Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum
Eu estou chorando, perdida num abismo em que caí quando você resolveu sair da minha vida. Vou derramando as lágrimas que derretem-me a alma, e matam-me aos poucos.
Eu fiquei só e essa tua ausência matou-me aos poucos no desejo de possuir-te. Existia um abismo entre nós, mesmo que eu tentasse nos unir. O amor recíproco que você sentia por mim queimou-se em chamas de desespero, ou foi você que desistiu e entregou-o ao fogo?
Desculpe-me,
por essa saudade melancólica que eu sinto de você o tempo todo - eu queria encontrar forças para não desabar em lágrimas no meu travesseiro quando vejo alguma lembrança tua. Por essa nessessidade que sinto de ti o tempo todo. Pelas lembranças e lágrimas. Me desculpe por insistir em nós. Por acreditar no que eu sinto. Me desculpe por amar, por entregar-me a ti. Pelo vazio que sinto. Pelas noites acordadas esperando a tua ligação. Me desculpe pelas vezes em que fui atrás de ti em vão. Me desculpe pelas minhas manias, por querer o teu abraço o tempo todo, e pelo fato de eu não conseguir lhe esquecer. Me desculpe apenas por essa abstinência de amor. Não foi sua culpa, foi a consequência de nossos atos desordenados que nos trouxeram a essa noite fria, sozinhos.Desculpe-me também pelos vexames e pelas brigas, pelo meu - nosso - desamor, por ter me perdido em ti. Me desculpe pelas desculpas também e por te amar. Te amo tanto que dói. Desculpe-me por ainda tentar e por ainda sentir-te em mim… Desculpe-me pelo nosso passado nostálgico.
Eu me preenchi, ocultando as suposições de que você poderia voltar. Deitava-me com tuas blusas na esperança de acordar com teus braços entrelançando-me num longo abraço. Você não voltara. E eu permaneci ali, vendo a chuva cair e o vento abrindo as cortinas. Fui até lá fechar a janela e olhei as estrelas. Belas não é? E aquela lua… Será que quando você as olha, lembra de mim assim como eu lembro de você?
A aceitação de viver sem ti machucou-me a ponto de querer matar-me. Eu lhe amava tanto pequeno, que até doía.
O mundo não acreditou em mim, mas eu sempre acreditei no mundo. Sejam boas pessoas e tentem crescer no intelecto, só isso já basta pra sermos imortais na história da vida e do tempo.
Eu por mim, serei todas. Defenderei a louca e a sábia sensibilidade. Unirei a dor ao amor da saudade. Gritarei no eco do silenciar. O ar e o fogo que queima e espalha sua força. Serei eu, quando eu mesma quiser ser amada. Eu me amo!
Eu gostaria de entender, porque você me deixa assim?! Louca de você, impulssiva. Quando te vejo sinto seu beijo, é como se cada detalhe que tenho seu fizesse me sentir como você! Até seu respirar me encomoda! "Pode paracer loucura" Não.Isso é, é loucura! Que não sei controlar, não mesmo...
Hoje eu vejo que nada faz sentido... Queria ter coragem... Acho que essa seria a única forma de ser feliz... Mas a cada dia que se escoa perdido no tempo, eu percebo o quão sou fraco... O quão tudo está fora do meu alcance...
Que venham as gotas de chuva para lavar os salpicados vermelhos deixados pelo fim da minha existência...
CONFESSANDO-ME A DEUS
Senhor,
Eu sei que Você sabe dos fatos, das coisas,
Muito, muito além do que possa ser imaginado,
Mas, como a população aumenta
E sua área de ronda é tão extensa,
Talvez, nem todas as minhas transgressões doidas
Estejam inclusas no volumoso Diário dos Pecados.
Por isso, eu me abro, me desembaralho.
Dedico-Lhe, ao menos, essa migalha,
Esperando que a recompensa quebre o galho
De rabiscar parte dos meus excessos e das falhas.
Aqui, eu transformei a crença em comédia.
Da comédia, fiz o humor virar antipatia
E consenti que ela me atasse as rédeas,
Para que eu também puxasse a carga da desvalia.
Aqui, eu recusei fumar o cachimbo da paz.
Arremessei o amor e a compreensão num labirinto
E enquanto seus adeptos julgavam-No tão capaz
Eu fazia de Você, algo falido e extinto.
Senhor...
Eu paro, penso, repenso.
Aprofundo-me no confessionário das revelações
E pergunto a mim mesmo:
Como pude desligá-Lo do pensamento,
Se esse é um descrédito que me põe a esmo
E gera a pior das conclusões?!
Aqui, eu mantive distância dos pobres,
Considerando-os o retrato vivo da imundície,
Só porque eu tinha alguns níqueis, alguns cobres,
Obtidos através de minha costumeira vigarice.
Aqui, eu fui racista até no luto da viúva negra.
Trafiquei tóxicos ao invés de distribuir pães
E senti nojo ao me sentar à mesa,
Para comer no prato,
Anteriormente usado pela minha mãe.
Aqui, eu achei que prece
Era assunto preá moleque.
Que procissão era o desfile da ilusão.
Que a Santa Missa
Era só para tirar o padre da preguiça,
Entretanto, hoje,
Ele, espiritualmente, é um gigante
E eu menor, bem menor, que um anão.
E agora, Senhor?
E agora?
Para onde eu iria,
Se daqui a pouco eu fosse embora?
O que eu faria,
Se o Expresso do Diabo passasse e me levasse,
Tal como faz a carrocinha
Ao recolher os cães vadios
Ou se Você chegasse e me mostrasse
O asfalto do SEU CAMINHO
E as valetas do meu desvio?
Mas, quem sabe ainda haja tempo.
Tempo para desistir dessas besteiras.
Tempo para adentrar no rumo certo.
Tempo para varre toda a sujeira,
Depois de se ouvir o aviso,
O recado formulado pela consciência arrependida:
?-Adiante, vou tê-Lo junto, por perto,
Nem que essa seja a última coisa,
Que eu tenha a fazer na vida!?
Se eu pudessse voltar aos meus 10 anos de idade...
Com certeza iria implorar
para chegar rápido à idade adulta.
Não agora que eu tô quase conseguindo. Não agora que eu tô quase curado. Não agora que eu tô esquecendo. Não volta agora. Nem agora, nem nunca mais. Não te quero mais na minha vida. Nem por Destino ou por vontade de Deus. Não volta agora. Não vou suportar outra vez a mesma história.”
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