Introdução textos que Fale sobre Mim
BICHO FAMINTO
Já é tão tarde
E ainda assim,
A noite continua...
A lua ferve em mim
Como se fosse um sonrisal
Neste copo de mágoas...
Queria entender
O teu sorriso-monalisa,
Tão despido de vida...
Da Vince daria
Vinte mii tonalidades
A essa surrealidade,
Então eu veria a beleza
Onde só tem arte...
Já é tão tarde
E a noite não perdeu o seu cinza
E esta agonia bate
Com golpes de um ninja
Que se esconde nas sombras
Das noites e das desilusões
Devo seguir meus sentimentos
E meus instintos
Como um bicho faminto
Que a lua conduz...
A OUTRA MARGEM
Se eu soubesse de mim há muito tempo
não teria perdido tantos ocasos;
me perdi nos olhos de gurias farsantes, acanhadas e recatadas;
em seus sorrisos de pérolas,
ou nos perfumes de rosas campestres de suas presenças.
Do outro lado do rio, onde caía todas as pipas,
onde se escondia o resto do arco- Iris
e o sol cochilava no final de tardes tépidas de verão
morava um outro eu.
Mas vovó falava de um lobisomem daquele lado.
Eu chegava à sua margem e acenava àquela silhueta magra do outro lado;
a noite sonhava com uma trilha de pegadas gigantes
e imaginava uma figura horrenda
acordava afobado, rezava o credo
e corria pro lado de mamãe na outra cama .
um dia um balão caiu no outro lado do rio
e incendiou parte das minhas fantasias,
mas eu já conhecia o perfuma campestres de rosas
e o sorriso de pérolas de algumas gurias.
Agora percebo que as pipas gostam de transpor fronteiras
e as vezes o vento sopra para o nosso lado;
os ocasos jamais se perdem,
eles ficam de uma forma ou de outra guardados em nossos olhares
e quanto aquela silhueta magra
que me acenava do outro lado do rio;
o meu outro eu, me impõe uma única dúvida:
quem é a outra margem??
ESQUECE
Não se esqueça de mim
Não esquece a roupa no varal
Não esquece tem sal no feijão
Não esquece a vida
As contas de água e de luz,
Não esquece segunda é feriado nacional
Não esquece o gari vai passar,
O dentista o plano funeral,
Não esquece a ração
E as vacinas dos gatos,
Os retratos CPF e título de eleitor,
As cobranças boletos e faturas,
Não esquece as mensagens fonadas,
Não esquece o galego, e o dinheiro do queijo
Quebra pedra, o boldo e o mastruz,
Nõo esquece as ervas...
Não esquece o dízimo e missões
Não esquece o fogão aceso,
O ferro ligado, torneira pingando
E se houver tempo para todas as pequenas coisas
Esqueça de ser feliz...
Você se foi com a chuva de verão levando o sol e a luz
Pra mim paixão não foi e jamais será aquilo que seduz
Assim eu me pergunto o que é isso então que nada apraz
Sinto saudade e a felicidade eu penso nunca mais
Ficaram sim lembranças doces e jamais esquecerei
Nossos momentos e a cumplicidade que tinhamos em comum
O que vivemos juntos, a dimensão não sei
Mas algo igual jamais encontrei em sentimento algum
Sigo mais triste e mais sozinho embaraçado em meu viver
Tentando acreditar no amor ou algo similar
Eu sou teimoso, leigo e insisto nessa insensatez
O que de nós persiste ainda dá prazer
E isso me intriga e me faz acreditar
Que a chuva de verão que um dia te levou te trará outra vez
AUGUSTO E EU
Entre mim e augusto existe o tempo e a imensidão; outonos dourados que derramaram pétalas e desfolharam árvores avolumando a relva que adubaram o solo e esconderam os vestígios dos que perambularam, dos que caçaram, dos que fugiram, ou simplesmente se perderam ao acaso... em busca de um senso, de um espírito, de algo surreal que dê sentido à isso; e o que me faz pensar que eu sou augusto? Ah, eu não sei, algo, uma presunção megalomaníaca, fantasmas, os demônios que escarravam os seus poemas, os vermes... eu não sei... augusto e e, caminhamos... um pântano sinistro galhos e raízes como esqueletos dos que perecem num purgatório que habita na nossa própria essência. Alta madrugada e eu esfacelado na minha sensibilidade diante das agruras que sangram a alma de qualquer ser com fôlego e tato, diante desse cotidiano maldito; Augusto gargalha algum poema com farpas, entrementes onde estive esse tempo? este plasma indócil vagou pelos desertos da África; colhi fome, miséria e inanição; a Etiópia cingiu minh'alma e tingiu minha pele. O deserto habita o meu silencio e povoa o meu coração. augusto me olha deste abismo inexplicável de abstrações que serve de pilar à poesia; caminhamos juntos entre a lógica e o absurdo, tudo que explica perfeitamente o que não somos de uma forma coerente a se fazer dissolver o que é real nesse universo de moléculas, átomos e estrelas; mas eu tenho os meus sonhos, sonhos como chuvas, como rigorosos invernos e nessa realidade árida, só me resta chover...
Sempre digo pra mim mesmo
que não é fácil ter setenta anos anos
meus documentos não dizem que eu tenho setenta anos...
mas quando eu tinha trinta eu já imaginava isso,
as lembranças pesam, as saudades machucam,
acho que já tenho oitenta; olhando adolescentes de hoje
penso que já nasci adulto, eu não fazia muito barulho,
eu não achava tudo engraçado, eu me encantava com as manhãs,
com o céu azul e as colinas, eu gostava de pensar,
não nas coisas que os adultos de hoje pensam,
talvez eu não seja normal, penso que já tenho cinco séculos...
quem normal pensaria que é eterno, quem normal pensaria que é Deus
Sinto-me tão desprezada por tua ausência que ouso a desprezar-me a mim mesma
Ainda que inseparável seja o meu olhar do Teu
Vejo-te como
Raios que anunciam estrondoso trovão,
exuberante em sua potência!
Desperta-me o ouvido - Ruído em dor
Da dor que deveras sinto
Que brinco para não ser dor!
Sorrio e saio do gemido que altera meu pranto
Desencanto
Vivo e morro!
A Carta do Lado Vazio
"Acordar e não te encontrar é sentir que falta um pedaço de mim. Sua ausência não é apenas uma saudade; ela se tornou uma dor física, algo que lateja e me rouba o foco das coisas mais simples do dia.
Dói a alma caminhar sem o seu peso ao meu lado, como se eu tivesse perdido o equilíbrio ou uma parte do meu próprio corpo. Mas, mesmo assim, eu me levanto.
Vou seguindo cada hora na esperança de que o relógio esteja trabalhando a nosso favor. Me mantenho de pé pela certeza do nosso reencontro — o dia em que o meu lado vazio deixará de ser dor para voltar a ser você. Estou te esperando, em cada batida do meu coração."
Na minha humilde poesia
As vezes falo de mim,
Também de outros e dele.
Como assim!?
Aquele...
Ah sim, o amor o sentimento
Que nos qualifica
E nós edifica...
E quando observo minha vida
Perder a cabeça e a esperança,
Desabafando frases duras...
Eu fico com o coração na mão
E sem palavras...
E pra poupar o meu amor,
Eu acabo por engolir o poema!
***Paixão ou amor!?***
Você acorda sorrindo pensando em mim,
e eu respondo: como assim!?
Sente o cheiro das flores,
e logo eu venho na sua mente.
O meu querido é amor o que sente!?
Sente a brisa e pensas na minha respiração
na tua pele...
E eu digo a ele,
ao seu coração,
isto ainda não é amor, isto é paixão!
Estás feliz,
e isso vem a mim e diz,
todo ser humano procura
um Porto seguro,
onde ancorar a sua loucura;
se nós dois somos loucos;
isto só terá cura
se nós encontrar e colar nossos rostos
e sugar tudo que temos em beijos e abraços;
vivendo tudo que for possível ao amor!
Boa tarde meu Rei! ✨💫🤩💞
...✍️
Pra mim sair a perguntar a outros,
parentes, vizinhos e amigos:
"Como vc está, tudo bem contigo?"
... É necessário isolar as minhas dores,
tribulações e limitações,
num bolso chamado coração 💗
e este sempre está a precisar também de atenção..."
***
Se eu creio em Deus? Hah! Talvez eu devesse perguntar se eu creio em mim!
Todo homem arranja uma desculpa para seus problemas. Eu arranjo Deus para a minha vida, pois de problemas eu estou farto!
De muita aleatoriedade sem juízo ficou quem eu realmente pensava ser. Toda ordem produz um fruto; e a ordem divina produz a Paz de que toda alma carece.
Uma estrela..
Feche os olhos
pense em mim
fui um sonho
encantamento
magia
um mistério!
Estive aqui o tempo todo!
no romper das ondas do mar
na brisa
no infinito que não tem fim!
te esperei longo tempo...
Sentei-me na areia alva
fiz versos e canções
que viraram poemas pra ti
Chorei
gritei teu nome
eu era o amor desejado
...não reconhecido
Nas noites de luar
com cheiro de damas da noite
- flores perfumadas -
contava estrelinhas
e em cada uma
mais um dia vivido por ti!
Feche os olhos! Não chore!
Sinta meu corpo colado ao teu
roube-me todos os abraços
aperte-me em seus braços
sinta minha mão a te acariciar
meus olhos nos teus!
Esperei
demoraste
não vieste
vamos celebrar
agora sou aquela estrelinha
que guia teus passos...
Podes ver?
Meus olhos que te seguem...
Meus olhos que te seguem
Desviam em mim a calma sobre a ansiedade
em ver-te...
Viajo um longo caminho
Nos dias seguintes de muitos anos de uma vida
Voltada para teus encantos...
Sobre o simples dos meus passos há tão somente saudades...
Buscando todos os dias em que vivi pra ti!
O DESPERTAR...
O dia despertou em mim pensamentos
Plácidos...contemplativos...
Olhei em volta toquei a vida e viajei nas asas de um pássaro...
E iniciei um passeio inventado!
Imaginei uma viagem ao redor do mundo... Não este cheio de
Batalhas e extermínios...
Mas um mundo melhor onde a bondade... A serenidade e a paz
Seja a realidade de todos nós filhos de Deus!
Idealizei a nascente cuja água fresca satisfaça a sede de todos nós mortais
E cuja vida é tocada por mãos celestiais...
E ao final desta minha viagem inventada sentir este sol de verão
Em manhãs abençoadas!
São tantos... Os dias de solidão!
Busco-te no Mundo... Acho-te em mim...
Ah meu amor!
A tua essência extasia-me... Mas fere... E dói...
Meus sussurros... Cortam a noite...
Tem vezes que penso coisas tão vazias do sentir...
Mas é preciso despertar o silêncio... Tantas desesperanças
Tantas dores dentro do coração...
Não sei se o anoitecer é a melancolia das tardes que morrem...
Aprisiono o vento...
Desejo guardar pedaços do céu de uma primavera que vivemos juntos...
Venturosos momentos!
Quero ficar aqui em frente ao mar... Serena...
Vigiando o verde que emprestou ao meu olhar...
Esperando a noite companheira de minha solidão!
Pura comunhão...
Visto-me com teu olhar...
Desta paixão que em mim inflamou...
Este olhar capaz de amar-me
Cativar-me... E que me acalora...
Que me amargura... Quando passas da hora...
Um olhar carregado de amor...
Visto-me com teu corpo
Quente... Encantador... Fascinante...
Que passeia no meu corpo nu...
E bebe da água das minhas nascentes
E dança ao sabor da brisa... Que trás o perfume das flores...
Visto-me de ilusão...e recordo sonhos
De manhãs inesquecíveis em que estive em teus braços...
Meu porto... Meu ancoradouro... Minha paz...
Visto-me com tuas lágrimas e aposso-me de tua face...
E a alegria será então a vastidão do luar
Em noites simples... De verão onde estrelas brilhem
Pra nós...
Visto-me de amor e confisco o teu coração...para sempre!
Embriago-me de solidão...!
Amargura-me a noite sem lua...
A nostalgia toma conta de mim
E entre soluços deixo navegar lágrimas que queimam
A minha face e sem pressa escorrem...
Entre as pálpebras fechadas...
Esqueço-me das horas que passam
Para pensar num passado ainda tão presente
E atravesso a sagacidade das lembranças
( eu quase as esqueci)
E eu ali quieta esperando encontrar
Não sei bem o que?!
Num momento em que o céu não tem estrelas...
Nem brilho... Num desencontro fulgente...
Dos eternos amantes...
Noturna inquietação de sentires
Embriago-me de solidão
Afago meu peito e lá está a paixão...!
TE BEIJO A ALMA...
A tua distancia é tão perto de mim...
Habitas em minha alma e na minha essência...
E eu sou a tua sombra cativa...
Sabes, compartilhas comigo a minha solidão.
Na orvalhada cristalina das manhãs
Envolvo teu amor e contigo invento maravilhas...
Percorro teu corpo e por ti me encanto...
...e posso amar-te sempre loucamente...
Apenas no meu pensamento!
E me visto de paixão... De desejo e de ternura...Te beijo a alma..
A noite mansa deixa comigo o perfume de todas as saudades...
E acordo de manhã devagar... Ainda sentindo o aroma
De nossa loucura!
Muito além...no vento!
De repente
Nasceram em mim os sonhos... A poesia
O amor e a saudade!
Depois veio a dor... A mágoa...
Palavras escritas... Em cada nova madrugada de insônia...
Enquanto o sol nascia noutros amanheceres eu
Sobrevoava o mar qual fora apenas uma gaivota,..
E em delírios e sussurros muito além... No vento...
Persegue-me os passos do tempo... E segue-me silenciosamente
E vivem estrelas guardadas por anjos eternos... Onde há sorrisos e sonhos que não morrem...!
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