Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Como nĂŁo viver o amor
se o amor Ă© o ar que respiramos
como nĂŁo comer se do amor nos alimentamos
como nĂŁo querer
se o amor Ă© o verbo e o substantivo...
AMOR
como nĂŁo viver o amor
se o amor Ă© o ar que respiramos...
como nĂŁo comer
se do amor nos alimentamos...
como nĂŁo querer
se o amor Ă© o verbo, Ă© o substantivo...
como desanimar, o amor Ă© lenitivo...
o amor é uma escada que te leva ao céu,
sĂŁo as asas que de uma forma
ou de outra Deus deu ...
o amor Ă© contemplar e perceber grandes feitos,
Ă© desejar ajudar e perdoar os defeitos...
amor Ă© a essĂȘncia maior do ser humano,
a maior proeza dos fortes Ă© dizer te amo...
O QUE Ă O AMOR
nada do que disseram antes
nada do que dirĂŁo depois
nada do que calaram sempre,
nada do que bradaram os profetas
nada do que foi promessa
nada do que negaram sempre,
nada do que cantaram os poetas,
nada do que calaram os céticos
ouça com o olhar
apure o paladar
tenha sessenta sentidos
veja com a audição
nada do que disseram antes,
nada do que dirĂŁo depois
escute a videira, o farfalhar sob os seus pés
e colha o arroz...
SAGA
Meu bem, me diz que a vida Ă© bela
E o amor Ă© como o diamante
Que reluz no teu dedo
E amar nĂŁo tem segredo
Ă sĂł se dar e acreditar no amanhĂŁ...
Me diz amor que seremos felizes
E nĂŁo haverĂĄ dor nem deslizes
Na nossa histĂłria,
Nossas memorias
SerĂŁo lembranças inesquecĂveis ...
Me diz amor que a vida Ă© linda
E mesmo que nĂŁo dure Ă© infinda a sua saga
A vida Ă© tĂŁo bonita
Que brinca de luzir no teu olhar
A luz da lua
Me diz amor que a rua Ă© minha e tua
A noite Ă© eterna e o amor Ă© infinito...
Acho que a noite Ă© infinita
como o meu amor
e quando penso
que a noite Ă© tĂŁo bonita
o dia jĂĄ chegou
eu acho que te amo
eu acho que te amo,
nĂŁo sei por quanto tempo
mas jĂĄ faz tanto tempo
que eu acho
acho, faz mais de trinta anos...
MUNDO BONITO
Meu amor,
O mundo Ă© tĂŁo bonito,
A natureza Ă© sĂĄbia,
A sabiĂĄ declama seu encanto,
As estaçÔes tĂȘm suas cores singulares,
A lua tem seus loucos,
Seus lobos e suas fases
E o amor tem a beleza da vida,
Os mares tĂȘm suas ressacas
E os bĂȘbados tĂȘm cirroses hepĂĄticas
E as calçadas,
TĂȘm angĂșstias que embriagaram seus dias
Lembranças vadias a namorar nas praças
Em passados remotos
Quando nĂŁo menos que tolos
E de paixĂŁo embevecidos
Achavam que o amor era belo
E o mundo bonito.
quem jĂĄ teve um amor verdadeiro
um dia e perdeu
herdou nos olhos a nostalgia...
mas perdeu seus horizontese suas referĂȘncias
minha primavera, minha Vera prima
eles verĂŁo este inverno no meu olhar
eles verão o meu outono e outras estaçÔes
fases de lua e suas consequĂȘncias
eles verĂŁo e eu inverno a derramar
o amor que transbordou no tempo e na saudade
quem jĂĄ teve um amor verdadeiro e um dia perdeu
jamais serĂĄ triste
triste Ă© quem um amor verdadeiro nunca viveu
mas quem pode entender o amor,
o amor Ă© um deus
ou se vive o amor e tem fé...
ou nĂŁo vive e padece
e se torna um ateu
preciso lembrar que o amor me esqueceu
e que os sonhos que eu tinha
nĂŁo sĂŁo mais sonhos meus
POEMA DE AMOR
NĂŁo Ă© tĂŁo fĂĄcil escrever um poema
Escrever um poema nĂŁo Ă© tĂŁo fĂĄcil assim
VocĂȘ reza trĂȘs novenas pro santo do dia
E trĂȘs novenas pra sĂŁo Serafim
Pensa na namorada que um dia foi embora
Na solidĂŁo que invadiu os seus dias
Diga que tudo isso faz parte da vida,
Que no mais, tudo Ă© belo, que tudo Ă© alegria
EntĂŁo comece falando da beleza do amor,
Do seu sorriso de luz e dos olhos de céu
E se a vida amarga um pouquinho,
NĂŁo chega a ser amarga como um copo de fel,
Fale da esperança que vocĂȘ tem,
E se não tem nenhuma, tem esperança de ter
E se vocĂȘ tem ou nĂŁo tem tudo isso
Um poema de amor vocĂȘ pode escrever...
AMOR
Deixa eu te dizer que o amor Ă© lindo
Ă como a tarde dourando o firmamento
E a poesia canta os passarinhos a gorjear fogosos
Ah! o amor Ă© tĂŁo lindo, que eu prometo eterno
O mais terno amor e se for triste
Porque triste Ă© o amor, infinito serĂĄ
Porque amor Ă© assim assim...
Te direi todas as manhĂŁs
Quando abrirem-se as rosas hĂșmidas de orvalhos...
E as cambaxirras cantarem
Os primeiros raios do alvorecer
Porque no alvorecer o amor se expressa
EntĂŁo entenda que os seres viventes,
As ĂĄguas, o vento, o fĂŽlego
Que conserva e harmoniza essa vida
SĂł Ă© possĂvel porque existe o amor
INSĂNIA
Deixe amor que a noite passe silenciosa
E apenas a noite, do que contém a noite,
Do que sustém a noite,
Do que mantém a noite, do que convém a noite
E se esse silencio for bastante pra nĂłs
For constante pra nĂłs, importante pra nĂłs
O silencio da noite nos darĂĄ um sinal
Assim se a noite silenciosa se perder
Silenciosamente nos subterfĂșgios
Das sombras das noites que fomos,
Deixe amor que a noite passe silenciosa
E se perca silenciosa na noite levando consigo
A ansiedade do que nĂŁo consigo
Além de sussurros e suspiros
Sob a luz dos astros e o enigmĂĄtico silencio da noite
Que a noite passe silenciosa
Diante da noite que a noite nos propÔe...
Um centĂmetro separa a felicidade da felicidade; um olhar separa o amor do Ăłdio, uma bala pode abalar muita gente e aliviar uma nação
O que Ă© amor... o que Ă© amor...
Sempre me questiono...
E essa busca, essa procura nĂŁo deixa de ser vestĂgios por maior que seja o abandono...
A ESSĂNCIA DO AMOR
Toda vez que tinha uma desilusĂŁo corria a praia, era muito mais fĂĄcil para AndrĂ© entender a imensidĂŁo do mar que a essĂȘncia das pessoas, e imaginar que aquilo tudo era gratuito, imaginar que um Ser superior com sua generosidade infinita armazenara ali tantas oferendas... e assim era frequente suas idas Ă praia; no entanto nada era traumĂĄtico, nada que deixasse marcas indelĂ©veis, diante daquela imensidĂŁo qualquer problema tornava-se Ănfimo, mesmo com aquela forma de pensar de que amor Ă© arrimo da dor ou a dor arrimo do amor, era assim. Mara, sua primeira paixĂŁo de adolescente, a que recebera os primeiros bilhetes, com frases e desenhos de paixĂŁo, preferira o rival das gincanas e torneios colegiais; mas depois vieram namoros firmes e noivados desfeitos, todos superados depois de algum tempo, entĂŁo um dia olhava as fotos, relembrava os momentos, rebuscava os detalhes e ria dos resquĂcios de felicidade; a vida era uma aventura que tinha que ser vivida. Uma agrura ou outra, alguns arranhĂ”es, mas era sĂł; algumas doses de vinho, um livro, um pouco de solidĂŁo, alguns poemas. e tudo ficava no arquivo das lembranças, catalogado com muitos aprendizados. era um caminho ou muitos caminhos, um labirinto que nos levaria aonde, o universo que nos compĂ”e compĂ”e o universo propriamente dito. nĂŁo cometeria os mesmos erros, e pensando assim parecia policiar-se de um prisma adjacente e estratĂ©gico, mas nĂŁo era bem assim, ou pelo menos nĂŁo era funcional diante de um universo de emoçÔes; se pudĂ©ssemos definir AndrĂ© numa Ășnica palavra essa palavra seria sensibilidade, era uma pessoa suscetĂvel entĂŁo o que doĂa em alguĂ©m prĂłximo doĂa nele, o que encantava, uma bela atitude lhe fascinava assim aconteceram
Outras paixĂ”es; ansiedade, medo, insegurança, mas nĂŁo era um martĂrio, nem era um jogo, ou era? detalhava os traços, a forma de falar, sorrir, olhar, tudo lhe fascinava no alvo de suas emoçÔes, mas nada tanto como um pouquinho de timidez; um rosto feminino espantado era irresistĂvel. mas quem inventou a paixĂŁo? com certeza Marylin Monroe naquela famigerada foto, tentando abaixar a saia do vestido por causa de um vento inconveniente, tenha inventado a paixĂŁo para a metade da população masculina contemporĂąnea e quiçå para a parte da modernidade lĂ©sbica, o que se insurgia como um pecado, mas quem nĂŁo pecaria por paixĂŁo?
Alguma coisa no passado incomodava.. sempre haveria algo no passado a incomodar mas jå aprendera a conviver com isso. era sempre algo mal resolvido, algo que deixara de dizer ou fazer, e isso às vezes lhe salvara, outras o condenara; principalmente a conviver com essa sensação, alguma coisa no passado...
A Central do Brasil estava como em todas as segundas- feiras, todos apressados; ninguĂ©m se via, ninguĂ©m se percebia, muitos se esbarravam; muitas mĂŁos estendidas, olhos suplicantes e nĂŁo eram sĂł os olhos dos pedintes, no entanto descrevia o amanhecer como como uma aquarela divina; o romantismo Ă© leviano a ponto de ignorar o inferno que queima a essĂȘncia no interior humano; nossas cançÔes de exĂlios morreriam de vergonha diante de olhos tĂŁo infelizes, mas diante da beleza quem nĂŁo se torna leviano. A hora de entrar no trem era um suplĂcio, era a sua supercarga de stress diĂĄria, mas ao juĂzo final, aquilo provavelmente contaria como atenuante para a remissĂŁo de seus pecados. O trem sacolejava num serpentear como se tentasse despertar muitos que voltavam exauridos de mais uma batalha do cotidiano; as casinhas subiam o morro desordenadamente, Ă s vezes perigosamente como uma maquete mal elaborada; AndrĂ© num rompante de filosofia, comparou tudo aquilo com a alma humana e murmurou pra si mesmo: "diante da necessidade atĂ© a desordem se harmoniza." alguĂ©m colocou algo na sua mĂŁo explicando uma necessidade, era um dos muitos vendedores de coletivo, uma das muitas desarmonia social; afora isso tinha cantores, poetas, filĂłsofos, pintores e todos juntos estavam ali como uma plateia passiva, assimilando ou nĂŁo, participando ou nĂŁo, indiferentes ou nĂŁo; mas ali era o teatro real, a realidade crua na peça do cotidiano. AndrĂ© Jogou uma cĂ©dula ainda Ășmida, afinal vinha da praia, no chapĂ©u que se encontrava na mĂŁo de um jovem que declamara um poema que falava na essĂȘncia do amor, seu destino era a prĂłxima estação: Olinda, e seu espetĂĄculo pausava ali para recomeçar no dia seguinte, depois daquele resto de ocaso que lhe faria refletir sobre a essĂȘncia do amor
Meu amor, quando o amor nĂŁo for teu;
e sĂł o teu amor...
como se a dor do mundo nos teus ombros,
como se os escombros da paixĂŁo
farpassem teu coração na dor imensa da desilusão;
o amor nĂŁo caminha com ansiedade;
amor Ă© uma cidade tĂŁo tranquila;
gente bonita na janela,
um milharal, um cajueiro
e a poesia a se banhar num lago cristalino;
o amor Ă© um menino com todo tempo do mundo,
o amor Ă© dono dos horizontes
e do tempo e se nĂŁo for assim,
Ă© qualquer sentimento, menos amor
â VOILĂ
Por que fugir o olhar e sorrir assim o desdém
se ontem me prometias alma e amor eterno
se poesias de amor nas linhas do teu caderno
seladas com um coração me dedicastes também
