Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

Tenho amor a isto, talvez porque não tenha mais nada que amar - ou talvez, também, porque nada valha o amor de uma alma, e, se temos por sentimento que o dar, tanto vale då-lo ao pequeno aspecto do meu tinteiro como à grande indiferença das estrelas.

A PĂĄscoa Ă© amor, Ă© fraternidade, Ă© uniĂŁo...
Påscoa não é um dia para comermos chocolates, e sim para comemorarmos a vida e ressurreição daquele que morreu para nos salvar!
A Påscoa vem trazendo uma mensagem de paz, esperança e amor.
Feliz PĂĄscoa!

Amor não deve somente "queimar", mas também aquecer.

SĂł quem passa pelo gelo da dor chega ao incĂȘndio do amor.

Chiara Lubich
Ideal e luz: pensamento, espiritualidade, mundo unido. SĂŁo Paulo: Cidade Nova, 2021.

O amor me fere é debaixo do braço, de um vão entre as costelas, atinge o meu coração é por esta via inclinada

Adélia Prado

Nota: Trecho de poema presente no livro "Bagagem", de Adélia Prado. Link

Certos graus de amor só são perceptíveis a partir da impossibilidade de se exercerem ou da ameaça de não poderem jamais vir à tona.

"Muito amor"

Para os grandes, eu penso. E viro a cabeça pra pensar em outra coisa. É mais feliz gostar, amar Ă© pra quem pode. Mas vocĂȘ ou a vida ou sei lĂĄ. Insiste. E entĂŁo chega enorme. E sĂł me resta rir que nem quando vejo um bebĂȘ muito pequeno e lindo. VocĂȘ ri. Vai fazer o quĂȘ? É o milagre maravilhoso da vida e eu ficando brega e cheia de medo e cheia de vontade de te contar tantas coisas e nem sei se vocĂȘ gosta de ouvir meus atropelos. Muito amor. E entĂŁo fico querendo nĂŁo trair a beleza. Com vocĂȘ sinto a fidelidade de ser tranquila. Um pacto de paz com o mundo. Pra nĂŁo me afastar de vocĂȘ quando estou longe. E Ă© impossĂ­vel entĂŁo que os martelos do apartamento de cima sejam realmente martelos. E Ă© impossĂ­vel que as chatices do dia sejam realmente sem solução. E os outros caras, aviso, olha, Ă© amor. É amor. Ainda que eu quisesse, nĂŁo consigo mais nem um centĂ­metro pra vocĂȘ. Desculpa. O amor Ă© terrivelmente fiel. Porque ele ocupa coisas nossas que nem existem nos sentidos conhecidos. É como tomar ĂĄgua morna depois de ter engolido um filtro inteiro de ĂĄgua geladinha. NinguĂ©m nem pensa nisso. Muito amor. De um jeito que era mesmo o que eu achava que existia. E Ă© orgĂąnico dentro da gente ainda que vendo de fora nĂŁo pareça caber. O corpo dĂĄ um jeito. Minha casca reclama mas incha. Tudo faz drama dentro de mim, ainda que nada seja realmente de surpresa. Sentir isso era o casaco de frio que sempre carreguei no carro. Cansado, abandonado, amassado, sujo, velho. Mas, de repente, tudo isso desistente tem serventia e a vida te abraça. O guarda-chuva do porta-malas. A bolsa falsa do assalto que minha mĂŁe mandava eu ter embaixo do banco do passageiro. Sentir isso sĂŁo os trocos que vocĂȘ guarda pra emergĂȘncia. Amar grande Ă© gastar reservas e ainda assim ter coragem pra dar o que nĂŁo se tem. Amar grande Ă© ter vertigem no chĂŁo mas sentir um chamado pra voar. Amar grande Ă© essa fome enjoada ou esse enjĂŽo faminto. É o soco do bem na barriga. É mostrar os dentes pra se defender mas acaba em sorriso. É o sal que carrego no fundo falso da bolsa pra quando eu nĂŁo aguentar a vida. É o açĂșcar que carrego junto. É tudo que pode sair do controle. É meu corpo caindo. E as almofadas de vĂĄrias cores pra me dizer que pode dar certo. É o desespero aconchegante.

Preciso ser livre - nĂŁo aguento a escravidĂŁo do amor grande, o amor nĂŁo me prende tanto.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Sofri um acidente de amor, mas estou legal, sĂł quebrei a cara.

Quero comer bolo de noiva,
puro açĂșcar, puro amor carnal
disfarçado de coraçÔes e sininhos:
um branco, outro cor-de-rosa,
um branco, outro cor-de-rosa.

Minha vida, minha paz, Ă© vocĂȘ e mais ninguĂ©m. No amor a gente acredita, esse Ă© o amor que eu sempre quis. Faz o nosso mundo tĂŁo perfeito, esse amor que nos faz feliz.

O amor permanece, o homem Ă© que muda. P.C.

Que bom amor... Um amor assim contagiante! É tĂŁo gostoso, Ă© alto astral! O nosso amor Ă© grande, ele nunca tem preço, cada vez fica melhor!

SÚPLICA

Olha pra mim, amor, olha pra mim;
Meus olhos andam doidos por te olhar!
Cega-me com o brilho de teus olhos
Que cega ando eu hĂĄ muito por te amar.

O meu colo Ă© arrninho imaculado
Duma brancura casta que entontece;
Tua linda cabeça loira e bela
Deita em meu colo, deita e adormece!

Tenho um manto real de negras trevas
Feito de fios brilhantes d`astros belos
Pisa o manto real de negras trevas
Faz alcatifa, oh faz, de meus cabelos!

Os meus braços são brancos como o linho
Quando os cerro de leve, docemente

Oh! Deixa-me prender-te e enlear-te
Nessa cadeia assim etemamente! 


Vem para mim,amor
Ai não desprezes
A minha adoração de escrava louca!
Só te peço que deixes exalar
Meu Ășltimo suspiro na tua boca!

Amor possĂ­vel Ă© para os tolos.
Todos sabem que os melhores sĂŁo os amores impossĂ­veis!

Ainda existem almas para as quais o amor Ă© o contato de duas poesias, a fusĂŁo de dois devaneios.

O amor Ă© bom, mas Ă© melhor o sono.

Se o escultor despreza a argila, terĂĄ de modelar o vento. Se o teu amor despreza os sinais do amor a pretexto de atingir a essĂȘncia, o teu amor nĂŁo passa de palavreado

EstĂĄ fora de moda sofrer por amor. Vingança Ă© tendĂȘncia.

E até o tempo passa arrastado
SĂł pra eu ficar do teu lado
VocĂȘ me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu nĂŁo quero ser teu amigo
É, que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano, Ă©
Eu preciso dizer que eu te amo, tanto
Eu jĂĄ nĂŁo sei se eu tĂŽ misturando