Injustiça
Essa sou eu, insatisfeita com injustiças e certa de que o mundo pode ser melhor se a gente quiser.
Não calo minha voz diante da morte e nem diante daquilo que fere outras pessoas. Arrependo-me quando erro, mas preciso aprender a pedir mais perdão.
Vivemos em um mundo onde infelizmente o mal e a injustiça predominam. Estou aprendendo à duras penas que são necessários desenvolver três recursos indispensáveis para se viver bem consigo mesmo: o desapego, o perdão e o amor. Sem essas três virtudes não andaremos a lugar algum, sequer teremos paz.
Vivemos numa esfera de injustiças onde ninguém sai sem liquidar a conta e sem levar seu plantio para o juízo supremo.
O coração é um dos músculos do corpo humano mais injustiçado, pois ele carrega a culpas das nossas emoções e sofre pelas consequências das nossas escolhas.
E mesmo assim, é ele que nos mantém vivos.
A Injustiça da Justiça
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A Justiça é cega e chorona,
Mas a Injustiça enxerga muito bem
E vive sorrindo à toa.
Quando se concretizar na mente dos homens que violência é a solução para injustiças e justiça se igualar a vingança, a vítima será toda humanidade.
Ninguém consegue perdurar na vida tão somente disseminando injustiças, violando direitos humanos; fique certo, um dia a conta chega.
Não fique triste com as injustiças que você sofreu; às vezes cicatrizes são necessárias para o fortalecimento humano
Do mesmo modo, afirmamos que os Estados imperialistas cometeriam um grave erro e uma injustiça inqualificável caso se limitassem a retirar de nosso solo as tropas militares, os serviços administrativos e de intendência cuja função era descobrir riquezas, extraí-las e enviá-las para as metrópoles. A reparação moral da independência nacional não nos deixa cegos, não nos alimenta. A riqueza dos países imperialistas também é nossa riqueza. No plano do universal, essa afirmação, como se pode presumir, não significa absolutamente que nós nos sentimos tocados pelas criações das técnicas ou das artes ocidentais. Muito concretamente, a Europa inflou-se de maneira desmedida com o ouro e as matérias-primas dos países coloniais: na América Latina, na China, na África. De todos esses continentes, ante os quais a Europa ergue hoje sua opulenta torre, partem há séculos, em direção dessa mesma Europa, os diamantes e o petróleo, a seda e o algodão, as madeiras e os produtos exóticos. A Europa é, literalmente, a criação do Terceiro Mundo. As riquezas que a sufocam são as que foram roubadas dos povos subdesenvolvidos. Os portos da Holanda, as docas de Bordeaux e de Liverpool especializados no tráfico negreiro devem seu renome aos milhões de escravos deportados. E quando ouvimos um chefe de Estado europeu declarar, com a mão no coração, que tem o dever de ajudar os infelizes povos subdesenvolvidos, não estremecemos de gratidão. Ao contrário, dizemos a nós mesmos: “É uma reparação justa”. Logo, não aceitaremos que a ajuda aos países subdesenvolvidos seja um programa de “irmãs de caridade”. Essa ajuda deve ser a consagração de uma dupla conscientização, conscientização por parte dos colonizados de que isso lhes é devido e, por parte das potências capitalistas, de que efetivamente elas têm que pagar.
Diante de um infortúnio qualquer todo mundo clama por justiça; mas o que fazer se a injustiça é essência do próprio sistema de justiça?
Eu tenho amor próprio, quando não permito ser humilhada, desprezada, injustiçada por ninguém. Valorizo os meus interesses em primeiro lugar.
Justiça que não é apartidária é igual a injustiça deliberadamente estabelecida e consagrada à margem da lei, da ética e da moral.
justiça politizada é injustiça consagrada para o mal da sociedade, por mais que ela lute em favor do bem maior de todos.
