Inverno
São laivos
que me aquecem
neste inverno
algures
num parque
de uma grande,
grande cidade
Mas quem me dera
estar à lareira
em pequena
com os meus avós
noutros tempos
bem mais equilibrados
Quero estar ao seu lado
Na manhã serena de inverno
E na tarde quente de verão.
Seu sorriso e seu olhar
Será sempre a razão de te amar.
Em noites de inverno solitário, o vento sarcástico sopra até doer os ossos, um vento que carrega consigo vozes de lamentações dos nossos ancestrais gritando suas histórias, vozes essas que bramam e vituperam num só clamor
Na escuridão do inverno sombrio,
Onde a mente se perde em devaneios,
Eu encontro a verdade, pura e dura,
Que me guia nos meus mais profundos desejos.
Não importa as trevas que venham a surgir,
Ou a luz que ofusque o meu caminho,
Tudo é efêmero como o fogo,
E só a verdade é que sempre permanece.
E é ela que me guia como uma bússola.
Ela me conduz ao conhecimento sagrado,
Eu supero o sofrimento e evoluo em virtude.
Eu busco a verdade onde quer que se oculte,
Eu busco a verdade em todas as partes,
Nos livros, na natureza e nas artes,
Eu sei que ela é a chave da vida,
E que sem ela, tudo é uma mentira.
Eu seguirei em busca da verdade,
Mesmo que ela seja difícil de encontrar,
Eu sei que ela é o caminho certo,
E que é por ela que vou me guiar.
O TEMPO
O que é o tempo, senão uma onda de instantes
Maleáveis como as tardes frias de inverno,
Desprendidas de todas as leis e regras,
Puramente livres e, por consequência, poéticas.
Instantes que se enchem como um balde,
Que debaixo da goteira, ligeiramente e devagar,
Transborda por sua borda e molha o chão da sala,
Fazendo lembrar a importância de se consertar
O telhado antes que surja a tempestade das adversidades.
Ora, porém, o tempo não se mede em números,
Ora, porém, o tempo causa nó no próprio tempo,
Fazendo enganar-se aquele que o percebe assim,
Em um trajeto contínuo entre passado, presente e futuro.
Para além de mero algoritmo e rotina,
Superando os segundos, minutos e horas,
O tempo é, sobretudo, um sujeito romântico,
Sendo, portanto, para nossa sorte, uma incógnita,
Uma onda de instantes e infinitas possibilidades.
Me atrevo a imaginá-lo como um sujeito simples,
De passos calmos, sorriso largo e descalço,
Que, gentilmente, todos dias bate à sua porta, e convida:
Vamos ver o sol nascer hoje?
Trecho: O Tempo, parte I.
*** O inverno e seus encantos
***
Nos dias frios de inverno ela se levanta meiga e bela, com seu charme e elegância musa em forma de mulher. Como uma deusa em uma passarela, ela sabe o que quer.
***
Ela solta seus cabelos longos, sobre o seu cachecol quentinho. Nos dias frios de inverno, ela só expira carinho.
***
Mulher de Sorriso fácil, delicada no andar. Seu jeito meigo me encanta e atrai o meu olhar.
***
As vezes quando te vejo, sinto algo diferente. O meu peito estremece o meu chão desaparece, ao te encontrar frente a frente.
***
Nesta vida tudo passa, sou poeta sou amor.
Passa as estações do ano, passa a beleza da flor. Só não passa a poesia, no coração deste poeta sonhador.
***
Autor: Myro Lopez
Todos os direitos autorais reservados.
O inverno e seus encantos
- Em dias de inverno ao romper da aurora o amanhecer é gelado, ela solta seus cabelos longos por cima de se cachecol entrelaçado, ela está meiga e bela, um encanto de mulher, feito uma musa na passarela ela sabe o que quer.
***
- As mulheres se deslumbram ainda mais lindas com um desfile cheia de graça e beleza, como as flores delicada no campo, puras em meio à natureza.
***
- Em dias de inverno a vida é mesmo assim, pela manhã um frio de 0° graus e ao meio-dia tudo volta ao normal.
***
- O sol brilha intensamente obrigando toda a gente, a ir retirando lentamente, se despindo pouco a pouco, aquelas roupas aconchegantes, que no frio da manhã aqueceram os seus corpos.
***
- Mas as mulheres com certeza, continuam sempre lindas, meigas e belas, aos olhos meus, cada uma com sua beleza única e natural criada pelas mãos de Deus.
Autor: Myro Lopez
Todos os direitos autorais reservados ao autor
"Abra as portas para o aconchego do inverno. Sinta o vento dançar com as folhas, enquanto o calor do amor aquece cada coração. Que o abraço apertado seja a marca dessa estação, espalhando afeto e transformando vidas. Que o inverno seja o convite para criar laços e aquecer almas. Que cada manhã traga o calor humano que transcende qualquer estação. Vamos juntos, viralizar o aconchego e fazer do mundo um lugar mais acolhedor."
Dedim de Prosa com Jojim Axé na manhã da quarta-feira que iniciaoinverno.
SONETO DE INVERNO II
Frio, uma taça de vinho, face em rubor
No cerrado ivernado, pouco se aquece
Um calor de momento, o licor oferece
E a alma velada, enrolada no cobertor
O arrepio no corpo, a infusão apetece
Para esquentar a noite até o seu alvor
Acalorando o alento do clima estritor
Num cálido agasalho que o afeto tece
Ah, ó estação de monocromática cor
Tão Agarradinhas paixões, em prece
Os mistérios, os desejos, os sentidos
Assim, embolado nas lareiras, o amor
Regado de vontade, no olhar floresce
Junho, ventos gelados e frios sonidos
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 junho, 2023, 19'34" – Araguari, MG
Início do inverno
"Assim como a primavera sempre segue o inverno, todo trabalho interno de sombras precederá um valioso renascimento.
- Flávia Filgueiras
Inverno, um novo Tempo de Sossego; constantes interações com minha gatinha, com meu gatinho; ambos bem pertinho de mim, muito carinho, afeição, bendito aconchego...
O doce sabor do inverno
Os ventos fortes prenúncios...
De um inverno rigoroso copioso...
Outrora também foi assim, aí de mim.
Cheia de paixão pulsou meu coração
Esperando por ti, que demonstrou...
Sentimento afim, mas logo partiu
Após um momento de pura emoção
Beijos calorosos frente à lareira com,
O maior fulgor puro amor? De repente!
Rumo à realidade perdeu-se o sabor.
Depois de tudo, nem um adeus...
O frio permaneceu sem teu regaço.
In memória: Uma história inacabada
Na verdade causos de um passado
Vivido guardado no baú da saudade
Espelhado no reflexo do meu olhar
Revivendo hoje aqui, diante do espelho.
Na retina ele mora e quando eu quero
Olho para sala preservada a recordação !
Mary Jun
NO CALOR UM OUTRO
Uma bela xícara de chocolate doce, quente ,
E nesse inverno não faz mal algum pra gente.
Nos Trás o sabor de cacau recheado de amor ;
doçura, aroma do cacau, embaixo do cobertor.
Como é bom ver a garoa fininha do céu caindo,
Enquanto nós,em um cobertor bem juntinho;
No frio do inverno aconchegante nos aquecer;
Cai a noite, no calor um do outro até adormecer.
Tudo que mais desejo não importa a estação,
É sentir as suas mãos tocando meu coração;
Sua voz macia ao vento ,chama que me cativa;
No inverno o sussurro do vento,arde me alicia .
te quero, eu te desejo no canto de minha cama,
Bem unidos, enrolados os dois numa só manta.
Sentir o sabor de teu beijo,no gosto de chocolate;
Sentir teu corpo no meu,no silêncio da saudade .
Direitos Autorais reservados sob a Lei -9.610/98
VENTO GELADO
Assim chega o inverno, manhoso,
Manso de cachecol no pescoço.
Ele Chega cabreiro, e sem avisar.
Vento gelado,a quase nos congelar
Era Tudo que eu sonhava um dia ter
um amor no inverno pra me aquecer
Nas noites frias me fazer adormecer
É só um sonho,eu sei, é pura ilusão
Fui eu que Enganei meu coração
Eu nunca tive um amor de verdade
Com carinho sincero , veracidade
Seja qual ele, em nenhuma estação
Foi tudo ilusão maldita a besta fera
Que me deixou sozinha ,na espera
verão, outono, inverno e primavera.
Sou eu meu grande amor de inverno
Idôneo , sincero , sentimento terno
Acordei para vida e encontrei um amor
aquece-me; alimenta-me com seu calor
Vivia dentro de mim, dileto, encantador
Achei ,enfim, sou minha grande paixão
A primavera é parte do meu coração
E no inverno, eu aprendi amar o verão
Um dia o amor seja minha realidade
em algum inverno abraço a felicidade
meu bobo coração,frio jamais será
Na esperança de um amor encontrar
Com ternura um cobertor quentinho;
No frio a me esquentar, com carinho
Deus proverá no tempo que passar
Quero colo quentinho pra me aninhar
Pois sempre Pronta estarei a esperar
Quando o próximo inverno chegar !
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados soba Lei - 9.610/98
Dois corações unidos, promessa de eterno,
Amaram-se intensamente, sem medo ou inverno.
Mas o destino cruel, traiçoeiro e impiedoso,
Separou-os abruptamente, num adeus doloroso.
Lágrimas escorrem, em rios de saudade,
O tempo não apaga essa trágica realidade.
Seus sonhos desfeitos, como pássaros sem asas,
Deixando apenas lembranças, em memórias embaçadas.
Um amor tão forte, partido ao meio,
Um adeus não esperado, doloroso e feio.
Eles agora vagam, separados e sós,
Com o coração quebrado, em destinos atrozes.
E assim a história se encerra, numa dor sem fim,
Um final trágico de amor, que ninguém previu assim.
Que essa lição nos lembre, com pesar e ardor,
Que nem todo amor tem um final com sabor de amor.
