Irmao Nao Va embora
Eu não sei o que responder quando me perguntam o que me define. Eu não sou um conceito. A vida é composta de múltiplas histórias. Eu não “sou”, estou constantemente “sendo”, aprendendo, vivendo. O gerúndio tem mais a ver comigo.
Em tempos não tão distantes eu buscava encolher-me, pois acreditava que a invisibilidade me protegeria das "pedras" lançadas. Hoje vejo que de nada adianta, os “granizos” virão, sempre vêm, mas quando construímos uma blindagem amparada em um autoconceito positivo e compreensão para com as nossas fragilidades, entendendo que somos seres em eterno desenvolvimento, alguns adjetivos negativos não nos machucam mais como antes. Procuro, acima de tudo, me amar, me observar, me acolher, ter paciência e perdão comigo mesma. Sou um sujeito em eterna aprendizagem, e os outros também!
Para além de se entender como privilegiado, o branco deve ter atitudes antirracistas. Não se trata de se sentir culpado por ser branco: a questão é se responsabilizar. Diferente da culpa, que leva à inércia, a responsabilidade leva à ação.
As pessoas sempre dizem que eu não desisti do meu lugar porque estava cansada, mas isso não é verdade. Não, o meu único cansaço era estar cansada de ceder.
Queria eu não sentir, mas sentir faz parte de mim, sinto porque sou humano, sinto porque sou naturalmente normal.
Não é sobre as rasteiras sofridas na jornada, é sobre a força que te impulsiona levantar, reagir e colecionar as pequenas vitórias conquistadas na caminhada.
Insta: @elidajeronimo
Não existe masculinidade tóxica; se um homem bate numa mulher ele é um criminoso. Excesso de masculinidade é excesso de proteção, de liderança e de cuidado.
Eu acredito no Sol
Mesmo quando ele não está brilhando
Eu acredito no amor
Mesmo quando eu não consigo senti-lo
- Bitter Lamentations
Somos filhos esquecidos de pactos quebrados
Se existe um deus, não sabemos por que ele não está aqui
- Silence of God
Não somos inimigos senão do racismo e da opressão.
O CAMINHAR PELA VIDA
Como imaginamos ser hoje a nossa vida?
Essa pergunta não me parece fácil de resposta, pois de repente a vida vai ficando para trás como estivéssemos observando uma estrada através do espelho retrovisor do carro em que viajamos, pois quanto mais seguimos à frente mais as coisas ficam para trás. Com o carro sempre andando sem parar e as imagens se distanciando, dando lugar a novas paisagens às quais tendemos nos adaptar a cada viagem da nossa existência.
Em nosso caminhar pela vida, as coisas normalmente não aconteceram de acordo com o que acreditávamos que elas fossem. Desejamos muito “sucesso” e possivelmente já tenhamos experimentado o que desejávamos tanto tê-lo.
Quanto aos planos traçados – na época passava um turbilhão de coisas nas nossas cabeças - podemos identificar algumas realizações pelas quais nos orgulhamos de ter feito ou participado. Mas também muitas perguntas com respostas parciais e até mesmo sem resposta. Entre essas perguntas, quais os passos dados em direção à realização dos nossos sonhos? Quais os limites que a vida nos impôs quando poderíamos ter feito tudo o que queríamos e não fizemos? Quais as situações ou obstáculos que simplesmente achamos intransponíveis? O que realmente pesou no nosso dia a dia? Foi uma tarefa, uma atitude ou uma condição qualquer que nos impossibilitou aliviar das costas o peso do fardo que carregamos?
A essa altura da vida, podemos até ter identificado algumas coisas como, por exemplo, a perda de tempo que nos privou descobrir o caminho mais iluminado em nossos passos a procura do nosso objetivo. Nossas dúvidas ou hesitações certamente serviram de obstáculos às nossas realizações ou na verdade optamos pela leveza insustentável quando o peso da responsabilidade falava mais alto na subida da montanha.
Aprendi que a vida não nos dá limites, mas sim obstáculos. Os limites são impostos por nós mesmos. O maior obstáculo da vida é achar que não conseguiremos vencê-lo e a fuga dos problemas é a maior enganação que podemos nos impor quando, ao contrário, devemos nos fortalecer nas dificuldades e nunca sermos vencidos pelos obstáculos ou pelas limitações de nossas crenças inconfessáveis.
