Inveja e Cobiça
Cobiça
Antes de Etevaldo ter a ânsia de possuir aquele bem, ele, pobre, vivia muito feliz, obrigado!
“ O pecado é excitado quando acoplamos em nossa mente pela cobiça, pensamentos iníquos absorvidos pelas más influências.”
PRATO QUEBRADO
Há que cuidar o que se semeia
Terra dourada, lindos trigrais
A despertar a cobiça alheia
Que escuta a ira demais
O que antes era mesa cheia
Deixou virar o prato da paz.
E ponde na cobiça um freio duro,
E na ambição também, que indignamente
Tomais mil vezes, e no torpe e escuro
Vício da tirania infame e urgente;
Porque essas honras vãs, esse ouro puro,
Verdadeiro valor não dão à gente:
Milhor é merecê-los sem os ter,
Que possuí-los sem os merecer.
Cobiça é o sentimento de querer tomar dos outros aquilo que ele não conquistou por seus próprios méritos.
Cobiça é o desejo incontrolável de possuir algo de modo errado em que está disposto a correr risco para conseguir sua própria felicidade.
Cobiça é a capacidade injusta e disfuncional de obter aquilo que deseja, de modo sagaz, hostil ou fraudulento, para completar sua vontade de controlar uma propriedade que lhe faça feliz.
Quão fracos e indefesos são os homens de cobiça, prepotentes e imorais, que levam espiritualmente o fardo pesado de seus pecados.
Os primeiros sinais de decadência dos homens são o mau desejo, a cobiça, a incredulidade, a avareza, a zona de conforto e a vida sem compromissos e o trabalho sem propósitos.
O mundo está sendo consumido pela cobiça dos prazeres triviais daqueles que se alimentam de muito e compartilham pouco.
O legado e a história da humanidade em breve será reescrita mais uma vez.
Os sinais já começaram, eles são científicos, religiosos, eles são reais.
São assim as veredas de todo aquele que usa de cobiça: ela põe a perder a alma dos que a possuem.
Desejo que não passa,
cobiça feita de erotismo,
Sinto, anseio e cobiço
o corpo feito de volúpia
Que há de me carregar
para o paraíso [onírico].
Outonal presença que me inspira,
Brisa que cobiça com [requinte,
De tê-lo além de todo o limite,
As ânsias já foram [inflamadas,
Agora, elas são urgentes,
As nossas almas almejam
- insurgentes com o mundo -
O desejo de serem [libertadas.
Na verdade, és uma linda estação
- permanente -
Não me privo, e não me [sacio,
O teu cheiro provoca todo o cio;
Com o teu perfume escrevo,
Desenho, pinto e celebro,
Compônho o mais belo hino,
Celebrando os amantes, eu te [alucino.
Escrevo correndo todo o risco,
De ter cada texto [incompreendido],
O futuro é incerto,
O importante é plantar o amor,
Com firmeza, fé e ardor,
Corro o risco da transfiguração,
O amor não é metáfora,
O amor é concreto,
- mesmo que ninguém o enxergue
O amor existe, ele não tem limite;
É arco-íris, poesia e borboleta,
Não lê o exagero,
E o rejeita totalmente...,
Não mede o tamanho do [oceano],
O amor nunca vem acompanhado do engano.
A cobiça elegante de escutar esses teus ais semitonados, Acariciam poeticamente os meus desejos ocultados, Sei que estamos apaixonados.
