Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Triste eu nĂŁo fico
Eu dou qualquer motivo pra felicidade
Eu canto uma canção de amor,
Eu planto uma flor, eu faço uma viagem
Que solidĂŁo que nada, eu flerto com a lua
Paquero as estrelas até de madrugada...
A minha namorada ainda nĂŁo Ă© minha
Mas sorrir e se despe enquanto
Caminha suave na minha direção
Nos momentos mĂĄgicos das minhas fantasias...
Ou na monotonia da minha solidĂŁo
â Estive pensando o que Ă© o amor, aliĂĄs vivo meditando sobre isso...
vivo matutando... talvez ele se guarde na temperatura suave das manhĂŁs,
talvez viaje Ă velocidade de cometas ou meteoros como veĂculos de luz e calor no nosso sistema solar, talvez se esconda na solidĂŁo sob pretextos de ansiedades sob os tons cinzas de tardes chuvosas que se derramam melancolicamente nas vidraças. Talvez nas incertezas e inseguranças que constitui a alma humana nasça esse sentimento... talvez nas paixĂ”es; nĂŁo naquele sentimento de possuir, de consumir e sim de perceber, de preservar, de deixar seguir, de alimentar e tornar, melhor; talvez seja esse o elo que nos dĂĄ a semelhança divina e nos traz a capacidade de amar...
CAMBAXIRRA
NĂŁo existe vida sem poesia...
Sem vida nĂŁo existe
amor, paixĂŁo e fantasia
sem ĂĄgua e ar a gente repousaria...
mas sem poesia aonde esta ave pousaria?
â
â Salvo: Ter, 08/06/2021 12:38
Aproveite a noite se nĂŁo for amor, se for amor, aproveite a noite, durma bem e sonhe com os anjos, certamente ela me diria isso; essa pessoa existe e certamente anda por aĂ pelas praças; contemplando os jardins e fontes e observando os bustos e catedrais. Essa pessoa existe; Ă© romĂąntica e sonhadora, gosta de poesia, deve ter lido muito fotonovela, livrinhos de faroeste e contraespionagem ou talvez nĂŁo tenha tido essa sorte de alcançar este tempo, mas assistiu muito novelas e deve ter chorado com a dor de seus personagens preferidos e com a saudade deles quando essas novelas se acabavam. A poesia estĂĄ no seu olhar, nas suas palavras, ela respira poesia e provavelmente chora com certas cenas de filmes, trechos de livros e da vida real e certamente se deprima com a destruição da fauna e da flora. Essa pessoa caminha pelos bosques e se encanta com o canto das aves e sofre com o extermĂnio dos Ăndios; tem um nome exĂłtico, que nos remeta Ă s lembranças de nascente e poentes, Ă s vertiginosas altitudes que formam vales romĂąnticos que sopram brisas suaves nas tardes mornas, silenciosas e aconchegantes, por onde certamente corram boatos de extraterrestres e seus discos voadores reluzentes. Essa pessoa cantarola no banheiro mĂșsicas romĂąnticas como se fossem trilhas sonoras de momentos inesquecĂveis de sua vida ou de momentos que ela imagina no futuro, sonha e sente saudade de pessoas, da ingenuidade do passado, pipas, bolas de gude, petecas, bolas de meia; entes queridos que partiram, dos que foram embora, dos que disseram adeus, dos que sumiram e se perderam na sua indiferença. VocĂȘ que espera alguĂ©m, saiba que essa pessoa existe; vocĂȘ que sĂł aproveita a noite porque ainda nĂŁo se encontrou nos seus abraços, vocĂȘ que nem sabe que espera porque se acomodou com as garrafinhas de cerveja e administra atitudes agressivas de palavras rĂspidas, essa pessoa existe e Ă© alguĂ©m que vocĂȘ pode falar dos seus sonhos, dos seus erros dos seus tropeços; alguĂ©m que vocĂȘ vai poder olhar nos olhos, e apesar de todo tempo perdido ainda vai te restar uma eternidade para ser vivida, mesmo que sĂł te reste um dia para viver.
â NĂŁo posso te falar de amor,
nĂŁo posso te falar de amor
o meu amor Ă© tĂŁo calado,
Ă© tĂŁo mudo, tĂŁo silente, tĂŁo oculto
o meu amor Ă© a periferia perigosa,
pisa em ovos,
olha de soslaio,
fala sozinho com essa multidĂŁo de becos,
travessas e vielas
essa multidĂŁo que nĂŁo ouve,
nĂŁo fala e nem escuta falar de amor
â NĂŁo tenho medo mais da solidĂŁo,
jå enganei meu coração
que posso ser feliz sem teu amor
se as noites sĂŁo vazias eu penso assim,
e penso, assim eu vivo esta ilusĂŁo.
â Poetas sĂŁo como gatos, tĂȘm sete vidas, mas quando se morre de amor perde-se todas de uma Ășnica vez
â SUA AVE
Seja suave, ave o amor, Ave Maria
ave a ave, a aeronave desliza
cheira o pavĂȘ , prazer apraz
saia godĂȘ, nunca mais me fale
como a vida pode valer a pena,
apenas gire nessa ciranda,
babados e rendas,
flor de algodĂŁo, samambaias,
costelas de Adão, perfume leve de açucena
saia godĂȘ de algodĂŁo seja suave,
ave a paixĂŁo, olhar o mar e amar olhar,
querer a vida assim ĂĄvida nesse querer
mas nada nada incĂłlume nesse mar de ansiedade,
seja suave, nĂŁo saia assim
saia godĂȘ seja suave, seja sua a ave,
o beija-flor, o jardim, a iguana
tudo o que for essĂȘncia,
tudo o que fizer eco nesse ecossistema
Saia godĂȘ, flor de algodĂŁo,
banhado em orvalhos da madrugada,
tecido suave preso Ă cintura
onde a brevidade do que se faz breve,
breve se farĂĄ ternura...
Do Amor que Foi ao Amor que Sobrou
â Pobre amor genuĂno,
tĂŁo desejado, tĂŁo admirado â
coração corado, vivo e cheio de amor para distribuir.
Secou.
Te sugaram.
E agora sobrou um coração frio e narcisista.
NĂŁo te sobrou amor para distribuir,
porque vocĂȘ o gastou em si mesma.
Fez certo.
Mas seu amor verdadeiro ficou com os restos â
restos que vocĂȘ nĂŁo gostaria de lhe dar,
porque sĂŁo restos.
E ela nĂŁo merece restos.
O peso do amor nĂŁo entregue
Era uma vez...
Uma vez, em um ano qualquer, nasceu uma menina cujo sonho era fĂsico e distante â e o sonho do seu coração, quase impossĂvel.
Seu coração desejava, quase que desesperadamente, ser amado por alguém de verdade, pois aquele coração tinha muito amor para dar, e ele não aguentava o peso de tanto sentimento.
Ele sĂł queria distribuir.
Mas o cérebro da menina não permitia.
Precisava ser a pessoa certa â ou, pelo menos, alguĂ©m que nĂŁo fosse superficial, como o tempo em que ela vivia.
E, pelo menos até hoje, ela não teve um "felizes para sempre". Ainda não.
E, sinceramente, nĂŁo sei se terĂĄ.
Talvez, um "feliz para sempre"... sozinha.
â
Nunca lerei meus poemas para ninguém.
Somente aqueles que a dĂĄdiva do amor pela arte for cultivada pelos mesmos terĂŁo acesso a sentimentos tĂŁo profundos.
Se, por um acaso, tamanha audĂĄcia caia sobre mim, saberei que "nunca" Ă© tempo demais, que pode existir um tempo onde as pessoas serĂŁo mais cultas, sensĂveis na medida certa, que levarĂŁo com seriedade algo tĂŁo profundo como poemas. EnxergarĂŁo quĂŁo raro Ă© â e belo â ser capaz de se expressar por trĂĄs de palavras enigmĂĄticas. Se expressar com palavras...
Se um dia tamanha audåcia caia sobre mim, e os tempos forem os mesmos, saberei que meus sentimentos estarão protegidos por trås do véu da interpretação. Só aqueles que cultivam o dom do amor pela arte terão o privilégio de entender minhas palavras, e enxergar o que hå além delas.
â Sem amor, a vida deixa de ser uma existĂȘncia para ser uma sobrevivĂȘncia.
Assim tambĂ©m, uma existĂȘncia sem objetivos Ă© vazia, subexistencial.
â Os meus sentimentos eu nĂŁo escondo, sĂŁo tĂŁo evidentes no meu olhar. O amor Ă© perfeito, habita o peito ( Ă© como uma canção de ninar).
â â O amor Ă© lĂmpido e cristalino; Ă© mais doce que o nĂ©ctar mais puro e mais puro que os sonhos de um anjo. O amor nĂŁo Ă© egoĂsta, nem covarde, nem obstinado, nem irracional, nem vingativo, nem ingrato e nem falso, pois o altruĂsmo Ă© um componente essencial de sua divina essĂȘncia, dĂĄdiva de Deus.
â A pessoa que guarda rancor nĂŁo estĂĄ aberta ao amor e nem disposta a perdoar, pois estĂĄ muito ocupada alimentando vingança e Ăłdio no coração negro.
