Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Eu, que sempre fui dona de mim e das minhas vontades, tĂŁo pioneira e cheia de orgulho, vi Deus querer tudo de mim: das virtudes Ă s fraquezas, atĂ© tudo que eu mais amava e tinha certeza que de alguma forma me pertencia. Ele queria meu tudo mesmo jĂĄ sendo o prĂłprio Tudo. NĂŁo como um ato egocĂȘntrico, mas para que eu fosse cada vez mais Dele, por Ele e para Ele. Deus, que poderia ter tudo de quaisquer pessoas, operar grandes obras em quaisquer seres, quis logo de mim, criatura ingrata e infiel, grandes sacrifĂcios em nome do amor e me mostrou que mesmo com minha pequenez e misĂ©ria, eu deveria abandonar minha vida para servi-Lo. Meu corpo frĂĄgil e debilitado, minha mente bagunçada, confusa e depressa precisavam do seu toque cada vez mais porque a FĂ© que me sustentava vinha Dele e de mais ninguĂ©m. A FĂ© juntou os meus pedaços, Jesus os pegou e me restaurou, atravĂ©s daquilo que eu mais temia: o sofrimento.
â VocĂȘ jĂĄ imaginou como seria diferente a histĂłria do filho prĂłdigo se ele tivesse dois tios que o apoiasse e apontasse o defeito do seu pai? Talvez ele jamais tivesse se dado conta de como seu pai era importante em sua vida.
Ninguém ama mais um filho do que uma mãe. Nada se compara a esse amor.
Pois Ă© um amor que nĂŁo precisa de recĂproca para existir.
Ă um amor que tambĂ©m Ă© amor no silĂȘncio, na solidĂŁo e no desprezo.
â Sondando a razĂŁo,
eu quase sempre
me curvo a emoção.
Sentir nĂŁo cabe em palavras!
à deglutir fraçÔes inteiras,
de sensibilidade, e arrepios.
Ă acolher um infinito no peito,
é avançar do que foi pretendido.
NĂŁo brota de letras extensas,
mas jorra de intensidade.
Ă extrair de tudo um pouco,
sem extirpar sua identidade.
â Quando queremos muito alguma coisa isto de fato se torna real, mesmo que a nĂvel subconsciente e imaterial.
Somos capazes de sentir o cheiro, a presença,o sabor da felicidade, e sem perceber nos apegamos a esta falsa realidade.
Nos tornamos protetores e prisioneiros das histĂłrias que criamos,
e com isso perdemos, dias, meses e anos.
Mas em algum momento a magia se esvai,e quando isso acontece
deixamos tudo pra trĂĄs.
â NĂŁo sou mulher de voltar para histĂłrias que eu mesma concluĂ. Eu aspiro o novo em minha vida, e o velho, eu deixo ir.
â As palavras me somem
Entre as curvas das letras do teu nome
Que meu coração insiste pronunciar.
â O mais prĂłximo talvez
Finalmente consigo respirar, algo que, em tempos antigos era quase impossĂvel.
Minhas Ășnicas testemunhas foram as mais puras estrelas que brilham no cĂ©u.
O cĂ©u foi o meu Ășnico refĂșgio em tempos sombrios, ele me entende, nĂŁo questiona, e me dĂĄ o suporte preciso, sua grandiosidade, nĂŁo me intimida, ao contrĂĄrio, me abraça como se fosse um velho amigo.
TrĂȘs longos anos se passaram, e tudo o que posso dizer Ă© que o tempo cura. HĂĄ trĂȘs anos atrĂĄs, eu me culpava, por nĂŁo ser capaz de viver socialmente, eu me moldava para que outros me aceitassem, mudava minha personalidade, formando um persona. Eu odiava quem eu me tornava perto de outras pessoas, mas odiava ainda mais a solidĂŁo. Sim, ela me acompanhou por um longo tempo, ela era minha Ășnica e inseparĂĄvel companhia.
Quando estava em frangalhos e a solidão me acompanhava, tive apenas a minha própria sombra, à espera de uma salvação. Mas ao mesmo tempo em que a solidão me abraçava com seu manto escuro, ela me matava de pouco em pouco, matando minha personalidade, minha autoestima, minha autoconfiança e o pior, meu amor próprio.
Sinto que finalmente estou em paz comigo mesma, agora, eu respeito os meus limites, meus sonhos, ambiçÔes, meu corpo e cada pequena imperfeição tão perfeita. E depois de cada luta, lågrima, e pedidos de socorro, eu finalmente posso dizer que amo a mim mesma.
â Ă impossĂvel se afastar de Deus (O Todo) ... "vĂłs sois deuses" ... nĂŁo existe um Deus separado de vocĂȘ ... Eu Sou, esse Ă© o verdadeiro nome de Deus (O Todo) ... descubra o que vocĂȘ Ă©, e descobrirĂĄs que Eu Sou.
Kairo Nunes 20/10/2020.
â Ainda nĂŁo sei se te amo,
Ainda não te conheço muito bem,
Mais o que eu conheço,
Eu sei que amo!
â â NĂłs todos temos apenas trĂȘs vidas, aquela que vivemos, aquela que querĂamos ter vivido e aquela "eterna" que estĂĄ por vir.
â âșEm Um Luar
Em minhas andanças, te procurei sem saber
Caminhadas sobre pedras molhadas, meu viver
Pedi aos céus um sopro, pois estava cansado do sofrer
Meu bem, foi quando se apresentou, me entreguei
Criei, logo que em casa cheguei, um texto, que amei
A chuva batia em minha janela, como forma de convite
Estava, quem sabe, se oferecendo para refrescar meus pensamentos?
NĂŁo sei, meu bem, confesso que nĂŁo sei.
.
Senti um conforto quando a vi pela primeira vez
Parecia atĂ© premeditado, como se outrora, eu fora teu freguĂȘs
Deixei-a naquele simples, e agradĂĄvel banco de madeira,
E segui com minhas andanças, inspirado como nunca antes
LĂĄ, bem do alto, a lua me observava, todo saltitante, pensando bobeiras
Indagando ao ar se tu me amarias do jeito que sou, tĂŁo imperfeito
Quando abri minha porta, velhinha que sĂł, escrevi um texto, quando estava sĂł.
.
Passei a noite toda orquestrando o sonho
Quando enfim fechei meus olhos, me senti refugiado em asas de um anjo
Aconchegante, meu bem, imaginei que fosse o teu abraço
Mas, como poderia? Nunca o sentira antes, que estranho
Talvez, lå no fundo, meu coração ressoava teu nome
Curioso, mas, escrevi um texto dizendo que a amo.
.
Sortudo seria se, em minhas andanças, nos esbarråssemos de novo
Bem que poderia escutar um anjo me chamando de moço
E todo bobo, eu sussurrasse Ă distĂąncia, tesouro
Queria retornar ao meu porto, e dedicar a ti, versos soltos.
â ANTES DO ĂLTIMO
Que estros fugitivos me deixou aqui
No silĂȘncio... e a mim nĂŁo mais veio
Ilhando a trova sem frescor e asseio
Que me falta, e que por ele me perdi
Em que seda de lacuna me envolvi
Se hoje parece um sonetar alheio
Com palavras sem zelo, sem freio
E, em qual da imaginação remordi
Achei que fosse meu o teu prazer
E que no versejar eu fosse te ter
Eternamente, e vocĂȘ... de saĂda!
Partiste, bem antes do Ășltimo verso
E o soneto na imensidĂŁo submerso
E a emoção numa saudade perdida...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20/10/2020, 14â22â â TriĂąngulo Mineiro
â Somos presenteados por pessoas sensacionais em nossas vidas!
NĂŁo Ă© por acaso que na nossa vida somos super surpreendidos, de um jeito o qual nem sequer imaginĂĄvamos, de sermos agraciados por ser permitido colocar ao nosso lado, aquelas pessoas especiais de quem realmente precisamos. A amizade de um amigo, de uma amiga, fractais de alma, amores eternos, almas gĂȘmeas, seres de luz, ou simplesmente alguĂ©m, aquela pessoa que nos faz sentir bem, que vĂȘ em nĂłs o que temos de melhor, que procura nos entender em vez de julgar, que nos olha com ternura, que nos abraça e nos consola, que tem respeito pelo que somos e como nos encontramos. Paremos para perceber isso, e termos gratidĂŁo, coração e pensamentos puros, e nossa consciĂȘncia e mente abertas para aceitarmos esses maravilhosos presentes enviados para fazerem a diferença em nossas vidas. SĂŁo bĂȘnçãos enviadas pelo Deus eterno, e derramadas aqui para nĂłs!
Na busca por fama e engajamento, opiniÔes fogem da realidade.
DiscussÔes sem fundamento, fazem mentira ser verdade.
As pessoas estĂŁo doentes, tratando a vida de forma banal.
Tomando açÔes inconsequentes, nesse mundo virtual.
Parem apenas um instante, busquem entendimento.
O equilĂbrio nunca esteve tĂŁo distante, nessa falta de autoconhecimento.
A vida Ă© agora, o tempo que passa Ă© real...
NĂŁo joguem o AMOR fora, alegando que esse Ă© o âNovo normalâ.
â VocĂȘ quando me visitar, nĂŁo visita minha casa mas meu coração, se um dia vocĂȘ me roubou, acho que foi meu sono pois Ă© em vocĂȘ que penso todas as vezes quando acordo, vocĂȘ nĂŁo Ă© adrenalina mais tem a capacidade acelera meu coração e de me enche de saudades mesmo eu tendo lhe visto a poucos instantes.
â Quando entender que o outro Ă© vocĂȘ mesmo, em outro momento. VocĂȘ muda o seu conceito de vida e passa a observar o outro com compaixĂŁo e respeito.
