar um pouco de um momento de simplicidade: olhar para o céu e assistir a um lindo espetáculo celeste.

Nesse cenário, os relâmpagos são as luzes — uma iluminação poderosa —, os trovões são os instrumentos, a forte emoção fica por conta da chuva, juntos, estranhamente, numa espécie de sincronia caótica

É uma estrutura sonora perfeita, mesmo sem palavras, letras ou partituras por ser orquestrada por Deus, uma das suas bênçãos que mais se nota — uma apresentação divina, uma das óticas para colorir o céu quando o dia estiver cinza.

"No interior, o que mais me intriga é ver quanta gente espicha os olhos para a janela do vizinho, esquecendo-se de arrumar a bagunça no próprio quintal."

Meu olhar se embriaga
na poesia do pôr do sol,
que irrompe da janela
da minha cozinha
como um poema em chamas.


O céu escreve, em tons alaranjados,
os seus silêncios,
enquanto o dia se retira devagar,
com a serenidade
de quem conhece o próprio tempo.


Sobre a pia,
a louça reflete o esplendor
desse arco-íris poético.


E a minh’alma,
pincelada por essa paleta de cores,
deleita-se
num estado puro de êxtase.


E eu, inspirada,
derramo estes versos
de gratidão à Natureza,
por conceder-me
tamanha bênção.
✍©️ @MiriamDaCosta

"Hoje quando o relógio marcar meia noite,vá até a janela e olhe para o céu,notarás que lua estará com um brilho mais especial do que de costume,pois além de ser Natal,estarei pensando em ti,olhe sem pressa cada estrela,e na qual o brilho for mais intenso e ofuscar seu olhar,serei eu te amando,e se fechar os olhos vai sentir no sussurrar do vento o beijo que te mandei,para que me deixe em seus pensamentos.
Fiquei imaginando o que te dar de presente,cheguei a conclusão que não necessitas de nada material,então pedirei a Deus que sempre te proteja,abençoe,e te dê muita saúde.
Numa frase de Bob Marley ele diz que em algum lugar distante existe alguém olhando para o mesmo céu, contemplando a mesma estrela e murmurando baixinho: "Que Saudade",assim estaremos nós até que o universo resolva dar uma mãozinha e conspire a nosso favor.
E mesmo que passem dias,meses,anos ou no silêncio das palavras,meu olhar de amor sempre vai ser pra você.
Feliz Natal !

Da janela do meu quarto nuvens me sorriem e brincam de desenhar seus olhos que miram na minha direção,cuidando de mim.

Não importa se a janela tem vista pro mar.
Se te machuca,
Feche.

Uma mente que se abre para o bem,
É uma janela aberta para o sol.