Janela

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29-05-17
O vento...

O vento bate tão forte na minha janela, que vou conferir, e ao abri-la percebo que não trás medo e nem frio. É suave e fresco, é o vento da sua amizade, do seu amor e do seu carinho, que veio até a mim com o vento.

[O primeiro raio de sol que cruza a janela]


A caridade
só pode existir,
num mundo
que abandonou
a solidariedade.


Numa sociedade
solidária,
existe justiça social,


equidade, humanismo,
compaixão engajada,
equilíbrio horizontal.


Não há espaço
para personagens
caridosos


e ninguém precisa
das migalhas
de seres benevolentes
e superiores.


09/06/23
Michel F.M.

A religião constrói as paredes e o teto para abrigar a fé, mas é o misticismo que abre as janelas para a imensidão do invisível.
Reno Fioraso

''A Utopia Dispersa''
⁠Ao decorrer da estrada,
olho mundo através da janela do carro,
bate uma brisa fria,
o tempo passa,
e eu continuo na estrada,
vejo pessoas felizes,
vejo outros carros e casas.

Sem querer cochilo,
e quando me dou conta já está a noite
e ainda não cheguei em casa,
der repente começa a chover
e um vento forte vem e minha cara,
fecho a janela,
e abro meus olhos,
tudo aquilo foi um sonho,
apenas um sonho e mais nada.

Passei por mim à janela e perguntei-me: Onde vais?
Horas depois, voltei e perguntei-me: De onde terei vindo?

" Minha janela é pequena para tantas esperanças...

" A janela pode ser pequena, mas é por ela que entra a luz...

Sobre Amor


Amor não era apenas fogo,
Era também janela aberta, chão de jogo.
Era a brisa que entra e não se explica,
Era cama, lençol, poesia que fica.


Nos cantos da casa ecoavam risos,
Nos tapetes da vida, sonhos indecisos.
Era o café que espera pela manhã,
Era a mão que acalma, não só a chama vã.




Amor não é só brasa que queima,
É chão que sustenta, é lar que te chama.
Entre paredes e versos, encontramos a calma,
Entre sussurros e abraços, respiramos a alma.




Não era tempestade, nem relâmpago que corta,
Era música suave, chuva que importa.
As janelas rangiam como livros antigos,
Histórias guardadas em sorrisos e perigos.


Era o silêncio que fala, e a noite que escuta,
Era fogo que ilumina, mas também a escuta.
No relógio da vida, marcava lento o tempo,
Era lar em cada gesto, era amor em movimento.


Amor não é só brasa que queima,
É chão que sustenta, é lar que te chama.
Entre paredes e versos, encontramos a calma,
Entre sussurros e abraços, respiramos a alma.




E se o mundo lá fora insiste em ruir,
Dentro de nós, a chama não deixa sumir.
Entre livros, lençóis e acordes de violão,
Amor é abrigo, é casa, é coração.




Amor não é só brasa que queima,
É chão que sustenta, é lar que te chama.
Entre paredes e versos, encontramos a calma,
Entre sussurros e abraços, respiramos a alma.

⁠"Da Janela, o Silêncio"

Por Prof. Cranon

Há algo de profundamente sagrado nas pausas que a vida oferece.
Um instante onde o tempo não corre — apenas respira.

A caneca fumegante repousa, silenciosa, como quem guarda segredos de manhãs que não precisam ser apressadas. O vapor que se eleva desenha no ar uma dança invisível, quase uma prece efêmera, que se desfaz antes mesmo de ser compreendida.

Sobre o caderno, repousa uma caneta. E, mais do que tinta, ela carrega possibilidades. Palavras ainda não ditas, pensamentos por nascer, universos inteiros à espera de um simples gesto de coragem: escrever-se.

Do lado de fora, a vida segue — árvores, vento, luz, sombras e um verde que não se cansa de existir. O mundo não grita lá fora. Ele sussurra. E é justamente nesse sussurro que a alma encontra abrigo.

A janela, aberta, não é só moldura para o olhar. É também convite. Convite para atravessar as paredes invisíveis do hábito, do barulho interno, das urgências que sequestram nossos dias.

Ali, naquele pedaço de madeira aquecido pelo sol, mora um acordo tácito entre o ser e o estar. O ser que contempla. O estar que se permite.

Perceba: não há ruído. Só o som da respiração, do vento que toca as folhas e, talvez, do próprio pensamento sendo reorganizado em silêncio.

O café esfria, o sol se move, o tempo passa — e, paradoxalmente, tudo permanece.
Porque há momentos em que a vida não exige respostas, nem pressa. Só presença.

E talvez isso seja o suficiente:
Uma caneca, um caderno, uma janela aberta...
E a sutil, mas poderosa, decisão de simplesmente... existir.

Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos diaslímpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.

Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Não é brinquedo não,
não é brinquedo não!
Políticos na janela,
sorrindo em época de eleição…
promessas voam como vento,
mas somem depois do aperto de mão.
Helaine machado

Não é brinquedo não…
não é brinquedo não…
isso aqui é vida real.
Político na janela sorrindo na eleição,
promessa é leve, voa igual papel na mão.
Mas quando a chuva cai, cadê solução?
É água dentro de casa, desespero no chão.
Helaine machado

Quantas vezes assistimos a vida passar,
como quem olha pela janela,
sem tocar, sem sentir,
sem realmente viver?
Memórias não nascem do acaso,
elas florescem
onde houve entrega,
onde houve tentativa,
onde houve verdade.
Helaine machado

O meu quarto tem cheiro da morte.
A minha janela reflete a escuridão
A minha cama vazia me ensina o que é a solidão.

Hoje quando eu acordei e te vi
Você com um sorriso iluminando como sol radiante em minha janela.
Tinha certeza que o dia seria lindo e você minha única musa, amante e bela.
Você disse oi e se foi.
A escuridão serrou meu olhar
E agora só tenho uma esperança.
Que quando o amanhã chegar e você voltar.

A mesma mão que atira pedras contra a janela da sua alma, quando vê a luz de um sonho nascer pela fresta, muitas vezes é a mesma que tenta erguer uma taça para celebrar a sua vitória. A vida ensina que nem toda crítica é sobre você; às vezes, é apenas o reflexo de quem ainda não teve coragem de abrir a própria janela.

Quando o sol bater em sua janela saiba que é o brilho do meu amor querendo ver um sorriso seu, deixando-a de boca aberta;
Ouça o som do meu silêncio e veja o toque do meu coração com o inicio dos princípios despertando uma louca paixão;

Não viverei momentos que não são meus olhando a vida por uma janela perdendo da minha vida;
Eu nunca esqueço das minhas lembranças que ainda não vivi, portanto sem me precipitar busco que a vida possa me levar;
Meus sentimentos estão trancados e presos de algo que nem sei o que é;
Passo a sentir cada dia diferente da banalidade que mesmo entre exagero não me faço sossegado, mas nunca deixando de amar;

Manhã desperta, sol à janela,
Teu sorriso me guia, vida bela.
Coração pulsa forte, chama singela,
Te quero bem, nessa aquarela.
Vem viver, alma donzela!
Assim, é o domingo sentimento que alegra
Em um curto descanso, deixa aberta a cancela
Amor vespertino... Manhã de aquarela;

O vento entra pela janela do meu quarto machucando a minha saudade.