Inseto
BEM -TE -VI
Quando o visualizei em voos mirabolantes, coletavas insetos no ar. Vivia bastante saudável na comunidade dos pássaros.
Depois de degustar o besouro,posado, num fio de luz, cantava louvores; feliz da vida. Que, apesar de repetir o mesmo cântico e gesto, não cansavam seus ouvintes.
Em seu cantar, me transmitia uma mensagem de paz,esperança fé e crença; quando na letra de uma canção repetia o refrão, dizendo que “bem me via”; quando eu não estava bem. E vivíamos bem, naquela doce ilusão.
Quisera eu ti ouvi-lo novamente!...Por muito tempo; ainda que seu repertório fosse o mesmo: Bem -te –vi. Pois do “bem”, não hei de me cansar.
Mas na fúria louca que se vive... Uma vida sem rumo e sem coração, ceifou-lhe à vida. Precocemente.
Hoje,quando ti vi caído e já aderido no asfalto quente,pelos pneus dos veículos; doeu em mim. Logo, interroguei-me: pode haver poesia num pássaro que já morreu? Pode. A poesia não morre com um ente; nem vive sem ele, ainda que morra.
Por isso, é que não devemos nunca, deixar de dizer: Bem- te- vi. Mesmo que o momento seja de lamento e dor.
O que me acalenta um pouco mais é saber que teus remanescentes ainda falam a tua língua e cantam a tua música. O representando na terra dos viventes. Desejam o bem a ti, na eternidade das aves, e a mim nesta vida efêmera; o mesmo que você desejava a todos nós em vida aqui na Terra: bem- te- vi.
(29.05.18)
O homem age como os animais, e insetos... Às vezes é uma abelha que dispõe o doce mel, ou te dá uma ferroada forte!
Tenho insetos gigantes no interior do sangue, eles são os instrumentos que rodam à volta dos órgãos principais e os tornam letais.
Se não incluirmos Deus em nossas vidas, qual será a diferença entre os humanos, os insetos ou, os animais? Um paralelo entre o comportamento de determinados grupos humanos e o comportamento dos seres “inferiores”, perceberemos a diferença. E se insistirmos na observação, desejaremos ser um deles!
Vou devorar todas as flores...
encontrar com o beija-flor
vou brincar com os insetos psicodélicos desse nosso imenso jardim.
Vou infestar o seu céu...
vou te tirar pra dançar.
Nossa dança perfeita
degustar de todo o néctar que tem tua flor.
O jardim de minha cabeça foi aberto.
De dentro de minha visão sai cores....
Vou devorar todas as cores, que tem a vida.
Minhas unhas traz vermelho chita.
Pois sou mulher, mas sou também menina.
Vou devorar...
devo...
devorar...
todas...
as flores.
Beija-flor.
Para depois da tempestade
Para um novo amor chegar
Para que entrem os insetos
Para aqui dentro desembolorar
Para ver melhor a lua
Para a rua poder entrar
Para assistir ao beijo na esquina
Para a menina tomar um ar
Para quem curte o sol
Para quem quer se soltar
Para que as plantas todas
Aos poucos possam se aproximar
Eu quero quebrar as paredes
Nós vamos quebrar
Havia no ar uma luminosidade surpreendente e o zumbido dos insetos, o canto dos pássaros e o riso das crianças enchiam o espaço; por toda a parte reinava a luz, a alegria, o desejo de viver, de ser feliz, de ser bom.
Os passarinhos sabem onde encontrarem água.
Os insetos bebem-a numa gota de orvalho...
E o homem polui-a e disperdiça-a!
Porque será que os insetos vivem a rodar,
As lâmpadas incadecentes,
Achando que perto dela serão contentes?
E não percebem que só estão a voar,
Para uma dor iminente?
Acho sou feito eles, só que um pouco diferente.
De fato, gostaria de ter esquecido:
Esse teu sorriso torto,
Mas desde que o vi tenho vivido,
Como um semi-morto,
Por não poder vê-lo diariamente,
Teu sorriso me deixou dependente.
Mas como não tenho tanta disposição,
Acabo enganando meu coração,
E te esqueço de vez em quando,
Só para ver se eu realmente mando,
Pois do jeito que as coisas estão indo,
Acho que me coração está me dominando,
E vou acabar nunca mais sorrindo.
Quero dizer, posso voltar a sorrir,
Mas primeiro para meu sorriso existir,
Tenho que vislumbrar novamente,
Esse sorriso torto que me faz tão contente.
Acho que me tornei um inseto a voar,
Ao redor de uma luz incadecente,
Que ultimamente não me faz bem algum,
Mas não consigo simplesmente parar,
Viciei nessa luz incadecente tão quente,
E reduz meus males a nenhum.
É seu sorriso é incadecente,
É de um vermelho ardente,
É o que me faz contente,
E tão por ti dependente.
Meus textos são meros insetos. Às vezes flutuam como borboletas, às vezes ferroam como abelhas, às vezes multiplicam-se como varejeiras.
vermes
De onde vem !
Tantos vermes...
Insetos ,
Que transformam
Alegria em tristeza
E tristeza em dor.
