Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Acordo, advinha
Procura por ela
Isso por que sĂł fui
dormir depois de falar com ela
Também amo ela
NĂŁo vivo sem ela
SĂł penso nela
Por ela escrevo
Canto corro
Por ela respiro
Nela deposito confiança
Esperança
Amor
Dela eu sou
E ela Ă© minha
Ela Ă© linda
Ela Ă© carinhosa
Ela Ă© forte
Ă pequena
Nossa como Ă© pequena
Como Ă© grande o
Amor dela
De manhĂŁ Ă© maravilhoso
falar com ela
Bem, sĂł penso nela
Boa noite amor
Oi bom dia
Te amo
Como amo vocĂȘ
â Tenho sido tĂŁo repetitivo mas, nĂŁo hĂĄ manhĂŁs que a saudade de vocĂȘ chegue menos abrasiva. Ontem o carteiro apareceu deixando sua carta, caminhando devagar fui lendo trechos em que vocĂȘ dizia tambĂ©m estar guardando uma saudade. Disse ainda que sente falta dos meus braços e desconhece outros beijos e cheiros. Enquanto o cafĂ© esfriava reli dez vezes o trecho que vocĂȘ me queria para cuidar de ti, que meus carinhos de manhĂŁ Ă© o que vocĂȘ deseja e o meu amor ainda permanece nos seus lençóis. Ainda existe aquela parte de mim que vocĂȘ adora, aquela em que olho fundo nos seus olhos enquanto canto aquelas cantigas ou coisa assim, de um jeito ainda que sem jeito mas, que vocĂȘ entende que elas sempre principiam as nossas lembranças. Ainda acordo de manhĂŁ e lembro-me dos dias que nĂŁo envelheceram, das vezes que te segurava por mais um tempo nos mesmos braços antes de vocĂȘ sair e fechar a porta. DaĂ me afundo no travesseiro e peço silenciosamente que o sol continue nos deixando a mesma impressĂŁo e que o dia continue escorrendo sobre nĂłs ainda que na forma mais farpada de saudade porĂ©m, a nossa indizĂvel e absoluta verdade, o amor.
â Se vocĂȘ começa o dia pensando em girassĂłis jĂĄ Ă© uma boa justificativa para seu poço encher. Se o seu primeiro pensamento for a pessoa que vocĂȘ ama, renda-se entĂŁo sem demasiadas definiçÔes, avance naturalmente nessa estreita linha e cegamente continue olhando sĂł pra dentro. Se começar o dia sem exigĂȘncias, restaure o que for bom pra vocĂȘ e dessa forma suas verdades tomarĂŁo outras dimensĂ”es. Se começar o dia aceitando o que lhe Ă© imposto nĂŁo se permita ficar atĂ© o fim, afinal, nĂŁo existem problemas insolucionados.
â E lembrarĂĄs que nĂŁo sentiremos culpa, nĂŁo inventaremos maneiras para permitir que uma saudade opaca fique entrecaminho dos nossos dias futuros. NĂŁo amenizaremos nenhum sorriso, nem deixaremos encolhido, cinza e distante qualquer lembrança daqueles dias de inverno, dos momentos que deixamos nos pertencer Ă s solicitaçÔes de felicidade que chegava inteiro, consciente, todas as manhĂŁs que vocĂȘ acordava em mim e o dia por si recusava-se a nĂŁo estampar um cĂ©u claro e amarelo. HaverĂĄ tempo e os dias seguirĂŁo assim quando acordarmos de manhĂŁ, eu desenhando pingos de chuva e nuvens brancas enquanto vocĂȘ amontoa as estrelas.
â E se a saudade insistir muito em ficar aqui tentarei dobrĂĄ-la num gesto ou numa palavra e fugir num momento oportuno. O dia hoje apareceu meio escorregadio, me levando para vocĂȘ numa consciĂȘncia espreita e impossĂvel de recuar. Os pratos estĂŁo na mesa, os chinelos ainda estĂŁo pela casa e o carteiro ainda nĂŁo passou. Vou amenizando sua lembrança e deixando bem de leve aquele sorriso, distinguindo as surpresas para o dia. Vou esparramando sobre a mesa aquelas palavras que vocĂȘ me disse e dessa forma segurar forte comigo as satisfeitas lembranças que ficaram cercadas, impossĂveis de serem interrompidas. Talvez eu te espere naquele mesmo bar da esquina. Enquanto isso ficarei desvendando os segredos do dia, esparramarei um pouco mais de amarelo adornando essa tarde branca e silenciosamente ficarei com vocĂȘ, nesse pensamento indecifrĂĄvel, em primazia absoluta de te encontrar brevemente.
â Todas as manhĂŁs continuam sendo assim, vocĂȘ principiando meus pensamentos e eu impassĂvel de recuar. EntĂŁo penso que deva ser assim mesmo, vocĂȘ crescendo mais um dia e eu exigindo que o temeroso tempo me sirva soluçÔes e dessa forma, minhas primeiras horas permaneçam nesse mutismo. Deixo o Ăłbvio para aqueles que nĂŁo apreciam as surpresas e pra vocĂȘ eu trago um sol laranja, oscilando sentimentos na limpidez das suas palavras. Mando-te nuvens reestruturadas e nossa fotografia... Se por ventura o dia hoje decidir lhe exigir alguma coisa, escolha nosso atalho, aquele tangĂvel, recupere seu sorriso e escorregue atĂ© onde conseguir me encontrar. Eu continuarei aqui, inatingĂvel de asperezas qualquer, apenas te esperando para mostrar que os meus dias situam-se nas estradas surpreendentes que forçosamente eu escolher...
â De repente aqui
... a vida estava seguindo, da mesma forma leve e a frente. Jå estava satisfeito aonde cheguei, o que jå fiz, lugares vistos. Mas quando reencontrei uma antiga paixão meu mundo balançou e reiniciou o sistema. Os planos precisam incluir mais uma pessoa agora, alguém que voltou passando pelo tempo cheia de graça, mas jå fazendo a diferença hoje, no meu agora...
â Maçã do rosto
A forma como me trata
As palavras de uma mensagem de texto
Capazes de alterar minha mente
Acordando o que tenho de melhor
A ponta dos meus dedos
Passando por todo seu rosto
Suave pela maçã até os låbios
Uma peça Ășnica, de valor inestimĂĄvel
â FASCĂNIO (soneto)
Beija-me! O teu beijo ardente e brando
Entra-me o sentimento, intenso e forte
De arrepios e de suspiros, vivo, entrando
No afeto, e assim, acontecendo a sorte
Olha-me! O teu olhar, na alma radiando
Felicidade, luz, em um cĂĄlido passaporte
De ter-te aqui, e no querer ter-te amando
Onde a poesia e o poeta tĂȘm o seu Norte
Fala-me de sonho, de um lĂmpido recanto
Onde o trovar conversa com a lua cheia
E o teu fascĂnio adentra em meu verso
Beija-me! Olha-me! Fale-me! Ă encanto:
- de amor... de paixĂŁo. Prenda-me na teia
Do teu magnético e tão delicioso universo
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07/07/2020, 05â45â â TriĂąngulo Mineiro
Olavobilaquiando
â â Ana.
Como falta que se faz no peito,
Te espero,
AbstinĂȘncia,
Em minha boca permanece o gosto do seu beijo,
A consistĂȘncia da sua pele macia de menina,
E aquele cheiro delicioso do seu Ăłleo de banho,
Corpo nĂș enrolado na toalha,
Meu coração palpita,
Exita,
Pupila dilata,
VĂcio meu,
Sem rebordose,
Exata dose,
Amor,
Entre suas coxas me encontro,
Acerto o ponto,
Prazer,
Em te conhecer,
Ana,
NĂŁo me engana,
Faço-te minha mulher,
No cair da noite,
Até o amanhecer,
E como Ă© lindo o amanhecer da tua janela,
Envoltas no teu edredom,
Seu sorriso ilumina e aquece como o sol,
De dentro pra fora,
O calor do seu corpo,
Meu corpo,
Os seus cabelos que insistem em repousar sobre em meu rosto,
Até o adormecer.
â Caneta e papel,
NĂŁo tem surtido o efeito devido,
Necessidade,
Aflita,
De pronĂșncia,
Sem palavras,
Somente quietitude e violĂŁo,
Beira da praia,
SolidĂŁo,
AusĂȘncia de palavras,
Altitude de Amor.
â Nascemos como pedras preciosas brutas e necessitamos nos lapidar ao longo da vida. Somos predestinados, propositalmente falhos e incrivelmente resilientes. A vida vai muito alĂ©m da mera existĂȘncia, somos seres pensantes, donos de uma capacidade intelectual inimaginĂĄvel, filhos da terra e guardiĂ”es da alma humana. HĂĄ mais mistĂ©rios entre o cĂ©u e a terra do que a ciĂȘncia pode explicar. Somos muito mais que uma junção de ĂĄtomos. O corpo envelhece, adoece e morre. A alma Ă© atemporal e transcendental. Somos seres viajantes, seres em evolução. IncansĂĄveis na busca pelo sentido da vida e pelo o domĂnio da morte. Quando sonhamos acreditamos sermos eternos, os sonhos nos mantĂȘm sedentos pela vida, um verdadeiro presente que nos foi concedido. O medo Ă© o nosso bloqueio, mas a coragem nos liberta e a fĂ© nos move. Somos o capitĂŁo do nosso barco, navegamos pelo mar das nossas emoçÔes, por vezes calmo, por vezes revolto. Mas lembre-se: o vento estĂĄ sempre a favor de quem sabe navegar, entĂŁo quando a tempestade chegar nĂŁo se permita naufragar, ancore o seu barco no cais do amor e aguarde a bonança. Atravessei tempos difĂceis, inĂłspitos, tempestuosos, no entanto, com a certeza de que seriam transitĂłrios e de grande valia para minha evolução espiritual. Eu estava certa. Se vocĂȘ se descobrir, vocĂȘ se pode se reinventar.
â â CAJUĂNA-MENINA
(Ode Ă cidade de Teresina)
Diante de mim, a cajuĂna-menina
do campo, Moça meiga e valente.
Ă beira do Poti, a estĂĄtua imponente
do Cabeça de Cuia. Hora vespertina.
Mas o Riso de anjo da pequenina
atravessava a ponte, ĂĄguas correntes;
e o Rio ParnaĂba, Ă minha frente,
cortava a cidade-luz, Teresina.
E enquanto eu declamava Torquato
e Costa e Silva, rio abaixo, rio arriba,
quando nem havia ponte estaiada,
o Sol fulgurante, no artesanato,
vinha alçar-se, no céu, lå em riba,
brilhando no rosto de minha amada.
â "Conversem, vivam de forma recĂproca, nĂŁo esperem apenas pelo outro. Negar-se a agir nĂŁo irĂĄ melhorar seus laços, apenas abrirĂĄ uma porta para o orgulho."
â Sou um inconcluso receoso, atinando a coragem, um tolo em busca de consciĂȘncia, que conhece o pecado do desAmor, e ainda nĂŁo sabe o que Ă© amar. Sou humano.
âVez em quando, pego-me diante da nĂtida imagem de um beijo pujante. Beijo que ocorreria de um ensejo casual. Beijo que chegaria fortuitamente a dissipar toda timidez. Beijo que me conduziria Ă sua alma. Beijo indiscernĂvel e indefectĂvel. Beijo tĂŁo esperançado. Seu beijo...â â
â Me peguei pensando em vocĂȘ,
Em como o tempo passou.
Em como eu mudei e imagino que vocĂȘ tambĂ©m.
Em como tenho coisas para te contar.
Me peguei pensando no seu olhar,
No que fazer quando te encontrar,
Em como quero te abraçar
E, se assim fizer, o que vai dizer?
Serå que poderå entender, que meu amor sempre serå seu e de mais ninguém?
