Inverno
INVERNO MEU
O sol de inverno
Num salto infinito
Sobre a dorsal dor
Mistério que sopra
Para o desconhecido
Com sede de amar
Chove-me na alma
Talha-me o orgulho
Rendo-me à tristeza
Navego com o vento
Neste meu sol de inverno.
Assim como as folhas das arvores caem no outono para poder suportar o inverno, assim também derramamos lagrimas para suportarmos as nossas consternações.
O inverno da minha alma chegou.
O frio dos lábios fraudulentos
Já não se faz incomodo.
Fecho os olhos
À suas palavras
E abraço a escuridão
Do fundo da caixa.
A noite me envolveu
De modo a transmitir
A fumaça do abismo
Que cavaram em
Meu coração despedaçado.
Por isso o frio
É meu aliado
Na proteção
Da minha existência.
Para que jamais
Me queime no
Fogo da enganação.
Amor
O meu ser procura-te delirantemente
Nas frias noites de inverno, nos dias
Quentes de verão, nas tardes de primavera
Sem ti não vivo, mas isso tu já sabes.
Vem... E faz do meu triste inverno carnaval, mostra todo o meu mapa astral, e diz que ele só encontra você! Vem muda o rumo da minha, transforma minha rotina, e faz de minha vida o seu bem querer.
NOITE DE INVERNO
Noite de inverno, no
Chamamento do frio
O teu corpo pediu
Uma esmola ao meu
Num sopro do tempo
Entre as folhas caídas
Lá fora no chão, tapadas
Com a neve a derreter no chão.
Se um dia
Depois
De um tenebroso
Inverno,
De um luto
Doloroso pela
Partida de um grande
Amor
A alma
Resolver se encontrar
Novamente
Em um novo sentimento,
Viva!
Sobretudo,
Sem culpas,
Pois o que é da eternidade
Jamais se apaga
E não condena
O seu modo de viver!
O verdadeiro amor
Liberta para ver feliz,
Abrace então a felicidade
E se não for possível
Ter diante do seu coração
O motivo do seu despertar,
Continue seguindo
E deixando as pegadas
Pelo caminho,
Pois um dia, não muito tarde,
A vida recomeça.
Ela era primavera enquanto todos eram inverno... Ela era o sorriso enquanto todos eram lágrimas... e isso a tornava insubstituível! porque com ela todos eram arco-ires e longe dela tudo perdia a cor. ♥
Tardes de Inverno
Não sei bem descrever a felicidade
Mas naquele final de tarde de inverno
Vendo seu sorriso iluminado pelos últimos raios de sol
Não pensava no passado, nem almejava o futuro
Gostaria de ficar eternamente naquele momento
Se realmente existe felicidade
Deve ser algo assim
Algo entre sua beleza e estado de espírito
Foi a paisagem mais linda de se ver
Naquela tarde fria de inverno, seu sorriso me aqueceu.
Houve um inverno em minha vida,
em que o frio era desesperador...e as noites
solitárias.
Houve um verão na minha vida, quando tudo era
cor, calor,e os amores eram quentes.
Houve um outono em minha vida, onde tudo era
folhas secas, emoções mortas.
ESTOU NA PRIMAVERA DA MINHA VIDA! onde enxergo
as flores mais lindas, onde o perfume da tranquilidade
se espalha pelo meu jardim, onde todas as flores dançam
e passaros cantam, só para me ver feliz.
Aut: Sandra Lima
o que vale a vida
se eu não tenho
voce ao meu lado
eu quero que voce
me abraça nesse inverno
e o resto vai por inferno
Depois de todas as minhas esperanças de sorrir naquela tarde de inverno serem quase destruídas, você me ligou. Eu não sabia como reagir e nem o que pensar. Só fiquei confuso, surpreso e estranhamente feliz ao ouvir sua voz novamente. E o tempo voou, as horas passaram rapidamente e todos os problemas foram embora. A solução pra tudo é você.
Aceitar a nova estação, que está chegando, o inverno da vida não é, realmente, fácil para nós que somos um povo Ocidental...
Daí, corremos para consumir produtos, que prometem retardar todos esses efeitos e são produtos caros, mas, na realidade, a maioria não funciona...
Deixamos nossa verdadeira essência de lado, para buscar o ilusório, aquilo que fantasia a realidade...
Enxergamos o que é falso, já que o espelho não fala, não sabe dizer que estamos fora da realidade...
Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "A BELEZA DA FELICIDADE
Bom mesmo seria se aprendêssemos
com as flores, a nos despedaçarmos a cada outono e inverno, e renascêssemos a cada primavera e verão de nossas vidas.
DESPOJADA
Despojada de mim, atravesso o tal inverno
Na existência de uma flor, desconheço o nome
No regresso ao esquecimento, espelho vazio
Cega de uma tal solidão, na pureza abandonada
O tempo flui no que procuro sem procurar
Demanda do que sou, foi ou talvez, seja ainda
Eu já sei que o teu desejo espreita o meu corpo
Ele refugia-se nas trevas, num triste, belo sonho
Sono de uma batalha, travada na madrugada
Corpo ferido, que escorre de mim nas trevas
Refugio-me no corpo vazio, de que disponho
Sendo réu e o meu próprio juiz do desencanto.
Desafios
Nas intermináveis noites geladas do inverno no Sul do país, ao redor da imensa mesa da cozinha, minha família ficava por horas ouvindo os conselhos de nosso sábio pai. Um dia ele nos disse que se não fossemos competitivos e não aceitássemos os desafios que a vida nos oferecesse, nunca iríamos ter o sabor agradável de uma grande vitória. Muito pequena ainda fui estudar em um colégio de freiras, que era internato e semi-internato. E não sei se pelas palavras de meu pai, ou por que nasci competitiva, sempre que aparecia algo que parecia ser um grande desafio, ficava rezando para ser chamada a enfrentar as pendengas. Fosse o que fosse. Gostava de vencer os obstáculos e levar o troféu da vitória. E no transcorrer de minha longa vida, prossegui sempre assim. Aceitando com garra tudo o que mais difícil aparecia. E até hoje não me contento com uma palavra cruzada fácil, precisa ser um desafio para eu me sentir bem, porque só os grandes desafios e as grandes derrotas nos fazem crescer para uma vida melhor. Assim, penso que, lutar significa estarmos vivos e aptos para desfrutar dessa caminhada que se chama vida. Quanto maiores os desafios, melhores serão as sensações de prazer pela vitória.
