Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

Posso viajar pelos campos
através dos påssaros e seus cantos
e bater as asas como um beija-flor

Inserida por niviarodrigues

AS LETRAS SÃO PAPÉIS ❀

As letras são papéis
Que ignoram os meu gritos

Gume afiado nas horas do desespero
Cortam as palavras escritas em silĂȘncio

Onde perdia a memĂłria no caminho
Que tento percorrer nas fragas de musgo

Noites sentidas na alma quando chegas
E te invento no vento entre os tormentos

Nos despojos quando a chuva aparece
Tu apareces cheio de fogo nos olhos

Nas flores, sardinheiras que nascem
Pelas letras de papel jĂĄ secas

Inserida por Sentimentos-Poeticos

Tenho um lugar
Onde vivem
SĂł eu e tu ❀
Um lugar
Sem lamento
Sem tristeza
Chama-se pensamento
Onde neste momento estou
Inundado de amor
Repleto de felicidade.

Inserida por Sentimentos-Poeticos

Adormece em mim ❀
Como o vento que faz lĂĄ fora
Nas soltas palavras entre a brisa
Que se sente em pensamento

Inserida por Sentimentos-Poeticos

"Com o egoĂ­smo, os homens vivem em luta perpĂ©tua; com a caridade viverĂŁo em paz. SĂł a caridade, servindo de base Ă s suas instituiçÔes, lhes assegurarĂĄ a felicidade neste mundo. Segundo as palavras do Cristo, sĂł ela tambĂ©m lhes pode assegurar a felicidade, porque encerra implicitamente todas as virtudes que os podem conduzir Ă  perfeição. Com a verdadeira caridade, tal como a ensinou e praticou Jesus, nem ciĂșme, nem maledicĂȘncia, nem apego exagerado aos bens deste mundo. Eis por que o Espiritismo cristĂŁo tem por mĂĄxima: "Fora da caridade nĂŁo hĂĄ salvação"."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)

"Os EspĂ­ritos nĂŁo sĂŁo, como muitas vezes se imagina, seres Ă  parte na Criação; sĂŁo as almas dos que viveram na Terra ou em outros mundos. As almas ou EspĂ­ritos sĂŁo, pois, uma sĂł e mesma coisa; donde se segue que quem quer que creia na existĂȘncia da alma, por isso mesmo crĂȘ na dos EspĂ­ritos. Negar os EspĂ­ritos seria negar a alma."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)

"Quando a alma estå unida ao corpo durante a vida, tem um envoltório duplo: um pesado, grosseiro e destrutível, que é o corpo físico; outro fluídico, leve e indestrutível, chamado perispírito. O perispírito é o laço que une a alma ao corpo; é por seu intermédio que a alma faz o corpo agir e percebe as sensaçÔes que este experimenta.
A uniĂŁo da alma, do perispĂ­rito e do corpo material constitui o 'homem'. A alma e o perispĂ­rito, separados do corpo, constituem o ser chamado 'EspĂ­rito'."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)

."Os Espíritos povoam o espaço. Constituem o mundo invisível que nos rodeia, em meio do qual vivemos, e com o qual estamos em contato incessante."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)

"Os EspĂ­ritos possuem todas as percepçÔes que tinham na Terra, porĂ©m em grau mais elevado, porque suas faculdades nĂŁo sĂŁo amortecidas pela matĂ©ria; tĂȘm sensaçÔes que nos sĂŁo desconhecidas; vĂȘem e ouvem coisas que os nossos sentidos limitados nĂŁo nos permitem ver nem ouvir. Para eles nĂŁo hĂĄ escuridĂŁo, salvo para aqueles cuja punição Ă© ficarem temporariamente nas trevas. Repercutindo nos EspĂ­ritos todos os nossos pensamentos, eles os lĂȘem como num livro aberto, de sorte que aquilo que podĂ­amos ocultar a alguĂ©m durante a vida, nĂŁo o podemos mais, desde o momento em que nos tornamos EspĂ­ritos."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)

"Os Espíritos conservam as afeiçÔes sérias que tinham na Terra. Sentem prazer em buscar aqueles a quem amaram, sobretudo quando atraídos pelo pensamento e pelos sentimentos afetuosos que lhes consagram, ao passo que são indiferentes para os que só lhes votam indiferença."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)

"Uma idéia mais ou menos geral entre as pessoas que não conhecem o Espiritismo é crer que os Espíritos, apenas porque estão desprendidos da matéria, devem saber tudo e possuir a soberana sabedoria. Isto é um erro grave.
Não sendo os Espíritos mais que as almas dos homens, não adquiriram a perfeição ao deixarem o seu invólucro terrestre. O progresso do Espírito só se realiza com o tempo e não é senão aos poucos que ele se despoja de suas imperfeiçÔes e adquire os conhecimentos que lhe faltam. Seria igualmente ilógico admitir que o Espírito de um selvagem, ou de um criminoso, de repente se tornasse culto e virtuoso, como seria contrårio à justiça de Deus imaginar que aquele permanecesse em perpétua inferioridade.
Assim como hĂĄ homens de todos os graus de saber e de ignorĂąncia, de bondade e de malvadez, tambĂ©m os hĂĄ entre os EspĂ­ritos. Existem os que sĂŁo levianos e brincalhĂ”es; os que sĂŁo mentirosos, velhacos, hipĂłcritas, maus e vingativos; outros, ao contrĂĄrio, possuem as mais sublimes virtudes e o saber em grau desconhecido na Terra. Essa diversidade na qualidade dos EspĂ­ritos Ă© um dos pontos mais importantes a considerar, pois explica a natureza boa ou mĂĄ das comunicaçÔes que se recebem. É sobretudo em distingui-los que nos devemos empenhar. (O Livro dos EspĂ­ritos, nÂș 100, "Escala EspĂ­rita". - O Livro dos MĂ©diuns, capĂ­tulo XXIV.)"
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)

"Os EspĂ­ritos podem manifestar-se de muitas maneiras diferentes: pela visĂŁo, audição, tato, por ruĂ­dos, movimentos de corpos, escrita, desenho, mĂșsica, etc. Manifestam-se por meio de pessoas dotadas de uma aptidĂŁo especial para cada gĂȘnero de manifestação, conhecidas pelo nome de mĂ©diuns. É assim que se distinguem os mĂ©diuns videntes, falantes, audientes, sensitivos, de efeitos fĂ­sicos, desenhistas, tiptologistas, escreventes, etc. Entre os mĂ©diuns escreventes hĂĄ numerosas variedades, conforme a natureza das comunicaçÔes que eles sĂŁo aptos a receber."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)

"O fluido que compĂ”e o perispĂ­rito penetra todos os corpos e os atravessa, como a luz atravessa os corpos transparentes; nenhuma matĂ©ria lhe constitui obstĂĄculo. É por isso que os EspĂ­ritos penetram em toda parte, nos lugares mais hermeticamente fechados. É uma idĂ©ia ridĂ­cula crer que eles entrem por uma pequena abertura, como o buraco de uma fechadura ou o tubo da chaminĂ©."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)

"Embora invisĂ­vel para nĂłs em seu estado normal, o perispĂ­rito nĂŁo deixa de ser matĂ©ria etĂ©rea. Em certos casos o EspĂ­rito pode fazĂȘ-lo sofrer uma espĂ©cie de modificação molecular, que o torna visĂ­vel e mesmo tangĂ­vel; Ă© assim que se produzem as apariçÔes. Esse fenĂŽmeno nĂŁo Ă© mais extraordinĂĄrio que o do vapor, invisĂ­vel quando muito rarefeito, e que se torna visĂ­vel quando condensado.
Os EspĂ­ritos que se tornam visĂ­veis apresentam-se quase sempre sob a aparĂȘncia que tinham em vida, o que permite sejam reconhecidos."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)

"É com o auxĂ­lio de seu perispĂ­rito que o EspĂ­rito agia sobre o seu corpo vivo; e Ă© ainda com esse mesmo fluido que ele se manifesta, agindo sobre a matĂ©ria inerte, produzindo ruĂ­dos, movimentos das mesas e de outros objetos, que levanta, derruba ou transporta. Esse fenĂŽmeno nada tem de surpreendente se considerarmos que, entre nĂłs, os mais potentes motores se acham nos fluidos mais rarefeitos e, mesmo, imponderĂĄveis, como o ar, o vapor e a eletricidade.
É igualmente com o auxĂ­lio de seu perispĂ­rito que o EspĂ­rito faz que os mĂ©diuns escrevam, falem ou desenhem. NĂŁo tendo corpo tangĂ­vel para agir ostensivamente quando quer manifestar-se, serve-se do corpo do mĂ©dium, de cujos ĂłrgĂŁos se apodera, fazendo-os agir como se fosse seu prĂłprio corpo, e isto pelo eflĂșvio fluĂ­dico, que sobre ele derrama."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)

"Os Espíritos Superiores só se ocupam das comunicaçÔes inteligentes, tendo em vista a nossa instrução. As manifestaçÔes físicas ou puramente materiais são atribuídas mais especialmente aos Espíritos inferiores, vulgarmente designados sob o nome de Espíritos batedores, como, entre nós, os golpes de mågica são próprios dos saltimbancos, e não dos cientistas."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)

"Os EspĂ­ritos sĂŁo livres. Comunicam-se quando querem e a quem lhes convĂ©m e, tambĂ©m, quando podem, pois nem sempre isto lhes Ă© possĂ­vel. 'NĂŁo estĂŁo Ă s ordens e ao capricho de quem quer que seja, e a ninguĂ©m Ă© dado fazĂȘ-los vir contra a sua vontade, nem a dizer o que querem calar'. DaĂ­ por que ninguĂ©m pode afirmar que um EspĂ­rito qualquer virĂĄ a seu apelo em determinado momento, ou responderĂĄ a esta ou Ă quela pergunta. Dizer o contrĂĄrio Ă© provar absoluta ignorĂąncia dos princĂ­pios mais elementares do Espiritismo. SĂł o charlatanismo tem fontes infalĂ­veis."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)

"HĂĄ pessoas que obtĂȘm regularmente e, de certo modo, Ă  vontade, a produção de alguns fenĂŽmenos. Contudo, Ă© de notar-se que sĂŁo efeitos puramente fĂ­sicos, mais curiosos que instrutivos e que se produzem constantemente em condiçÔes anĂĄlogas. As condiçÔes nas quais sĂŁo obtidos sĂŁo susceptĂ­veis de inspirar dĂșvidas sobre a sua realidade, tanto mais legĂ­timas quanto em geral sĂŁo objeto de exploração, sendo difĂ­cil, muitas vezes, distinguir-se a mediunidade real da prestidigitação. FenĂŽmenos de tal gĂȘnero podem, no entanto, resultar de uma mediunidade verdadeira, porque Ă© possĂ­vel que EspĂ­ritos de baixa categoria, que em vida fizeram disto uma profissĂŁo, se deleitem nesses tipos de exibiçÔes. Mas seria absurdo pensar que EspĂ­ritos de certa elevação se divertissem em ostentar-se.

Isto nĂŁo infirma absolutamente o princĂ­pio de liberdade dos EspĂ­ritos. Os que assim vĂȘm o 'fazem porque isto lhes agrada, e nĂŁo porque sejam constrangidos'. Desde que a sua vinda nĂŁo mais lhes convenha, nenhum efeito se produzirĂĄ, mesmo que o indivĂ­duo seja verdadeiramente mĂ©dium. Os mais poderosos mĂ©diuns de efeitos fĂ­sicos passam por perĂ­odos de interrupção de sua faculdade, independentes de sua vontade. Isto jamais acontece com os charlatĂŁes.

Aliås, mesmo supondo reais, esses fenÎmenos não passam de uma aplicação 'muito parcial' da lei que rege as relaçÔes do mundo corporal com o mundo espiritual. Mas, em si mesmos, 'não constituem o Espiritismo', de sorte que a sua negação não invalidaria absolutamente os princípios gerais da Doutrina."

Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)

"Certas manifestaçÔes espĂ­ritas se prestam mais facilmente a uma imitação mais ou menos grosseira. Mas, por terem sido exploradas, como tantos outros fenĂŽmenos, pela astĂșcia e pela prestidigitação, seria absurdo concluir que nĂŁo existam. Para quem estudou e conhece as condiçÔes normais em que podem produzir-se, Ă© fĂĄcil distinguir a imitação da realidade. AliĂĄs, a imitação jamais seria completa e nĂŁo pode iludir senĂŁo o ignorante, incapaz de perceber as nuanças caracterĂ­sticas do fenĂŽmeno verdadeiro."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)

(O espiritismo em sua expressĂŁo mais simples e outros opĂșsculos de Kardec / por Allan Kardec; [tradução de Evandro Noleto Bezerra]. - BrasĂ­lia: FEB.)

"As produçÔes de espectros nos teatros foram apresentadas injustamente como tendo relaçÔes com a aparição dos Espíritos, dos quais não passam de grosseira e imperfeita imitação. Hå que se ignorar os primeiros elementos do Espiritismo para aí ver a menor analogia e crer que é com isto que nos ocupamos nas reuniÔes espíritas. Os Espíritos não se tornam visíveis à ordem de ninguém, mas por sua própria vontade e em condiçÔes especiais, que ninguém tem o poder de provocar."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)

(O espiritismo em sua expressĂŁo mais simples e outros opĂșsculos de Kardec / por Allan Kardec; [tradução de Evandro Noleto Bezerra]. - BrasĂ­lia: FEB.)