Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Causar ciĂșmes
estraga o amor,
Prefiro ser
a poetisa dos seus dias,
Florescer de alegria
como a Cina-Cina
e para que vocĂȘ
nĂŁo pense por nenhum
segundo me perder.
â Se for correr atrĂĄs
do amor que seja
ao redor de uma
Pitangueira cheia
de pitangas doces,
E no final ganhar
muitos beijos
como recompensa
â O seu amor tem sabor
de Grumixama Amarela,
Foi ele quem me fez poeta
e nunca mais consegui
colocar os meus pés na terra.
Garopaba
â
No lugar abençoado
onde vivia o Ăndio CarijĂł,
o amor da tua gente nĂŁo me deixa sĂł.
Na terra de praias tĂŁo belas
onde guarani era a tribo,
nas areias escrevi o meu destino
e resolvi permanecer contigo.
Em pleno Descobrimento do Brasil
viraste abrigo para fugir do temporal
e enseada de barcos
em pleno paraĂso austral
da gloriosa Pindorama Nacional.
Com a vinda da maioria
dos açorianos oriundos da terceira
ilha tu encantaste com toda
a maravilha e se tornou
Armação de São Joaquim de Garopaba
e depois a freguesia que virou vila.
Garopaba, minha cidade linda,
que antes era uma armação baleeira
e virou santuĂĄrio da baleia franca,
um sopro magnĂfico de esperança
no coração de quem crĂȘ
na força da vida com o mesmo
olhar puro de uma criança.
Garopaba, minha enseada poética,
a tua gente a minh'alma abraça
e com gentileza o meu coração leva;
a tua HistĂłria, os teus sabores
e tua Natureza preenchem
com toda a beleza e dĂŁo sentido
para a minha prĂłpria existĂȘncia
sem pesares e todos os amores.
â Aguardando o ideal
tempo romĂąntico
para te aconchegar
no divino refĂșgio
do meu amor divino,
Colhi uma Gila madura
para fazer doce poético
para mimar o paladar
porque temos um
ao outro para se aninhar,
Embora o amor
viva de emergĂȘncia,
também faz escola ao esperar.
â Morrendo de amores
pelo teu amor,
Sem nos preocupar
com nada,
Uma cesta com
sabores da terra
sob uma toalha
quadriculada debaixo
de um Pau-Ferro,
Ă neste mundo
o quĂȘ mais eu quero.
â Como um Araticum
buscar florescer e frutificar
na beirinha do riacho
tranquilo do teu amor,
E multiplicar o desejo,
me render ao abraço sedutor,
expandir o fascĂnio,
a mĂștua conquista celebrar
e em ti escrever poemas sobre amar.
â Buscar CajĂĄs frescos
para te seduzir,
Te beijar com
poesia para o teu
amor encontrar,
E quem sabe um
dia a gente se casar.
â O CamboatĂĄ-Branco doa
a sombra poética e inspira,
Te quero com amor
e sempre com toda energia,
De longe jĂĄ percebo
que me deseja como companhia
nĂŁo sĂł para um momento,
e sim para toda a nossa vida.
â Dançam as flores
da Espinheira-Santa,
Ser como o vento
que tudo balança,
Ser o poema de amor
que te alcança,
Assim se sagra
a bonita esperança.
â Um caminho com
Louros Pardos floridos,
O teu coração o tempo
todo transbordando de amor,
Com vocĂȘ irei nĂŁo
importa para onde for,
Desde que nĂŁo falte
amor e o bom humor.
â VocĂȘ trouxe uma
muda de Guatambu,
Em troca escrevi
um poema de amor
e de volta ganhei
o seu beijo e o seu calor.
O teu aroma de amor
vem pairando no peito,
As Perobas do Campo
saĂșdam gentis o tempo,
Chovendo tanto a poesia
regente tem sido o privilégio,
Com ela nĂŁo hĂĄ contratempo
quando se sabe o destino certo.
â O meu poema Grimpeirinho
se alimenta de um Ășnico
fruto que Ă© o seu amor divino,
E nasceu feito para dar asas
e voar com a sua imaginação.
â NĂŁo Ă© pedir
muito querer
fugir do mundo,
Encontrar a paz
na Toca do Cabo:
Poema de amor
legionĂĄrio ao teu lado.
â O poema e a poesia
se assemelham
a florada da Quaresmeira,
A paixĂŁo e o amor
de igual poética maneira,
VocĂȘ nĂŁo vai me tirar
do seu coração e da sua cabeça
nem mesmo que vocĂȘ queira.
