Ja Chorei de tanto Rir
Família não é apenas sangue: é trincheira. Quem abandona a sua, já perdeu a guerra antes de começar.
O homem que rasga a própria palavra já jogou sua honra na lama. E sem honra, não há nada que valha a pena ser defendido.
Se você quer ser, é sinal de que já tem uma semente plantada dentro de você. Agora é sua missão regar com coragem.
Se você tem que implorar por atenção, já perdeu o respeito.
E onde não há respeito, um kamorrista não finca raiz.
Vou imprimir o que já está escrito nas páginas de minha vida.
Não me preocupa a iniciativa de alguém querer rasgar o que irá ler.
Causei, disto eu tenho certeza.
Na lágrima derramada não há resquício de dor... ela já é dor.
As outras que surgem descendo face afora são novas dores.
Não tento remendar o meu coração para não feri-lo mais do que já está.
Deixarei o tempo cicatrizar os ferimentos de agora e, quem sabe, um dia, poderei sorrir com a mesma graça de antes.
Quero apenas que não fira mais a minha alma e, tampouco, furte as minhas penas que me permitem voar para distante de ti.
Não viveremos novamente o que já ficou e que é entendido como passado!
Olhe-se como a vitória de lutas realizadas!
Temos, substancialmente, o agora e ele é exclusivo e, felizmente, só nosso!
Não soframos pelo amanhã que é apenas uma possibilidade!
Aterrissemos no já e sejamos felizes com o nosso resultado feliz da existência!
Muitas vezes o não ajudar já é muito auxílio!
Apoiar significa não corroborar com a letargia do outro traduzindo a inexistência de ação para uma vida plena!
Pior ainda é quando apoiamos a continuidade da mesmice na dor existencial de nada fazer!
#LEMBRANÇAS
Já fui consolo dos tristes...
Agora ando perdido entre gente...
Ir pelo mundo é um bem...
Vence quem se vence...
Muito diz quem pouco fala...
Que aplaca minha sede...
Corro muitas terras...
E não tenho me encontrado...
Quando sem alma fiquei...
Foi quando fui traído...
Tirana sorte...
Oh desgraça...
Se estava escrito...
Não gostei desse destino...
Lembranças....
Triste qual minha ventura...
Que me sustenta...
No correr dos dias...
Que os anjos do céu me guardem...
De males profundos...
O muito sem Deus é nada...
O pouco com Deus é tudo...
Correntes ainda me prendem...
Às asas da vaidade...
Ai de mim que não vi...
Caminhos errados que outrora segui...
Mas foi errando...
Que, sofrendo, aprendi...
Quem inventou a partida...
Talvez não soube amar...
Quando não mais aqui estiver...
Será que de mim alguém lembrará?
Cheguei...
Venci...
Nada!
Ninguém me ajudou...
Tive muitos amigos...
Que meu tapete puxou...
Triste sou...
Triste me vejo...
Fui mais alegre em outros dias...
Se mil corações eu tivesse...
Mil vezes poderia amar...
Hoje já temo...
Em me entregar...
Nada mais simples e profundo...
Tenho a dizer...
Sou sombra...
Mas também sou luz...
Em Deus espero...
Só ele me conduz...
Sandro Paschoal Nogueira
