Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum
Ela dança na terra
com os pés fortificados,
junta tudo o que já possui
e não deseja bens preciosos.
Promessas falam, gestos desmentem. E tudo que parecia firme, afunda no tempo. Já não espero nada, só se observo. O que for real, que se prove em silêncio.
Deus já interferiu deixando o sistema pronto, Ele já realizou as suas orações antes mesmo da sua existência, agora é agir.
Andei muito por aí
já rodei esse país
do Oiapoque ao Chuí
já fui da copa a raiz
mas de tudo que já vi
o nordeste onde eu nasci
é que é lugar pra ser feliz.
Saindo da Coxia
Estrear em algo é como nascer de novo
mas num lugar já conhecido.
É que a novidade não está no mundo.
Este segue sendo o mesmo
perpetuando o Medo de mudança.
O que estreia hoje é a artista
gerada no silêncio e na solidão do Ser.
A poesia é da Alice,
mas a alma
virou Coragem.
Com a palavra,
Alice Coragem.
Jesus Cristo já dizia:
"Não pode a árvore boa dar maus frutos."
Quando alguém te ignora, fere, trai ou se afasta sem compaixão diante da primeira adversidade, revela que seu coração continua preso a si, distante do verdadeiro amor que compreende e acolhe.
Mesmo que a dor seja real, escolha sempre o perdão.
“Qualquer felicidade que surge já nasce sabendo que é efêmera, ilusória e impotente diante ao nada.”
Sonhar acordado
Ele era de sonhar acordado. Imaginar o futuro sempre foi seu forte. Ele já se imaginou em tantos lugares, fazendo tantas coisas diferentes — se os sonhos fossem realidade ele teria que se dividir em 10 para viver todas essas realidades. Tudo o encantava e o fazia se imaginar ali, sendo aquele desenhando ou sentado naquele escritório ou até conversando com pessoas, tentando entendê-las. Fato é que ele sempre foi bom em muitas coisas, em criar, praticar e em escutar, mas a duvida, a indecisão ou o medo ainda o paralisa em meio de tantos "sonhos", o fazendo estagnar-se e pensar, e agora? Ele quer simplesmente poder viver suas melhores fantasias, ter pelo menos um minuto — mesmo que em forma de romantização, daquilo que ele sempre sonhou acordado, para sentir aquele sentimento inexplicável de, eu estou vivendo um sonho.
Entre crentes e ateus,
alguns humanos, a meu ver,
entregam-se às mãos de Deus
quando o Diabo já não os quer.
Enquanto você lê...
Te procuro no silêncio,
Lá você já está,
Com a cabeça nas nuvens,
Um livro sempre à terminar,
Tem sorriso que sussurra,
Olhar que voa sem pedir licença,
Um pezinho miúdo que pisa leve,
Mas, deixa rastro em presença,
Fala pouco por mensagem,
Fala muito quando fica,
Ainda que sem palavras,
Confortavelmente,
Olhando pela janela do meu quarto,
Buscando a lua que nem sempre tem,
Um holofote
Com seu teatro na alma,
Um vinho no fim da trilha,
Depois bota um filme para não assistir,
Mas deita no meu peito como quem sabe onde ir,
E eu?
Amarro teus punhos com cetim,
Não para prender,
Sou ninho, não gaiola,
Mas, naquela hora, quero despertar o desejo,
Te desenho com a ponta dos dedos,
Tua respiração tropeça em mim,
Você é poema, som no silêncio da paz,
Fala pouco, mas me escuta inteira,
Qualidade,
Não é quantidade,
Para duas pessoas inteiras.
Todo começo sempre terá um final
Dizem que esse já é um futuro marcado
Falam que são mais espertos
Mais algo me deixa inquieto
Não quero ser mais um perdido no deserto
Eu não aceito o certo
Se essa sentença fosse verdadeira
Já estaria acabado minha certeza
Que o seu amor me vira de ponta cabeça
Me enlouquece de uma forma tão intensa
Então prefiro tirar a cabeça
Do que viver uma realidade que você não esteja
ela deixou o básico porque já tinha provado o real
ela não amava com urgência.
amava com gravidade.
não pedia reciprocidade
mas também não ficava
se precisasse explicar o óbvio.
nenhuma palavra dela era dramatismo.
nenhuma ausência, punição.
ela era do tipo que permanecia
só onde o tempo não fosse desperdício.
não fazia promessas.
fazia chá.
abria espaço.
sabia quando não falar
era a forma mais limpa de amar alguém.
tinha deixado o básico anos atrás.
não por desprezo,
mas porque aprendeu a reconhecer
o que não a fazia crescer.
o amor, quando chegou,
não teve explosão.
foi como quem abre uma janela
e percebe que o ar sempre esteve ali,
mas ninguém ousava respirar fundo.
não era o amor da falta.
era o da medida certa.
o que sabe a hora de tocar
e a hora de recuar sem ser ausência.
nele, ela não virou poema.
não virou museu,
não virou fuga.
virou só o que sempre foi:
corpo que sabe sentir.
voz que não vacila.
alma sem dívidas.
ninguém a chamou de intensa.
ninguém a disse demais.
porque quem chegou tarde
não teve nem tempo de nomear.
o amor bom,
quando a encontrou,
soube que não precisava salvá-la.
só precisava
ficar.
Juliana Umbelino
A Dor Que Não Tem Nome
Acordo e já estou cansado,
como se viver fosse um fardo antigo.
Cada dia pesa dobrado,
e eu sigo — mas nunca sigo comigo.
O espelho não me reconhece,
me olha com pena, com nojo, talvez.
Meu corpo é só o que permanece
de alguém que já morreu mais de uma vez.
As vozes aqui dentro gritam,
mas ninguém do lado de fora ouve.
Sorrisos forçados imitam
uma vida que há muito não coube.
Tem dias que o ar parece ferro,
e cada passo é um crime lento.
O mundo gira, eu me enterro
mais fundo em meu próprio tormento.
A comida não tem mais gosto,
a música me dá desgosto.
O toque é como espinho exposto,
e o futuro... é um céu sem rosto.
Já tentei pedir socorro
em olhares, palavras, mensagens.
Mas tudo soa tão oco e torto,
como gritar em paisagens selvagens.
E o pior não é querer morrer —
é não conseguir mais querer viver.
É ser um corpo que existe por hábito,
um suspiro vazio, um peso estático.
Se um dia eu sumir, não estranhe.
Foi só a dor que me venceu sem barulho.
A tristeza é uma água que banha
até que a alma se afogue no entulho.
"Há momentos em que é preciso morrer por dentro — silenciar, cair, queimar o que já não serve — para então renascer das próprias cinzas.
É nesse renascimento que a gente aprende a acreditar em si, a se acolher com amor e a se reconstruir, não como antes… mas como alguém novo, inteiro e desperto para a vida."
“As cortinas já se fecharam e as luzes se apagaram, então por que você insiste em usar essa máscara?.”
O homem morreu de fome. E quando já era tarde demais, serviram comida no velório. Não é metáfora. É o retrato do quanto as pessoas se importam... só quando já não dá mais tempo.
Todo mundo diz que vai ajudar, todo mundo jura que se preocupa, mas a verdade é que quase ninguém está disposto a fazer algo enquanto você ainda está respirando.
Preferem te aplaudir no caixão do que estender a mão quando você ainda podia ser salvo.
Gostam de parecer bons — não de fazer o bem.
Então entenda: se você espera ser alimentado pela compaixão dos outros, vai morrer com fome. E ainda vão dizer que você partiu em paz.
Como um Punhado de areia assim é a vida, ninguém conta seus grãos, quando a experiência já não soma tanto; tambem nem importa saber quanto se gasta ou quanto se tem, o que de fato vale é ser amigo de alguém, prosear, cantar e sorrir de coisas boas dos tempos de menino.
"Admiro o pensamento positivo, mas ele é tecnicamente inútil. Já a esperança acompanhada de estratégia é admirável, porque transforma e impulsiona a busca por resultados."
A era do novo normal já passou.
Agora, é tecno-coexistência em vida algorítmica.
E isso pede mais do que atualização: pede presença.
A percepção da falta de condições para sermos felizes só nos alcançará quando já não a tivermos mais.
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