Insistência
A cada dia que passa a terra fica menos redonda pela insistência do homem em fazer crateras no seu interior, deixando que o ódio transborde de seus corações e destrua o sentimento de irmandade existente entre os povos.
Entender a insistência retórica
do erro da pessoa
é o conteúdo necessário para a
sobrevivência do relacionamento.
O que não é amor
Não é amor o julgo desigual.
O sequestro. A insistência. O competir.
Não é amor. A indiferença. O uso.
O comparar.
Não é amor. A cobrança. A ausência.
As prioridades.
Não é amor os sentimentos. O prender.
O cobrar.
Não é amor. Os ciúmes. As carências.
O modificar.
Não é amor. O tirar a paz. A vingança.
A falta de cumplicidade. As retaliações.
Não é amor o uso. O abandono.
O substituir. O orgulho.
Não é amor.A liberdade. O garantir-se.
O colecionar. O maquinismo.
Não é amor o expor.O utilizar. O desvalorizar.
Não é amor. Perseguir. Tentar entender.
O sofrer de incerteza.
Não é amor o adiar. O odiar.
O perturbar. O caçar. O esconder.
O envergonhar. O enjoar.
O contabilizar. A insegurança.
A fixação. O controle.
Desde o começo dos tempos.
As pessoas amam e se dão.
Em uma entrega incondicional.
Suportam tudo que a gravidade,
impõe, sobre seus corpos.
E todos os pesos. Se tornam
os mesmo peso que precisam
transpor. Para o próximo momento.
Se um cai. O outro levanta.
E não se sentem e julgo desigual.
Amam a si próprios, e por isso
amam a pessoa amada.
Quem escolhe é o coração que é sábio.
E não a razão que é limitada.
É ter o todo , e o não possuir nada.
Somente o momento de completude d alma.
Natural como respirar.Ou tomar água.
Não tem , cor. Não tem cheiro. Não tem tamanho.
Não tem prestigio. Não tem posse. Não tem futuro.
O futuro constrói-se juntos.
E não existe dúvida no coração.
Não precisa impressionar. Causar.Ou garantir.
Desde que o homem e a mulher passaram a
existir. O Amor é tão natural como o ter nascido.
E o sentir-se a falta Dele.
É que em algum momento da Vida.
Foi esquecido a primitividade dos encontros.
E objeto da construção do ego. Construiu
uma gaiola de ouro. Onde aprisionou a alma.
A Princesa se envenenou e adormeceu em seu castelo.
E o Príncipe se perdeu na floresta.
Ambos esqueceram a leveza do encontro.
O encontro dos corações.
E passaram a atuar na peça funcional da vida.
E julgo desigual. Agradando ao mundo.
Onde o parecer ser. É mais importante do que ser.
E plastificaram seus corações. E os sentimentos,
convertidos em prantos. No silencio do quarto.
Onde, não conseguem mais encontrar o caminho.
Para o encontro das águas. Viraram marionetes.
Onde o sacrifício. Atribuem como missão.
Onde a fonte não jorra. Vivem no seco.
E a loucura se instalou no coração.
Tornaram-se vitrine. Apenas vitrine.
Onde a paz. Do encontro. Já não alimentam
sua outra metade do ser.
O julgo desigual.
Por ignorância. Medo. Vaidade. Ou alto ilusão.
E quando já sofreram o bastante, e se libertaram
dessa mentira.
Quem sabe ainda é tempo de encontrar.
O seu verdadeiro amor.Durante essa vida.
marcos fereS
Desculpe
Me perdoem por favor.
Pela insistência em expor.
O que escrevo com amor.
O que mais cabe ao escritor senão escrever?
E o que resta ao leitor além de ler?
Rir ou chorar.
Apreciar ou desgostar. Criticar.
Se emocionar.
Conhecer.
Saborear.
Me perdoem.
Mas Minh ‘alma implora se expressar.
Através de minhas calejadas mãos.
E de realização irá exaltar.
Caso consiga, o coração de um único leitor, desabrochar.
Priscilla de Carvalho 11/03/2016
POEMA INSISTÊNCIA
Amo-te tanto como o canto de soluço e pranto
Amo-te ainda na pungência de uma calma condolência
Ainda no silêncio da resposta transcendente
Amo-te loucamente tendo os olhos rasos de esperança
Numa dor que alucina, na saudade que agonia
Tenho sede de contentamento na certeza descontente
Amo-te simplesmente dessa forma insistente
Como aquele que se veste da mulher amada
Amo-te de forma desamparada
Como um apaixonado sedendo por colo
Como a criança triste que feriu o pé
Onde está a virtude se eu te amo da forma
Que alcança a infinitude?
Já não sei da razão, eu queria mesmo o desejo são
Dimensiono o esquecimento mas a persistência é como um calor
Que aquece o peito cheio de amor
Eu não tenho respostas,
Encontro sua dureza quando anseio pelo afago de sua mão
Amo-te como um ninho sozinho, aquele sem o passarinho
Que voou, voou e alcançou o céu
Vejo-te como uma caixa de surpresas
Hora sai braveza, hora sai leveza
Será que uma hora sai amor?
Amo-te almejando a desistência mas a teimosia da adolescência
Permanece na insistência.
Ainda existi uma esperança, em mim, que mesmo com as suas rejeiçoes mesmos com a sua insistencia em me deixar, em nao me amar, ela ainda insisti pois ela acredita no nosso amor, ela me faz lembrar vc, acada segundo fazendo meus olhos encherem de lagrimas, e sorrir feito uma boba relembrando nossas juras de amor eterno, que nao se eternizou nem chego a começar mas que pra mim foi tao forte que chego a sentir seu toque em cada lembranças .
Parece até insistência, mas AMAR, me traz benevolência, diante de toda indiferença, porque o AMOR prevalece em minha essência! Pra você,o AMOR não existe! Pra mim, é o sentido da existência! Pra vc, existe o fim! Pra mim, o AMOR é DEUS, por excelência!
E que o que eu tenha de mais bonito, seja essa minha insistência nas levezas da vida, que eu sempre queira a felicidade como minha principal identidade, que eu misture minha fé com muita coragem e principalmente, que eu sempre recorra a esperança nos dias mais difíceis e que ela nunca me falte.
O que tiver que acontecer será inevitável. Não é minha insistência nem o seu não prematuro que evitarão acontecimentos futuros
Insistência minha
Oh indecisa convivência, prostras em meu esfumaçar,
do alto da torre descendas, beijos a contraditar,
das alturas me vejas decadente, em remoçar,
lembranças furtivas lembradas, não a esmo, ao chorar...
Cure minha insônia dissonante, quero apagar,
feito vela no esterno do luto, morte a me levar...
- Arada as costas dor carpideira, custo ao fogo velar,
tuas lágrimas de sereia, no alto vives longe do mar...
Remota tua companhia, companheira em noites frias,
hoje porém luzinha, juíza é tua pranteada que lumia,
sou apagado como aquelas velhas escritas,
nos papiros se ensina, amanhã talvez vejo novo luar...
Era possuída por uma teimosia silenciosa, matutada, uma insistência em fogo brando; depois armada por uma convicção poderosa, golpeava ferinamente e decidia tudo, deixando o outro estatelado.
E você sofre, se desespera pela insistência em se apegar,...
em se recusar a deixar ir...quem já foi!!!
E assim, você não sai do lugar, não se permite a oportunidade de seguir em frente, de novamente voltar a ser feliz...
porque se mantém presa, apegada a algo, que nem existe mais, a alguém que já foi!! Que já caminha por várias outras estradas, longe, bem longe da que vocês tantas vezes caminharam juntos!.
E você fica assim...sonhando...vivendo uma história fictícia...criada pela sua imaginação fértil...
Só para lembrar: a vida acontece aqui fora, na realidade. E não aí dentro, na sua imaginação, nos seus sonhos!!!
~~E COMO O AMOR ACONTECE~~
E como o amor acontece?
Tenho ouvido com tamanha insistência esta pergunta que admito, as vezes, sentir vontade de me arriscar numa resposta que comece desta forma: “Sabe, eu tenho lá minhas teses….”.
Para amigos e amigas mais próximos, gosto de contar como vejo o amor desabrochar. Alguns dão com os ombros, duvidando, com alguma razão, das minhas teorias e saem-se logo com um “Ih… psicólogo inventa cada coisa!” Outros, mais confiantes, prestam atenção e até procuram encontrar algum sentido no que digo. Mas, de maneira geral, o tema provoca interesse e, via de regra, muitos e mal-disfarçados suspiros.
De alguma forma, minhas teses são forjadas a partir das histórias que escuto, acompanho e vivencio. Pedacinhos roubados das narrativas alheias, e das minhas próprias vivências, que me ajudam a compor esta maravilhosa colcha de retalhos em que se constitui a magnífica e singular experiência humana.
Teço-a, portanto, com todo o carinho de que disponho e com extremo desvelo. Reconheço cada parte como fragmento expressivo de histórias, únicas e extraordinárias, que me são confiadas e das quais tiro o que de melhor posso captar no sentido de absorver e, lentamente, tentar compreender.
E, então, o amor acontece.
A cada instante e em todos os lugares. E se revela no olhar que dirigimos ao interlocutor interessado, na mão que estendemos para auxiliar a quem precisa atravessar um obstáculo real ou imaginário, no abraço apertado, no beijo e no contato afetuoso e amável.
Mas o amor, aquele indomável e magnífico sentimento raro, que nos faz acordar no meio da noite com vontade de conversar sobre coisas tolas só para sentir confirmada a existência daquele ser que, decididamente, tornou-se indispensável para a nossa antes tão solitária trajetória, esse amor só acontece quando estamos disponíveis para amar. Ou quando resolvemos abrir a pesada porta do quarto escuro por trás da qual se esconde o nosso medo de arriscar.
E aqui reside minha teoria central: a gente decide quando e como amar. E, não, não é o amor que determina quando nos capturar.
O que percebo, a todo momento e em cada lugar para onde me disponho a dirigir um olhar livre de julgamentos, é a sincera vontade de partilhar a vida, de seguir adiante junto de alguém significativo o bastante para merecer se aproximar daquilo que trazemos de mais valioso: nossa verdadeira história.
E não existem fórmulas seguras ou perfeitas para identificar quem, promissoramente, possua a chance de vir a ser um bom companheiro de viagem. Mas existe uma pista que, invariavelmente, nunca falha: ache uma pessoa com a qual você goste de conversar muito e a toda hora. Com quem dividir experiências seja a melhor parte do dia. Se, junto a ela, qualquer assunto vale a pena ser debatido, mesmo que partilhado de pontos de vistas muito diferentes, você tirou a sorte grande. Está diante de um grande parceiro de jornada.
Quando o ouvir e o falar forem experiências tão gratificantes como segurar mãos quentinhas no exato momento em que sente muito frio, então, você deve estar bem perto de alguém muito especial de verdade.
E se, depois de algum tempo de relacionamento (vivendo juntos ou em casas separadas), os problemas de seu parceiro já se incorporaram aos seus, tornando aquele monte de meu e seu em um simples e superlativo nosso, então este companheiro, definitivamente, já faz parte da sua vida. E você parte da dele.
Porque amar implica estar acessível para uma conjunta produção criativa, capaz da alquimia de transformar coisas velhas, recrudescidas e, aparentemente, imutáveis em algo potencialmente novo, original e surpreendente. O bom-amor transforma o amado e o amante e converte as pequenas experiências banais e cotidianas em grandes e inesquecíveis eventos.
Cada um entra com o que tem de melhor. Se eu toco violão e você canta, podemos compor uma bela canção. Se eu desenho e você escreve, posso ilustrar seu livro e você comentar o meu. Um olha para o outro com genuíno interesse, imaginando o que pode fazer para torná-lo mais feliz. Se antecipa, considera, ampara e cura as feridas. As diferenças, os inescapáveis conflitos, precisam ser tratados com carinho e, acima de tudo, honestidade. Não vale fingir que tolera, que compreende ou aceita. Não cabem deslealdades como não bancar brigas produtivas – sim, elas existem! E só podem ser travadas entre pessoas que mantêm laços de confiança e apreço. Parece difícil mas, quando existe o desejo sincero, essas coisas simplesmente fluem da intenção para o gesto. Daí, você sai do lugar-comum, onde todos somos números e meras presenças, para um lugar de destaque no centro da festa.
Deixamos de ser unos para nos tornarmos plurais. De monocromáticos passamos a reproduzir cores que antes não sabíamos possuir. E, com alegria, vemos nossa caixinha de lápis se encher de cor abandonando, finalmente, o preto e cinza que encobriam nossa solidão. De simples nos tornamos complexos e tudo ganha um gosto infinitamente melhor.
Uma vida, então, não vale a pena ser vivida se não experimentarmos a doçura e a maciez do contato amoroso. Único e perfeito posto que humano.
Então… que tal arranjar uma grande amor pra sua vida? Mesmo que dure só enquanto permaneça a chama do encanto? Ou que resista por séculos como contam as lendas?
Experimentar este bálsamo através de um ou de vários amores, pouco importa. O estado amoroso nos torna melhores e mais generosos. É um indiscutível e poderoso estímulo para nosso sistema imunológico. E torna a vida muito mais colorida e saborosa.
~~EDEMILSON RIBAS~~
