Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
O Sorriso Ă© uma flor que se semeia
Num mundo que ser quer um Jardim!
Ă das flores mais belas a que permeia
Aqueles que vĂȘem nela, nĂŁo jasmim
NenĂșfares, ou rosas a abrir
Mas a flor que nĂŁo teme o devir!
Flor de mil pétalas, mil aromas, mil cores
Da palete do arrojado sonhador
Que sonha cada manhĂŁ mil amores
E sabe que esta flor se chama Amor!
Nosso coração tem portas e janelas, por isso temos que saber para quem abrirmos. Diante disso, temos que investigar se hå frestas e se tiver devemos tampar, porque é exatamente pelas aberturas que nosso inimigo penetra e faz grandes estragos.
"Queria ser pedra, fria, dura, inabalĂĄvel.
Queria o nĂŁo sentir, o nĂŁo desejar, o nĂŁo carecer.
Sinto-me estĂșpida por nĂŁo o ser.
A cada aceleração cardĂaca por uma simples voz indicando sua chegada.
A cada inquietação causada pela ùnsia do toque que não vem.
A cada espera, ah a espera, por um olhar, uma palavra, um gesto, uma centelha.
Sinto-me cada dia mais frĂĄgil, dependente e tola.
Seria eu tola por sentir ou Ă© tolo quem nĂŁo sente?
NĂŁo sei ao certo, sĂł sei que sinto e dĂłi sentir."
Iasmin Borges
A vida se coloriu de arco-Ăris e eu me pintei de azul, que Ă© a cor dos olhos que eu sempre quis ter.
Sorrindo por descobrir que o amor existe, e por perceber que a vida nem sempre Ă© triste, saĂ cantarolando melodias de gente que soube compor em meio a dor.
Eu, meio sem jeito, igual ao passarinho saindo da casca do ovo onde se gerou, fui deixando gerar em mim o amor.
Todo conhecimento tĂ©cnico, empĂrico e filosĂłfico, verdadeiramente, me leva a apropriar-me da minha realidade e, me torna capaz para uma ação consciente.
ME MATE
Ate quando durarĂĄ o choro inexprimĂvel
Nas madrugadas pavorosas ?
Ainda nĂŁo aprendi prantear em silĂȘncio
Os devagantes solução brotam aos gemidos agonizantes
As pernas bambeiam
O nariz , coitado.
Teu coração amargo
Completamente espinhado
Tem nosso nome tatuado
Minha cama ainda com teu cheiro
Que maldade.
Os lençóis não são culpados
Eu sou !
Fiz expectativas demais
SĂł nĂŁo fui capaz
De pedi perdĂŁo
Por nĂŁo me entregar
E nĂŁo declarar
Diariamente
O amor que sinto
Por ti
Me mate agora!
A solidĂŁo Ă© muito cruel
O inferno céu
A morte nĂŁo Ă© tĂŁo ruim assim
Me mate
A saudade escraviza
E meu coração avisa
Que suportarĂĄ mais um pouco
Pesado
Cansado ...
Estou partindo
Consigo vĂȘ-la daqui
Mas morri pra nĂŁo te ver
Oque hei de fazer ?
Quero amar-te
Entrar no teu ser
E saber que lĂĄ resido
Perder-me no teu labirinto
Sem querer encontrar a saĂda
VocĂȘ tambĂ©m envelheceu,
Mas ainda continua aquela
Menina de sempre,
Ora comedida,
Ora inconsequente.
Ora
sabida,
Ora inocente.
Aquela menina que dizia me amar,
Sentada em um monte de sonhos,
Quando brincava de ninar.
simbiĂłtica da poesia
arquipoética
a
arte
da vida
faz parte,
arteiro poeta,
a musa arquiteta,
maestrina destâarte.
Ă© arte que atura a forma,
o espaço, é o astro agora,
astrolĂĄbio a guiĂĄ-la ao norte.
a musa abusa da mĂșsica
entoando a temĂĄtica
pela matemĂĄtica
na simbiĂłtica
da rota.
nota.
fĂĄ.
do pensamento ao lĂĄbio onomĂĄstico do poeta,
destarte, a arte concreta do arcabouço tÎnico
na mĂŁo do arquiteto biĂŽnico na arte histriĂŽnica.
faz bem aos olhos e ao coração arquitetÎnico
humano qual regala o bom humor estrangeiro,
brasileiro-nipĂŽnico, carioca-paulista de brasĂlia
ou de qualquer ilha, que maravilha de parnaso
a dar aso Ă asa do voador poeta-trovador, vaso
de flor de odorĂfico amor, Ă s vezes atleta jĂŽnico.
Ă s vezes desmedido atĂŽnito, menestrel, rei irĂŽnico.
o tudo, o nada, o prédio, o tédio, a alegria, a calçada
desregrada e regada, bem aguada, desperdiçada no tédio
do majeståtico prédio eståtico, extasiado altaneiro, compacto
brasileiro. arte que edita o seu valor hermafrodita e cosmopolita.
licença poética, social,
apoplética, especial.
cada arte com seu
menestrel
no intervalo
ao tropel cavalo.
bom senso do civil engenheiro
fiel companheiro de cĂĄlculo
preciso, quiçå, sem cålculo
no ĂłrgĂŁo renal, ao som do
ĂłrgĂŁo pascal, eclesial do
bem e do mal, o poema
entrelaça o todo da vida,
janela, lajota, vil janota
de dar nota na alegria
do tom maravilha, filhos
da musa, poética-poesia
denota qualquer bel heresia.
arte concreta, poesia herética,
fantasia frenética, fala eclética,
de cana, feijĂŁo cozido ao pimentĂŁo,
de cana libertina, liberdade assassina,
de velha jovem cega, menina, rico nobre,
de trabalhador honesto e pobre,
de jóia, de josé descalço, de joão,
se arquiteta o teto de toda criação,
movimentando-se pelo chĂŁo batido
sob asfalto no alto de seu sobressalto.
às vezes ao falso cadarço ao cadafalso.
o polĂtico, ladrĂŁo, traficante, nação pobre
nação que sobeja sobre velhaco ataĂșde
que ilude a nação mais nobre, porém,
atrĂĄs sempre vem o âbig bangâ
depois do velho trem.
assim se cria o planeta perneta
da costela de eva e doutras
tretas verdes e amarelas
repletas de sequelas.
adĂŁo jĂĄ era
nesta era.
jbcampos
" VĂĄ minha luz
rume para o alto
mesmo que eu possa apenas te olhar
brilhe
nasceste estrela
tudo que quero Ă© te ver brilhar...
...leve como o respirar,
este sentimento se instala,
cria forma, me abala
e continua sĂłlido,
como as rochas mais antigas...
Partida ao meio,
com marcas em desalinho
de um sonho rastejado,
tantas vezes desejado...
mas que acabou sozinho
sem um nĂŁo nem sim,
completamente ignorado...
Que seja eterno este sentimento
aberto, inteiro, verdadeiro e Ășnico.
Que sejamos, tu e eu, felizes
na cumplicidade de um amor sem limites...
Sua, luz
QuĂŁo bela se faz a luz que te toca,
um brilho radiante, mas nĂŁo como antes,
fĂłtons mais intensos, apaixonantes,
quem serĂĄ entĂŁo, aquele que mais provoca?
Tal lampejo nĂŁo Ă© nenhuma fofoca,
ainda menos, histĂłrias de viajantes,
nĂŁo aprecio apenas sermos amantes,
em que muro entĂŁo, o caminho se choca?
Tamanho resplendor me tornou cego,
um incerto, tomado pela ilusĂŁo,
mas sem mĂĄgoa, jĂĄ faz parte de meu ego.
No fim, mesmo que seja tudo ficção,
simplesmente à ninguém devo e não nego,
pois onde quero estar, é em seu coração.
DĂĄ-nos compaixĂŁo, Pai,
neste momento de dor.
Que os homens de bem
reconstruam suas vidas
e que a solidariedade
seja um elo de amor
aproximando a humanidade...
