Ja Chorei de tanto Rir
Em meio as minhas coisas
Sempre há um escrito seu;
Todos dizendo o que sinto,
Como se já vo-lo teria dito!
Em minha mente,
Sempre sinto o seu gosto,
Mesmo sem tê-lo provado.
Até parece obra do além,
Uma memoria do que ha de vir.
Ao seu lado,
Sempre sinto um impulso,
Seguido de um 'paralisar'.
Um desejo de lhe dar um beijo,
Um receio de não te conquistar
Não tenho uma longa trajetória de vida, mas nestes trinta e poucos anos já conheci o certo e o errado, o concreto e o duvidoso, o honesto e o mentiroso. Passei pelas conquistas e decepções, por alegrias e sofrimentos. Já julguei e fui julgada, amei e fui amada, magoei e fui magoada. Entrei em contato com o pecado e com a virtude; e reconheço que foram os percalços da vida que moldaram a mulher que sou hoje. Tudo que fiz habita dentro de mim e eu faço parte de tudo isso.
Ao telefone
Ouço sua voz, Uma voz suave e mansa.
Já não me encontras, mas chorando...
E você fala;
- Que e brincadeira chorar...
E na brincadeira quero brincar!
Quero brincar outra vez...
E brincadeira de amar?
Safo
Já tarde da noite, chegando em casa
depois de mais uma teatralidade
da aula que conduzi na faculdade
me dei conta que sou agiota de vida
Quem necessitar poderá pedir-me emprestado
sem hesitar, não sou capitalista
posso até colocar um preço
cobro um sorriso, dou-te o endereço.
NÃO DESANIME...
Pense que hoje a noite já é terça.
Se já é terça, depois de amanhã será quinta.
Sendo assim, só falta um dia para a Sexta...!
Deve-se perdoar toda sorte de ofensa humana, menos a ingratidão, pois o ingrato já obteve de nós seu quinhão imerecido, roubou nossa confiança e com isto perdeu a sua dignidade.
Se não me cantou até ontem
Esqueça,
Letras de canções
Músicas,
Já não me soam tão bem
Guarde teus segredos
Esconda,
Teus desejos
Não dizem nada
Tuas vontades
Já não me falam.
Sinto,
Hoje é outra história.
Todo racista que já conheci era de esquerda. Nunca vi tanta discriminação racial quanto num grupinho de progressistas. Há um cuidado, uma cautela, para com o amigo negro, e um medo de tropeçar em seu racismo amordaçado, de tal modo que o tratam sem nenhuma naturalidade, com um zelo forçoso e calculado, mascarando de "dívida histórica", a dívida que ele tem (e esconde) de si próprio.
O sujeito livre de todo e qualquer racismo, passado ou presente, convive naturalmente, e do mesmo modo, com gente de qualquer cor de pele, sem ponderar palavras ou gestos por... cor de pele. Isso é tão óbvio, tão lógico, que dizê-lo, em tempos relativistas, soa absurdo.
A morte é inevitável, nem vale a pena questionar…
Já todos sabemos que vamos desaparecer…
Mas enquanto muitos se limitam ao simples factos de existir,
Eu optei por tentar viver.
