Ja Chorei de tanto Rir
Se você for embora, já embrulhei meu Coração com um laço vermelho, ele
te pertence, pode levar contigo.
Contribua, a pura já foi perua,
Vadiando a toa no calçadão.
Mas hoje não, é domingão,
Dia do culto, da libertação.
A menina ainda não entendia,
Que seu futuro lhe pertencia.
Mas já despejava naquele estágio,
Lágrimas de alegria.
Pequena Preciosa,
Sei de sua trajetória,
Pequena Preciosa,
Brilha vitoriosa.
Seu apelido era uma piada, sua cor era parda,
Mas Branca de Neve já estava acostumada,
Pois desde jovenzinha tinha sido discriminada.
Pormenorizado e já concluído,
Com fins desinteressantes
E absolutamente dispensáveis
Para a ocasião,
Já Eu, bem, escrevo com meu fígado,
Estômago, pâncreas e todo líquido biliar,
Ácido gástrico e pancreático,
Que seja humanamente possível secretar.
Já o nefasto, subestimei-o;
Se promoveu e saiu.
Quando foi transferido
Do departamento, gargalhou e riu.
Encerrou-se aí o grande confronto.
E os pisoteados que não pretendem pisar
Mas já pisados de imediato pisam.
E o que mais pisou não mais pisa,
Não precisa, já que todos têm ao menos
Uma chance de pisotear e pisoteiam.
Já houve quem descasou,
Plantando-lhe junto no encalço,
Afeto que avassalou,
Pela Deusa dos Pés Descalços.
Do que já publicaram sem devida concessão,
Descrevendo o exaustivamente descrito;
Sem receio de ser bobo, caio no que já foi dito,
Despenco na repetição, repetição.
[De um biscoito da sorte
encontrado na sarjeta]
se foram
quase todos os tipos.
você já tentou
com o tipo namorado.
já tentou com o tipo marido.
com aqueles
que juraram fidelidade
e comprometimento.
e chegamos até aqui.
mas, há algo inédito.
que tal, tentar com o poeta.
sem compromissos
ou arrependimentos.
ele vai te amar
apaixonadamente,
como nenhum outro
jamais poderia.
mas sem vínculos
convencionais.
sem alianças ou papéis,
sem contratos ou convidados.
sem promessas.
só o poeta, você
e toda a poesia
que puder suportar.
(Michel F.M. - Trilogia Ensaio sobre a Distração - 05/11/23)
Atualmente como anda o mundo, não destratar já é tratar bem e oamor que segue tão natural, ao não desamar já é amar.
A boa moral nos traz a falsa sensação de que não precisamos nos corrigir, já que somos bons aparentemente. Nos tornamos egoístas e cegos com nossos próprios erros, deixando de viver pra Cristo, e vivendo pela própria imagem.
Procuro ser; perfeito...
Mas sei que perfeição não se encaixa na nossa vida, já que somos seres de comportamento imperfeito.
Só espero de alguém o que já fiz por merecer, fora isso não me iludo com falsas expectativas sobre você.
Sonhar cansa. No auge dos dezoito anos, sonhando com a mesma coisa, já não restam esperanças de que um dia se torne realidade. Sentir-se inútil, velha demais para tentar — ainda que, no fundo, seja apenas uma distorção. Entretanto, a pressão despenca sobre você como um navio de toneladas, de uma vez só. Uma implosão debaixo d’água. Tudo irrita: as pessoas privilegiadamente ingênuas, moldadas por criações brandas e seguras, que subestimam seus problemas, seus sentimentos. E como dói… a cabeça, os olhos, a barriga, o coração, o apêndice, as costas, os nervos, as pernas, a respiração. Dói existir.
Você já imaginou a magia de ouvir a água da chuva caindo no telhado, o suave canto dos pássaros ao amanhecer, ou o sussurro do vento nas árvores? Esses sons, que muitas vezes passam despercebidos, são dádivas que conectam nosso coração ao mundo ao nosso redor. O poder de ouvir vai além do som; ele nos permite sentir a vida, captar emoções, e entender o que palavras não conseguem expressar.
Mas e aqueles que não podem ouvir? Para eles, os sentidos se expandem, e a comunicação ganha novas formas, como a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), que é um verdadeiro ato de amor e inclusão. Através dela, o sentir se transforma em gestos, o ouvir se traduz em expressões, e a conversa acontece em um nível profundo, onde as mãos falam e os olhos ouvem.
A importância de sentir, ouvir, e se comunicar em LIBRAS nos ensina que a verdadeira conexão vai além dos sentidos tradicionais. Ela está na vontade de entender, de partilhar, e de se fazer presente na vida do outro, seja por meio dos sons, dos gestos ou dos olhares. Que possamos valorizar cada uma dessas formas de comunicação e lembrar que, no fundo, o mais importante é o laço que criamos com quem amamos.
