Irmao Nao Va embora
"Irmaos , se encontrar estas palavras que vos digo saberá que sou seu irmao e tive uma experiencia unica com o pai e reconhecera a verdade que eu vos escrevo...
Quando se chega ao fim da linha com um amigo que é mais que um irmão e pouco menos que uma esposa, ficar tribêbados juntos é único jeito de dizer adeus.
"Já parou pra pensar na qualidade e na dimensão que é o nosso irmão Jesus? Pois ele chorou lágrimas de sangue e deu a vida pra nos salvar."
A necessidade do homem por segurança surgiu desde que Caim se levantou no campo contra o seu irmão.
Eu matei todas as pessoas que amávamos e meu irmão me odeia por isso. O que mais eu preciso entender?
ORAÇÃO E FÉ.
Deus tem a salvação
só precisa você crer
se ajoelhe meu irmão
é hora de agradecer
porque a fé e a oração
conforta o coração
de todo e qualquer ser.
Como você conseguiu? Olhos nos olhos do irmão que confiou em você, nas suas palavras, e ainda conseguiu trair ele! Conte a eles o que você jurou naquela manhã! Conte a eles, todas as suas mentiras! Conte a eles, o que causou a morte de nossa avó! Conte!
Nos passos rasos do teu ser,
Comunga do padecer de teu irmão.
Há falta de um olhar de compaixão.
E teus passos serão largos ao envelhecer.
Cada passo acertado de cada irmão de caminhada na direção da real felicidade deve ser motivo de lindas festas no coração daqueles que anseiam de verdade pela solução da vida e trabalham nessa causa.
OS INFORTÚNIOS DE AFONSO
Por Nemilson Vieira (*)
Eu o meu irmão mais velho e alguns amigos da primeira infância visitávamos o bananal do seu Afonso nas caçadas de passarinhos. Havia bananas maduras nos cachos, com furos por cima; já visitadas pelas aves. Pipira (sanhaço), currupião (sofreu), sabiá… Homem bom, de poucas posses, mas trabalhador e honrado… Numa certa altura da vida, Afonso desandou-se; deu um atrapalho na família: a mulher foi-se embora com outro e levou consigo os filhos. Com o tempo a sua casa do nada, pegou fogo com a plantação de bananas. Tudo que possuía tornou-se em cinzas; quase morreu de desgosto… Um amigo o convidou a uma caçada conhecida no nordeste por fachear; consiste em se fazer uma picada por baixo da mata e ficar a andar na mesma, num sentido e noutro, com uma lanterna e uma espingarda, o tempo que se fizer necessário; no intuito de abater a caça que tentar atravessar o caminho. Naquele dia deu errado… Terminaram o trabalho ainda cedo da tarde; o amigo de Afonso disse-o que o aguardasse um pouco, que iria dar algumas voltas por perto. A caçar algum bicho miúdo: um preá, um inhambu… Ao retornar, alguns metros de distância, algo fez um barulho por baixo de umas ramagens a sua frente; com a espingarda engatilhada na direção do bicho olhou mais um pouco e apertou o gatilho, Bam! Ai! — Gritou o Afonso em dores profundas. O amigo correu desesperado para ver e, confirmou ser o seu companheiro de caçada. Com bastantes perfurações de chumbo fino por todo o seu corpo; respiração ofegante, dificultada. No momento que fora alvejado Afonso firmava o cabo da sua faca que havia afrouxado. O amigo visualizou apenas o seu cotovelo em movimento e confundiu-se: achou ser uma cotia. Próximo à escuridão da noite começou o martírio do amigo do Afonso com ele nas costas a procurar uma ajuda. Um galo cantou ao longe de onde estavam… Era o sinal que precisava; marcou o rumo e foi-se. — Orientado pelo canto da ave chegou a um morador. Afonso perdera um pouco de sangue pelo caminho, com a agitação do corpo, aos balanços nos ombros do amigo. — Ainda vivia. O amigo contou com riqueza de detalhes tudo o que acontecera com os dois, ao morador. O homem depois de ouvi-lo… Indicou um remédio caseiro à vítima: um frango pisado no pilão com pena, tripas e tudo mais; do jeito que fosse pego no poleiro. Não carecia de sal; um pouco de água sim. Somente para chegar aos recursos médicos na cidade, lá entrariam com os cuidados e uma medicação coadjuvante ao tratamento. Com uma observação: não devia vomitá-lo caso contrário morreria. Afonso ainda consciente, por certo ouvia tudo em profundos gemidos. Consultado se topava beber o tal remédio naquelas circunstâncias, o aceitou. Depois do frango pisado o homem despejou aquela mistura numa caneca grande, mexeu e deu ao baleado a tomar. Afonso bebeu o frango pisado no maior sacrifício do mundo; com uma cara daquelas… A cada gole que dava fazia menção de jogar tudo para fora. Lembrava da orientação do homem e não o fazia. Missão cumprida, providenciaram uma rede para o traslado do paciente. Alguém para ajudar na condução do mesmo. Afonso não provocou vômitos e resistiu bem a viagem. O seu tratamento foi trabalhoso gastou-se um bom tempo para remover todos àqueles chumbos do seu corpo e a saúde voltar. Depois do caso passado até serviu de graça, se é que o Afonso contava que o pior de tudo não foi o tiro da cartucheira: foi o frango que bebeu. Com as recomendações de segura-lo no estômago para não morrer.
*Nemilson Vieira
Acadêmico Literário.
(27:02:18).
Fli e Lang
Meu irmão, tudo é, de fato, uma questão de fé em Deus. Torna-se inviável discutir com um ateu a lógica da reencarnação ou qualquer outro raciocínio de justiça divina se faltar o principal, que é a crença firme em Deus. Nada disso poderá fazer sentido em um Espírito fechado em si mesmo, sem abertura para compreender a sua pequenez diante do Universo.
