Jamais
No sótão da lua...
existe um poema que jamais foi lido.
Existe um canto, um hino, muito bem ocultado,
muito bem escondido, plasmado
na tinta indelével de um pergaminho.
Fino, tão fino!
Fala de brancas tardes, de infinitas estrelas.
Fala de nós meninos, de nós crianças,
de cordas d'amarras e de longas tranças.
Fala igualmente de ignotas rotas
e de uma epístola sagrada.
Fala de um rumo, de um áureo prumo,
de um pirata, de um corsário,
de um marinheiro… de um Mundo inteiro.
No sótão da lua, existe traçado, um beco
e, tal como o da rua, é quelho, solitário, ermo.
Esconsado, sombrio, covil sem fumo, furna
de marés e de rurais chaminés …
Magoada viela, igual aguarela.
E sobre o esconso, passam dispersos,
rimas, poemas, prosas, líricos versos.
E neles, todos os sons, todos os tons,
dos nossos passos, dos nossos abraços.
Do nosso cheiro. Da nossa história.
Dos nossos pés … calcorreados, doridos
de tão magoados.
Na greda e no sal, na lava e na cal.
No gelo e no sol.
Híbridos. Acasalados, colados,
de braços abertos!
No sótão da lua, inteiros, convictos,
de tão completos, percorrem-se lentos,
famintos, sedentos, de lés-a-lés.
Em troféus de fados, atravessam nuvens,
amam-se em glória, rezam-se afetos.
Que nossos sonhos e objetivos não sejam frustrados, que jamais sejam esquecidos por más influencias.
Não gosto de lembrar do passado ele me entristece; pois os momentos bons jamais se repetirão, os ruins abrirão feridas e o presente é bem diferente, então qual é o proveito do passado?
Eu tenho um profundo respeito pelo fracasso, pois creio intransigentemente que o sucesso jamais o precede!
Não caia jamais na hipocrisia de odiar os espinhos que te machucam, se você foi quem plantou a árvore!
... Porque existem coisas que gravitam entre o sonho e a razão sem jamais achar pouso... Nunca deixará de existir ainda que inexista, simplesmente por não tem fim o que a razão não explica!
Que jamais me falte
o brilho do amanhecer
a luz do entardecer
o amor das minhas estrelas
e das minhas estrelinhas
a força que me levanta
a trilha que me leva
à esperança do (re)nascer.
Deus jamais busca a Sua glória à custa do bem do Seu povo, nem busca o nosso bem à custa de Sua glória. Ele projetou Seu propósito eterno de forma que a Sua glória e nosso bem estejam inseparavelmente unidos.
