Inquietude
Lá, causando mais perda que danos, a inquietude de meus anseios se mostrava como bailarina; dançava sob a lua por entre as carcaças do já extinto. Lá naquele vale onde minha infância conhecera a morte, restavam aqueles grandes monstros de outrora, ossadas gigantes do que um dia foram memórias e mágoas. Hoje, fossilizados e desfigurados no solo frio, não causavam mais medo, apenas espanto; ainda eram um lembrete de que caminharam em outra época - seres que não podiam coabitar com outros sentimentos mais leves que hoje em mim se acomodaram.
Senhor, torna essa mulher
a brisa refrescante no calor
da tormenta da minha inquietude.
Bem aventurado seja esse
ser que traz o céu para Terra
dando vida ao meu coração árido.
Da euforia a inquietude, tudo se resume...
A calma dos serenos, a lógica dos loucos
Os certinhos, os errados, o gosto delicioso da adrenalina
A beleza do diferente, aquilo que não é santo, que é humano
A completa ausência do medo, o gosto singular do imoral
Tudo que vem e não vai, que foi e que não mais voltará
Os perigos da noite, a segurança do dia...
O fio da navalha, viver no limite de tudo!!
Beber diretamente da fonte da sabedoria é para quem tem inquietude de espírito e paciência para absorver as verdades ocultas que o caminho árduo tem a oferecer aos justos e perfeitos de coração.
RETORNO (soneto)
De volta à minha vida de outrora
Há inquietude com o meu futuro
Tal, embora, o atual seja escuro
A intuição me diz pra ir embora
É assim, no raiar, uma nova aurora
Vai e vem, prevalece o afeto puro
Só na fé com compaixão é seguro
E na esperança que se faz a hora
Porém, se perde, também se ganha
Nas dores, se bate, também apanha
O próprio tempo que doutrina a gente
Pois no dever cumprido, vem o sentido
Da correlação, e ser mais agradecido
Hoje vou melhor, com amor mais ingente
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
copyright © Todos os direitos reservados
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol
Coronavírus, ou Covid-19,
monstro com lenda, para um dia se contar
que a pandemia é inquietude que promove
as quarentenas que nos vão enclausurar...
Quem sabe um dia me confesse em quarentena,
detrás do ar indesejado pelo medo,
ficando a ver a imodéstia mais pequena
e menos manhas nos debates em segredo...
Mas até lá, conter-me-ei no meu palpite,
sempre com fé no nosso Deus, lá das alturas:
que leve o mal e a entropia, sem limite,
e meta ordem neste excesso de loucuras.
"Ando meio confusa com o meu estado de espírito, a inquietude é a única que vem me acompanhando logo após da minha querida duvida que não me deixa em paz, ha esses momentos que me tiram o sono, ow coisa ruim de sentir! Problemas e mais problemas e nenhuma solução, qualquer dia desses apareço é submergidas a elas".
Difícil não pensar em como será o meu fim, homens de pouca fé são tomados pela inquietude por conta de alguns acontecimentos, sofremos de todas as formas, nunca estamos preparados para nada, e sempre estamos preparados para tudo, como isso acontece? Bom, isso acontece de acordo com o que nos convém.
Somos inconstantes, vivemos de momentos, quando tudo deveria ser uma história, uma história constante, não se deixe levar por alguns desejos que não nos leva a nada, busque algo que realmente tenha sentido e então permaneça firme até o fim, a bíblia fala: "Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida." Sabe o que significa isso?
Presumo que não, quando nos damos conta disso, não conseguimos sair da presença do Senhor, você pode até se afastar por algum tempo, mas logo ver que não há outro caminho, e sempre volta para os braços do Pai.
Cuidado, enquanto você deixa tudo para amanhã, tem mais envolvidos nesse caso, querem te destruir, e ainda não conseguiram, porque mesmo sem você pedi, Deus não permite que nada te aconteça.
INQUIETUDE
Dona coruja, cheia de rugas
em seu cacarejo... Pede ajuda
e na noite escura, com frescura
em cima de morro, estouro
Pedido de socorro...
Meu Deus, meus Deus
... Me acuda!
Pelas sombras sombrações
tudo cheio de tenções
lobos dragões
vidas cheias, supetões.
Já o curiango sem seu tango
faz o revoar de asas
em silencio, todo brando
... Lá vai o bando pela escuridão
o urro do lobo
ladrar de cão...
Topada no toco, escorregão.
Pela lama da poça d'água
pela noite enluarada
rompe a aurora
e vem com o dia, em euforia
ave-maria, ave-maria.
Antonio Montes
INQUIETUDE
O que me incomoda é este teu silêncio
de amar e se fazer amada
mas não me ama.
Você me olha quase falando
mas nada fala.
Teus gestos tem um quê!
mas eu não sei o por que
deste teu silêncio.
Desta chuva que cai, mas não molha
deste fogo que arde, mas não queima
deste vento que sopra tão forte,
mas não move sequer uma folha do lugar.
E você permanece imutável
sem saber que te amo,
deixando apenas o silêncio
falar por você...
E comecei a sentir uma leveza estranha... Tímida inquietude, estranhamente leve. Uma paz que tira o sono, um sono que rouba a paz! Calmaria que me agita e um agito que me acalma... Algo oscilando entre os pólos.
De repente passei a ter pressa... pressa de ir devagar!
O Discurso convence aos de pouca inteligencia!O silencio deixa no ar uma inquietude e duvida, Atitudes sinceras convencem um mundo todo!!
É TEMPORÁRIO
A efemeridade da vida
sempre nos chama,
traz inquietude e convida
a nos confrontarmos com um drama:
tudo passa, o tempo voa,
a mudança é permanente
e todo evento ruim
pode trazer experiência boa.
Não é imaturidade pueril
nem traço de esperança,
é raciocínio maduro e coração de criança.
Sem controle de itinerário,
sigamos a viagem isolados,
com a certeza de que é temporário.
A poesia é um risco para o papel em branco, mas é o que move essa inquietude humana de se expressar.
Que inquietude quando não estamos seguros de nossas dúvidas e perguntamos: são verdadeiramente dúvidas?
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