Janela
Corri para a janela
à espera do sol,
Uma distração
para não concentrar
a minha mente
nos teus olhos lindos,
como um jeito de tentar.
Desejei boa semana
e saí para passear,
mas com você
no coração de um jeito
que não vai passar,
Comecei a me apaixonar,
não faço a menor
ideia no que irá dar.
Só sei que comecei
a me apaixonar,
e você também tem
me visto por todo o lugar.
Janela de Baade
para enxergar se
és meu de verdade,
Não quero a metade,
quero completo
e sem saciedade.
No trajeto o silêncio
da sua janela trancada,
No seu peito a poesia
segue encantada,
Os meus olhos felinos
espreitam a sua chamada.
Você pode passar a vida polindo a mesma janela ou quebrar o vidro e descobrir que o mundo nunca esteve esperando sua permissão.
janela fechada.
Como esquecer,
se toda janela que abro
dá pro mesmo lugar?
Eu fecho a cortina,
mudo de casa,
mudo de cidade,
mas o vidro me entrega.
não é o passado que me persegue,
sou eu que o plantei no futuro.
cada plano meu
tinha o teu rosto.
Eu mesmo escrevi
que te veria em todo amanhã.
agora o amanhã chegou,
e você não está,
mas o que eu criei sobre você
ainda está.
Abro a janela pra respirar,
e respiro você. Não faz mal, feche as janelas.
(Saul Beleza)
Transcendental
Uma taça de vinho,
a janela aberta,
o céu estrelado,
a brisa invadindo o
semblante e acalentando
o olhar no horizonte - não mais que uma taça,
não desejo ficar entorpecido, mas leve.
Marcelo HB
Setembro (crônica)
"Olho pela janela e vejo passar mais alguns dias simples. Há uma paz morna no ar, um acalento que só pertence às coisas que consigo enxergar quando o coração está grato e o espírito finalmente descansou. Por dentro, os sonhos ainda pulsam com a mesma força de antes, mas o caminhar agora é solitário. Não sigo triste, tampouco abatido; sinto apenas uma perplexidade silenciosa, um estado pensativo de quem assistiu ao tempo correr rápido demais. Muitos anos se foram.
É engraçado como a mente viaja. Hoje é setembro, mas as minhas lembranças insistem em voltar para janeiro. Penso naquele céu em festa, no frescor da noite e nos corpos a descansar sobre a areia, celebrando uma ilusão de eternidade em luzes. Hoje tudo é diferente. O cenário mudou, as pessoas mudaram, e eu acabei ficando exatamente onde estava - no lugar de onde, talvez, nunca devesse ter saído.
Nessa jornada, a vida me ensinou do jeito mais duro que as pessoas esquecem. Descobri que há quem nos fira com precisão, mesmo sendo capazes de distribuir sorrisos largos e fáceis para estranhos e desconhecidos numa viela qualquer. A hipocrisia dos afetos rasos já não me surpreende.
Agora, o horizonte me oferece mais algumas luas, mais algumas noites e mais alguns céus. Não há estrelas em festa desta vez, ou corpos com olhares voltados as luzes multicoloridas, o firmamento está quieto. Mesmo assim, encontro motivos para comemorar algo que pouquíssimos se permitirão vivenciar ao longo de suas passagens por este mundo: uma liberdade verdadeira. Uma independência da alma que nada nem ninguém pode roubar, quebrada apenas, de vez em quando, pelas memórias barulhentas do fim de dezembro e do início de janeiro. Mas o inverno já se foi. O silêncio me acolhe, e o setembro também há de passar quieto e bonito."
Marcelo HB
A Janela do Discurso sempre se moveu pelas Mãos Invisíveis das Narrativas.
Se reinventar já era mais do que esperado…
Mas nada foi tão Medonho quanto a vê-la se valer da “Idoneidade Policial” e da “Fé Religiosa”.
A Janela de Overton — esse mecanismo silencioso e traiçoeiro que define os limites do que é socialmente aceitável — sempre se moveu pelas mãos invisíveis das narrativas.
Ideias outrora impensáveis se tornam plausíveis, discutíveis, desejáveis… e até aceitáveis.
Nada disso é novo.
Mas há deslocamentos que ultrapassam o jogo das ideias: eles tocam em pilares que, uma vez manipulados, comprometem a própria estrutura da convivência civilizada.
Nada foi tão medonho quanto assistir a essa janela se valer da “Idoneidade Policial” e da “Fé Religiosa”.
Ambas, por natureza, deveriam inspirar confiança — não manipulação.
Quando começam a ser usadas como régua para definir quem merece voz, respeito ou até mesmo existência, o que está em jogo não é mais apenas a opinião pública: é a própria noção de justiça e espiritualidade.
A confiança na justiça perde o chão quando o discurso sobre “idoneidade” é moldado para blindar abusos e silenciar denúncias.
E a fé, que deveria acolher, se torna instrumento de controle quando usada para validar narrativas de exclusão, discurso de ódio, intolerância ou superioridade moral.
Quando a Janela do Discurso se move por esses vetores, não estamos apenas assistindo a uma mudança de ideias.
Estamos permitindo que conceitos sagrados e instituições essenciais sejam descaradamente arrastados para a seara da manipulação.
Toda e qualquer forma de manipulação é ruim, mas valer-se das autoridades presumidas para inviabilizar o debate e a crítica é de uma sordidez sem precedentes.
E isso, sim, é digno de temor.
Tenho medo…
Sinfonia Inversa
Feche a porta invisível,
abra a janela já aberta.
Cavalgue um unicórnio lobuno,
voe numa libélula dourada.
Desça a serra de vidro,
suba num trampolim estático.
Nade no rio de lágrimas,
corra pela rua de cera.
Grite em barítono agudo,
cale-se em alto volume.
Leia o pergaminho ágrafo,
escreva com a pena de Roc.
Coma a fruta-bolacha,
beba o drink que evapora.
Durma com o sol na moringa,
acorde com os pés nas nuvens.
Mime um gato alado,
dome uma fera urbana.
Reze com evangelho apócrifo,
peque com um terço ao peito.
Conte uma estória verídica,
narre um crime perfeito.
Dance o tango inglês,
cante a ópera baiana.
Quando o Dia Pesa
Há dias em que o sol nasce
mas não entra pela janela.
O mundo continua lá fora,
e eu fico preso dentro dela.
O relógio anda devagar,
cada minuto parece um chão.
Há um silêncio tão pesado
morando dentro do coração.
Sorrir vira uma tarefa,
levantar parece escalar.
E até aquilo que eu amava
parece distante demais para alcançar.
Mas, às vezes, bem pequeno,
surge um fio de claridade:
um café quente, uma voz amiga,
um instante de tranquilidade.
Talvez a cura não seja
acordar sem sentir dor,
mas descobrir, pouco a pouco,
que ainda existe espaço para o amor.
E mesmo quando a noite insiste
em dizer que não vai passar,
há uma parte de mim, escondida,
que ainda escolhe esperar.
Da janela da casa terapêutica religiosa anti drogas com a minoria em comunidade, observa-se vencedores mentais procedendo em maioria em sociedade.
"A temporada de compra, troca e venda de jogadores de futebol é agora denominada 'janela'. Sem querer ofender o asno, animal, alguém sabe por que isso? É apenas 'modismo' ou tem mais? Hein?"
Frase Minha 0606, Criada no Ano 2013
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
1742
"Acordei com um corrupião (Icterus jamacaii) à minha janela. Veio em busca de frutos. Estou achando que é o mesmo que eu livrei de uma gaiola, quando tinha sete anos. Quando EU tinha sete anos. Isso é possível?"
1970 📜 " 'Desta janela vejo a dela, onde ela habita'. Não, esse verso não é de Minha Autoria. É do Jurandyr, aquele Talentoso Menestrel. Bom que é dele. Pena que não é Meu... Mas bom que é dele, repito!"
Vamos olhar pela janela, e dizer em alta voz: Bom dia, mas bom dia mesmo!!! Ninguém consegue resistir a nossa boa intenção. Um bom dia, mas bom dia mesmo!!! acompanhado de um sorriso, pode ajudar alguém a mudar seus pensamentos e afastar dela as energias ruins. Um bom dia, mas bom dia mesmo!!! Vamos dizer para aquele vizinho que encontramos no elevador e que está triste ou preocupado, fará com que ele, mesmo sem querer, seja obrigado a responder e a sorrir. Um bom dia, mas um bom dia mesmo!!! a um colega de trabalho, poderá fazer com que ele tenha um melhor dia. Um bom dia, mas bom-dia mesmo!!! para todos aqueles que encontrarmos no dia de hoje, vai fazer com que nos sintamos muito bem. Já que queremos ter um bom dia, desejando que os nossos problemas diários sejam resolvidos ou aquele que insiste em nos fazer sofrer, vamos dar um Bom dia, mas um bom dia mesmo!!!! Para nós mesmos. Então, Bom dia, mas um bom dia mesmo!!!!!! Para todos nós!!!!! E confiar que tudo o que nos incomoda, vai ser resolvido. Bom dia, mas um bom dias mesmo
"Quando a vida fechar uma porta, pule a janela, mas é preciso coragem, pule, no mínimo o que encontrará do outro lado é um novo mundo."
Acorda no meio da noite em silêncio pular a janela do quarto e sair de fininho sem que ninguém veja encontrar com você na porta da sua casa e só volta as cinco da manhã seria interessante não acha?
