A ingratidão: reflexões sobre esse comportamento

1856📜 "Ingratidão não faz parte de Mim. Então, agradeço Seu Lula, os Eleitores dele e o Ministro Que Não Se Intimida: esses são os verdadeiros Destruidores do TalDitoMito."

"Muitas vezes, quando o coração mais se dói de solidão e ingratidão, é que está mais próximo de Deus."


Escritor: Marcelo Caetano Monteiro.

"A ingratidão endurece o espírito. A gratidão, ao contrário, refina o caráter e ilumina o pensamento."

MIGALHAS DA GRANDE MESA.
A INGRATIDÃO DOS FILHOS E OS LAÇOS DE FAMÍLIA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Entre todas as dores que atravessam o espírito humano, poucas são tão lancinantes quanto a ingratidão dos filhos. A pobreza pode ferir o corpo. A enfermidade pode consumir os dias. As perseguições sociais podem dilacerar a dignidade. Contudo, quando o sofrimento nasce dentro do próprio lar, quando a frieza brota daqueles que receberam colo, alimento, renúncia e amor, a alma experimenta uma das mais profundas provas morais da existência terrestre.
O Evangelho Segundo o Espiritismo apresenta essa questão não apenas como drama psicológico ou conflito social, mas como fenômeno espiritual de longa duração, vinculado aos processos reencarnatórios, às leis de afinidade moral e às reparações do pretérito. A Doutrina Espírita desloca o problema da mera ótica biológica e o eleva à dimensão transcendente da consciência imortal.
A família, segundo o Espiritismo, não é simples agrupamento consanguíneo formado pelo acaso biológico. Antes de tudo, constitui reencontro de Espíritos ligados por afinidades, débitos, afetos, antagonismos e necessidades de crescimento mútuo. Muitas vezes, aqueles que hoje se chamam pai, mãe, filho ou irmão já estiveram unidos em existências pretéritas sob outras circunstâncias. O amor pode reunir. O ódio também. A reparação moral frequentemente reorganiza os vínculos que outrora foram destruídos pelo orgulho, pela violência ou pelo abandono.
É precisamente nesse ponto que o texto de Santo Agostinho adquire profundidade filosófica admirável. O Espírito que desencarna não abandona instantaneamente suas paixões. Leva consigo ressentimentos, desejos, tendências e marcas psicológicas profundamente sedimentadas. A morte não santifica ninguém. Apenas remove o invólucro físico. A individualidade prossegue sendo aquilo que moralmente construiu em si mesma.
Por essa razão, muitos Espíritos carregam para além do túmulo animosidades violentas. Alguns despertam para o arrependimento e compreendem que somente a caridade pode libertá-los da própria inferioridade. Entretanto, compreender não significa vencer imediatamente. A consciência vacila entre o desejo de renovação e os impulsos cristalizados do passado. Surge então o drama íntimo da reforma espiritual.
Em diversos casos, segundo a ótica espírita, o Espírito pede para renascer exatamente no seio da família daqueles a quem odiou ou por quem foi odiado. A reencarnação converte-se, assim, em mecanismo educativo da Providência Divina. O antigo adversário retorna como filho. O ofendido reaparece como pai. O perseguidor nasce sob os cuidados daquele que perseguiu. A convivência doméstica torna-se oficina de reconciliação.
Sob essa perspectiva, muitas antipatias aparentemente inexplicáveis da infância deixam de ser vistas como simples caprichos temperamentais. Existem crianças que, desde muito cedo, demonstram rejeição intensa, revolta desproporcional ou frieza afetiva sem causa aparente na atual existência. O Espiritismo interpreta certos casos como reminiscências emocionais profundas, impressões subconscientes oriundas de experiências anteriores ainda não pacificadas.
Tal entendimento não pretende estimular fatalismos psicológicos nem justificar abusos familiares. Pelo contrário. A Doutrina Espírita responsabiliza moralmente os pais pelo esforço educativo e afetivo destinado ao progresso espiritual dos filhos. A educação deixa de ser mero preparo intelectual e transforma-se em tarefa sacramental da alma.
O lar converte-se em laboratório moral.
Cada gesto dos pais modela estruturas psíquicas profundas na criança. A indulgência excessiva fortalece o egoísmo. A ausência afetiva alimenta inseguranças futuras. A violência verbal produz traumas silenciosos. A negligência moral favorece tendências destrutivas já existentes no Espírito reencarnante. Assim, o Espiritismo compreende que educar não é apenas ensinar regras sociais, mas auxiliar o Espírito a dominar suas imperfeições ancestrais.
A metáfora utilizada no texto é extremamente significativa. Os pais devem agir como jardineiros atentos, cortando os rebentos defeituosos antes que se transformem em raízes profundas. O orgulho e o egoísmo, se alimentados desde cedo, convertem-se mais tarde em ingratidão, insensibilidade e endurecimento moral.
Sob o prisma psicológico, percebe-se aqui extraordinária lucidez acerca da formação da personalidade humana. A infância constitui período de plasticidade emocional intensa. Tendências morais podem ser fortalecidas ou enfraquecidas conforme o ambiente afetivo, os exemplos familiares e os estímulos recebidos. O Espiritismo antecipa, em muitos aspectos, reflexões modernas sobre condicionamento emocional, desenvolvimento ético e estruturação psíquica da consciência.
Entretanto, o Evangelho Espírita também consola os pais que, apesar de todos os esforços sinceros, enfrentam filhos ingratos ou moralmente perturbados. Nem toda responsabilidade pertence à família atual. Existem Espíritos profundamente comprometidos consigo mesmos, resistentes ao progresso, que utilizam o livre-arbítrio para permanecerem estacionários. Nesses casos, o sofrimento dos pais converte-se em prova expiatória e testemunho de perseverança moral.
As dores domésticas possuem singular intensidade porque atingem diretamente o centro afetivo da alma. Há indivíduos que suportam heroicamente a fome, a miséria e as humilhações sociais, mas desmoronam diante da indiferença de um filho. Isso ocorre porque os laços familiares penetram regiões profundas da sensibilidade humana. O coração paterno e materno frequentemente ama sem condições, sem contratos e sem medidas.
Quando esse amor não encontra reciprocidade, instala-se uma das mais amargas experiências da existência terrestre.
Todavia, o Espiritismo procura impedir que a dor se transforme em desespero absoluto. A reencarnação relativiza o instante presente. O filho ingrato de hoje pode tornar-se amanhã o Espírito arrependido que retornará buscando reconciliação. Nenhum sofrimento é eterno. Nenhuma consciência permanece para sempre endurecida. A justiça divina opera através de séculos invisíveis ao olhar humano.
Há também dimensão sociológica extremamente relevante nesse ensinamento. Em épocas marcadas pelo individualismo exacerbado, pela dissolução dos vínculos familiares e pela cultura do imediatismo, a ingratidão filial tornou-se fenômeno cada vez mais recorrente. Muitos pais envelhecem abandonados emocionalmente. Tornam-se instrumentos utilitários descartados após cumprirem funções materiais. A sociedade contemporânea frequentemente estimula autonomia sem responsabilidade moral, liberdade sem dever e prazer sem gratidão.
O resultado inevitável é a erosão dos laços afetivos.
O Espiritismo propõe caminho oposto. A família não é prisão cármica destinada apenas ao sofrimento, mas instituição educativa da alma. É dentro dela que o Espírito aprende tolerância, renúncia, perdão, disciplina emocional e fraternidade. As imperfeições que emergem no convívio doméstico revelam precisamente aquilo que ainda necessita ser curado.
Por isso Santo Agostinho conclui exortando os pais a acolherem até mesmo os filhos difíceis como irmãos espirituais em processo de restauração. Muitas vezes, aqueles que mais causam perturbação são justamente os que mais necessitam de amparo moral. A família verdadeira não se define apenas pela harmonia natural, mas pela capacidade de permanecer unida diante das provas.
Existe profunda grandeza espiritual na mãe que continua amando o filho ingrato. Existe heroísmo invisível no pai que persevera orientando aquele que o despreza. Tais criaturas silenciosas carregam cruzes morais que raramente são compreendidas pela sociedade, mas que possuem elevado valor diante das leis divinas.
A ingratidão dos filhos não representa apenas falha afetiva humana. Em muitos casos, constitui reflexo de conflitos antigos ainda não resolvidos entre consciências imortais. E os laços de família, longe de serem acidentes biológicos passageiros, revelam-se instrumentos providenciais para a reconstrução do amor onde outrora existiram ruínas morais.
Porque, diante da eternidade, nenhuma lágrima sincera é inútil. Nenhuma renúncia amorosa permanece esquecida. E nenhum coração que verdadeiramente ama atravessa as sombras da existência sem recolher, mais cedo ou mais tarde, as claridades da redenção espiritual.

Fontes consultadas.
O Evangelho Segundo o Espiritismo
Santo Agostinho
O Livro dos Espíritos
José Herculano Pires
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"Não te preocupes com a ingratidão dos teus filhos. Se lhes deste amor, exemplos e consciência tranquila, cumpriste o teu dever. A gratidão é uma flor que desabrocha no tempo de cada alma; algumas florescem cedo, outras apenas quando a vida lhes ensina, pela dor, o valor daquilo que receberam."

"Não te preocupes com a ingratidão dos teus filhos. O amor verdadeiro não exige recompensa; continua sendo luz, mesmo quando aqueles que a recebem ainda não aprenderam a enxergá-la."

"Não te preocupes com a ingratidão dos teus filhos. A vida é a grande educadora. Um dia, compreenderão que o amor que hoje ignoram foi o mesmo que lhes sustentou os primeiros passos."

AS CHAGAS DA HUMANIDADE.

Meus queridos amigos e irmãos,
Quando a ingratidão dos sentimentos se revela em disparates com nível desleal para com Deus,em suas Leis providenciais e análogas por natureza,evolam-se de nós,vibrações negativas sem ter por fito,o desprendimento e o melhoramento de tamanha imperfeição,que se obscura por entre sentidos perdidos que escapam de uma profunda análise de consciência...
Na desfavorável forma,para que em meio as desilusões ou ainda mais preocupante ilusão das desigualdades,se resultar em regeneradora oficina,aonde de fato,se nos interliga o cadinho de cada instante,para promoção do bem comum!
Preocupamo-nos com os poderosos defeitos,que arrastam-se nos comprimindo no lamaçal do chão interior,onde nos detemos em debates em lamúrias e zizânias,que não acrescentam degraus em direção à liberdade feliz verdadeiramente.
Jesus,que é o "retrato de Deus",quando na terra,abrira os meigos e suaves lábios,sempre espalhando o perfume transcendental da Boa Nova,para nos acordar,no túmulo de nosso cerne,numa proposta vindouras que só mais tarde iríamos de fato compreender,afirmando:
- Só um coisa te é necessária,que busques primeiro o Reino dos Céus...
E coordenadas a isto,almas sem lucidez e mergulhadas num tom de busca da perfeição,sem ouvidos de ouvir,entregam-se em Homéricas batalha contra imperfeições pungentes,dentro que de mesmas...
Mas ainda só uma coisa é primordial,combater a causa das causas!
Encarando no deserto interior,porém debalde,incontroláveis inimigos em suas paixões principescas.
Mergulhadas em campo,determinadas a expurgar esses inimigos,ferozes e vorazes,que só sobrevivem porque nós os alimentamos,dando pérolas aos porcos nessas batalhas em que deveras vezes são desditosas e malogradas,se agigantam ante os sentimentos que se fazem jus,por desejarem a vitória,mas invariavelmente ainda perdemos por momentos a luta,poi não buscamos nas Santas palavras do Cristo,"Que só uma coisa nos basta..."
E com devaneios espartanos,pretensiosos levantamos espadas contra os moradores do nosso interior que são filhos da imperfeição de um casal cumpliciados um no outro,formando um só corpo em chagas a apodrecer a humanidade,conforme está muito bem elucidado pelas entidades de alta luz com o bom senso fidedigno do codificador Allan Kardec,nas páginas abençoadas no Evangelho Segundo Espiritismo no capítulo Vll...
Onde se ressaltam os pobres de espírito,esclarecendo que para objetivarmos com louvor o nosso ideal,em detrimento da humanidade em nome da paz e do amor,fazem-nos um alerta,que não combatamos os "filhos" do Orgulho e da Vaidade,pois que,são nestes que erradicam-se todas as nuances para conosco e para com as Leis Divinas!
Elejamos dentre tantas imperfeições que nos chafundam a que mais nos incomoda,façamos uma profunda viagem em nós mesmos e como cada um sabe de si,saberá que chaga maior está aberta dando vazão a tantas outras,então é nesta que concentraremos os nossos esforços para domá-la e as outras são apenas filhas deseducadas por esta.
Não nos percamos em campo bélico,levantando espadas,esquecendo que a força tenaz e aguda dos espartanos se encontrava nos escudos...
Por este prisma,damo-nos com convicção de que a matriz imperial dos defeitos,pede a espada e as filiais o escudo!
Travemos lutas com aquele que nos assola devastadamente levando-nos as tristezas...
concentremo-nos no orgulho e na vaidade,que são a ponta do iceberg e que causam mais danos às embarcações mais que o próprio corpo do iceberg que viaja silencioso e submerso.
Em buscando o reino dos Céus por primeiro,a alma já é iluminada,mas ao dar-se em sereno controle,apagando aos poucos estes dois inimigos que se apresentam,ela encontrará o reino prometido e de lá,não será mais iluminada,mas sim,astro luminoso a iluminar de si a humanidade.
Muita Paz!
Pelo espírito:José Maria.

⁠A ingratidão é problema do ingrato, e não de quem é bom. Faça o quê tiver de fazer se a pessoa for grata no final tudo bem, e se for ingrata também tudo bem. A ingratidão sempre será problema dela, e não seu.

Por que sofrer com a ingratidão, se o que te alimenta é o ato voluntário e não a pobreza do ingrato?

Quem ajudamos a chegar lá, e hoje a recompensa é pura ingratidão, sendo que mal sabe tal ingrato(a) que sem te-lo(a) nunca conseguiria sozinho. Aprendendo...surra. Para nossa sorte estas pessoas não tem poder de nos crucificar...

Inserida por LeonardoX2012

"Tanta ingratidão fruto da vaidade de um fútil coração."

Inserida por TaianeMS

Estou de partida . Arrumei as malas com vontade de ser feliz já, ingratidão e magoas eu deixei na sala de embarque .

Inserida por nattanpoire

" Soberba, apatia, ingratidão... São alguns motivos por muitos caírem da escada do sucesso sem ao menos subir no primeiro degrau." (Prz-M)

Inserida por PrezaMooca

A prática intencional da ingratidão e da injustiça revela a existência de maldade no coração.

Inserida por izzorocha

Acreditei mais na alegria do que na tristeza, apostei no perdão e condenei a ingratidão a ser banida da minha vida, optei pelo riso e desisti da melancolia, guardei as boas lembranças e apaguei as mágoas, resultado? Tudo ficou no mínimo mais fácil.

Inserida por vicarvalho

A ingratidão, a calúnia e a ignorância são moedas com que os inseguros do seu sucesso, os que pouco podem objetivar na vida, usam às vezes para compensar quem ousou tirá-los da lama, quem lhes deu de comer, beber e vestir e fez com que pudessem sonhar um pouco. Não se pode esperar que o mal lhe recompense com o bem, mas se pode recusar o pagamento. Eu recusei.

Inserida por user01

Nunca pare de lutar, não importa os desgastes ou a quebra da aliança que é a raiz da ingratidão.

Inserida por ElainoGarcia

Falar da ingratidão e da calúnia na chama da emoção é difícil. Por isso paro e analiso: revejo todos os sinais. Nunca deixaram de existir, mas nós sempre tentamos acreditar que podemos estar errados, que as pessoas necessitam de chances e que nosso auxílio vai lhes mudar a vida. Quando a realidade chega e seu computador queima duas vezes, você percebe que além de tudo, alimentava de energia uma vampiro. O bom de tudo é perceber e cortar o fluxo. Sem ar a pipa não voa. Sem gratidão a vida não anda. Sem pagar o que deve você nunca receberá mais do que a miséria.

Inserida por nilidis

"Ingratidão" um nome tão assustador e com tantos significados. Do mais leve ao mais pesado... E transmite um medo em suas extremidades, que me faz engulir seco só em pronunciar. Creio que seja uma das piores coisas do mundo. Quando você dá tudo o que tem, e o que não tem, pra que algo funcione... Quando deseja, infinitamente, que algum retorno aconteça, ou qualquer espécie de agradecimento da vida, é aí que fica mais dolorido ler essa palavra. Porque as pessoas não estão nem aí pra o que você fez. Qualquer grandiosa atitude é apagada num piscar de olhos por um erro bobo. E então eu olho pra cima, pra montanha que eu tenho que escalar, ou sem fantasias, pra um caminho difícil.

É como um fumante subindo uma escada grande em um dia ensolarado... No começo parece simples, depois de alguns degraus as pernas já começam a cansar, o pulmão pede insistentemente por ar e você sente que não vai conseguir. Olha pra cima e vê tudo que ainda tem que subir. Pensa por diversas vezes que não consegue, e ninguém sabe o quão difícil é subir, porque não está em ninguém a falta de ar, a garganta fechada e ardente. Está apenas em você. Mas com dificuldade você consegue subir mais alguns degraus, e ao olhar pra trás vê todo o caminho que já conseguiu traçar. E sente, em alguma parte do ser, que não pode parar. Porque parar no meio do caminho seria muito pior do que nem ter começado a andar. Porque parar seria algo fácil demais pra se fazer... e hoje em dia, só acontecem coisas difíceis. Então puxa um ar, que não sabe de onde vem, e com toda dedicação que cabe em um corpo, você termina de subir.

Demore horas, dias ou anos... A caminhada nunca é decretada em um tempo certo. Independe de qualquer determinação... É o destino que faz juz ao quanto você merece, e as vezes, sinto lhe dizer... quase sempre, ele lhe prega o pior dos defeitos já inventados... a ingratidão.

Inserida por srtagobeth